MERCY – GOLPE DE MISERICÓRDIA
(MERCY), 2023, Estados Unidos, 1h35m, em cartaz no Prime Vídeo,
direção de Tony Dean Smith, seguindo roteiro de Alex Wright. Filme de ação e
suspense com uma história no mínimo inverossímel, repleto de cenas risíveis,
para não dizer patéticas. Depois de sua segunda missão no Afeganistão, onde
perdeu o marido militar, a médica do exército Michelle (a atriz canadense Leah
Gibson) volta aos EUA para trabalhar em um hospital. Em determinado dia que
parecia calmo, chegam ao hospital várias pessoas baleadas, resultado de um
confronto entre membros da máfia irlandesa e policiais do FBI. Uma das vítimas
é justamente um dos filhos de Patrick Quinn (Jon Voight, pai de Angelina
Jolie), o poderoso chefão mafioso. Para complicar ainda mais o plantão do
hospital, chegam vários integrantes da quadrilha, chefiados por outro filho do
manda-chuva, o psicopata Sean Quinn (Jonathan Rhys Meyers). Ele quer resgatar o
irmão do pessoal do FBI. Aí que entra em ação a médica militar, que também é
perita em artes marciais e sabe manusear armas como ninguém. Para piorar ainda
mais a situação, a gangue sequestra o filho da médica. A partir daí, o hospital
se transforma num verdadeiro campo de batalha. Muito sangue vai jorrar até o desfecho.
Completam o elenco Anthony Bolognese, Anthony Konechny, Caitlin Stryker,
Christopher Russell, Mike Dopud, Bradley Stryker, Sebastian Roberts, Bobby L.
Stewart e Theresa Wong. Fora o suspense e a ação, o filme oferece alguns
momentos risíveis, como aquele em que a heroína aparece no telhado do hospital
e os policiais lá embaixo fazem continência. Apesar dos pesares, o filme não é
tão ruim quanto parece e não ofende nossa inteligência, embora cause algum
incômodo aos nossos neurônios.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
À ESPREITA (AMBUSH), 2023,
Estados Unidos, 1h44m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Mark Burman,
seguindo roteiro assinado por Johnny Lozano, Michael McClung e Dillon Slack.
Fazia algum tempo que eu não assistia a um filme ambientado durante a Guerra do
Vietnâ, conflito que já gerou dezenas de filmes, alguns muito bons.
Infelizmente, não é o caso de “À Espreita”, cuja história, segundo o material
de divulgação, é baseada em fatos reais ocorridos em 1966. Um posto avançado do
exército norte-americano sofre uma emboscada pelos vietcongues, que roubam
documentos importantes. Com a missão de tentar recuperá-los, um pelotão é
formado para a missão. Entre os soldados estão engenheiros responsáveis por
fazer a medição de túneis subterrâneos construídos pelos vietcongues. Ou seja,
soldados com pouca experiência em combate. O filme é ambientado, em grande
parte, justamente na escuridão desses túneis, o que torna o visual da telinha um tanto
desagradável. Estão no elenco Aaron Eckhart, Jonathan Rhys Meyers, Connor
Paolo, Jason Genao, Mara Lane, Mac Brandt, Jeff Caperton e Patrick Walter. Somando
os prós e os contras, “À Espreita” não decepciona, mas também não merece
elogios. Ou seja, nada de novo no front. Indicado apenas para quem gosta de filmes de guerra.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
O SEQUESTRO (EL RAPTO), 2023,
Argentina, 1h35m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Daniela Goggi (“Abzurdah”),
que também assina o roteiro com Andrea Garrote, atriz do filme. 1983. Fim da
Ditadura Militar, assume a presidência Raúl Alfonsin. Com a volta da
democracia, presos políticos que estavam exilados retornam para a Argentina. Um
deles, o protagonista da história, é Julio Levy (Rodrigo de La Serna, de “Diários
da Motocicleta”), que retorna para o país com a mulher e dois filhos. Ele volta
a trabalhar na empresa do pai, que atua no mercado imobiliário e de construção civil.
Tudo corre bem até que o irmão de Júlio, também diretor da empresa, é
sequestrado. A partir desse fato, o mundo de Júlio vira de cabeça pra baixo,
pois os sequestradores exigem fortunas em dinheiro sem comprovar que a vítima
está viva e a empresa começa a entrar em colapso. Júlio exige que as
autoridades tomem alguma providência, chegando a ter uma audiência especial com
o presidente Alfonsin. Tudo é muito nebuloso e misterioso, pois na época grupos
paramilitares ligados à ditatura militar voltaram a atuar clandestinamente na
Argentina, assassinando opositores, autoridades e políticos, além de realizarem
vários sequestros. Será que um deles pode ser o do irmão de Júlio? A resposta só
aparecerá no desfecho. Completam o elenco Andrea Garrote (a roteirista), Julieta
Zylberberg, Germán Palacios, Jorge Marrale, Carlos Garmendia e Tatiana
Rodriguez. Trocando em miúdos, “O Sequestro” é mais um excelente suspense com
pano de fundo político, gênero que o cinema argentino domina com muita competência.
