sábado, 17 de janeiro de 2026

 

“SONHOS DE TREM” (“TRAIN DREAMS”), 2025, Estados Unidos, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Clint Bentley (“Sing Sing”), que também assina o roteiro com Greg Kwedar. A história é baseada no conto homônimo escrito pelo romancista Denis Johnson (1949-2017), finalista do Prêmio Pulitzer de Ficção em 2012. Estamos no início do século XX no interior dos Estados Unidos, época em que as ferrovias estavam se expandindo. A figura central do filme é o lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton), que trabalhava duro derrubando árvores e ajudando a construir as ferrovias. Solteirão convicto, ele acaba se apaixonando e casando com Gladys (a dentuça Felicity Jones), com a qual teria uma filha. O trabalho, porém, o levava para longe da família por longos períodos. Depois de uma tragédia, Robert entra em parafuso, começa a delirar e fica depressivo. A partir desse episódio não há muito a comentar, pois a história passa a se concentrar nas lembranças de Robert e sua indefinição sobre o futuro. Narrado pelo ator Will Patton, o filme se arrasta com poucos diálogos, cenas contemplativas da natureza, principalmente árvores – a fotografia, do brasileiro Adolpho Veloso, é excelente, cotada a disputar o Oscar 2026. Tudo lembra muito o estilo irritante, intragável e insuportável do cineasta Terrence Malick. Quem já viu algum filme de Malick sabe do que estou falando. Dá sono em bicho-preguiça. O elenco de “Sonhos de Trem” conta ainda com Kerry Condon, William H. Macy, Alfred Hsing, Nathaniel Arcand e John Deal. Alguns críticos profissionais afetados – os mesmos que adoram Malick - elogiaram o filme, mas eu achei enfadonho, embora tenha gostado muito do visual/fotografia e da atuação de Joel Edgerton e William H. Macy. Para concluir o comentário, sou obrigado a admitir que o tempo de duração (1h43m) pareceu muitas horas a mais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

 

“LIÇÕES DE LIBERDADE” (“THE PENGUIN LESSONS”), 2024, coprodução Inglaterra/Espanha/Estados Unidos, em cartaz na Prime Vídeo, 1h51m, direção de Peter Gattaneo (“Ou Tudo ou Nada”, "Unidas pela Esperança”), seguindo roteiro assinado por Jeff Pope. Sempre valorizei os filmes baseados em histórias reais. Este, em especial, apresenta uma história incrível que realmente merecia ser transformada em filme. É baseada no livro “The Penguin Lessons”, escrito em 2016 pelo professor inglês Tom Michell. Tudo começa em 1976, quando Michell (Steve Coogan) chega a Buenos Aires (Argentina) para dar aulas de inglês no tradicional colégio interno St. George, só para meninos de famílias ricas. Um golpe militar havia sido dado poucos dias antes e Tom logo percebeu que o clima não estava muito confortável. Só se via soldados armados andando pelas ruas com cara de poucos amigos. Vou tentar resumir a história. Num período em que as aulas foram suspensas, o professor viaja até Punta Del Este, no Uruguai, conhece uma moça e vai passear na praia. Aqui, encontra um pinguim preso a uma poça de óleo. Depois de resgatar o bichinho e tirar todo o óleo, ele decide devolvê-lo ao mar. Mas o pinguim volta para o seu salvador, que então decide levá-lo para a Argentina. Resultado: ficam amigos. O bichinho recebe o nome de “Juan Salvador” e logo vira atração na escola. Até o diretor Buckle (Jonathan Price) vira amigo do pinguim. Não é mesmo incrível essa história? O filme também destaca os eventos que marcaram a Argentina naquela época de trevas. Uma das faxineiras da escola é levada pelos militares em plena à luz do dia. O professor presencia a prisão, mas não pode fazer nada. Pouco tempo depois o professor inglês se vê em meio a uma manifestação das Mães de Maio, cujos filhos também foram “sumidos” pelos militares. Enfim, entre momentos sensíveis e bem humorados “Lições de Liberdade” também dá espaço ao drama vivido pelos argentinos. Outro destaque é o artifício utilizado pelo diretor Peter Gattaneo para resolver o problema da língua. Na maioria dos diálogos, os atores são dublados, no caso dos ingleses falando espanhol e no caso dos argentinos falando inglês. Estranhei que esse filme não tenha merecido muita divulgação, mesmo depois que estreou com elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto 2024. Ainda bem que a Prime resolveu resgatá-lo, assim como fez o professor com o pinguim.        

