“GUERRA SEM REGRAS” (“THE
MINISTRY OF UNGENTLEMANLY WARFARE”), 2024, Estados
Unidos, 2h01m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta inglês Guy Ritchie
(“Snatch – Porcos e Diamantes”, “Sherlock Holmes”), que também assina o roteiro
ao lado de Arash Amel, Paul Tamasy e Eric Johnson. Mais uma daquelas incríveis
histórias da fonte interminável de histórias ambientadas durante a Segunda
Guerra Mundial. Esta, em especial, foi inspirada por arquivos secretos e por um
documentário do Departamento de Guerra Britânico. Ou seja, (quase) tudo é
baseado num fato real, fantasiado com incrível competência pelos roteiristas,
uma criativa e original direção de arte, com cenários deslumbrantes e um show
de fotografia. Trata-se de um filme de ação com um ritmo alucinante, cenas
espetaculares e muito humor. Vamos à história. Durante aquele conflito, o exército
inglês, com o aval do primeiro-ministro Winston Churchill, recruta um grupo de
mercenários para explodir um navio, ancorado no litoral da África, que abastecia
os temidos U-BOAT, submarinos nazistas que aterrorizavam os mares e foram
responsáveis por abater inúmeros navios dos aliados, tanto na Primeira quanto
na Segunda Guerra Mundial. A missão, coordenada de Londres pelo oficial
britânico Ian Fleming – aquele mesmo, criador do agente OO7 – tinha um prazo de
alguns dias para ser concluída, pois havia informações de que o navio logo
partiria para outro porto. Muita tensão até o desfecho, destacando as ótimas
cenas de ação. Estão no elenco Henry Cavill, Eiza González, Alan Ritchson, Alex
Pettyfer, Hero Fiennes Tiffin, Till Schweiger, Freddie Fox, Rory Kinnear e Babs
Olusanmokun. Enfim, um ótimo filme para entreter e divertir. Não perca!
sexta-feira, 2 de agosto de 2024
quinta-feira, 1 de agosto de 2024
“TEIA DE VINGANÇA” (“WHAT COMES
AROUND”), 2024, Estados Unidos, 1h24m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção de Amy Redford (filha do ator e diretor Robert Redford), seguindo
roteiro assinado por Scott Organ. Trata-se de um suspense cuja história é bem
interessante e atual, ao mesmo tempo em que serve de alerta para pais de
adolescentes que costumam se relacionar pela Internet. A jovem Anna (Grace Van
Dien, filha do ator Casper Van Dien) passa horas, todos os dias, conversando com um tal de Eric
(Kyle Gallner), 12 anos mais velho que ela – ela tem 16 e ele 28 (na vida
real, o ator Kyle Gallner tem 37). Papo vai, papo vem, eles combinam de se
encontrar pessoalmente. Essa relação tem tudo para acabar mal, pois Eric – o espectador
logo percebe – apresenta um comportamento muito esquisito, beirando a esquizofrenia
ou a psicopatia (ponto para a ótima atuação do ator Gallner). Beth (Summer Phoenix),
a mãe da moça, fica revoltada com a situação, assim como seu namorado, o
policial Tim (Jesse Garcia). Numa revelação bombástica, um fato do passado vem
à tona e a história dá uma grande reviravolta, dando a impressão que uma
tragédia está próxima de acontecer. Infelizmente, o desfecho não condiz com o
suspense que permeia a história. O roteiro preferiu dar um “the end”
mais light, o que, na minha opinião, acabou prejudicando o resultado final.
Mais um destaque negativo é a fraca atuação da atriz Summer Phoenix, irmã mais
nova dos atores Joaquin Phoenix e do falecido River Phoenix. Enfim, "Teia de Vingança" é apenas interessante.
terça-feira, 30 de julho de 2024
“ESPOSA E MÃE” (“SAVI”), 2024,
Índia, 1h52, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Abhinay Deo. Começo o
comentário destacando um aspecto um tanto inusitado, ou seja, um filme
produzido por Bollywood inteiramente filmado na cidade inglesa de Liverpool.
Aqui mora o casal de imigrantes indianos Savi (Divya Khosla Kumar) e Nakul
Sachdeva (Harshvardhan Rane) e o filho menor. Ele trabalha e ela é apenas dona
de casa. Tudo vai bem até que um dia a polícia bate na porta do casal e anuncia a
prisão de Nakul. A acusação: ele teria assassinado sua chefe no estacionamento
da empresa. Ele nega o crime, mas é julgado e condenado à prisão perpétua. Savi
não se conforma com a situação, pois acredita que o marido é inocente. Seu
desespero é tão grande que ela resolve simplesmente resgatar Nakul da
penitenciária de segurança máxima. Quando planeja a estratégia, ela entra em contato com um sujeito que conseguiu escapar de uma prisão inglesa de segurança máxima, “coincidentemente” um ex-prisioneiro
indiano que, comovido com a situação da moça, resolve ajudá-la. Até o desfecho, muito suspense para prender a
atenção do espectador, valorizado por algumas boas cenas de ação. Completam o elenco Anil Kapoor, Hadelin De Ponteves e M.K. Raina. Para concluir, lembro que o filme é um remake
do drama francês “Tudo por Ela”, de 2008, com a diferença de que a prisioneira é
a esposa. Trocando em miúdos, “Esposa e Mãe” é um bom suspense que garante um
ótimo entretenimento, com a vantagem de não ter aquelas coreografias irritantes
nem festas com guerra de pó colorido, dois dos chavões mais tradicionais da maioria dos filmes de
Bollywood.