O filme foi visto por aqui durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São
Paulo. Imperdível.
domingo, 28 de janeiro de 2024
“O ENGENHEIRO” (“THE ENGINEER”), 2023, Estados Unidos/Israel, em cartaz no Prime Vídeo, 1h33m, direção do israelense radicado nos EUA Danny A. Abeckaser, seguindo roteiro assinado por Kosta Kondilopoulos. Quem está interessado em saber um pouco mais sobre o conflito Israel/Palestina não deve perder este drama baseado em fatos reais ocorridos na segunda metade da década de 90 do século passado. Depois de vários atentados praticados por homens-bomba, principalmente em Telavive, com dezenas de mortos, as autoridades israelenses chegam ao nome do terrorista palestino Yahya Ayyash, também conhecido como “O Engenheiro”, especialista em construir bombas e por recrutar soldados dispostos a se suicidar pela causa. Em um desses atentados, morre a filha do senador norte-americano David Adler (Robert Davi), que contrata o mercenário Avi (Angel Bonanni), ex-agente do Mossad (serviço secreto de Israel), para encontrar e matar o terrorista. Ao mesmo tempo, o Mossad convoca de volta um de seus principais agentes, Etan (Emile Hirsch), para comandar a caçada ao temido terrorista. Antigos colegas de Mossad, Avi e Etan se juntam para a difícil missão. Ainda estão no elenco Adam Haloon, Angel Bonnanni, Danny A. Abeckaser (o próprio diretor), Luna Mansour e Stefanie Yunger. Sou fã desse tipo de filme e, portanto, gostei muito. Recomendo.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
“SOM DA LIBERDADE” (“SOUND OF
FREEDOM”), 2023, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz no Prime Vídeo, direção
do mexicano Alejandro Gómez Monteverde, que também assina o roteiro com a
colaboração de Rod Barr. Considerado o filme mais polêmico do ano,
principalmente em razão dos temas abordados – tráfico humano e pedofilia -, “Som
da Liberdade” é baseado em fatos reais ocorridos em 2013 tendo como
protagonista Tim Ballard, na época agente especial do Departamento de Segurança
Interna dos Estados Unidos (HOMELAND). Segundo a história mostrada, Ballard
teria sido o responsável pelo resgate de mais de uma centena de crianças
sequestradas por uma rede colombiana de exploração sexual. Outra polêmica
envolvendo o filme foi a denúncia feita pelos jornalistas investigativos do
American Crime Journal, segundo a qual grande parte dos fatos relatados foi
criada pela imaginação do diretor e do roteirista. Polêmicas à parte, o filme foi sucesso de bilheteria, porém é
muito fraco como obra cinematográfica, mas poderoso como denúncia de um dos
crimes mais hediondos da atualidade, a exploração do sexo infantil. Fazem parte
do elenco Jim Caviezel (“A Paixão de Cristo”), Cristal Aparicio, Eduardo
Verástegui, Bill Camp, Mira Sorvino, Gerardo Taracena e Yessica Perryman.
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
“GAIOLA MENTAL” (“MINDCAGE”), 2022, Estados Unidos, 1h36m, em cartaz na Netflix, direção de Mauro Borrelli (“Invasão
Alienígena”), que também assina o roteiro com Reggie Keyohara III. Suspense
psicológico que conta a história de um serial killer que resolve assassinar prostitutas com requintes macabros. Os detetives Jake Doyle (Martin Lawrence) e
Mary Kelly (Melissa Roxburgh, de “Manifest”), encarregados do caso, logo
percebem que se trata de um imitador do famoso serial killer Arnaud
Lefevre, “O Artista” (John Malkovich), preso há cinco anos pelo próprio
policial Doyle e que agora está no corredor da morte prestes a ser executado. Como
psicóloga formada, Mary Kelly tenta compreender a mente de Lefevre e, talvez
dessa forma, chegar ao assassino atual. Este é um dos primeiros protagonistas
sérios vividos pelo ator Martin Lawrence, mais acostumado a participar de
comédias, algumas de sucesso, como “Os Bad Boys”. De qualquer forma, ele não
faz feio ao interpretar o detetive que carrega dentro de si um grande segredo que
será revelado no desfecho, numa reviravolta surpreendente. Também estão no
elenco Robert Knepper, Jeremy Turner, Laura Shatkus e Neb Chupin. O filme não é
nenhuma Brastemp, mas também não chega a ser um cooler de isopor. Vale para uma
sessão da tarde com pipoca.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
“BABILÔNIA” (“BABYLON), 2022,
Estados Unidos, 3h09m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção do jovem
cineasta Damien Chazelle (“La La Land: Cantando Estações”, pelo qual ganhou o
Oscar de Melhor Diretor, e o sensacional “Whiplash: Em Busca da Perfeição”. Ou
seja, um aval e tanto para “Babilônia”, mais uma maravilhosa homenagem à 7ª
arte, o Cinema. Chazelle nos conduz a um mergulho profundo e alucinante nos bastidores
dos grandes estúdios de cinema na segunda metade da década de 1920, época da transição
do cinema mudo para o falado. Os principais personagens são a candidata a atriz
