“VIZINHOS BÁRBAROS” (“LES
BARBARES”), 2025, França, 1h42m, em cartaz na Netflix,
direção de Julie Delpy, que também assina o roteiro com Matthieu Rumani e
Nicolas Slomka. Julie Delpy já demonstrou seu talento como atriz, roteirista e
diretora em diversos filmes. Este espaço é pouco para citá-los. Recorram ao
Google. Em “Vizinhos Bárbaros”, ela também trabalha como atriz. Como roteirista
e diretora, ela conseguiu reunir, mais uma vez com muita competência, comédia e assuntos sérios, como o racismo e a
xenofobia. A história é ambientada no pequeno vilarejo de Paimpont, na região
da Bretanha. Delpy é a professora Joëlle Lesourd, integrante de uma ONG de
direitos humanos que convence o prefeito do vilarejo a receber refugiados da
Ucrânia em troca de subsídios do governo francês. Mas tal é a surpresa quando,
na verdade, quem chega são refugiados da Síria, o que provoca uma reviravolta e
tanto. Parte da população não aceita os refugiados, tratando-os como vizinhos bárbaros.
Essa situação perdura até o desfecho da história, quando uma mulher começa a
ter as dores do parto na beira de um lago e é ajudada justamente pela médica
síria refugiada. Alternando situações de pura comédia e dramas humanos, “Vizinhos
Bárbaros” resulta num filme bastante agradável, inteligente e muito elucidativo.
Imperdível. Elenco: Julie Delpy, Rita Hayek, Laurent Lafitte, Sandrine
Kiberlain, Fares Helou, India Hair, Daniel Moran, Mathieu Demy, Ziad Bakri,
Alberto Delpy (pai da diretora), Brigitte Roüan, Franc Bruneau, Dalia Naous,
Émilie Gavois-Kahn, Monsieur Fraize e Jean-Charles Clichet.
terça-feira, 9 de junho de 2026
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