quarta-feira, 16 de outubro de 2024

“TEMPESTADE ÁCIDA” (“ACIDE”), 2023, coprodução França/Bélgica, 1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Just Philippot (“A Nuvem”), que também assina o roteiro com Yacine Badday. Trata-se de uma ficção cuja história mistura catástrofe ambiental e drama familiar. Enquanto visita sua namorada Karin (Suliane Brahim) no hospital, Michal (Guillaume Canet, marido da atriz Marion Cotillard) recebe o telefonema de sua ex-esposa Élise (Laetitia Dosch) preocupada com a previsão do tempo que anuncia uma tempestade de chuva ácida. Para salvar a ex e a filha adolescente Selma (Patience Munchenbach), Michal terá de enfrentar inúmeros desafios. Diante da uma confusão generalizada gerada pela situações caótica, milhões de franceses tentam fugir dessa tragédia ambiental, mas muitos não conseguem. Essa busca pela salvação garante momentos de alta tensão e muito suspense. Michal, Élise e Selma formam o trio central da história. Nas horas mais difíceis, a adolescente mostra-se histérica e irritante, configurando-se numa personagem bastante desagradável. O pai não fica atrás, pois para se salvar e à família abandona uma mulher e o filho pequeno para morrer no desabamento de uma casa. Não sei se é possível antever uma tragédia desse tipo em nosso mundo real, mas a sinalização feita pelo filme é no mínimo preocupante. Resumo da ópera, “Tempestade Ácida” tem um roteiro um tanto complicado, situações criadas claramente para "encher linguiça" e é arrastado demais. O resultado final é decepcionante. Em todo caso, o alerta está dado.                        

 

           

               

                     




terça-feira, 15 de outubro de 2024

 

“A CASA MÓRBIDA” (“HOUSE OF SPOILS”), 2024, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, direção e roteiro assinados por Bridget Savage Cole e Danielle Krudy (“Afunde o Navio”). Sem querer ser infame – embora querendo, como diria Chaves -, os autores da história viajaram na maionese ao misturar gastronomia com o sobrenatural. Nesse caso específico, acho que a receita não funcionou. Após ser demitida de um conceituado restaurante, uma chef (Ariana DeBose) aceita comandar a cozinha de um novo restaurante localizado fora da cidade. Um desafio e tanto, já que o lugar é uma mansão abandonada em péssimas condições. Enquanto trabalha na restauração do imóvel e na construção da nova cozinha, a chef – seu personagem não tem nome, o que achei uma grande falha – começa a perceber que segredos macabros envolvem o lugar, entre os quais a existência de uma bruxa cozinheira e uma horta pouco convencional. Toda a história gira em torno do trabalho da chef, como a criação de um novo cardápio, a contratação de funcionários para a cozinha, reuniões com o investidor etc. No papel da chef, a atriz Ariana DeBose, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2022 pelo filme “Amor, Sublime Amor”, se esforça para dar conta do recado, mas sua atuação é pífia. Ariana, aliás, é mais conhecida como cantora e dançarina de musicais, no cinema e na Broadway. Completam o elenco Arian Moayed, Barbie Ferreira e Martin Csokas. Resumindo, o resultado final é decepcionante.                      

 

           

               

                     

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

“PRISIONEIRO DO CAOS” (“STRUL”), 2024, Suécia, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção de Jon Holmberg, seguindo roteiro escrito por Tapio Leopold. Comédia de ação, trata-se de remake de um filme também sueco de 1988 com o mesmo título. Conny (Filip Berg) trabalha como vendedor numa loja de eletrodomésticos. Ao realizar a entrega de um aparelho de TV numa casa, ele acaba envolvido numa trama de assassinato, vai preso e condenado a 18 anos de cadeia. Na penitenciária ele se envolve com uma turma de bandidos que planeja fugir por um túnel cavado na lavanderia da cadeia. Em liberdade, Conny tentará provar sua inocência e, para isso, conta com a ajuda da detetive novata e atrapalhada Ayla (Shirin Golchin). Totalmente filmado nos cenários urbanos de Estocolmo (o visual é um dos trunfos do filme), o filme tem bastante ação, momentos de humor e ritmo alucinante, prendendo a atenção do espectador do começo ao desfecho. Boa diversão na telinha.               