 

domingo, 11 de janeiro de 2026

 

“O TANQUE DE GUERRA” (“DER TIGER”), 2025, Alemanha, 1h58m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Dennis Gansel, que também assina o roteiro com Colin Teevan. Pintou filme sobre a Segunda Guerra Mundial eu já aperto o Play. Desde que iniciei minha vida de cinéfilo, há muito tempo, este é um tema que sempre me atraiu. “O Tanque de Guerra” é um filme bem diferente dos que já vi. Mais psicológico do que na base de explosões, tiros etc. No final do comentário explicarei um fato que, a princípio, confesso que não percebi. Estamos no outono de 1943. A história se concentra em cinco jovens soldados alemães a bordo de um tanque Tiger em missão na frente oriental.  Logo após a batalha de Stalingrado eles tentam atravessar uma ponte, mas são surpreendidos pelo fogo inimigo e pelas explosões que destruíram a ponte. Eles conseguem seguir adiante e recebem uma ordem para cumprir uma difícil missão: resgatar um tal de coronel Paul Von Hardenburg preso num bunker atrás das linhas inimigas. Os soldados serão submetidos a testes que exigem muito sangue frio e coragem, como desmontar minas e atravessar um rio por baixo d’água. As situações são angustiantes e tão bem feitas que levam o espectador a quase sentir o mesmo medo dos soldados, que enfrentam tudo na base da anfetamina – prática comum historicamente comprovada, pelos soldados alemães durante o conflito. No desfecho, quando o capitão Philip (David Schütter), líder dos soldados no tanque, encontra o coronel Paul Von Hardernburg (Tilman Strauss), a gente percebe que o filme tem algo a dizer que não se refere propriamente ao que você viu antes. Eu demorei para entender que aqueles soldados alemães estavam, na verdade, pagando seus pecados num outro plano – o purgatório? – depois de tantos assassinatos praticados contra civis em Stalingrado. A Prime Vídeo começou 2026 nos proporcionando um excelente filme de guerra.    

sábado, 10 de janeiro de 2026

 

“ALVO DA MÁFIA” (“BANG”), 2025, coprodução Tailândia/Estados Unidos, 1h28m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta tailandês Wich Kaosayananda (“Uma Noite em Bangkok”), seguindo roteiro assinado por Peter M. Lenkov e Ken Solarz. Tal qual foi minha surpresa ao surgir na telinha o ator Peter Weller, de “Robocop – O Policial do Futuro”, grande sucesso de 1987. Quem se lembra? Weller andava meio sumido e agora, aos 78 anos, vive o personagem de um chefão mafioso. “Alvo da Máfia”, todo ambientado em Bangkok, capital tailandesa, é centrado em William Bang (Jack Kesy, da série “Task”), um assassino profissional contratado full time pela gangue chefiada pelo poderoso Morgan Cutter (Weller). Órgão desde criança, Bang foi praticamente criado por Morgan, que o treinou para ser um assassino de aluguel dos mais eficientes. Pelos menos até sofrer um atentado, quando levou 7 tiros. É claro que ele sobreviveu, mas somente à custa de um transplante de coração. Depois de curado, Bang voltou à ativa, mas com um comportamento bem diferente. Será por causa do novo coração? Essa mudança fará com que ele se transforme no inimigo mortal de seu mentor. E dá-lhe tiros, pancadarias, explosões etc. Trocando em miúdos, apesar da história um tanto fantasiosa, “Alvo da Máfia” funciona como um bom filme de ação.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 

“UM DIREITO MEU” (“HAQ”), 2025, Índia, 2h14m, em cartaz na Netflix, direção de Suparn Verma, seguindo roteiro assinado por Reshu Nath. A história é baseada em fatos reais e traz à tona um processo judiciário que mobilizou a opinião pública da Índia. Em 1967, Shazia Bano (Yama Gautam, a atriz do momento em Bollywood) casa com o advogado Abbas Khan (Emraan Hashmi). A relação acaba em 1975, quando Abbas volta de uma viagem supostamente a trabalho e casado com a jovem Saira (Vartika Singh, modelo e ex-miss Índia). Claro que Shazia não aceita a situação e foge de casa com os três filhos. O marido alega abandono de lar e deixa de pagar a pensão. O caso vai parar nos tribunais de Nova Deli e o processo dura anos, passando por várias instâncias até chegar, em 1985, à Suprema Corte. Todo esse tempo é dedicado a discutir muitas questões interessantes, pois as famílias de Abbas e de Shazia são muçulmanas e que, por isso, estavam sujeitas ao Sharia, a lei divina islâmica. As discussões nos tribunais são bastante elucidativas quanto as questões que envolvem o caso, num país predominantemente machista, onde as mulheres têm poucos direitos. Outro fato interessante diz respeito a uma audiência num tribunal islâmico, à parte da justiça comum indiana. Enfim, um filme que nos proporciona conhecer as complexidades de uma sociedade que mistura religião e tradição para exercer justiça. Não deixe de ver.    