domingo, 28 de julho de 2024
“O SABOR DA VIDA” (“LA PASSION
DE DODIN BOUFFANT”), 2023, coprodução França/Bélgica, 2h16m, em
cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta vietnamita Tran Anh Hung,
que ficou conhecido depois de dirigir a pequena obra-prima “O Cheiro do Papaia Verde”, de 1993. Já
vimos inúmeros filmes cujo tema é a gastronomia. O mais famoso e talvez o
melhor deles ainda seja “A Festa de Babette”, de 1987, produção dinamarquesa
que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Sabor da Vida” não fica
muito longe em termos de qualidade. Tanto é que foi indicado pela França ao
Oscar 2024 de Melhor Filme Internacional, além de receber o prêmio de Melhor
Direção no Festival de Cannes. O filme realmente é muito bom, com uma primorosa
fotografia (Jonathan Ricquebourg), excelente elenco, romântico, poético e,
acima de tudo, requintado no que se refere à gastronomia. Não à toa que o
cenário é basicamente a cozinha de um casarão, onde toda a ação acontece desde
a primeira cena. Antes de revelar a sinopse, lembro que a história é baseada no
romance “The Passionate Epicure: La Vie Et La Passion de Dodin-Bouffant”,
escrito por Marcel Rouff. Estamos em 1885, na cozinha da casa cujo proprietário
é o empresário Dodin Bouffant (Benoît Magimel), dono de restaurante e chef de
cozinha – seu personagem foi inspirado em Anthelme Brillat-Savarin (1755-1826),
renomado gourmet e gastrônomo francês, responsável pela criação dos mais
famosos pratos da alta culinária francesa. Eugenie (Juliette Binoche)
trabalha como cozinheira para Dodin há cerca de vinte anos. Dodin gosta de ficar
na cozinha acompanhando o trabalho de Eugenie, dando palpites, saboreando os
molhos e criando novos cardápios. Depois que ficou viúvo, Dodin se apaixonou
por Eugenie e, quando esta ficou doente, ele mesmo passou a cozinhar para ela.
Ou seja, a gastronomia como fator preponderante para unir ainda mais o casal.
Cabe aqui destacar a química perfeita entre Binoche e Magimel, que pode ser
explicada pelo fato de terem sido casados na vida real entre 1998 e 2003,
relação que resultou numa filha. Completam o elenco Emmanuel Salinger, Patrick
D’Assunção, Jean-Mark Roulot, Yannik Landrein, Sarah Adler, Bonnie Chagneau e
Galatea Bellugi. Embora lento, o filme em nenhum momento perde o seu encanto. Um
prato cheio para quem curte gastronomia. Imperdível!
sexta-feira, 26 de julho de 2024
“ROUBANDO MUSSOLINI” (“RAPINIAMO
IL DUCE”), 2022, Itália, 1h30m, em cartaz na Netflix, roteiro e
direção de Renato De Maria (“Desaparecidos na Noite”, “Nada Santo”, "La Vita
Oscena”). Comédia de ação muito criativa, ambientada no final da Segunda Guerra
Mundial. Um grupo de militantes da resistência planeja roubar o tesouro do
ditador italiano, um grande volume de joias, moedas de ouro, e documentos ultrassecretos.
Mussolini pretendia levar isso tudo para a Suíça. Até aqui, tudo baseado em
fatos reais. A ficção começa quando um grupo da resistência italiana resolve
roubar todo esse tesouro. Isola (Pietro Castellitto) reúne seus amigos mais
próximos para planejar e executar o roubo. Havia, porém, um problema. Isola é
amante de Yvonne (Matilda de Angelis), que por sua vez é amante de Achille
Borsalino (Fillipo Timi), um alto oficial de Mussolini. A missão não é nada fácil.
Esse tesouro do ditador italiano está protegido no quartel-general dos
fascistas em Milão. Muita ação e suspense prendem o espectador até o desfecho,
num desenrolar de situações hilariantes. Completam o elenco Coco Rebecca
Edogamhe, Maurizio Lombardi, Marcelo Macchia, Isabella Ferrari, Tommaso Ragno e
Lorenzo de Moor. Sem dúvida, “Roubando Mussolini” é um dos filmes mais
criativos e interessantes do cinema italiano nos últimos anos. Entretenimento
garantido. Não perca!
quarta-feira, 24 de julho de 2024
“I WANNA DANCE WITH SOMEBODY –
A HISTÓRIA DE WHITNEY HOUSTON” (“WHITNEY HOUSTON: I WANNA DANCE WITH SOMEBODY”),
2022, Estados Unidos, 2h26m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Kasi Lemmons,
seguindo roteiro assinado por Anthony McCarten. Cinebiografia da cantora pop
norte-americana Whitney Houston (1963-2012). A história acompanha a trajetória
de Whitney, interpretada com maestria pela atriz e cantora inglesa Naomi Ackie,
desde que cantava no coro da igreja e como backing vocal nas apresentações
da mãe Cissy Houston (Tamara Tunie), até ser descoberta pelo empresário Clive
Davis (Stanley Gucci) e fazer um grande sucesso com suas gravações e shows.