Nellie Laroy (Margot Robbie), o imigrante mexicano Manny Torres (Diego Calva),
que chega de mansinho a Hollywood e depois se transforma num grande produtor, e
Jack Conrad (Brad Pitt), um astro do cinema mudo que começa a não ter mais sucesso
depois do cinema falado. O elenco conta ainda com as participações de Jovan
Adepo, Li Jun Li, Phoebe Tonkin, Samara Weaving, Tobey Maguire Olivia Wilde,
Eric Roberts (irmão da Júlia), Lukas Haas, Katherine Waterston, Jewan Smart,
Olivia Hamilton, Gaia Gerber e Spike Jonze. Convenhamos, um elenco de primeira, valorizando ainda mais esse grande filme. Destaque também para a direção
de arte e fotografia de Linus Sandgren e a vibrante e saborosa trilha sonora de
Justin Hurwitz, o mesmo de “La La Land”. Dos vários filmes que homenagearam o
cinema, o meu preferido ainda é “Cinema Paradiso”, do italiano Giuseppe
Tornatore, com um estilo mais romântico. “Babilônia” também é espetacular, mais
pulsante, repleto de situações saborosas, dramáticas e cômicas na dose certa. “Babilônia”
é simplesmente sensacional, embora alguns críticos profissionais tenham considerado o filme uma "caricatura exagerada de Hollywood". "Babilônia" conta com dois grandes trunfos; as espetaculares atuações da atriz
australiana Margot Robbie, linda e talentosa, um show, e do ator Brad Pitt, agora mais
amadurecido, que também rouba as cenas em que aparece. IMPERDÍVEL, assim
mesmo, com maiúsculas.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
“SALTBURN”, 2023, Inglaterra, 2h07m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção de Emerald Fennell. Este é o segundo filme na direção da atriz Emerald (o primeiro foi “Promising Young Woman”, de 2020). “Saltburn” conta a história de uma amizade entre dois estudantes da Universidade de Oxford, Oliver Quick (o ator irlandês Barry Keoghan), pobre e feio, e Felix Catton (Jacob Elordi), rico e bonito. Um determinado dia, Felix convida Oliver para passar alguns dias na mansão de sua família. Chamada de “Saltburn”, a casa de campo é mais do que uma mansão, um verdadeiro palácio. É lá que residem os pais e a irmã de Felix, além de outros agregados. Gente muito esquisita, antipática, esnobe, bizarra. No primeiro contato, Oliver é paparicado pela família Catton, mas aos poucos se revelará como uma pessoa inconveniente, manipuladora, envolvendo todos em sua trama macabra. Embora exaltado por alguns críticos, achei o filme bastante desagradável, metido a cinema de arte, com algumas cenas fortes de sexo homossexual feitas para chocar a plateia. O que não se pode negar é sua qualidade estética, proporcionada por uma fotografia realmente deslumbrante, digna de prêmios - vamos aguardar as indicações ao Oscar 2024. O elenco conta ainda com Rosamund Pike, Richard E. Grant, Alison Oliver, Carey Mulligan (numa aparição surpreendentemente rápida), Paul Rhys e Archie Madekwe. Concluirei meu comentário lembrando que a Emerald Fennel, a diretora, trabalhou em inúmeros filmes como atriz, inclusive nos recentes “Barbie”, e “A Garota Dinamarquesa”, além da série “The Crown”. Tomando como exemplo “Saltburn”, acho que prefiro Emerald como atriz.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
“MARSELHA EM PERIGO” (“PAX
MASSILIA”), 2023, França, minissérie da Netflix em 6 episódios
(1ª temporada), direção de Olivier Marchal, que também assina o roteiro
juntamente com Kamel Guemra e Edgar Marie. Este é mais um exemplo de que o
cinema francês está cada vez melhor quando se trata de filmes de ação do gênero
policial, consagrando mais uma vez um especialistta no gênero, o diretor Olivier Marchal. Nesta minissérie, os protagonistas principais são cinco policiais da
delegacia de combate ao narcotráfico em Marselha, uma das cidades mais
violentas da Europa. Essa equipe é comandada pelo capitão Lyès Benamar (Tewfik
Jallab), um cara durão que conhece como poucos o lado obscuro do tráfico de drogas. Dois
poderosos traficantes resolvem se enfrentar para ter o domínio dos negócios na
cidade: Franck Murillo (Nicolas Duvauchelle) e Ali Saidi (Samir Boitard). Para
tentar evitar um banho de sangue na cidade, os policiais de Benamar precisam
intervir com o objetivo de prender os dois. Murillo é o mais perigoso, pois
conta com um capanga violento e sanguinário, Tarek Hamadi (Moussa Maaskri),
também conhecido como “Índio”, pois usa uma trança atrás da cabeça. Não
bastasse ter de enfrentar os marginais, Benamar e seus comandados são perseguidos por um policial da
corregedoria que não lhes dá trégua. A minissérie não economiza na violência e
em cenas de jorrar sangue. Tudo dentro do contexto normal que a gente vê hoje
no Rio de Janeiro ou em São Paulo. No caso da França, o perigo está nas
periferias, dominadas pelos imigrantes árabes e africanos, gente da pesada.