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

“BOCA DE FUMO” (“TRAP HOUSE”), 2025, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta canadense Michael Dowse (“Stuber”), seguindo roteiro assinado por Gary Scott Thompson e Tom O’Connor. Apesar do título nacional infeliz (a tradução literal do título original é “Casa das Drogas”, o que também seria péssimo – faltou criatividade na tradução), trata-se de um bom filme de ação, cuja história mistura drama familiar, suspense, muita ação e vários momentos de humor. Ambientada na cidade de El Paso (Texas), bem próximo da fronteira com o México, a história é centrada no trabalho da equipe da DEA (Agência Federal de Repressão às Drogas) em eliminar o tráfico de drogas através da fronteira México/EUA. Os filhos adolescentes dos agentes da DEA resolvem agir também contra os traficantes roubando dinheiro para financiar a compra de uma casa para um dos amigos que ficou órfão de pai. Enfim, muita confusão, ótimas cenas de ação e muita pancadaria, tiros, perseguições etc. “Boca de Fumo” tem tudo para fazer a festa dos amantes de filmes de ação. A cena final deixa evidente que haverá uma sequência, que também pretendo assistir. No elenco, Dave Bautista, Bobby Cannavale, Jack Champion, Sophia Lillis, Kate Del Castillo, Tony Dalton, Whitney Park, Inde Navarrette, Zaire Adams, Sofia Embid, Alfredo Quiroz e Josh Harton.   


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 


“O BOM VIZINHO” (“THE GOOD NEIGHBOR”), 2022, coprodução Estados Unidos/Letônia, 1h46m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta alemão Stephan Rick, que também assina o roteiro com a colaboração de Silja Clemens e Ross Partridge. O melhor suspense que assisti este ano. Ou talvez nos últimos dois ou três anos. Depois de uma separação traumática, o jornalista norte-americano David (Luke Kleintank) resolve mudar de ares. Vai trabalhar numa agência de notícias com sede em Riga, a bela capital da Letônia. O editor é um velho amigo, Grant (Bruce Davison), que também coloca à sua disposição uma casa de sua propriedade. Devidamente instalado na casa, David conhece um vizinho amigável, Robert (Jonathan Rhys Meyers), um solteirão que vive sozinho. Para se conhecerem melhor, os dois combinam de ir até um bar supermovimentado, onde David conhece uma bela loira, Janine (Ieva Florence), que logo em seguida vai embora, sem antes deixar seu telefone com David. Alguns minutos depois, os novos amigos vão embora. Para não serem surpreendidos pela polícia na estrada, já que haviam bebido um pouco a mais, eles resolvem pegar um caminho alternativo, uma decisão da qual se arrependeriam, pois no meio do caminho David não consegue desviar de uma garota de bicicleta. O atropelamento é inevitável. Quando David desce do carro para socorrê-la, olha a surpresa: a moça é justamente a moça do bar, Janine. E, pior, está morta. Daí para a frente são tantas as situações que envolvem David e Robert que prefiro parar por aqui. O roteiro é primoroso, leva o espectador a acompanhar o desenrolar da história com os nervos à flor da pele. Uma informação adicional: “O Bom Vizinho” é uma refilmagem do filme alemão “O Vizinho Sinistro”, de 2011, dirigido pelo mesmo Stephan Rick. Não sei qual é o melhor, mas posso garantir que a versão mais nova é ótima. Um verdadeiro show de suspense. Não perca. Para concluir, destaco o desempenho do ator irlandês Jonathan Rhys Meyers, simplesmente sensacional.  

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

“O ESQUEMA FENÍCIO” (“THE PHOENICIAN SCHEME”), 2025, Estados Unidos, 1h41m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Wes Anderson, que também assina o roteiro ao lado de Roman Coppola (filho do cineasta Francis Ford Coppola e irmão da também cineasta Sofia Coppola). Quem já assistiu a algum filme de Wes Anderson – “Os Excêntricos Tenenbaums”, “Asteroid City”, “O Grande Hotel Budapeste”, só para citar alguns  sabe que o cineasta trabalha fora da normalidade cinematográfica. Seus filmes são meio malucos, utilizando visuais excêntricos, uma fotografia que contempla as cores fortes e cenários deslumbrantes, tudo muito fora do comum. Poucos diretores, porém, são capazes de reunir um elenco tão gabaritado – veja a relação no final do comentário. Vou resumir a tresloucada história. O magnata Zsa-Zsa Korda (Benício Del Toro), o homem mais rico da Europa, planeja construir um grande empreendimento intitulado “Korda Land and Sea Phoenician Infrasctructure Scheme”. Para conseguir investidores para o negócio, ele viaja por vários países e inicia reuniões com empresários, políticos corruptos, assassinos etc. Ao seu lado viajam sua filha noviça prestes a se tornar freira e um assistente. Durante as viagens, o novo empreendimento vira alvo de espionagem industrial, ataques terroristas, intrigas no meio político e assassinos profissionais. A cada cena uma surpresa para o espectador, promovendo mudanças de rumo constantes, tudo muito louco. Mas uma coisa não se pode negar: a enorme criatividade do roteirista e do diretor. Enfim, uma experiência única que merece ser conhecida por quem aprecia o cinema. Pra terminar, como prometi, cito os nomes que fazem parte do elenco: além de Del Toro estão Michael Cera, Mia Threapleton, Benedict Cumberbatch, Scarlett Johansson, Tom Hanks, Richard Ayoade, Bill Murray, Riz Ahmed, Hope Davis, Rubert Friend, Willem Dafoe, Bryan Cranston, Jeffrey Wright, Charlotte Gainsbourg, Mathieu Amalric e Karl Markovics. Não é um luxo?  

