“O TANQUE DE GUERRA” (“DER
TIGER”), 2025, Alemanha, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
de Dennis Gansel, que também assina o roteiro com Colin Teevan. Pintou filme
sobre a Segunda Guerra Mundial eu já aperto o Play. Desde que iniciei minha vida de cinéfilo, há muito tempo, este é um tema que sempre me atraiu. “O Tanque de Guerra” é um
filme bem diferente dos que já vi. Mais psicológico do que na base de
explosões, tiros etc. No final do comentário explicarei um fato que, a
princípio, confesso que não percebi. Estamos no outono de 1943. A história se
concentra em cinco jovens soldados alemães a bordo de um tanque Tiger em missão
na frente oriental. Logo após a batalha
de Stalingrado eles tentam atravessar uma ponte, mas são surpreendidos pelo
fogo inimigo e pelas explosões que destruíram a ponte. Eles conseguem seguir
adiante e recebem uma ordem para cumprir uma difícil missão: resgatar um tal de
coronel Paul Von Hardenburg preso num bunker atrás das linhas inimigas. Os
soldados serão submetidos a testes que exigem muito sangue frio e coragem, como
desmontar minas e atravessar um rio por baixo d’água. As situações são
angustiantes e tão bem feitas que levam o espectador a quase sentir o mesmo
medo dos soldados, que enfrentam tudo na base da anfetamina – prática comum historicamente
comprovada, pelos soldados alemães durante o conflito. No desfecho, quando o
capitão Philip (David Schütter), líder dos soldados no tanque, encontra o coronel
Paul Von Hardernburg (Tilman Strauss), a gente percebe que o filme tem algo a
dizer que não se refere propriamente ao que você viu antes. Eu demorei para entender que aqueles
soldados alemães estavam, na verdade, pagando seus pecados num outro plano – o purgatório? –
depois de tantos assassinatos praticados contra civis em Stalingrado. A Prime
Vídeo começou 2026 nos proporcionando um excelente filme de guerra.

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