Whitney era um fenômeno vocal. Seus discos venderam milhões e a consagraram como
a grande cantora norte-americana nos anos 80/90 e nos primeiros anos do século
XXI. O filme destaca sua vida pessoal, seu suposto romance lésbico com uma
assessora e seu tumultuado casamento com o cantor Bobby Brown e seu vício em
drogas, que acabou com sua carreira e vida. Um detalhe precioso que o filme
destacou foi o fato de que o ator Kevin Costner, com quem ela contracenou no
filme “O Guarda-Costas”, foi o responsável por indicar a canção “I Will Always
Love You” para a trilha sonora. Aliás, falando em trilha sonora, não há dúvida
de que é um dos maiores trunfos de “I Wanna Dance With Somebody”, além da excelente
performance de Naomi Ackie e do primoroso roteiro, assinado por Anthony
McCarten, responsável também pelos roteiros de grandes sucessos como “Bohemian Rhapsod”,
cinebiografia de Freddie Mercury, e ainda pelos excelentes “Dois Papas”, “A
Teoria de Tudo” e “O Destino de Uma Nação”. Trocando em miúdos, “I Wanna
Dance...” é um verdadeiro espetáculo. Estranho não ter sido indicado para
nenhuma categoria do Oscar 2023. Mais uma injustiça da Academia.
segunda-feira, 22 de julho de 2024
“MERGULHANDO NO AMOR” (“FIND ME FALLING”), 2024, Estados Unidos, 1h32m, produção original
e distribuição Netflix, roteiro e direção da cineasta cipriota Stelana Kliris
(é o seu segundo longa-metragem). Comédia romântica cuja história é centrada no cinquentão John Allman
(Harry Connick Jr.), um astro do rock em decadência. Com o insucesso do seu
último álbum, Allman entra em depressão e resolve se isolar na Ilha de Chipre,
onde acaba de comprar uma pequena casa à beira de um penhasco. Aqui, logo
descobriria, é um local bastante apreciado - acreditem! - pelos suicidas. Por uma dessas coincidências que
só o cinema é capaz de inventar, Allman dá de cara com Sia (Agni Scott), uma cipriota
com a qual teve um caso há muitos anos, quando ela estudava medicina em
Nova York. Allman também conhece Melina (Ali Fumiko Whitney), uma jovem cantora
que faz sucesso cantando num barzinho, que ele logo descobrirá ser filha de Sai. Coincidências
à parte, Allman consegue se enturmar com o pessoal do vilarejo, até que o seu
empresário liga anunciando que conseguiu um show especial para ele em Nova
York. Será que Allman deixará a ilha e voltará para sua rotina de shows nos
Estados Unidos? Só assistindo que você saberá a resposta. O filme destaca algumas
peculiaridades dos moradores de Chipre, inclusive a gastronomia tradicional, além de cenários deslumbrantes da ilha.
Como curiosidade, vale lembrar que Harry Connick Jr., além de ator, é pianista
e cantor de jazz de grande sucesso, com várias premiações ao longo de sua
carreira musical. Voltando a “Mergulhando no Amor”, achei o filme bastante
interessante, leve e simpático, muito agradável de assistir, ideal para uma sessão da tarde sem compromisso com a seriedade.
domingo, 21 de julho de 2024
“DESAPARECIDOS NA NOITE” (“SVANITI
NELLA NOTTE”), 2024, Itália, 1h32m, em cartaz na Netflix,
direção de Renato De Maria (“Roubando Mussolini”, “Nada Santo”), seguindo
roteiro assinado por Luca Infascelli, Patxi Amezcua e Francesca Marciano.
Suspense com uma história sem pé nem cabeça, incompreensível do começo ao fim.
Começa com um drama familiar entre o casal formado por Pietro (Riccardo
Scamarcio) e Elena (Annabelle Wallis, de “Invocação do Mal”). Ela uma psiquiatra
norte-americana radicada na Itália desde que se casou com Pietro, um sujeito
com um passado nada abonador. Mesmo endividado, ele consegue comprar uma casa
na zona rural, para onde leva o casal de filhos para passar um final de semana.
No meio da noite, as crianças somem e logo chega um telefonema. É o sequestrador
pedindo uma quantia absurda de resgate. Para conseguir o dinheiro, Pietro
concorda em fazer um serviço para um traficante: buscar um carregamento de cocaína
na Grécia. Com um detalhe: ele tem 36 horas para cumprir sua missão. O filme é
repleto de defeitos, um dos quais, bastante risível, é o nível dos diálogos.
Pietro conversa com Elena em italiano e ela responde em inglês. Não é hilário?
Constrangedora também é a cena em que Pietro entra em luta corporal com o
traficante no meio de uma festa e todo mundo que está em volta nada percebe.