 

domingo, 13 de outubro de 2024

 

“OS INFALÍVEIS" (“LES INFAILLIBLES”), 2024, coprodução França/Bélgica, 1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Frédéric Forestier (“Asterix nos Jogos Olímpicos”), seguindo roteiro assinado por Kevin DeBonne. Comédia de ação bastante movimentada e divertida. A polícia parisiense não consegue prender os integrantes de uma quadrilha especializada em assaltar carros-fortes. O Ministro do Interior e a prefeita de Paris decidem colocar sangue novo na polícia. Com esse objetivo, recrutam a detetive Alia Samani (Inès Rag), que tem se destacado no combate ao crime na perigosa Marselha com seus métodos inusitados. Como seu parceiro, convocam o detetive Hugo Beaumont (Kevin DeBonne), um policial atrapalhado escolhido única e exclusivamente por ser sobrinho da prefeita (Stéphanie Van Vyve). Essa dupla maluca terá pela frente não apenas assaltantes sanguinários e bem armados, mas também a desconfiança dos policiais da capital francesa. Afinal, Alia é baixinha e gordinha, e seu novo parceiro conhecido por suas trapalhadas. Como já é previsível, claro que eles terão sucesso em sua empreitada, mas causarão muita confusão até isso acontecer. Também estão no elenco Bacuir Baccour, Moussa Maaskri, Loriane C. Klupsch e Philippe Résimont. Destaque para o desempenho da comediante Inès Rag, conhecida na França por sua participação em comédias e shows de stand-up. “Os Infalíveis” garante um entretenimento de primeira.               

 

           

               

                     

“NAPOLEÃO” (“NAPOLEON”), 2023, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 2h38m, em cartaz na Apple TV+, direção de Ridley Scott, seguindo roteiro assinado por David Scarpa. Indicado para disputar o Oscar 2024 em três categorias (Melhor Figurino, Melhor Design de Produção e Melhores Efeitos Visuais), o épico de Ridley Scott foi esnobado pela Academia. Também por historiadores, críticos e pelo público. Discordo, pois achei o filme excelente, não só pelo roteiro histórico, como também pelas cenas espetaculares de batalhas. O filme relata a rápida ascensão de Napoleão Bonaparte (1769-1821), de simples oficial de artilharia do exército francês até ser coroado imperador. Além disso, explora sua vida particular, principalmente seu tumultuado romance e casamento com Josephine, além de sua competência como estrategista militar. Historiadores apontaram alguns erros históricos no roteiro, como a presença de Napoleão durante a decapitação de Maria Antonieta. Nesse dia (16 de outubro de 1793), segundo os historiadores, Napoleão estava a 800 quilômetros de Paris, em Toulon, lutando contra os ingleses. Outro erro apontado foi durante a cena em que Napoleão estava no Egito, quando um tiro de canhão do exército francês atingiu o topo de uma pirâmide. Isso realmente nunca aconteceu. Embora contestado, “Napoleão” é um grande filme, comprovando que o cineasta Ridley Scott, aos 86 anos, continua em grande forma. Só para lembrar, Scott é responsável por alguns clássicos memoráveis do cinema, como “Thelma & Louise” (1991), “Blade Runner” (1982), “Gladiador” (2000) e o meu preferido, “Falcão Negro em Perigo” (2001), entre tantos outros. Em “Napoleão”, Scott contou no elenco com Joaquin Phoenix (Napoleão), Vanessa Kirby (Josephine), Tahar Rahim, Ruper Everett, Ben Miles, Ian McNeice, Mark Bonnar e Catherine Walker. Trocando em miúdos, um filmaço!          

 

           

               

                     

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

“THE KILLER” (não ganhou tradução em português), 2024, Canadá/Estados Unidos, 2h6m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de John Woo, seguindo roteiro assinado por Josh Campbell e Brian Helgeland. Quem é cinéfilo sabe que o cineasta chinês é um dos grandes mestres dos filmes de ação. Já provou isso em “A Outra Face” (1997), “Fervura Máxima” (1992), “Alvo Duplo” (1986), “Missão Impossível 2” (2000), verdadeiros clássicos do gênero, entre tantos outros. O recente “The Killer” é o remake do filme do mesmo nome dirigido também por Woo em 1989. A história, totalmente ambientada em Paris, é centrada na assassina profissional Zee (a bela e sensual atriz inglesa Nathalie Emmanuel), também conhecida como a “Rainha dos Mortos” no submundo do crime na capital francesa. Quando é recrutada, geralmente pelo pessoal da máfia, ela sempre pergunta se sua futura vítima merece morrer. Ou seja, Zee só mata gente ruim. Até que um dia, ao assassinar um grupo de traficantes dentro de uma boate, ela sente pena da jovem cantora Jenn Clark (Diana Silvers), que no meio do tiroteio acaba ficando cega. Zee desrespeitou a ordem de não deixar nenhuma testemunha viva. Ao mesmo tempo, o detetive Sey (Omar Sy, de "Intocáveis" e "Lupin") investiga todos esses casos de matança e vai atrás de Zee. Nesse vai e vem, muita gente morre pelo caminho, num show incessante de coreografias mortais, especialidade de John Woo. Completam o elenco Sam Worthington, Eric Cantona, Said Taghmaoui, Tchéky Karyo e Grégory Montel. Trocando em miúdos, o novo “The Killer” tem muita ação e prende a atenção do espectador até o sangrento desfecho. John Woo ainda em grande forma.             