Também estão no elenco Lani Sagoyou, Jeanne Goursaud (talvez a atriz mais
bonita do cinema francês atual), Idir Azougli, Florence Thomassin, Diouc Koma e
Olivier Barthelemy. A minissérie é ótima e certamente terá uma segunda
temporada. Imperdível!
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
“HISTÓRIA DE UM CRIME – O CABELEIREIRO
DAS ESTRELAS” (“HISTORIA DE UN CRIMEN: MAURICIO LEAL”), 2023,
Colômbia, 1h30m, produção original e distribuição Netflix, roteiro e direção de
Jacques Toulemonde Vidal. Baseada em fatos reais, a história relembra um caso que
chocou a Colômbia em novembro de 2021: o assassinato do famoso cabeleireiro
Mauricio Leal e de sua mãe Marleny Hernández, encontrados mortos lado a lado em
uma cama de casal. O salão de Mauricio era frequentado por celebridades,
principalmente atrizes do cinema colombiano. Mauricio e a mãe foram brutalmente
esfaqueados e, ao lado dos corpos, havia um bilhete de suicídio supostamente
escrito por Mauricio. A investigação do caso ficou a cargo da jovem promotora
Rebeca, pressionada para resolver o mistério em apenas 20 dias. Yhonier Leal, irmão
de Mauricio e também cabeleireiro, era um dos suspeitos, assim como outros que
se relacionavam com a família. Não vou contar o final da história para não estragar
a surpresa de quem não sabe o que aconteceu no desfecho. Estão no elenco Juana
Del Rio (a promotora), G. Alejandro Gomez (Maurício), Johan Velandia (Yhonier)
e Myriam de Lourdes (a mãe), além de Ernesto Benjumea e Nelson Camayo. Quem
gosta do gênero policial e já assistiu a vários outros filmes realizados mundo
afora pode se decepcionar. A começar pelo desempenho do elenco, um pior do que
o outro, além de um roteiro que não convence do começo ao fim, principalmente
por não saber desenvolver situações de suspense, clichê primordial do gênero
policial.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
“AGRADECIMENTO E DESCULPAS”
("TACK OCH FÖRLĂT”), 2023, Suécia, 1h30m, direção de Lisa Aschan,
seguindo roteiro assinado por Marie Østerbye, em cartaz na Netflix. Trata-se de
um drama leve, com algumas pitadas de humor, muito simpático e agradável de assistir. Enquanto escovava os dentes antes de
dormir, Sara (Sanna Sundqvist), grávida de oito meses, ouve seu marido Daniél
(Mattias Ramos) bater na porta do banheiro e anunciar que vai viajar para dar
um tempo na relação. Um “boa noite” dos mais desagradáveis, mesmo porque ela
não dorme mais na mesma cama que dividiam. Na manhã seguinte, quando Sara entra
no quarto para acordar o marido, este não acorda. Sara chama o resgate, que
constata: Daniel está morto. Sara reage com frieza, mesmo durante o velório e
enterro. Dá para perceber que ela está bastante deprimida e nem o filho fofinho
é capaz de colocar alguma alegria na sua vida. Sara começa a encrencar com a
sogra (Ia Langhammer), que só quer ajudar. E tem mais: Sara não se dá com a
irmã mais velha, Linda (Charlotta Vjorck) e nem com o pai, Timo (Villo
Virtanen), que vive em uma casa de repouso. Sozinha e carente, Sara começa a
entender que as pessoas à sua volta, mesmo a sogra antipática, só querem
ajudar. Aos poucos, ela concorda em esquecer fatos do passado, perdoar quem lhe
fez mal e se reaproximar das pessoas, inclusive de sua irmã e de seu pai. Embora
intimista e um tanto lento, o filme é bastante sensível, principalmente por
instigar uma reflexão sobre relações familiares. Mais um bom lançamento da
Netflix. Recomendo.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