sábado, 27 de dezembro de 2025

 

“ADEUS, JUNE” (“GOODBYE JUNE”), 2025, em cartaz na Netflix, 1h54m, coprodução Inglaterra/Estados Unidos, filme de estreia na direção de Kate Winslet, seguindo roteiro escrito pelo seu filho Joe Anders – o pai é o cineasta inglês Sam Mendes. Todo mundo conhece o talento de Kate Winslet como atriz. Sua estreia como diretora deixa antever também uma nova carreira de sucesso, pois o filme é muito bom. Trata-se de um drama familiar ambientado às vésperas do Natal. Ao ser internada às pressas depois de um desmaio, June (Helen Mirren) apresenta um quadro de saúde muito grave – ela sofre de um câncer já há alguns anos. Segundo os médicos, a perspectiva não é nada boa, questão de dias. Connor (Johnny Flynn), seu único filho homem, fica encarregado de avisar as três irmãs: Julia (Kate Winslet), Molly (Andrea Riseborough) e Helen (Toni Collette). Numa reunião de família, no quarto do hospital, fica decidido que June continuará internada. É praticamente neste cenário que transcorrerá toda a história, quando alguns ressentimentos e desentendimentos entre os irmãos serão administrados pela própria June, apesar de seu grave estado de saúde. Trocando em miúdos, “Adeus, June” é um filme muito sensível e comovente, com excelentes atuações. Imperdível!

“DUAS COVAS” (“DOS TUMBAS”), 2025, Espanha, minissérie da Netflix com três episódios, história criada por Augustin Martínez, direção de Kike Maíllo, seguindo roteiro assinado por Antonio Merecero e Jorge Díaz. O sumiço misterioso de duas adolescentes impactou a população da pequena cidade litorânea de Frigiliana. Uma delas, Marta (Zoe Arnao) seria encontrada morta dias depois afogada no mar. A outra jovem, Verónica (Nadia Vilaplana) continuou desaparecida. Dois anos depois, quando a investigação oficial foi encerrada sem nenhuma conclusão, Isabel (a ótima Kiti Mánver), avó de Verónica, e Rafael Salazar (Álvaro Morte), chefão do tráfico de drogas, unem-se para tentar descobrir o que a polícia não descobriu: os responsáveis pela morte de Marta e pelo sumiço de Verónica. Essa inusitada parceria, de uma avó ávida por notícias da neta favorita, e de um chefão mafioso desesperado para identificar quem matou sua filha, será responsável por muito sangue jorrando. Muitas reviravoltas acontecem até o desfecho, tornando a minissérie um entretenimento de primeira. Completam o elenco Kovik Keuchkerian, Carlos Scholz, Salva Reina, Nadia Vilaplana, Zoe Arnao e Magdalena Tejado. Não deixe de assistir.    

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 


“VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT” (“WAKE UP DEAD
MAN: A KNIVES OUT MYSTERY”), 2025, Estados Unidos, 2h24m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Rian Johnson. O ator inglês Daniel Craig (o último James Bond) volta a encarnar o detetive Benoit Blanc neste terceiro filme da franquia “Knives Out”, iniciada em 2019 com “Entre Facas e Segredos” – este e os outros dois filmes foram escritos e dirigidos por Rian Johnson. Para criar as histórias dessa trilogia, o roteirista e diretor confessou ter se inspirado nos livros de Agatha Christie, Edgar Allan Poe e John Dickson Carr. Em “Vivo ou Morto”, Benoit Blanc chega a uma pequena cidade na zona rural no estado de Nova York para investigar o misterioso assassinato do pároco local no meio de uma missa. Ajudado pelo padre assistente Jud Duplenticy (Josh O’Connor) e pela chefe de polícia Geraldine Scott (Mila Kunis), o intrépido detetive terá muitas dificuldades e vários suspeitos em vista. O roteiro contempla inúmeras reviravoltas, o que torna o filme dinâmico e bastante movimentado. Talvez seja verborrágico demais e muito longo, mas prende a atenção e diverte. Um dos maiores destaques é a qualidade do elenco. Além de Craig, Mila Kunis e Josh O’Connor, participam Glen Close, Jeremy Renner, Josh Brolin, Andrew Scott, Kerry Washington, Cailee Spaeny, Daryl McCormack, Thomas Haden Church, Jeffrey Wrigth e Annie Hamilton.   