           

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

“O DIÁRIO” (“EL DIARIO”), 2024, México, 1h35m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Alba Gil e Emma Bertrán, que também assinam o roteiro juntamente com Pamela Pons. O filme é um misto de terror psicológico e suspense sobrenatural. Recém-divorciada, Olga (Irene Azuela) aluga uma casa para morar com a filha Vera (Isabella Arroyo), de 8 anos. No sótão, Olga descobre um baú com objetos e um diário pertencentes aos antigos moradores. A aparição repentina de vultos circulando pela casa e o comportamento estranho da criança levam Olga a ler o tal diário, que, para sua surpresa e aflição, parece ter sido escrito por um ou uma serial killer. Os fatos narrados no diário são perturbadores, de fazer eriçar os pelos da nuca, pois descrevem torturas físicas que culminam com a morte de forma cruel. Assustada, Olga procura ajuda do terapeuta Carlos (Leonardo Ortizgris), que, ao invés de procurar um padre exorcista ou uma mãe de santo, decide consultar uma grafóloga, que talvez pela caligrafia consiga desvendar o mistério. Em meio a essa situação desesperadora, Olga ainda tem que administrar o assédio do ex-marido, que pretende assumir a guarda da criança. Embora o clima de tensão predomine do começo ao fim, prendendo a atenção do espectador, não há um desfecho muito satisfatório, o que acabou prejudicando o resultado final. Trocando em miúdos, só indico para os fãs de carteirinha do gênero terror que não sejam muito exigentes.           

           

               

                     

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

 

“O CHEF” (“BOILING POINT”), 2022, Inglaterra, 1h35m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Philip Barantini, que também assina o roteiro com James Cummings. No filme, acompanhamos a tensão que impera nos bastidores de um conceituado restaurante localizado ao norte de Londres numa sexta-feira à noite, com casa lotada e a presença de fregueses ilustres. Filmado inteiramente dentro do restaurante num único plano-sequência, sem cortes, a câmera nervosa do diretor valoriza a sensação de estresse geral, do pessoal da cozinha à equipe que atende às mesas. Todo mundo à beira de um ataque de nervos, principalmente o chef Andy Jones (Stephen Graham, de “O Irlandês”). A tensão começa antes mesmo do restaurante abrir para os clientes, quando um fiscal sanitário faz uma inspeção e reduz a nota da casa de 5 para 3. E dá-lhe estresse. Cliente reclama da comida, outro exige prato que não está no cardápio, chef briga com os cozinheiros, e por aí vai a confusão generalizada. Tensão do começo ao fim, como deve acontecer na realidade dos restaurantes mais badalados do mundo. Resumindo, o filme é ótimo, mas não é para qualquer público. É tão bom que recebeu vários prêmios no British Independente Film Awards e indicações para o BAFTA Awards (o Oscar inglês). Não perca!          

domingo, 6 de outubro de 2024

“RIVAIS” (“CHALLENGERS”), 2024, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta italiano Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”, “Suspíria: A Dança do Medo”), seguindo roteiro assinado por Justin Kuritzkes. O filme mistura esporte, romance, sexo, drama e um certo suspense.  Trata-se da história de uma amizade conflituosa entre três tenistas: Tashi Duncan (Zendaya, de “Duna”, “Euphoria”), Art Donaldson (Mike Faist) e Patrick Zweig (Josh O’Connor). Eles se conheceram em 2006, quando disputavam torneios amadores. Tashi era considerada um fenômeno nas quadras e logo iria se profissionalizar, enquanto os outros dois, amigos inseparáveis, buscavam um lugar de destaque no tênis profissional. A amizade entre os três acaba virando um triângulo amoroso desde o início. Entre idas e vindas no roteiro, repleto de flashbacks, a história dá um salto até 2019, quando Tashi, depois de abandonar as quadras por causa de uma grave lesão, assume o cargo de técnica de Art, enquanto Patrick, também jogador profissional, luta para conquistar seu primeiro título. Depois de ganhar alguns títulos importantes, Art entra em decadência. Para retomar sua confiança, Tashi o aconselha  a disputar um torneio Challenger, o mais baixo do circuito profissional. Aqui, Art irá enfrentar na final o seu antigo melhor amigo e ex-namorado da sua esposa. Como você já reparou, a amizade é que comanda a história, mas será na quadra que acontecerá uma surpreendente reviravolta. Aliás, a maneira de filmar as cenas dos jogos é bastante interessante, algumas das quais fazem parecer que a bolinha sairá da tela para atingir o espectador. Mesmo que você não seja fã do esporte da bolinha amarela, certamente irá curtir esse drama inovador. Ah, antes de ligar o play, porém, recomendo que tirem as crianças da sala, pois algumas cenas de sexo e nudez são bastante fortes.         