Não é mais hilário ainda? Trocando em miúdos, mesmo com a presença do astro
italiano Riccardo Scamarcio e da bela Annabelle Wallis, “Desaparecidos na
Noite” é uma decepção.
sábado, 20 de julho de 2024
“BLUE BAYOU” (é com esse título original que o drama chega à Netflix – trata-se de um termo utilizado na Louisiana, sul dos EUA, que também pode ser entendido como “Lagoa Calma”), 2021, coprodução Estados Unidos/Canadá, em cartaz na Netflix, escrito, dirigido e estrelado por Justin Chon, ator norte-americano de ascendência coreana. Trata-se de um drama social que aborda a questão dos imigrantes adotados que vivem nos Estados Unidos, muitos dos quais foram entrevistados por Chon para escrever o roteiro. A história do filme é baseada na experiência de um desses imigrantes, o personagem denominado Antonio LeBlanc. Adotado aos três anos por um casal de norte-americanos, Antonio cresceu, estudou e casou como um cidadão do país. Por causa de sua ficha criminal – roubo de motos na juventude -, Antonio tem muita dificuldade em arrumar emprego. O dinheiro que consegue vem de seu trabalho como tatuador. Sua esposa Kathy (a atriz sueca Alicia Vikander) ajuda no orçamento trabalhando como assistente numa clínica de fisioterapia. O casal tem uma filha, Jessie (Sidney Kowalske), do primeiro casamento de Kathy, que aceitou Antonio como seu verdadeiro pai. A mãe de Kathy tenta ajudar, mas sempre deixou clara sua antipatia pelo atual genro, um comportamento xenofóbico destacado pelo roteiro. As dificuldades financeiras e o fato de Kathy estar novamente grávida aumentam o nível de dramaticidade da história, que piora ainda mais a partir do momento em que Antonio recebe a notícia de que será deportado para a Coreia do Sul, pois seus pais adotivos não o naturalizaram norte-americano. Completam o elenco Mark o'Brien, Linh-Dan Pham, Vondie Curtis e Geraldine Singer. "Blue Bayou” estreou no Festival de Veneza e dividiu a opinião dos críticos, muitos dos quais acharam o filme excessivamente dramático. Também, não é para menos... Com base na opinião de 125 críticos ouvidos pelo site agregador Rotten Tomatoes, o filme ganhou a aprovação de 75%. O filme foi ainda mais valorizado pela presença da ótima atriz sueca Alicia Vikander, vencedora do Oscar de melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “A Garota Dinamarquesa”, de 2015. Resumo da ópera: “Blue Bayou” é um excelente drama social, capaz de emocionar até mesmo o espectador menos sensível. Portanto, antes de assisti-lo, separe uma caixa de lenços de papel.
sexta-feira, 19 de julho de 2024
“DARKLAND: O RETORNO” (“UNDERVERDEN
II”), 2023, Dinamarca, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção
do dinamarquês de origem iraquiana Fenar Ahmad, seguindo roteiro assinado por
Behrouz Bigdeli. Trata-se da sequência de “Darkland: Guerreiro da Escuridão”,
de 2017, repetindo a mesma equipe técnica e grande parte do elenco, com
destaque para o ator Dar Salim, que dá vida ao personagem central, o médico
Thomas Zaid, que no primeiro filme, depois de vingar a morte do irmão, acaba na
prisão. Seis anos depois, portanto, em “Darkland: O Retorno”, Zaid é procurado
pela detetive Helle (Birgitte Hjorty Sørensen), que lhe oferece a liberdade se
ele concordar em se infiltrar numa poderosa gangue de traficantes, em sua
maioria imigrantes árabes. Ele topa, mais pelo fato de ter a oportunidade de
finalmente conhecer Noah (Asgar Hansen), seu filho que nasceu quando ele estava
na prisão. Zaid, porém, não terá vida fácil, sendo obrigado a participar das
atividades criminosas da gangue chefiada pelo sádico Muhdir (Soheil Bavi). Como
se não bastasse, surge no cenário outra gangue disposta a tomar o lugar de
Muhdir, tornando a missão de Zaid ainda mais perigosa. O filme garante boas cenas
de ação e muito suspense. Pelo que dá a entender o desfecho, haverá certamente
mais uma sequência. Completam o elenco Stine Fischer, Soheil Bavi, Abdu
Mustafa, Mohamed Ayman e Noah Carter. Um dos grandes trunfos do filme é contar com o
carismático ator iraquiano Dar Salim, radicado na Dinamarca e conhecido por
participações destacadas em filmes como “Um Marido Fiel”, Caranguejo Negro”, “O
Pacto” e “O Dublê do Diabo”, além do já citado “Guerreiro da Escuridão, entre
outros.
quinta-feira, 18 de julho de 2024
“DIVÓRCIO EM FAMÍLIA” (“DIVORCE
IN THE BLACK”), 2024, EUA, em cartaz na Prime Vídeo, 2h23m,
roteiro e direção de Tyler Perry. Trata-se de um drama que trata da violência
doméstica. Ava (Meagan Good), executiva de um banco, é a figura central da
história. Durante anos, ela sofreu nas mãos do marido Dallas (Cory Hardrict), até
que chegou ao ponto de chegarem a um acordo sobre o divórcio. A gota da d’água
foi o que aconteceu durante o velório de um dos irmãos de Dallas, quando o
reverendo, pai de Ava, afirmou que o falecido não era uma pessoa que merecia
respeito. Influenciado pela mãe maluca e pelos irmãos, Dallas resolve se
divorciar. Porém, quando soube que Ava estava saindo com outro homem, Dallas se
enfurece e vai tirar satisfações. A guerra entre as famílias estava declarada.