“DRUK – MAIS UMA RODADA" (“DRUK”), 2020, Dinamarca, 1h57m, em cartaz na Netflix, direção de Thomas Vinterberg, que também assina o roteiro com Tobias Lindholm. Este é o filme mais interessante e criativo de Vinterberg (leia no final do comentário a lista de alguns filmes realizados pelo diretor dinamarquês). A história é baseada em uma peça teatral escrita por Vinterberg alguns anos antes. Ida Maria, sua filha adolescente, o incentivou a fazer uma adaptação para o cinema, o que o motivou a concretizar o projeto. A nota triste é que Ida faleceu em um acidente de carro nos primeiros dias da filmagem de “Druk”, mas o cineasta não se deixou abater e concluiu o projeto, com o apoio dos produtores, equipe técnica e elenco. O resultado final não poderia ter sido melhor, pois o filme foi um grande sucesso, recebendo inúmeras premiações, inclusive o Oscar 2021 de Melhor Filme Internacional. “Druk” conta a história de quatro professores de uma mesma escola que se tornaram amigos íntimos. Com problemas familiares e desmotivados nas salas de aula, eles resolvem partir para a bebida, aplicando na prática uma teoria que consagrava as bebidas alcoólicas como remédios para provocar relaxamento e bem-estar, além de afastar qualquer tipo de depressão. O consumo passou a ser diário, antes, durante e depois das aulas, mas nunca após às 20 horas. Eram litros e litros de conhaque, vodca, vinho e até absinto. Eles acabam exagerando nas doses e chegam até a linha tênue que existe entre diversão e vício. É aqui que o drama fala mais alto, resultando em uma tragédia anunciada. Intercalando drama com algumas situações cômicas, o filme transmite uma mensagem clara de como é difícil conviver com o cotidiano de cara limpa. Trata-se, evidentemente, de uma postura negativa em relação à vida, exigindo uma reflexão filosófica e psicológica por parte dos espectadores. Ou seja, mais um filme polêmico de Vinterberg, que tem no currículo excelentes filmes como “A Caça”, “Submarino”, “Longe deste Insensato Mundo” e o mais polêmico deles, “Festa de Família” (1998), marco inicial do controverso e malfadado movimento Dogma 95, que Vinterberg criou com o cineasta Lars Von Trier. Tudo isso para concluir que “Druk” é mais um filme obrigatório do cinema dinamarquês. No elenco, Mads Mikkelsen (o ator preferido do diretor), Thomas Bo Larsen, Magnus Millang, Lars Ranthe, Maria Bonnevie, Albert Rudbeck Lindhardt, Susse Wold e Frederik Winther Rasmussen. Resumo da ópera: “Druk” é simplesmente imperdível!
domingo, 31 de dezembro de 2023
“A BAILARINA” (“BALLERINA”), 2023,
Coreia do Sul, 1h33m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Lee
Chung-Hyeon (“A Ligação”). Não é de hoje que o cinema sul-coreano tem produzido
excelentes filmes, muitos deles premiados (vide “Parasita”). Os filmes de ação
também são destaque, como este recente lançamento da Netflix. A história começa
com o assassinato da bailarina clássica Min-Hee (Park Yu-Rim). O assassino é
revelado no começo. Trata-se de Choi (Kim
Ji-Hun), um psicopata integrante de uma poderosa máfia que explora a
prostituição e o tráfico de drogas. A bailarina era obrigada a se prostituir, mas quando quis
abandonar o negócio virou alvo e vítima de Choi. É a partir daí que entra na
história a melhor amiga da bailarina, Ok-Ju (Jeon Jong-Seo, esposa do diretor e
que havia atuado sob sua direção em “A Ligação”), uma especialista em artes
marciais e que trabalhava como guarda-costas. Embora franzina, ela briga como
gente grande, batendo com vontade em qualquer marmanjo metido a valente. Disposta
a vingar a morte da amiga, ela vai atrás de Choi e, então, muita
pancadaria vai rolar até o final, sangue jorrando aos borbotões (que palavra mais antiga...). As cenas de ação são muito bem feitas, com
destaque para as coreografias das lutas. Trata-se, portanto, de um filme de
ação feito para quem gosta de pancadaria, mas tem lá seus momentos de reflexão
e alguma sensibilidade. Vale para uma sessão da tarde com pipoca.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
“O NATAL DE COSTUME” (“SĂ VAR
DED JOL IGJEN”), 2023, Noruega, 1h28m, em cartaz na Netflix
(estreou dia 6 de dezembro), roteiro e direção de Petter Holmsen. Nunca fui
muito fã desses filmes de Natal, em sua grande maioria açucarados e bobinhos. Mas esta comédia
romântica norueguesa é bem divertida. Melhor ainda, baseada em fatos reais.