           

               

                     

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

 

“BOXER” (“BOKSER), 2024, Polônia, 2h30m, produção original e distribuição Netflix, direção do cineasta esloveno Mitja Okorn (“A Vida em Um Ano”, “Cartas para M”, “Planet Singles”), que também assina o roteiro juntamente com Ivan Bezmarevic e Lucas Coleman. A história acompanha a trajetória de muitos percalços do lutador de boxe polonês Jedrzej (Erik Kulm Jr.), que no início dos anos 80 resolveu fugir com sua esposa Kasia (Adrianna Chlebicka) da Polônia comunista para a Inglaterra. Seu sonho não era apenas iniciar uma vida nova, mas também treinar para ser um grande campeão de boxe. Nada será fácil para o casal. Somente alguns anos depois, sob a retaguarda de um empresário desonesto, Jedrzej conseguiria algum sucesso. Entretanto, ele não conseguiu manter o juízo. Arrumou uma amante, caiu na farra e acabou na cocaína. A história contada no filme destacou a vida particular do lutador, muito mais do que seu desempenho nos ringues, o que incluiu a relação conflituosa com a esposa e com o seu tio polonês que o ensinou a lutar na Polônia. O elenco conta ainda com a participação de Erik Lubos, Adam Woronowicz e Waleria Gorobets. Apesar da longa duração, “Boxer” vale cada minuto, um entretenimento de muita qualidade. Mais um gol de placa do excelente cinema polonês. Nos créditos finais são destacadas as fotos de vários atletas poloneses que fugiram do então país comunista, inclusive a do boxeador em questão.        

           

               

                     

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

“A GRANDE FUGA” (“THE GREAT ESCAPER”), 2023, Inglaterra, 1h37m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Oliver Parker, seguindo roteiro assinado por William Ivory. A história é baseada num fato real ocorrido no verão de 2014, que acabou nas primeiras páginas dos jornais e teve grande destaque nos telejornais. Bernard Jordan (Michael Caine) fugiu da casa de repouso onde morava com a sua mulher Irene (Glenda Jackson) na cidade de Hove, no condado de East Sussex. Sozinho, ele atravessou o Canal da Mancha até a França para participar das comemorações do 70º aniversário do Dia D (6 de junho de 1944), quando as tropas aliadas invadiram a Normandia para lutar contra os alemães. Enquanto todo mundo na casa de repouso se preocupava com a “aventura” de Bernard, a ponto de pedirem ajuda à polícia, Irene encarou a situação com muita tranquilidade, acreditando que o marido estava simplesmente realizando um sonho. O filme relembra o início do romance entre os dois e ainda a participação dele durante a batalha da Normandia. Completam o elenco Danielle Vitalis, John Standing, Will Fletcher e Laura Marcus. Como não poderia deixar de ser, são os veteranos Michael Caine  e Glenda Jackson os responsáveis pelos melhores momentos do filme. Caine, aliás, anunciou que este foi seu último filme. Aos 91 anos, resolveu se aposentar como ator. A nota triste fica por conta da atriz Glenda Jackson, que morreu em junho do ano passado, aos 87 anos, pouco depois do final das filmagens. Glenda foi uma grande atriz, ganhadora de dois Oscars, primeiro por “Mulheres Apaixonadas” (1970) e, três anos depois, pelo seu desempenho em “Um Toque de Classe”. Confesso que fiquei muito impressionado com a decadência física da atriz, que era muito bonita quando mais jovem. Resumo da ópera, “A Grande Fuga” é um filme muito humano, dramático e sensível, capaz de emocionar e entreter. Não perca!    