Completam o elenco Debbi Morgan, Joseph Lee Anderson, Taylor Polidore, Richard
Lawson e Shannon Wallace. Como na maioria dos seus filmes, Tyler Perry escala um
elenco formado, em sua maioria, por atores negros. Tyler até que vinha obtendo
bons resultados com filmes como “O Limite da Traição” e “O Homem do Jazz”, mas
desta vez não conseguiu agradar a crítica. No rigoroso site Rotten Tomatoes, por
exemplo, o índice de aprovação foi de 0%, uma tragédia. O restante da crítica
especializada também não gostou. Chegaram a considerá-lo, desde já, como o pior
filme de 2024. E o pior é que o desfecho dá a entender que poderá haver uma sequência.
quarta-feira, 17 de julho de 2024
“PERSEGUIÇÃO EM MALTA” (“LOVE
ON THE ROCK”), 2023, coprodução Estados Unidos/República de Malta,
1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Matt Shapira, que também assina o
roteiro com Tommy Blaze e David Andrew Roy White. Pensei que assistiria a um
bom filme de ação, mas o que vi de bom foram os belos cenários de Malta, uma
ilha localizada no Mar Mediterrâneo entre a Europa e a África. Sem dúvida, as
imagens favorecem bastante o turismo de Malta e talvez tenham minimizado um
pouco a mediocridade do filme. Trata-se de um filme de ação, repleto de humor e
momentos da mais pura sátira, garantida pela própria atuação caricata dos
atores. Vamos à história. Uma poderosa organização criminosa quer roubar a
fórmula de um soro capaz de curar qualquer tipo de doença. Ou seja, um remédio
que renderá, ao seu proprietário, uma fortuna incalculável. Uma agência secreta
também está atrás da fórmula. Algumas evidências indicam que a pequena mostra está
em poder de Colton Riggs (David A.R. White), um ex-policial de Chicago que
comprou um barco e promove excursões pagas em volta da ilha. Sem saber de nada,
ele passa a ser o alvo de quem quer recuperar o soro. E por aí segue a
história, com algumas cenas de ação e perseguições, com direito a um inesperado
romance entre uma bela espiã (Lauriane Gilliéron, miss Suíça em 2005) e o protagonista
principal. Completam o elenco Nathalie Rapti Gomez, Jeff Fahey, Steven Bauer,
Kira Reed, Jon Lovitiz, Vincente De Paul, Andrea Sabatino e Lisel Hlista. Quem
gosta de cinema vai reconhecer dois rostos bastante conhecidos. Um deles é o
ator norte-americano Jon Lovitz, de tantas comédias, e também o ator e
roteirista David Andrew Roy White, que atua em filmes evangélicos feitos por
sua produtora Pinnacle Peak Pictures. Trocando em miúdos, “Perseguição em Malta”
é um filme que prioriza a sátira e o turismo, deixando de lado a qualidade como
cinema.
domingo, 14 de julho de 2024
“OS REJEITADOS” (“THE HOLDOVERS”), 2023, Estados Unidos, 2h13m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Alexander Payne (“Sideways”, “Nebraska”), seguindo roteiro assinado por David Hemingson. Indicado a disputar o Oscar 2024 em cinco categorias (ganhou em uma – leia no fim do comentário), “Os Rejeitados” é um drama ambientado no último mês de 1970, quando os alunos do colégio interno Barton Academy, na Nova Inglaterra, preparavam-se para passar as festas de final de ano com suas famílias. Como o título já deixa antever, três desses personagens foram obrigados a permanecer no campus: o professor rabugento e exigente Paul Hunham (Paul Giamatti), o aluno problemático Angus Tully (o estreante Dominic Sessa) e a cozinheira-chefe Mary Lamb (Da’Vine Joy Randolph), que vive o luto recente pela perda de seu filho na guerra do Vietnã. A partir dessa relação meio forçada, surge uma forte ligação entre os três, cada qual dando uma força para o outro. É o lado sensível da história, muito bem trabalhado pelo roteiro recheado de diálogos bem-humorados que emocionam a cada cena. “Os Rejeitados” tem uma produção simples, ao estilo dos filmes independentes, mas mesmo assim mereceu cinco indicações ao Oscar 2024: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante (Da’Vine ganhou o prêmio), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. O excelente desempenho do veterano Paul Giamatti foi reconhecido pelo Globo de Ouro. Completam o elenco Carrie Preston, Gillian Vigman, Michael Provost, Tate Donovan, Oscar Wahlberg e Darby Lee-Stack. Enfim, um ótimo programa, sensível, divertido e inteligente. Não perca.