Thea (a bela Ida Ursin-Holm) conhece o indiano Jashan (Kanan Gil) nos Estados
Unidos. Os dois se apaixonam e pretendem se casar. Antes, porém, ela quer levá-lo
para a Noruega e passar o Natal com sua família e, aí então, anunciar o
noivado. Como já era previsível, as diferenças culturais acabam tumultuando o
ambiente, principalmente pelo preconceito da mãe dela. A família de Thea,
cristã, segue um ritual próprio para comemorar a data, algo que Jashan não
compreende, mas pretende aceitar. Tentando ser simpático, Jashan resolve elaborar
um cardápio especial de comida indiana para o jantar, surpreendendo a família
de Thea com o exagero de pimenta. O jantar acaba caótico. Para piorar a situação,
surge em cena um ex-namorado de Thea. Aí a coisa complica de vez. O filme é leve e muito divertido, valorizado por diálogos hilariantes, como este: “Os
noruegueses já nascem com os esquis nos pés”, diz Thea. “Então os partos devem
ser bem dolorosos”, devolve Jashan. As
situações engraçadas acontecem uma atrás da outra, ou seja, dá para rir o filme
todo. No desfecho, Jasha revela o desejo de apresentar a família de Thea para
seus parentes na Índia, o que dá a entender que haverá uma sequência. Vou
assistir, com certeza.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2023
“TOP GUN: MAVERICK”, 2022,
Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na Netflix, direção de Joseph Kosinski (“Oblivion”,
“Tron: O Legado”), seguindo roteiro assinado por Christopher McQuarrie, Eric Warren Singer e Ehren
Kruger. Antes tarde do que nunca, finalmente chega até nós a sequência tão
aguardada de “Top Gun: Ases Indomáveis”, grande sucesso de 1986 no mundo
inteiro. Aos 59 anos, Tom Cruise, ainda em ótima forma física, volta ao papel
do piloto de caça Pete “Maverick” Mitchell, agora encarregado de treinar uma
equipe de pilotos de elite para uma missão (quase) impossível, ou seja, ingressar
em um país inimigo e destruir uma usina de enriquecimento de urânio localizada
em um bunker subterrâneo (o país não é nomeado). Como já sabemos, missão
impossível, ou quase, é com Tom Cruise. Durante o treinamento, realizado na
base aeronaval de North Island, Maverick voltará a se encontrar com uma antiga
namorada, Penny (Jennifer Connelly), e com seu antigo amigo e agora seu
superior, o comandante Tom Kazanski (Val Kilmer). Aliás, Kilmer é o único ator de
“Maverick” que esteve em “Ases Indomáveis”, além de Cruise, é claro. Completam
o elenco Jon Hamm, Milles Teller, Monica Barbaro, Glen Powell e Ed Harris. O
filme foi indicado ao Oscar 2023 em seis categorias, vencendo apenas na de
Melhor Som, ou seja, muito pouco para um filme tão bom, o segundo de melhor
bilheteria mundial em 2022, perdendo para “Avatar: O Caminho da Água”. A cereja
do bolo de “Top Gun: Maverick” são as cenas de ação, que impressionam pelo
realismo nas tomadas aéreas e acrobacias. Em algumas delas, o espectador é “convidado”
a interagir com o piloto nas manobras mais ousadas. Aos de estômago mais
sensível, recomendo tomar um dramin antes do filme começar. Em resumo, o
filme é espetacular como entretenimento. Não perca!
sábado, 23 de dezembro de 2023
“MAESTRO”, 2023,
Estados Unidos, 2h09m, em cartaz na Netflix, direção de Bradley Cooper, que
também assina o roteiro com a colaboração de Josh Singer. Trata-se da
cinebiografia do compositor e maestro Leonard Bernstein (1918-1990), um dos
maiores gênios da música no Século XX. Para se ter uma ideia da importância
desse projeto para o cinema, basta dizer que, além do próprio Bradley Cooper, são
também produtores nomes como Steven Spielberg, Martin Scorsese e Todd Phillips.