           

               

                     

segunda-feira, 30 de setembro de 2024



 

“REBEL RIDGE” (consultei o Google Tradutor: “Cume Rebelde” – não tem nada a ver com o filme), 2024, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Jeremy Saulnier (“Noite de Lobos”). Pela falta de significado do título, a coisa já começa mal. Terry Richmond (o ator inglês Aaron Pierre), um ex-fuzileiro naval, viaja – pasme! – de bicicleta até a pequena cidade de Shelby Spring (Alabama) com o objetivo de levar uma quantia em dinheiro para pagar a fiança de seu primo, preso por porte de drogas. Na estrada, perto da cidade, ele é derrubado por uma viatura policial. Terry acaba detido e tem o dinheiro confiscado pelos policiais, que acreditam ser fruto da venda de drogas. Liberado, Terry agora quer lutar para reaver o dinheiro, quando começa a desconfiar de um esquema de corrupção comandado pelo xerife Sandy Burnne (Don Johnson, pai da atriz Dakota Johnson). Com a ajuda da oficial de justiça Summer (AnnaShophia Robb), Terry tentará lutar contra o esquema corrupto, arriscando a própria vida e da parceira. Completam o elenco James Cromwell, Chelse Bryan, David Denman, Emory Cohen, Oscar Gale, Reid Williams, Steve Zissis e Dana Lee. Anunciado como um thriller com muita ação, “Rebel Ridge” decepciona, pois tem pouca ação, além de um roteiro confuso e mal acabado. E, pior, se arrasta em ritmo lento e enfadonho até o desfecho, sem muito a oferecer ao espectador. Difícil recomendar.           

domingo, 29 de setembro de 2024

“CALOR MORTÍFERO” (“KILLER HEAT”), 2024, Estados Unidos, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Philippe Lacôte, cineasta nascido na Costa do Marfim e radicado na França, seguindo roteiro assinado por Matt Charman e Roberto Bentivegna. Trata-se de um suspense baseado no conto "O Homem Ciumento", do norueguês Jo Nesbø, que considero um dos melhores escritores de romances policiais da atualidade, pois já li vários de seus livros. Vamos à história. Nick Bali (Joseph Gordon-Levitt), um ex-detetive da polícia de Nova York que trabalha como investigador particular em Atenas (Grécia), é contratado por Penelope Vardakis (Shailene Woodley) para investigar a morte do seu marido, considerada acidente pela polícia. A vítima, Leonides Vardakis, era irmão gêmeo de Elias Vardakis (ambos interpretados pelo ator Richard Madden), herdeiros de uma importante família na Grécia, cuja base empresarial fica na Ilha de Creta. Ao iniciar sua investigação, Nick Bali acaba irritando não só Elias como também a matriarca da família, Audrey Verdakis (Clare Holman). Tudo leva a crer que tem alguma coisa errada na história, o que só será revelada, é claro, no desfecho, com direito a algumas reviravoltas. Completam o elenco Abbey Lee Kershaw, Billy Clements, Manos Gravas, Babou Ceesay e Eleni Vergeti. Infelizmente, o resultado final não é dos melhores. O roteiro é mal elaborado, confuso, não consegue prender a atenção do espectador. O ator Joseph Gordon-Levitt não convence como o detetive concebido para ser um detetive dos filmes noir, ou seja, atormentado, alcoólatra, solitário e mal vestido. Culminou num personagem caricato, patético, muito longe do que o autor queria que parecesse. O roteiro é mal elaborado, confuso, e não cria a tensão necessária para envolver o espectador. Com exceção dos cenários deslumbrantes da Ilha de Creta, nada mais favorece uma indicação. Jo Nesbø não merecia isso.        

               

                     

sábado, 28 de setembro de 2024

 

“SOLO UNA VEZ”, 2021, Espanha, 1h21m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Guilhermo Ríos Bordón. Trata-se de um drama daqueles que, conforme vai avançando, transforma-se numa espécie de punição ao espectador, que tentará chegar ao final só com muita boa vontade. A história é centrada na dra. Laura (Ariadna Gil, casada na vida real com o ator Viggo Mortensen), diretora de um centro especializado no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Seus laudos colaboram com a polícia nas investigações e nos processos contra os agressores. O roteiro destaca o atendimento a Pablo (Álex Garcia Fernández) e Eva (Silvia Alonso), um jovem casal envolvido numa briga doméstica que acabou na polícia, ela acusando o marido de agressão. A dra. Laura ouve primeiro o acusado, no caso Pablo, que nega a acusação. Depois ela ouve Eva, que confirma tudo. Depois ouve os dois juntos, mas até chegar a essa parte, o filme deslancha na base de muito blá blá blá irritante e repetitivo, seguindo num ritmo bastante lento. Duas situações paralelas transcorrem no dia a dia da terapeuta. A primeira diz respeito à sua filha, que reclama do descaso do pai, ex-marido da médica. A segunda situação envolve um marido cuja esposa era paciente da clínica. Revoltado – o filme não explica a razão -, o homem tenta intimidar a terapeuta diariamente, até mesmo na base da violência. Trocando em miúdos, o resultado final é decepcionante. Uma pena que a experiente atriz espanhola Ariadna Gil, de tantos bons filmes, um deles o clássico “O Labirinto do Fauno”, tenha concordado em participar desse verdadeiro abacaxi. Desta vez, o cinema espanhol pisou na bola, ou melhor, "pisó la pelota".       