sábado, 13 de julho de 2024
“UMA LIÇÃO DE ESPERANÇA” (“PERSISCHSTUNDEN”),
2020,
coprodução Rússia, Bielorússia e Alemanha, 2h07m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção do cineasta ucraniano - hoje radicado no Canadá - Vadim Perelman (“Casa
de Areia e Névoa”, “Sem Medo de Morrer”), seguindo roteiro assinado por Ilja
Zofin e Wolfgang Kohlhaase. Sabe aquele filme escondidinho no catálogo do streaming
e que você descobre por acaso e que acaba sendo ótimo? É o caso de “Uma Lição de Esperança”, um drama,
baseado em fatos reais, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial. A história
é realmente incrível e só ela já merece uma atenção especial. Depois que o
exército nazista de Hitler invade a Bélgica, em 1942, começa a perseguição aos
judeus belgas, em seguida enviados a campos de concentração. O jovem judeu
Gilles (o ator argentino Nahuel Pérez Biscayart) está entre eles. Quando o seu grupo é obrigado a descer do caminhão
para ser fuzilado, Gilles grita que não é judeu, e sim persa. Por uma dessas “coincidências”
divinas, o oficial alemão Klaus Kock (Lars Eidinger) prometeu premiar o soldado
que encontrar um persa entre os prisioneiros, já que é seu sonho aprender o
pársi, língua oficial do Irã. O irmão do oficial alemão mora em Teerá e Klaus
Kock deseja visitá-lo após o fim da guerra. Sem saber nenhuma palavra em pársi,
Gilles diz chamar-se Reza Joon. Ele foi inventando as palavras e ensinando o
nazista a pronunciá-las e traduzí-las para o alemão. Para isso, precisava
memorizar todas essas palavras fictícias, pois caso não lembrasse de alguma
iria direto para o paredão. Os diálogos entre o prisioneiro e o oficial nazista
são ótimos, cercados de grande suspense, já que qualquer vacilada significaria
a morte do falso judeu. Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de
Berlim, o filme recebeu elogios tanto do público como dos críticos profissionais. Realmente, “Uma Lição de Esperança” é ótimo, contando uma das melhores histórias originadas daquele conflito. Imperdível!
quarta-feira, 10 de julho de 2024
“INFILTRADO” (“DUE JUSTICE”) -
no
vídeo aparece “Palido” como título original; vá entender! -, 2023, Estados
Unidos, 1h37m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Javier Reyna.
Suspense policial centrado na história de Max (Kellan Lutz), um advogado de
Seattle e ex-agente das forças especiais. Por causa de seu irmão, agente do FBI infiltrado em uma quadrilha de traficantes de órgãos humanos, Max acaba
sofrendo duas perdas trágicas e irreparáveis: sua esposa e o próprio irmão.
Além disso, sua filha pequena foi sequestrada. Com espírito de vingança e com o
objetivo de resgatar a menina, Max vai atrás dos responsáveis. Não bastasse
essa situação, a polícia de Seattle desconfia que Max pode ser o responsável
pelos crimes. Completam o elenco Efren Ramirez, Chelsea Lopez, Niko Foster,
Cynthia Geary, Tonantzin Esparza e Richard Carmen. Trocando em miúdos, o
resultado final deixa muito a desejar. É um filme violento, com algumas poucas
cenas de ação, um elenco dos mais fracos e uma história pouco convincente. Dessa
forma, é preciso boa vontade para recomendar. Conforme nossa democracia
relativa, o espectador é livre para escolher.
terça-feira, 9 de julho de 2024
“NOSSO AMIGO EXTRAORDINÁRIO” (“JULES”), 2023, Estados Unidos, 1h30m, em cartaz na Netflix, direção de Marc Turtletaub (“O Quebra-Cabeça” e “Gods Behaving Badly”), seguindo roteiro assinado por Gavin Steckler. Taí um programão para uma sessão da tarde com pipoca. Filme leve, divertido, sensível e, em alguns momentos, bastante comovente. Um disco voador cai no jardim da casa do viúvo Milton Robinson (Ben Kingsley), um sujeito rabugento, solitário e ficando gagá. Ele liga para a emergência e conta o que acaba de acontecer. Claro que a atendente acha que é trote. Da nave sai um ET e o velho convida-o para ficar em sua casa. Aos poucos, nasce uma amizade entre os dois. A partir daí, Robinson tenta manter o acontecimento em sigilo, mas não contava com as bisbilhoteiras Joyce (Jane Curtin) e Sandy (Harriet Sansom Harris), que descobrem o segredo e até viram amigas do ET, ao qual decidem dar o nome de Jules (o título original). Enquanto isso tudo acontece, as autoridades norte-americanas convocam o FBI para investigar a possível queda de um satélite na Pensilvânia, justamente na pequena cidade onde aconteceu a queda da aeronave. Enquanto isso, o pequeno ET (trata-se da atriz Jade Quon) tenta consertar o seu disco voador, cuja matéria-prima para o combustível é constituída de gatos mortos – não há explicação sobre isso. Enfim, dá para se divertir e se emocionar com as situações que acontecem depois da chegada inusitada do ET. “Nosso Amigo Extraordinário” é, portanto, um entretenimento de primeira.