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

 

“A LISTA DA VINGANÇA” (“THE BLACK BOOK”), 2023, Nigéria, 2h4m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta Editi Effiong, que também assina o roteiro com Bunmi Ajakaiye. O pastor evangélico Paul Edima (Richard Mofe Damijo), um ex-militar que se converteu, sofre a perda de seu filho único, assassinado por militares depois de acusado, injustamente, de sequestrar e matar um professor e seu filho ainda bebê. Convicto da inocência do garoto, Paul Edima parte para a vingança, contando com a ajuda da jornalista investigativa Vic Kalu (Ade Laoye). O filme escancara a corrupção que domina o governo nigeriano, seus políticos, militares, a polícia e a mídia (parece um país que a gente conhece muito bem). Um general comanda uma milícia de soldados que partem para cima de Edima e da jornalista, com o objetivo de eliminá-los. Só que não contavam com a astúcia militar do veterano soldado. Até aí o filme caminha bem, mas perto do desfecho surge um exército de mulheres comandado por uma tal de “Big Daddy”, que ajudará Edima contra seus inimigos. Nesse ponto, achei que o filme perdeu sua credibilidade. Exército de mulheres? De qualquer forma, “A Lista da Vingança” alcançou o 3º lugar no ranking global da Netflix em 2023, com mais de 20 milhões de visualizações em todo o mundo. Um feito e tanto. Para terminar meu comentário, lembro que o cinema nigeriano, conhecido pelo apelido de “Nollywood”, é o segundo maior produtor de filmes do mundo, perdendo apenas para “Bollywood”, como é conhecido o cinema da Índia. Os Estados Unidos aparecem em terceiro lugar.   

sábado, 20 de dezembro de 2025

 

“12 HORAS PARA O FIM DO MUNDO” (“MIRA”), 2022, Rússia, 1h56m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Dmitriy Kiselev, seguindo roteiro assinado por Sergey Kaluzhanov, Ekaterina Mavromatis e Timofei Dekin. Como será o fim do mundo? Muitas respostas vêm à tona com relação à pergunta.  Muitos apostam que o mundo acabará com um tsunami gigante, ou terremotos, ou furacões etc. No caso deste filme russo de ficção científica, a Terra será (quase) extinta por uma chuva de meteoros incandescentes. Pelo menos é o que se presume pelo nível de destruição causado à cidade de Vladivostok, maior cidade portuária da Rússia, onde reside a adolescente Lera (Veronika Ustimova) com o irmão, mãe e o padrasto. O pai biológico é o engenheiro Arabov (Anatoliy Alexandrowits), que há anos trabalha numa estação orbital. Quando a tragédia começa, Arabova se comunica com a filha, orientando-a como escapar dos meteoros que estão destruindo a cidade. Só para esclarecer, o “Mira” do título original refere-se ao computador de bordo da estação orbital. Como se vê, o filme conta mais uma daquelas histórias apocalípticas estrambólicas, com muito suspense e boas cenas de ação, idealizadas com efeitos especiais da maior qualidade. O visual é espetacular, tanto no espaço quanto na Terra. Com exceção de alguns exageros, “12 Horas...” é um filme que prende a atenção do começo ao fim. Pena que chegou à Prime dublado em inglês, falha que, porém, não compromete o resultado final.     

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

 

“FUGA FATAL” (“SHE RIDES SHOTGUN”), 2025, Estados Unidos, 2h01m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Nick Rowland (“Magnatas do Crime”), seguindo roteiro assinado por Ben Collins e Luke Piotrowski. A história é adaptada do livro homônimo escrito por Jordan Harper. Durante o tempo em que ficou preso, Nate (Taron Egerton) fez parte de uma quadrilha de skinheads supremacistas brancos chamada “Aço”. Quando ganha a liberdade, Nate resolve sair da gangue e partir para uma vida nova. Só que a quadrilha resolve se vingar dele, matando sua ex-mulher e o parceiro. Nate consegue salvar e resgatar Polly (Ana Sophia Heger), sua filha de 11 anos e resolve fugir não só da gangue como da polícia, que o acusa do duplo assassinato e do sequestro da filha. Com carros que rouba com a maior facilidade, Nate pega a estrada com a filha para tentar chegar ao México. Só que no meio do caminho os obstáculos são muitos, incluindo um xerife corrupto ligado à gangue dos skinheads. No meio de toda essa confusão, Nate tenta se reaproximar da filha que não vê há anos. O filme tem boas cenas de ação, muitos tiros e pancadarias. O destaque maior, contudo, é a atuação do ator inglês Taron Egerton, conhecido por filmes como “Kingsman: The Secret Service” e “Rocketman”, no qual desempenhou o papel de Elton John, o que lhe valeu o “Globo de Ouro”. Trocando em miúdos,  “Fuga Fatal” é um bom entretenimento.