               

                     

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

“QUO VADIS, AIDA?”, 2020, Bósnia e Herzegovina, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Jasmila Zbanic (“Sarajevo, Meu Amor”). Não sei como deixei de assistir a esta pequena obra-prima na época em que foi lançada e que concorreu ao Oscar 2021 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, além de receber inúmeras premiações em festivais pelo mundo afora, além de conseguir incríveis 100% de aprovação no rigoroso site Rotten Tomatoes. Também foi eleito o Filme do Ano pela European Film Awards (EFA). Sua primeira exibição aconteceu durante o 77º Festival Internacional de Cinema de Veneza, causando um grande impacto junto à crítica especializada e ao público. Realmente, trata-se de um filme bastante impactante. A história é baseada em fatos reais ocorridos em 1995 quase no final da guerra civil que atingiu os territórios da antiga Iugoslávia desde 1992. O pano de fundo é o genocídio de 8 mil bósnios muçulmanos assassinados pelas tropas sérvias na cidade de Srebrenica (Leste da Bósnia), episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Srebrenica”. Dentro desse cenário trágico, o filme destaca o sofrimento de uma mãe de família contratada como intérprete pelas forças de paz da ONU. Ela é interpretada pela atriz sérvia Jasna Duricic, cujo desempenho é magistral, de aplaudir de pé. Sem dúvida, ela é a alma do filme, sendo premiada como Melhor Atriz também pela Academia Europeia de Cinema. “Quo Vadis, Aida?” revela, de forma realista, um retrato doloroso e impactante daquele episódio do conflito, a ponto de merecer o seguinte comentário de um crítico profissional: “Não é um filme fácil de assistir. É desesperador e devastador, que deixa o espectador completamente esgotado, exausto e horrorizado”. Foi justamente o que senti ao assistir a esta verdadeira pérola do cinema. Não deixe de ver.                     

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

“O PROTETOR: CAPÍTULO FINAL” (“THE EQUALIZER 3”), 2023, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento, “Sete Homens e um Destino” e a trilogia “O Protetor”), seguindo roteiro assinado por Richard Wenk. Como garante o título, este é o último filme da trilogia “The Equalizer”, iniciada em 2014, sempre com o ator Denzel Washington como o ex-agente da CIA Robert McCall, que na verdade sempre agiu como assassino profissional e, ao mesmo tempo, defensor dos fracos e oprimidos. É o que também acontece neste terceiro filme. Sua última missão aconteceu no sul da Itália, que terminou com o assassinato de toda uma quadrilha de mafiosos. Só que McCall saiu ferido e acabou desacordado dentro de um carro, sendo socorrido por um médico que o levou para sua casa na pequena cidade de Altamonte, região da Calábria, sul da Itália. Restabelecido do ferimento, ele costuma caminhar pela cidade, fazendo amizades com os moradores. Quando está prestes a voltar para os Estados Unidos para curtir sua aposentadoria, ele testemunha a ação violenta de mafiosos da temida Camorra contra comerciantes locais. Robert não se conforma com a situação e resolve enfrentar, sozinho, os mafiosos. O filme não economiza na violência e dá gosto, e até prazer, ver o ex-agente tratar os mafiosos com requintes de crueldade. Aí que entra a já conhecida competência do ator Denzel Washington, cuja presença é o maior trunfo desse ótimo filme de ação. Pena que é o último da franquia. Completam o elenco Dakota Fanning, Sonia Ben Ammar, Gaia Scodellaro, David Denman, Andrea Dodero, Andrea Scarduzio, Eugenio Mastrandea e Melissa Leo. Filmaço!                      

                     

“GUERRA AO CARTEL” (“SHRAPNEL”), 2023, Estados Unidos, 1h29m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de William Kaufman (“The Channel”, “Santos e Pecadores”), seguindo roteiro assinado por Johnny Martin Walters e Chad Law. Traduzido, o título original é “Estilhaços”, o que traduz melhor o que acontece na tela. Não deu para contar, mas não lembro de assistir a um filme com tantos tiros. Acho que a munição gasta no filme daria para municiar um exército durante uma guerra. Quem gosta de tiros e pancadaria vai gostar de “Guerra ao Cartel”. Vamos à história. O ex-fuzileiro naval Sean Beckwith (Jason Patric) agora é um pacato fazendeiro no Texas, onde mora com a esposa e duas filhas adolescentes. Quando uma delas atravessa a fronteira com o México e desaparece misteriosamente em Ciudad Juarez, Sean convoca um ex-companheiro de farda para a missão de resgatar a moça, provavelmente sequestrada por uma quadrilha de traficantes. Completam o elenco Cam Gigandet, Kesia Elwin, Emily Perry, Mauricio Mendoza, Guilhermo Iván e Megan Elizabeth Kelly. É um bom filme de ação, com ritmo frenético que prende a atenção até o desfecho. O que destoa no quadro geral é o ator Jason Patric, que não muda de expressão o filme inteiro, nem nos momentos de maior tensão. Aliás, descobri sem querer que Patric é filho de Jason Miller, aquele ótimo ator que fez o papel do padre Damien Carras no clássico de terror “O Exorcista” (1973). Ou seja, nem sempre “tal pai, tal filho”. Ah, recomendo que você vista um colete à prova de balas se for assistir.                       