segunda-feira, 8 de julho de 2024
“DESESPERO PROFUNDO” (“NO WAY UP”), 2024, em cartaz na Prime Vídeo, 1h35m, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, direção do cineasta suíço Claudio Fäh (“A Saga Viking”, “O Atirador”), seguindo roteiro assinado por Andy Mayson. Aviso de amigo: se você estiver prestes a viajar de avião, não assista! A situação é brava, realmente desesperadora. Um avião sai da Califórnia com turistas que pretendem passar alguns dias de férias na cidade mexicana de Cabo San Lucas (no filme, todos falam que vão para o Cabo, que depois de pesquisar cheguei ao nome correto da cidade turística). No meio da viagem, porém, um dos motores começa a pegar fogo e o avião acaba caindo no Oceano Pacífico. Se cair já é trágico, imagina afundar, ainda mais com um rombo na lateral. Pois é isso que acontece. O avião imbicou no fundo e parou numa formação rochosa. Alguns poucos passageiros conseguiram sobreviver ao impacto e à invasão da água, colocando-se no fundo da aeronave. A agonia não acaba por aí, pois até tubarões entram no avião. Claro que a situação dos sobreviventes fica cada vez mais difícil, pois não há muita saída. Até o desfecho, o espectador vai embarcar nesse sufoco e sofrer junto com o pessoal. Fazem parte do elenco Sophie Mcintosh (“Admirável Mundo Novo”), Colm Meaney, Grace Nettle, Manuel Pacific, Will Attenborough, Jeremias Amoore e Phyllis Logan. O filme funciona muito bem como suspense, destacando-se algumas cenas de ação e alguns bons sustos. Ideal para uma sessão da tarde, mas repito o alerta: não assista se você tiver alguma viagem aérea marcada.
sábado, 6 de julho de 2024
“QUIZÁS ES CIERTO LO QUE DICEN
DE NOSOTRAS” (como chegou à Prime Vídeo com esse título
original, sem a tradução devida, resolvi traduzir do meu jeito: “Talvez Seja
Verdade o Que Dizem Sobre Nós”), 2024, Chile, 1h36m, roteiro e direção de
Camilo Becerra e Sofía Paloma Gómez, dupla responsável também por “Perro Morto”,
“Trastornos Del Sueño" e “El Último Sacramento”. Em “Quizás...”, revela o material
de divulgação, a história é baseada em fatos reais, que não descobri quem,
quando ou aonde. Aí vai a sinopse. Depois de ficar um tempo fora de casa,
integrada a uma seita misteriosa, a jovem Tamara (Camila Roeschmann) volta para
casa e exibe um comportamento muito estranho, que nem mesmo sua mãe, a
psiquiatra Ximena, consegue desvendar. Até que um dia a polícia
bate na casa: Tamara é acusada de matar o próprio bebê. A confusão está formada.
Assim como Tamara, seus companheiros de seita também são presos, já que o guru
da turma está foragido. Ximena promete mundos e fundos para defender a filha,
contratando um advogado e realizando reuniões com os pais dos outros jovens
detidos. Afinal, o que realmente aconteceu? Esse mistério mantém o suspense até
o desfecho. Os críticos profissionais não foram muito generosos com o filme,
mas garanto que ele não é tão ruim quanto a opinião deles. Eu, por exemplo,
achei o filme muito interessante, com um roteiro bem elaborado e boas atuações.
quinta-feira, 4 de julho de 2024
“O SEQUESTRO DE DANIEL RYE” (“SER
DU MANEN, DANIEL”), 2019, coprodução Dinamarca/Suécia/Noruega, 2h18m,
em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Niels Arden Oplev e Anders W.
Berthelsen. Drama baseado em fatos reais, ou seja, tudo o que envolveu o sequestro
do fotógrafo dinamarquês Daniel Rye (Sben Smed), em 2013, na Síria, por terroristas
do Estado Islâmico. Acusado de ser espião da CIA, Rye ficou preso 13 meses,
durante os quais sofreu as piores torturas físicas e psicológicas. Entre seus companheiros de prisão
estava o jornalista norte-americano James Foley (Toby Kebbell), cuja decapitação
foi apresentada em vídeo para o mundo inteiro. O filme mostra não apenas o
martírio de Daniel na prisão, mas também o sofrimento de sua família, obrigada
a recorrer a bancos e empresários para conseguir um empréstimo para pagar o
resgate exigido pelos sequestradores do EI, já que o governo da Dinamarca tinha como norma jamais negociar com terroristas. Na prisão, os terroristas também afirmavam se vingar dos seus colegas presos em Guantánamo (Cuba) e em Abu Ghraib (Iraque). Também estão no elenco Sara Hjort Ditlevsen, Amir El-Nasry, Ardalan Esmaili e Sofie Torp. Enfim, um filme muito forte,
poderoso e impactante - o diretor não economiza nas cenas chocantes -, não muito fácil de digerir, principalmente pelos espectadores mais sensíveis e de estômago fraco. De qualquer forma, um filmaço. Imperdível!