domingo, 14 de dezembro de 2025

“INVOCAÇÃO DO MAL 4 - O ÚLTIMO RITUAL” (“THE CONJURING: LAST RITES”), 2025, Estados Unidos, 2h15m, em cartaz na HBO Max, direção de Michael Chaves (“A Freira 2”, “Invocação do Mal 3”), e roteiro escrito por Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick. É o tipo de filme para você ficar invocado. Brincadeiras à parte, o filme é de terror, com muitos sustos, espíritos maldosos e eventos sobrenaturais. Trata-se do quarto e último filme da franquia iniciada em 2013, todos com histórias reais que aconteceram nos Estados Unidos. Nelas, os principais personagens são Lorraine Warren (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson), um casal de investigadores de fenômenos paranormais – os dois existiram mesmo, como aparecem em imagens nos créditos finais e que pode também ser comprovado no livro “Ed & Lorraine Warren: Vidas Eternas”, de Robert Curran, que deu origem à franquia. No caso desta quarta versão, Lorraine e Ed são convocados a ir à cidade de Union, na Pensilvânia, onde a casa de uma família com 8 pessoas está apresentando fenômenos sobrenaturais. O casal de investigadores chega à conclusão que o responsável é um espelho antigo, que atrai para a casa quatro entidades maléficas. Destaco a cena do casamento, perto do desfecho, onde aparecem nos bancos da igreja alguns atores que atuaram nos primeiros filmes, entre os quais Janet Hodgson, Carolyn Pedron, Mackenzie Foy e Lili Taylor. Aperte os braços da poltrona e se divirta. Ou então morra de medo.

 

“F1 – O FILME” (“F1 – THE MOVIE”), 2025, Estados Unidos, 2h3m, em cartaz na Apple TV, direção de Joseph Kosinski (“Top Gun: Maverick”, “Homens de Coragem”), seguindo roteiro assinado por Ehren Kruger. Filmes que têm como tema provas de automobilismo normalmente interessam apenas para o público masculino. A não ser que no elenco tenha Brad Bitt, o que certamente atrairá o público feminino. É o que acontece com “F1 – O Filme”. Sonny Hayes (Pitt) era uma jovem revelação nas pistas de Fórmula 1 nos anos 90, da equipe Lotus, quando foi obrigado a se afastar depois de um grave acidente. Ele continuou disputando algumas competições, mas jamais voltou à Fórmula 1. Quando ganhou as “24 Horas de Daytona”, nos Estados Unidos, tradicional competição para carros esportivos de endurance, Sonny chamou a atenção de um antigo amigo, Ruben Cervantes (Javier Bardem), proprietário da escuderia ApexGP, que disputa o campeonato de Fórmula 1. Cervantes convidou Sonny para ser o piloto número dois da equipe – o número 1 é o jovem Joshua Pearce (Damson Idris), que, faltando 9 corridas para o final do campeonato, ainda não havia marcado pontos. A chegada do experiente Sonny, 30 anos mais velho, mudaria o cenário, colocando a ApexGP em evidência. Apesar dos treinos, dos exercícios físicos e das reuniões de equipe para ajustar os carros e planejar as próximas corridas, o filme não deixaria de lado um romance no meio da história, envolvendo, claro, o galã Pitt com a inglesa Kerry Condon, que faz o papel de Kate McKenna, diretora técnica da equipe. O roteiro contempla tudo o que acontece nos bastidores de uma equipe de Fórmula 1, mas são as cenas de corrida, gravadas em Silverstone, Monza, Las Vegas e Abu Dhabi, que dão impulso à ação e não deixam o espectador piscar. Vários pilotos verdadeiros da Fórmula 1 atual marcam presença no filme, entre os quais o heptacampeão Lewis Hamilton (um dos produtores), Fernando Alonso, Max Verstappen e Oscar Piastri. “F1 – O Filme”, quando de seu lançamento nos cinemas dos Estados Unidos, em junho último, conquistou o 6º lugar de maior bilheteria. É um filme, sem dúvida, que garante um ótimo entretenimento.   