                     

domingo, 22 de setembro de 2024

“IMACULADA” (“IMMACULATE”), 2024, Estados Unidos/Itália, 1h29m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Michael Mohan (“Observadores”), seguindo roteiro assinado por Andrew Lobel. Nunca fui muito fã do gênero terror, embora tenha assistido a excelentes filmes, como “O Abominável Dr. Phibes” (1971), com Vincent Price, aqueles filmes de Drácula com Christopher Lee, e os clássicos “Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, “O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, e “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, só para citar alguns. “Imaculada” chega para dar alguns bons sustos e confirmar a excelente fase da atriz Sydney Sweeney, mas a história e o modo como foi levado às telas deixaram muito a desejar. Depois de um acidente na infância que quase a matou, a jovem norte-americana Cecilia resolve dedicar-se a servir a Deus como agradecimento por ter escapado da morte. Dessa forma, ela ingressa em um convento na Itália como noviça. Pouco tempo depois, sem nenhuma explicação, ela acorda grávida. Um verdadeiro milagre para o pessoal do convento. Ou seja, ela deve ser a mãe de Jesus. Aos poucos, porém, Cecilia descobre segredos aterradores e se convence de que está sendo vítima de uma farsa. Haja sustos, sangue jorrando e violência. Completam o elenco Álvaro Morte, Benedetta Porcaroli, Giulia Heathfield Di Renzi, Simona Tabasco, Dora Romano e Giorgio Colangeli. Trocando em miúdos, trata-se apenas de mais um filme de terror, sem grandes novidades, muito longe daqueles filmes que citei no começo do comentário. Assista se quiser.                      

                     

sábado, 21 de setembro de 2024

 

“BANDIDO” (“BANDIT”), 2022, Canadá/Estados Unidos, 2h06m, em cartaz na Netflix, direção de Allan Ungar (“Encurralados”, “London Calling”), seguindo roteiro assinado por Kraig Wenman, Robert Knuckle e Ed Arnold. Baseado em fatos reais descritos no livro "The Flying Bandit", o filme conta as peripécias de Gilbert Galvan Jr., um ladrão que ficou famoso depois de cometer mais de 60 assaltos – a maioria contra bancos e joalherias – em várias cidades do Canadá na segunda metade dos anos 80 do século passado. Sua ficha criminal começa em Michigan (EUA). Depois de escapar de uma prisão, ele se refugia no Canadá utilizando nova identidade, Robert Whiteman. Em todos os seus roubos, Gilbert/Robert, interpretado por Josh Duhamel, jamais machucou alguém, aspecto de que se orgulhava. Outra de suas características era utilizar disfarces diferentes a cada assalto. Chegou até mesmo a frequentar cursos de maquiagem para aperfeiçoar os seus métodos. O filme destaca a associação de Robert com um mafioso canadense (Mel Gibson), além de seu romance com Andrea (Elisha Cuthbert), com quem se casaria e teria filhos. O filme também acompanha o trabalho da polícia canadense na tentativa de prender o assaltante. Completam o elenco Nestor Carbonell, Swen Temmel e Haley Webb. O filme é muito bom, tem ação, suspense e humor, além de um ritmo capaz de segurar a atenção do espectador até o desfecho. Com seu carisma de galã e cara de bom moço, o ator Josh Duhamel esbanja competência e é, sem dúvida, um dos responsáveis pelo excelente resultado final. Trata-se, portanto, de um ótimo entretenimento. Um filmaço. Não deixe de assistir.               

