domingo, 11 de janeiro de 2026

 

“O TANQUE DE GUERRA” (“DER TIGER”), 2025, Alemanha, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Dennis Gansel, que também assina o roteiro com Colin Teevan. Pintou filme sobre a Segunda Guerra Mundial eu já aperto o Play. Desde que iniciei minha vida de cinéfilo, há muito tempo, este é um tema que sempre me atraiu. “O Tanque de Guerra” é um filme bem diferente dos que já vi. Mais psicológico do que na base de explosões, tiros etc. No final do comentário explicarei um fato que, a princípio, confesso que não percebi. Estamos no outono de 1943. A história se concentra em cinco jovens soldados alemães a bordo de um tanque Tiger em missão na frente oriental.  Logo após a batalha de Stalingrado eles tentam atravessar uma ponte, mas são surpreendidos pelo fogo inimigo e pelas explosões que destruíram a ponte. Eles conseguem seguir adiante e recebem uma ordem para cumprir uma difícil missão: resgatar um tal de coronel Paul Von Hardenburg preso num bunker atrás das linhas inimigas. Os soldados serão submetidos a testes que exigem muito sangue frio e coragem, como desmontar minas e atravessar um rio por baixo d’água. As situações são angustiantes e tão bem feitas que levam o espectador a quase sentir o mesmo medo dos soldados, que enfrentam tudo na base da anfetamina – prática comum historicamente comprovada, pelos soldados alemães durante o conflito. No desfecho, quando o capitão Philip (David Schütter), líder dos soldados no tanque, encontra o coronel Paul Von Hardernburg (Tilman Strauss), a gente percebe que o filme tem algo a dizer que não se refere propriamente ao que você viu antes. Eu demorei para entender que aqueles soldados alemães estavam, na verdade, pagando seus pecados num outro plano – o purgatório? – depois de tantos assassinatos praticados contra civis em Stalingrado. A Prime Vídeo começou 2026 nos proporcionando um excelente filme de guerra.    

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