“O MUNDO VAI TREMER” (“THE
WORLD WILL TREMBLE”), 2025, coprodução Inglaterra/Estados Unidos,
1h49m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Lior Geller. Desde que me
entendo como cinéfilo amador, já assisti inúmeros filmes sobre a Segunda Guerra
Mundial, muitos deles destinados a mostrar o sofrimento dos judeus nos campos
de extermínio. Posso afirmar, com convicção, que “O Mundo Vai Tremer” é um dos
mais chocantes e realistas, além de um importante documento histórico sobre o
Holocausto. O drama é centrado num grupo de judeus aprisionados em Chelmno, o
primeiro campo de extermínio construído secretamente pelos nazistas na Polônia.
Herbert Lange (David Kross) é o comandante do campo, que se diverte ao impor
seu sadismo contra os prisioneiros. As cenas são de cortar o coração. Um pequeno
grupo de judeus é encarregado de cavar valas comuns na floresta para enterrar
os judeus poloneses mortos por asfixia num caminhão de gás. Em janeiro de 1942,
Michael Podchlebnik (Jeremy Neumark Jones) e Solomon Wiener (Oliver
Jackson-Cohen) conseguem fugir e, depois de muito sofrimento, chegar ao gueto
de Grabów, onde revelaram o que acontecia nos campos de extermínio nazistas,
até então conhecidos apenas como locais de trabalhos forçados. Os relatos
chegaram ao conhecimento da BBC de Londres, que os divulgou ao mundo, que
realmente tremeu. O filme é muito triste, chocante e realista, muito difícil de
digerir, mas é ótimo como documento histórico. O crítico Joshua Hayes o rotulou
como “Um dos retratos mais precisos do Holocausto já feitos na tela”. Na
opinião da historiadora Na’Ama Shik, “O filme está destinado a se tornar um dos
mais importantes sobre o Holocausto”. Imperdível, na minha modesta opinião, mas não indicado a
espectadores de estômago sensível. Elenco: Jeremy Neumark Jones, Oliver
Jackson-Cohen, Charlie Macgechan, Anton Lesser, David Kross, Aleksandra Kostova,
Michael Fox, Michael Epp, Danny Scheinmann, Adi Kvetner, George Lenz, Tim
Bergmann, Oliver Möller, Leonard Proxauf e Gilles Ben-David.

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