O filme acompanha a trajetória de Bernstein durante quatro décadas, a partir do
início dos anos 40, quando ele inicia a carreira de maestro e compositor – ele compôs
inúmeras trilhas sonoras para vários filmes e musicais da Broadway, entre as
quais “West Side Story”, “Peter Pan” e “Candice”, além de ter sido maestro da Orquestra Filarmônica de Nova York durante 18 anos. A vida particular do maestro,
interpretado por Bradley Cooper, também é bastante explorada, sua
bissexualidade recheada de muita promiscuidade e seu casamento com a atriz
costarriquenha Felicia Montealegre, seu grande amor. Este foi o segundo filme de Bradley como diretor - o primeiro foi o grande sucesso “Nasce uma Estrela”, de 2018. “Maestro”
é um filme completo, primoroso em toda a sua concepção, direção de arte, roteiro,
figurino, fotografia e maquiagem. Com certeza, já pode ser considerado um dos
favoritos ao Oscar 2024 nessas categorias e mais na de Melhor Filme, Melhor
Diretor e Melhor Ator (Cooper) e Melhor Atriz (Carey Mulligan) – a lista dos
indicados será divulgada no próximo dia 23 de janeiro. Também estão no elenco
Mattew Bomer, Sara Silverman, Maya Hawke (filha de Ethan Hawke e Uma Thurman),
Jeremy Strong e Sam Nivola. Enfim, “Maestro” é muito bom, irresistível e
imperdível.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
“GOLDA – A MULHER DE UMA NAÇÃO”
(“GOLDA”), 2023, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 1h40m, em
cartaz no Prime Vídeo, direção do cineasta israelense Guy Nattiv (em 2019,
venceu o Oscar de Melhor Curta-Metragem com “Skin”), seguindo roteiro assinado
por Nicholas Martin. Nascida na Ucrânia, Golda Meyer (1898-1978) emigrou para
Israel em 1921 e foi primeira-ministra de 1969 a 1974. O filme é ambientado
apenas durante o período em que durou a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando Israel sofreu um
ataque-surpresa por parte de tropas do Egito, Síria e Jordânia. Juntamente com
seus ministros de guerra, Golda administrou a situação, planejou uma
contra-ofensiva e venceu o conflito. Golda, que ficou conhecida como a "Dama de Ferro de Israel", é interpretada pela maravilhosa atriz
Helen Mirren, cuja impressionante maquiagem valorizou ainda mais sua performance
(Oscar à vista?). O filme revela os bastidores dessa guerra, as reuniões de
Golda com seus comandantes e sua vida particular, que destaca a relação de
amizade com sua assistente Lou Kaddar (Camille Cottin) e seu vício de fumante.
Também estão no elenco Lieve Schreiber (Henry Kissinger), Rami Heuberger (Moshe
Dayan), Ohad Knoller (Ariel Sharon), Lior Ashkenazi (David Elazar) e a atriz Jaime
Ray Newman, esposa do diretor. “Golda” estreou no 73º Festival Internacional de
Cinema de Berlim, em fevereiro de 2023, com elogios da crítica e do público.
Além da primorosa interpretação de Helen Mirren, vale destacar o contexto histórico
do filme. Filmaço!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
“ANÔNIMO” (“NOBODY”), 2021,
Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Netflix, direção do diretor russo radicado
nos EUA Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”), seguindo roteiro de Derek
Kolstad, criador dos filmes da franquia John Wick. Quando foi lançado nos
Estados Unidos, mesmo em plena pandemia do Covid, “Anônimo” foi um grande sucesso
de bilheteria, faturando em poucas semanas US$ 57 milhões, lembrando que o
investimento na produção foi de US$ 16 milhões. Depois de dois anos, chega
agora à Netflix sem muito alarde, mas é um filmaço de ação, divertido, com
muita pancadaria, tiros e tudo mais que se espera de um filme do gênero. O
personagem principal da história é Hutch Mansell (Bob Odenkirk, das séries “Better
Call Saul” e “Breaking Bad”), um pacato pai de família e funcionário exemplar de uma pequena metalúrgica. Sua rotina não passa de casa-família-trabalho. Certo dia, dois bandidos invadem sua casa para
roubar e ele e o filho entram em luta corporal com a dupla. Em determinado
momento da briga, Hutch tem a chance de golpear um dos marginais com um taco de
golfe, mas deixa pra lá e os bandidos acabam fugindo. Sua atitude revela ou
falta de coragem ou de preferência pela não-violência. Escolheu esta segundo
opção para explicar à família e à polícia. Será que ele é um covarde? Calma,
sem conclusões precipitadas. Revoltado pelo fato de a dupla de ladrões ter
levado a pulseira de gatinhos da sua filha, ele resolve tomar uma atitude de
macho e vai atrás dos bandidos. No caminho, dentro de um ônibus, ele vê cinco
cafajestes perturbando uma jovem. É o suficiente para ele entrar finalmente em
ação e bota ação nisso. Ele espanca sem dó um por um e todos - menos ele, é
claro – vão parar em estado grave no hospital. Só que um dos cafajestes em estado de coma é o
irmão mais novo de um poderoso chefão da máfia russa, Yulian Kusnetsov (Aleksey
Serebryakov, de “Leviatã”). Claro que Hutch e sua família viram alvo dessa
turma da pesada. E haja violência explícita, tiros e pancadarias, tudo levado
com muito bom humor. Também estão no elenco Connie Nielsen, Michael Ironside e Christopher
Lloyd (o cientista de “De Volta para o Futuro” e o mordomo de “A Família Adams”).
