“SONHOS DE TREM” (“TRAIN DREAMS”),
2025,
Estados Unidos, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Clint Bentley (“Sing
Sing”), que também assina o roteiro com Greg Kwedar. A história é baseada no
conto homônimo escrito pelo romancista Denis Johnson (1949-2017), finalista do
Prêmio Pulitzer de Ficção em 2012. Estamos no início do século XX no interior
dos Estados Unidos, época em que as ferrovias estavam se expandindo. A figura
central do filme é o lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton), que trabalhava
duro derrubando árvores e ajudando a construir as ferrovias. Solteirão
convicto, ele acaba se apaixonando e casando com Gladys (a dentuça Felicity
Jones), com a qual teria uma filha. O trabalho, porém, o levava para longe da
família por longos períodos. Depois de uma tragédia, Robert entra em parafuso,
começa a delirar e fica depressivo. A partir desse episódio não
há muito a comentar, pois a história passa a se concentrar nas lembranças de
Robert e sua indefinição sobre o futuro. Narrado pelo ator Will Patton, o filme
se arrasta com poucos diálogos, cenas contemplativas da natureza,
principalmente árvores – a fotografia, do brasileiro Adolpho Veloso, é
excelente, cotada a disputar o Oscar 2026. Tudo lembra muito o estilo irritante,
intragável e insuportável do cineasta Terrence Malick. Quem já viu algum filme
de Malick sabe do que estou falando. Dá sono em bicho-preguiça. O elenco de “Sonhos
de Trem” conta ainda com Kerry Condon, William H. Macy, Alfred Hsing, Nathaniel
Arcand e John Deal. Alguns críticos profissionais afetados – os mesmos que
adoram Malick - elogiaram o filme, mas eu achei enfadonho, embora tenha gostado
muito do visual/fotografia e da atuação de Joel Edgerton e William H. Macy. Para concluir o comentário, sou obrigado a admitir
que o tempo de duração (1h43m) pareceu muitas horas a mais.

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