“O FALSÁRIO” (“IL FALSARIO”), 2025,
Itália, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção de Stefano Lodovighi, seguindo
roteiro assinado por Sandro Petraglia e Lorenzo Bagnotori. A história é baseada
em fatos reais ocorridos na década de 70 e primeira metade dos anos 80 do século
passado e relatados no livro “Il Falsario Di Stato”, escrito pelos jornalistas
Massimo Veneziani e Nicola Biondo. O personagem central é o italiano Antonio “Toni”
Chiarelli (Pietro Castellitto), um artista plástico amador que sai de sua
cidade natal, Roscíolo Dei Marsi, para Roma, em 1970, com o objetivo de se
aperfeiçoar na sua arte e ganhar dinheiro. Ele logo começa a frequentar
galerias e, numa delas, conhece Donata (Giulia Michelini), que seria sua
empresária, amante e esposa. Toni demonstrou uma facilidade enorme em reproduzir
telas de grandes pintores e começou a ganhar dinheiro. Mas logo estaria envolvido
em trabalhos ilegais como falsificação de documentos para a Banda Della
Magliana, organização criminosa ligada à Máfia. Desde o início, a história tem
como pano de fundo a tumultuada situação política da Itália e os atentados do
grupo terrorista Brigadas Vermelhas, responsável pelo sequestro e assassinato
do ex-primeiro ministro Aldo Moro, em 1978. Completam o elenco Andrea
Arcangeli, Edoardo Pesce, Perluigi Gigante e Claudio Santamaria. O roteiro complica um pouco o entendimento de algumas situações. A história é incrível e poderia,
na minha opinião, ser melhor aproveitada. Faltou esmiuçar um pouco mais os
acontecimentos e identificar melhor alguns personagens que circulam em volta de
Toni. Um aspecto é preciso destacar: a primorosa recriação de época e os belos
cenários da capital italiana. Resumo da ópera, achei o filme bastante
interessante e movimentado, mas não me convenceu a fazer uma indicação
entusiasmada.
domingo, 25 de janeiro de 2026
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