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 

“SETEMBRO 5” (“SEPTEMBER 5”), 2024, coprodução Estados Unidos/Alemanha, 1h34m, em cartaz na Netflix, direção do suíço Tim Fehlbaum (“Refúgio”), que também assina o roteiro com Moritz Binder e Alex David. Filme mostra os bastidores da cobertura da equipe de esportes da emissora norte-americana ABC (American Broadcasting Company)  durante as Olimpíadas de Munique, na Alemanha, em 1972. O lado esportivo ficaria de lado quando terroristas palestinos do grupo Setembro Negro invadiram o alojamento dos atletas israelenses, fazendo 11 reféns. Num clima de alta tensão, os jornalistas da emissora, instalados numa sala especial de comando, tiveram que se organizar para cobrir segundo a segundo o caso do sequestro. Dispondo de informações do rádio da polícia alemã e dos repórteres enviados à vila olímpica, a ABC realizou uma cobertura que ficaria na história do jornalismo televisivo, sendo assistida por mais de 900 milhões de espectadores, um recorde para a época. Mesmo que toda a ação aconteça num espaço onde foi instalada a sala de comando – as tomadas externas foram resgatadas das imagens de arquivo da ABC -, não há um minuto sequer para respirar. A tensão é total, decisões tendo que ser tomadas em segundos, muito estresse como jamais se viu numa cobertura jornalística. Quem ganha com tudo isso é o espectador, que tem a oportunidade de conhecer a tensão que cerca uma cobertura jornalística em tempo real. Um show! Estão no elenco Peter Sarsgaard, John Magaro, Ben Chaplin, Leonie Benesch, Zinedine Soualem e Benjamin Walker.

“FAMÍLIA À PROVA DE BALAS” (“GUNS UP”), 2025, Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta australiano Edward Drake, conhecido pelos vários filmes de ação que dirigiu com a participação de Bruce Willis, entre os quais “Conspiração Explosiva” e os da franquia “Detetive Knight”. No caso da “Família à Prova de Balas”, trata-se de uma comédia de ação. Ray Hayes (Kevin James) deixa a polícia após uma missão mal sucedida e concorda em trabalhar com a chefona mafiosa Michael Temple (Melissa Leo) para ganhar mais dinheiro e proporcionar conforto para a esposa Alice (Christina Ricci). Os dois filhos do casal não sabem que o pai virou capanga de uma gangue. Mas a surpresa maior acontecerá quando descobrirem que a mãe também tem um passado tenebroso. Quem também ficou surpreso foi o próprio marido. Para não revelar mais detalhes da história, vou resumir: a chefona Michael é assassinada e outro mafioso ocupa o seu lugar, o psicopata Lonny Castigan (Timothy V. Murphy). A família de Ray corre perigo depois que ele se recusa a trabalhar com o novo chefão. Embora seu desempenho seja muito bom, Christina Ricci continua com a mesma carinha da Wandinha da Família Adams, o que não combinou muito com a esposa de um brutamontes (James) e mãe de dois adolescentes. De qualquer forma, o filme é um ótimo entretenimento, pois prende a atenção e diverte muito. Recomendo para quem está precisando dar boas risadas.     

domingo, 7 de dezembro de 2025

 

“ZONA DE RISCO” (“LAND OF BAND”), 2024, Estados Unidos, 1h54m, em cartaz na Netflix, direção de William Eubank (“Ameaça Profunda”), que também assina o roteiro com David Frigerio. Filme de ação bastante interessante não apenas pela história em si, mas pelo destaque dado ao trabalho dos pilotos de drone, que de uma base nos Estados são capazes de monitorar e auxiliar equipes de operações especiais em missões pelo mundo afora, além de jogar bombas em alvos inimigos. É o caso do capitão Eddie Grimm (Russell Crowe) e da sargento Mia Branson (Chika Ikogwe). Eles ficam encarregados de monitorar um grupo de militares em missão no sul das Filipinas com o objetivo de resgatar um cidadão norte-americano capturado por guerrilheiros muçulmanos. A missão dá errado, resultando na prisão de um membro da equipe e a morte de outros dois. O único que consegue escapar é o sargento Kinney (Liam Hemsworth), justamente o mais novo do grupo. É ele que merecerá toda a atenção dos controladores Eddie e Mia, responsáveis por indicar o local onde um helicóptero o resgatará do solo inimigo. Mais uma vez, porém, a situação fica novamente perigosa e sem solução, já que o helicóptero, sob fogo inimigo, é obrigado a voltar à base sem o soldado. Kinney terá que agir por sua conta num território hostil e cercado por inimigos. “Zona de Risco” tem boas cenas de ação, mas escorrega no patético desfecho, mas não deixa de ser um bom entretenimento.    

