domingo, 25 de janeiro de 2026

“O FALSÁRIO” (“IL FALSARIO”), 2025, Itália, 1h50m, em cartaz na Netflix, direção de Stefano Lodovighi, seguindo roteiro assinado por Sandro Petraglia e Lorenzo Bagnotori. A história é baseada em fatos reais ocorridos na década de 70 e primeira metade dos anos 80 do século passado e relatados no livro “Il Falsario Di Stato”, escrito pelos jornalistas Massimo Veneziani e Nicola Biondo. O personagem central é o italiano Antonio “Toni” Chiarelli (Pietro Castellitto), um artista plástico amador que sai de sua cidade natal, Roscíolo Dei Marsi, para Roma, em 1970, com o objetivo de se aperfeiçoar na sua arte e ganhar dinheiro. Ele logo começa a frequentar galerias e, numa delas, conhece Donata (Giulia Michelini), que seria sua empresária, amante e esposa. Toni demonstrou uma facilidade enorme em reproduzir telas de grandes pintores e começou a ganhar dinheiro. Mas logo estaria envolvido em trabalhos ilegais como falsificação de documentos para a Banda Della Magliana, organização criminosa ligada à Máfia. Desde o início, a história tem como pano de fundo a tumultuada situação política da Itália e os atentados do grupo terrorista Brigadas Vermelhas, responsável pelo sequestro e assassinato do ex-primeiro ministro Aldo Moro, em 1978. Completam o elenco Andrea Arcangeli, Edoardo Pesce, Perluigi Gigante e Claudio Santamaria. O roteiro complica um pouco o entendimento de algumas situações. A história é incrível e poderia, na minha opinião, ser melhor aproveitada. Faltou esmiuçar um pouco mais os acontecimentos e identificar melhor alguns personagens que circulam em volta de Toni. Um aspecto é preciso destacar: a primorosa recriação de época e os belos cenários da capital italiana. Resumo da ópera, achei o filme bastante interessante e movimentado, mas não me convenceu a fazer uma indicação entusiasmada.         

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