“O CONVITE” (“THE INVITE”), 2026,
Estados Unidos, 1h47m, em cartaz na Amazon Prime, direção de Olivia Wilde (é o
seu terceiro como diretora: o primeiro foi “Fora de Série”, de 2019, e o
segundo “Não Se Preocupe, Querida, de 2022), seguindo roteiro assinado por
Rashida Jones e Will McCormack. Cenário único e quatro personagens, ou seja,
praticamente uma peça de teatro. Ao pesquisar para escrever este comentário,
descobri que o filme é baseado realmente numa peça teatral intitulada “Los
Vecinos de Arriba”, escrita pelo dramaturgo espanhol Cesc Gay. Descobri também
que ela teve várias adaptações para o cinema pelo mundo afora. “O Convite” é a
primeira feita nos Estados Unidos, reunindo os casais Angela (Olivia Wilde) e
Joe (Seth Rogen) e Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton). Angela e Joe convidam
o casal de cima para um jantar. Eles se conhecem apenas de vista em encontros
casuais no elevador. Portanto, o jantar será uma ótima oportunidade para se
conhecerem melhor. No início, aquele papo furado de sempre, pisando em ovos.
Algumas doses de tequila e uns baseados depois, o papo fica mais leve, gerando confissões
de parte a parte, incluindo preferências sexuais e insinuando que a troca de
casais poderia ser a cereja do bolo. Embora o tom seja de comédia – eu não
achei muita graça -, as revelações são constrangedoras e, perto do desfecho, o
encontro se transforma numa verdadeira terapia de grupo. Não gostei do
resultado final. Achei verborrágico demais – não poderia ser diferente -, e não
curti os diálogos. Talvez alguns toques do estilo inteligente de Woody Allen
seriam benéficos. Os atores são bons, mas não fizeram jus à sua já comprovada competência.
Não gostei, mas a maioria dos críticos profissionais gostou.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
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