 

“JAY KELLY”, 2025, Estados Unidos, 2h12m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Noah Baumbach (“História de um Casamento”, “Frances Ha”), que também assina o roteiro com Emily Mortmer (atriz que atua no filme). George Clooney é Jay Kelly, um ator famoso. Jay Kelly é George Clooney, o ator famoso. Difícil distinguir um do outro na história. Claro que há algumas diferenças, uma delas é o fato de Jay Kelly ter duas filhas e George não é pai. O personagem Jay Kelly é um ator norte-americano famoso, cercado por uma equipe chefiada pelo empresário Ron Sulgenick (Adam Sandler), com segurança, motorista particular, assessor de imprensa, maquiador, figurinista, nutricionista, enfim, um séquito que somente um astro é capaz de reunir. Jay Kelly, há muito envolvido em produções para o cinema, nunca foi um pai presente para as duas filhas. Agora, mais maduro, quer um contato maior com elas, mas recuperar o tempo perdido pode ser muito mais difícil. Aproveitando sua viagem à Itália para receber um prêmio alusivo à sua carreira, Kelly viverá uma verdadeira aventura pelas belas paisagens da Toscana, o que incluiu até um ato de herói e o reencontro com seu pai. Achei o filme muito irregular, com algumas boas sacadas e outras nem tanto, acrescidas a diálogos infelizes e até patéticos. O que não se pode negar é a qualidade do elenco, que ainda conta com Billy Crudup, Laura Dern, Emily Mortimer, Erica Sweany, Riley Keough, Greta Gerwig (esposa do diretor), Patrick Wilson, Isla Fisher, Alba Rohrwacher, Jim Broadbenty, Eve Hewson e Grace Edwards. “Jay Kelly” não é tão ruim quanto dois dos recentes filmes de Clooney, como “Lobos”, de 2024, quando contracenou com Brad Pitty, e “Ingresso para o Paraíso”, de 2022, quando fez par romântico com Julia Roberts. “Jay Kelly” não fez jus ao astro George Clooney.  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

 

“NOVEMBRO” (“NOVIEMBRE”), 2025, coprodução Colômbia/Brasil/México/Noruega, 1h18m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Tomás Corredor, que também assina o roteiro juntamente com Jorge Goldenberg. O contexto histórico é a invasão do Palácio da Justiça, sede da Suprema Corte da Colômbia, em Bogotá, no dia 6 de novembro de 1985, por guerrilheiros esquerdistas do M-19. Depois de 27 horas angustiantes, as tropas do governo resolveram a parada, mas o saldo foi trágico: 100 mortos, dezenas de feridos e mais de 6 mil processos destruídos. Entre os mortos, 12 juízes, incluindo o presidente da Suprema Corte, Alfonso Reyes Echandía. Alternando com vídeos jornalísticos da invasão, a ação de “Novembro” transcorre apenas no cenário de um banheiro, onde estão confinadas dezenas de reféns, civis e alguns guerrilheiros, além de pessoas feridas. No meio deles, importantes magistrados e um dos chefes dos guerrilheiros. Eles conversam entre si e extravasam o seu desespero quanto ao final da situação, enquanto explosões acontecem do lado de fora, o exército tentando invadir o palácio e libertar os reféns. O filme estreou no Toronto International Film Festival e depois foi exibido por aqui no São Paulo International Film Festival. Achei o filme bastante interessante, mas não o recomendo para o público acostumado a ver filmes para entretenimento, pois o clima é pesado demais.     

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

“DROP: AMEAÇA ANÔNIMA” (“DROP”), 2025, Estados Unidos, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Christopher B. Landon (“Freaky: No Corpo de um Assassino”, “A Morte te dá Parabéns”), seguindo roteiro assinado por Jillian Jacobs e Chris Roach. Finalmente um suspense de qualidade, com muita tensão do começo ao desfecho, prendendo a atenção do espectador a cada cena. Dois anos depois de viver um episódio trágico e traumático envolvendo a morte de seu marido, Violet (Meghann Fahy) resolve dar um passo adiante na sua vida. Entra num site de relacionamento e, depois de muito papo on-line, resolve marcar um jantar com Henry (Brandon Sklenar), um sujeito bonitão e bom de papo. O encontro é marcado num restaurante de luxo no 38º andar de um edifício também luxuoso. Ocorre que, de repente, ela começa a receber mensagens ameaçadoras em seu celular. Algum psicopata anônimo, que propõe um jogo que pode levar à morte o filho dela, assim como sua irmã, que ficou em casa cuidando do garoto. Mas o sufoco de Violet não acaba por aqui. Ela percebe que o psicopata pode estar no próprio restaurante. Dessa forma, todos os clientes são suspeitos, desde um garçom, o pianista, um sujeito que foi rejeitado pela mulher, uma bartender e até um grupo de jovens, assim como o próprio Henry. O espectador acompanha o desespero de Violet tentando adivinhar também quem é o possível maluco das mensagens. Embora o desfecho tenha lá muitas situações absurdas - confesso que não entendi muito bem a motivação do vilão da história -, o suspense prende a atenção do começo ao fim. Completam o elenco Violett Beane, Reed Diamond, Gabrielle Ryan, Jeffery Self, Ed Weeks e Travis Nelson. Mas é a bela Mehann Fahy (de “The White Lotus”) quem leva o filme nas costas, com uma atuação primorosa. Trocando em miúdos, “Drop – Ameaça Anônima” é um suspense de primeira. Imperdível.