“AMORES À PARTE” (“SPLITSVILLE”), 2025,
Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Michael Angelo
Covino (“Relatos do Mundo”, “Riff, Raff: Um Crime em Família”), que também
assina o roteiro juntamente com Kyle Marvin – os dois também atuam no filme. Aqui
no Brasil, há muito tempo que costumamos dizer que o filme ruim é um “abacaxi”.
Nos Estados Unidos mudaram a fruta e criaram, em 1981, o “Framboesa de Ouro”, prêmio
que elege anualmente os piores filmes, atuações e produções de Hollywood. Tudo
isso para chegar a este filme que merecia pelo menos ser indicado em 2025/26 para
tal vexatória premiação. Trata-se de uma comédia pastelão reunindo dois casais
em crise. No meio de uma viagem, Ashley (Adria Arjona) confessa ao marido, Carey (Marvin), estar tendo um caso e que quer se separar. Ele para o carro no
acostamento e sai correndo pelo mato aparentemente sem direção, mas algum tempo depois chega
à casa dos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Michael Angelo Covino), um
casal que confessa ser adepto do relacionamento aberto, onde cada um vai para a
cama com qualquer um/uma. A partir dessa situação começa uma confusão danada,
repleta de cenas de qualidade duvidosa, entre elas um constrangedor nu frontal
masculino. O humor é na base do pastelão, incapaz de provocar gargalhadas,
muito menos risadas e sorrisos amarelos. As situações envolvendo troca de casais, amantes à vontade
e diálogos sem graça nenhuma fazem de “Amores à Parte” um dos piores
lançamentos do ano. Louve-se, porém, é preciso admitir, a beleza das atrizes Dakota Johnson e
Adria Arjona, num contraste violento contra a feiura de seus respectivos pares. Resumindo, não passa de um puro besteirol de baixa qualidade.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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