                     

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

“ASSASSINO POR ACASO” (“HIT MAN”), 2023, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Richard Linklater (“Antes do Amanhecer”, “Boyhood”), que também assina o roteiro com a colaboração de Glen Powell, ator que atua no filme. Um misto de comédia, suspense e romance, “Assassino por Acaso” conta uma história vagamente baseada em fatos reais, relatados pelo jornalista Skip Hollandsworth numa reportagem publicada em 2001 pela Revista Texas Monthly sobre um assassino profissional disfarçado que ajudou a polícia de Houston a prender 60 pessoas. No filme, o tal assassino profissional é Gary Johnson (Glen Powell, de “Top Gun: Maverick", “Todos Menos Você”), um professor universitário de psicologia e filosofia que também trabalha para a polícia fazendo-se passar por um assassino profissional. As pessoas o contratam para executar um inimigo, seja ele o marido, a esposa, o sócio ou o cunhado. A negociação é gravada e o contratante imediatamente preso em flagrante. Tudo transcorre na maior normalidade até que Gary conhece Madison (Adria Arjona, de Morbius”, “Pisque Duas Vezes), uma bela mulher que quer contratá-lo para assassinar o marido abusivo. Só que o marido aparece morto logo depois, mas não foi Gary quem o matou. Quem foi, então? Completam o elenco Austin Amelio, Molly Kate Bernard e Evan Holtzman. Trocando em miúdos, o filme até que prende a atenção, mas peca demais pelos diálogos pouco criativos e piadas sem graça, além da canastrice do ator Glen Powell, que como comediante e galã é um ótimo roteirista.              

terça-feira, 17 de setembro de 2024

“A GAROTA DE MILLER” (“MILLER’S GIRL”), 2024, Estados Unidos, 1h34m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção da jovem cineasta Jade Bartlett (é sua estreia em longas). Trata-se de um drama bastante tenso, mas com um ritmo arrastado, repleto de citações literárias e verborrágico demais. O professor Jonathan Miller (Martin Freeman, o Bilbo da saga “O Hobbit”) reconhece em sua aluna adolescente Cairo Sweet (Jenna Ortega, da série “Wandinha” e “Os Fantasmas Ainda se Divertem”) um talento especial como escritora. Essa admiração transforma-se aos poucos num jogo de sedução, no qual a jovem praticamente se entrega ao seu professor, que é casado com a também escritora Beatrice (a atriz polonesa Dagmara Dominczyk, esposa na vida real do ator Patrick Wilson). Algumas cenas dão a ideia de que professor e aluna realmente tiveram um caso, o que não fica tão evidente com o transcorrer da trama. O pano de fundo da história é claramente sexual, principalmente nas citações literárias, a maioria delas dos livros do norte-americano Henry Miller (1891-1980), considerado por muitos um escritor pornográfico. O filme foi massacrado pela crítica especializada, mas a atriz Jenna Ortega saiu em sua defesa: “É uma obra de arte e que, por isso mesmo, nem sempre será confortável”. Não foram apenas os críticos que não gostaram do filme. Algumas instituições conservadoras ligadas à produção cinematográfica criticaram o fato de um ator de 52 anos (Martin Freeman) beijar em cena uma atriz 31 anos mais jovem (Jenna Ortega, de 21 anos, mas no papel de adolescente no filme). Entre mortos e feridos, não há muito a se destacar. Pelo contrário, trata-se de um filme não muito fácil de digerir.           

                     

domingo, 15 de setembro de 2024

 

“O ROUBO DE 88” (“HEIST 88”), 2023, Estados Unidos, 1h24m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Menhaj Huda, cineasta nascido em Bangladesh radicado na Inglaterra (“Comedown”, “Juventude Rebelde”, “Meghan: Um Amor Real”), seguindo roteiro assinado por Dwayne Johnson-Cochran (não confundir com o ator). Trata-se de uma história real baseada no ladrão de bancos Armand Moore, que em 1988 armou e executou um plano para roubar US$ 80 milhões do Banco Nacional de Chicago. Cabe aqui lembrar que na época os bancos não eram informatizados e as transferência de valores acontecia somente por telefone, utilizando-se um código secreto, sendo que havia a necessidade de duas aprovações por parte dos funcionários dos bancos. No filme, o personagem de Moore ganhou o nome de Jeremy Horne, interpretado magistralmente por Courtney B. Vance. No filme, Horne convence quatro jovens funcionários do Banco Nacional de Chicago a participar do roubo, além de dois antigos parceiros de outros crimes. O roteiro privilegia toda a fase de planejamento do crime, mostrando, inclusive, a vida particular de cada um dos jovens cúmplices, seus problemas de relacionamento com as respectivas famílias e, por fim, a exagerada ganância pela montanha de dinheiro que terão direito. O ótimo elenco é composto basicamente por atores negros: além de Courtney B. Vance, atuam Precious Way, Xavier Clyde, Bentley Green, Keith David, Keesha Sharp e Nican Robinson. Trocando em miúdos, um filme bastante interessante que merece ser visto.