quarta-feira, 3 de julho de 2024
“UMA VIDA: A HISTÓRIA DE
NICHOLAS WINTON” (“ONE LIFE”), 2023, Estados Unidos, 1h50m,
em cartaz na Prime Vídeo, direção de James Hawes (“Slow Horses”, “Black
Mirror”), seguindo roteiro assinado por Lucinda Coxon e Nike Drake. Belíssimo e
sensível, este drama histórico e biográfico foi injustamente esnobado pelo
Oscar 2024. Conta a incrível história de coragem e altruísmo do inglês Nicholas
Winton (1909-2015), um corretor da bolsa de valores de Londres que se dedicou a
vida inteira às causas humanitárias. Sua maior conquista, pela qual ficaria
mundialmente famoso, ocorreu antes e no início da Segunda Guerra Mundial,
quando conseguiu resgatar da Tchecoslováquia cerca de 700 crianças judias e levá-las
para adoção na Inglaterra. O filme conta a história de Winton desde o início dessa sua missão, em
1938, quando viajou para aquele país para se juntar ao Comitê Britânico para
Refugiados da Tchecoslováquia, cuja principal objetivo era salvar judeus da iminente
invasão dos nazistas. Com a ajuda da sua mãe, em Londres, ele conseguiu a
incrível façanha de mobilizar famílias que se dispunham a adotar as crianças
refugiadas. Por incrível que possa parecer, todo esse trabalho ficou anônimo
até 1988, quando a produção do programa “That’s Life”, da BBC, conseguiu um
álbum de recortes confeccionado por Winton com as fotografias e nomes das
crianças e a indicação das famílias que as adotaram. O desfecho é emocionante,
de arrepiar. O elenco é de primeira: Johnny Flynn (Nicholas jovem), Anthony Hopkins
(Nicholas velho), Helena Bonham Carter, Lena Olin, Romola Garai, Jonathan Pryce,
Marthe Keller, Alex Sharp, Samantha Spiro e Juliana Moska. O roteiro foi
adaptado do livro “One Life”, escrito por Barbara Winton, filha de Nicholas. Um
filme sensacional, uma história que merece ser conhecida. Imperdível!
segunda-feira, 1 de julho de 2024
“A SOMBRA DO MAL” (“THE NIGHTMAN”), 2024, Bélgica, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Mélanie Dalloye-Betancourt, seguindo roteiro assinado por Elsa Marpeau. Trata-se de um suspense bastante tenebroso, beirando o terror. A história começa quando o casal Alex (Zara Devlin) e Damian Miller (Mark Huberman) chega à nova casa em que decidem morar, num lugar bem afastado em meio à uma floresta e perto de um castelo em ruínas. Um cenário bem peculiar de um filme de terror. A casa pertence à mãe de Damian, que está internada em um hospital psiquiátrico. A coisa começa a se complicar quando Damian e Alex ouvem tiros e vão ver o que está acontecendo, quando dão de cara com três sujeitos mal-encarados que ameaçam o casal. Nesse meio tempo, Alex visita um internato onde Damian teria estudado na infância. Chegando lá, descobre uma idosa morta. Quando a polícia chega, Alex fica sabendo que, na verdade, aquele prédio não era um colégio, e sim um reformatório para jovens delinquentes. Por que motivo Damian foi internado no reformatório? Será que tem alguma ligação ao fato de que Damian é sonâmbulo e toda noite caminha sem rumo pela floresta? Todo esse contexto naturalmente antecipa alguma tragédia, o que de fato acaba acontecendo. Embora levado num ritmo bastante lento, o filme prende a atenção do começo ao fim, garantindo um bom suspense. Várias curiosidades envolvem “A Sombra do Mal”. O filme é belga, falado em inglês e com um elenco formado em sua maioria por atores irlandeses, além da roteirista ser francesa. Mas a grande novidade é a diretora Mélanie Delloye-Betancourt, nascida na Colômbia e filha da política Íngrid Betancourt, famosa por ter sido candidata à presidência da Colômbia e em seguida sequestrada pelas Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
domingo, 30 de junho de 2024
“MISSÃO CONDOR” (“CONDOR’S
NEST”), 2023, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo,
roteiro e direção de Phil Blattenberger. Não confundir com a Operação Condor,
implementada em países da América do Sul em 1975 para eliminar inimigos das
ditaturas em vigência. “Missão Condor” é outra história, fictícia. Em 1944, perto
do final da Segunda Guerra Mundial, um avião B-17 dos EUA é abatido na França. Os membros de sua tripulação foram presos pelos alemães e assassinados
a sangue-frio pelo Coronel SS Martin Bach (Arnold Vosloo, de “A Múmia”). Will
Spalding (Jacob Keochane), o único sobrevivente da tripulação, assistiu toda a matança e jurou vingança. A história dá um salto de dez anos e lá está Spalding
na América do Sul seguindo a pista do oficial alemão, que estaria escondido na Argentina,
no Paraguai, no Brasil ou na Bolívia, juntamente com outros milhares de
nazistas, entre os quais o temido Heinrich Himmler (James Urbaniak), braço
direito e esquerdo de Hitler, e também responsável pelo planejamento e criação do
holocausto judeu. Spalding viaja para esses países sul-americanos interrogando
e matando qualquer alemão suspeito de ser um nazista. Com a ajuda de Leyna
Rahen (Corinne Britti), uma agente do Mossad (serviço secreto de Israel),
Spalding descobre um tal de Ninho da Águia, na Bolívia, onde estariam
escondidos Himmler e outros importantes oficiais nazistas. Tudo isso que
escrevi parece ter resultado em um filme sério. Mas, do jeito que foi filmado, ficou
parecendo mais uma sátira grotesca, com situações completamente sem nexo e com
personagens que descambam para um humor negro que passa longe do risível e
muito perto do ridículo. Juntando tudo, medíocre é pouco para definir o
resultado final. É ver para crer!





