Enfim, “Anônimo” é um dos melhores filmes de ação do ano. Imperdível!
sábado, 16 de dezembro de 2023
“AMSTERDAM”, 2022, Estados Unidos, 2h14m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção de David O. Russell (“Trapaça”, “Três Reis”, “O Lado Bom da Vida”). Nem sempre um elenco com muitos astros garante a qualidade de um filme. “Amsterdam” chega para confirmar essa afirmação. Confiram o elenco (só para citar os mais conhecidos): Margot Robbie (a Barbie), Christian Bale, Anya Taylor-Joy, Zoë Saldana, Robert De Niro, Taylor Swift (ela mesma!), John David Washington, Rami Malek, Mike Myers, Andrea Riseboroughj, Chris Rock, Matthias Schoenaerts, Michael Shannon e Alessandro Nivola. Todos esses astros juntos não conseguem salvar o filme de uma chatice generalizada. Trata-se de um misto de comédia, drama, suspense e mistério. O roteiro é uma bagunça, diálogos sem pé nem cabeça e, para piorar, uma história pra lá de complicada, além de personagens excêntricos e caricaturais. O único elogio deve ser dado à qualidade estética do visual, com uma bela fotografia e primorosa direção de arte, na qual se destaca a recriação de época – Nova York dos anos 30 do século passado, época em que a história é ambientada. Os principais personagens são três amigos norte-americanos que se conheceram na Europa durante a Primeira Guerra Mundial, dois soldados e uma enfermeira. Após alguns anos, eles se reencontram em Nova York e acabam se envolvendo numa grande confusão, o que os levará a desvendar um plano elaborado por empresários da extrema-direita para derrubar o presidente Franklin Roosevelt (houve sim essa tentativa, o que levou o material de divulgação do filme a dizer que a história é baseada em fatos reais). O filme é muito verborrágico, repleto de diálogos sem o menor sentido. O roteiro também não ajuda, pois a cada momento entra um personagem novo na história, complicando ainda mais o entendimento do espectador. Resumo da ópera, “Amsterdam” poderia aproveitar melhor o excelente elenco, mas o resultado final é decepcionante, ou seja, mais uma grande bobagem cinematográfica.
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
“MEU PAI É UM PERIGO” (“ABOUT
MY FATHER”), 2023, Estados Unidos, 1h29m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Laura Terruso (“Dançarina Imperfeita” e a série “Dickenson”),
seguindo roteiro assinado por Sebastian Maniscalco e Austen Earl. O comediante
Sebastian Maniscalco escreveu o roteiro baseado em sua experiência pessoal e
atua no filme como ele mesmo. Ele lembra o relacionamento difícil com o pai, o imigrante
italiano Salbo Maniscalco (Robert De Niro), que só piorou depois que Sebastian
resolve ficar noivo de Ellie Collins (Leslie Bibb), artista plástica filha de
um empresário milionário dono de uma rede de hotéis “5 Estrelas”. Para pedir a
mão da moça, ele foi convidado para um final de semana na mansão litorânea dos pais dela e, muito a contragosto,
concordou em levar seu pai. Logo de cara fica claro ao espectador que a diferença
cultural e social entre o “casca-grossa” italiano e a família Collins,
sofisticada e chique, é gritante. Os Collins são aristocratas, moram num
casarão de luxo, e Salbo terá que se adaptar ao ambiente. Torna-se previsível,
portanto, uma grande confusão, com direito a situações hilariantes e diálogos
idem até o desfecho. Enfim, uma boa comédia, que faz rir sem ofender nossa
inteligência. Também estão no elenco Kim Cattrall (a Samantha Jones da série “Sex
and the City), David Rasche, Brett Dier e Anders Holm. Embora seja fã de Robert
De Niro, prefiro vê-lo em filmes de máfia, como “O Irlandês”, “O Poderoso
Chefão” e “Os Bons Companheiros”, o melhor de todos, do que em comédias. Neste
último gênero, gostei muito de De Niro apenas em “Entrando Numa Fria e “Máfia no Divã”.
No caso específico de “Meu Pai é um Perigo”, De Niro faz o mesmo personagem de
sempre nas comédias, um cara ranzinza, rabugento e grosso, com as mesmas caras
e bocas. Mas ainda é o grande astro De Niro. Um ótimo programa para uma sessão
da tarde com a família.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
“UMA FAMÍLIA QUASE PERFEITA” (“EN HELT VANLIG FAMILJ”), 2023, Suécia, em cartaz na Netflix, minissérie
em seis episódios, direção de Per Hanefjord, com roteiro de Hans Jörnlind e Anna
Platt. Trata-se da adaptação para a telinha do livro best-seller homônimo do
escritor sueco Matthias Edvardsson. Começa a história e vemos Stella Sandell,
de 15 anos, sendo estuprada por um homem durante o acampamento de férias.
Quatro anos depois, Stella (Alexandra Karlsson Tyrefors) é presa como principal
suspeita do assassinato de seu namorado, Christoffer Olsen (Christian Sundgren).
Os efeitos colaterais dessa situação acabam atingindo o casamento dos pais, Adam
Sandell (Björn Bengtsson), padre da igreja luterana da Suécia, e Ulrika Sandell
(Lo Kauppi), advogada e professora universitária, ambos cidadãos muito
respeitados na comunidade de Lund, pequena cidade do condado de Skane. Adam não
se conforma com a prisão da filha e faz tudo para tentar inocentá-la, nem que
para isso se utilize de recursos pouco religiosos. Como advogada experiente,
Ulrika também age em favor da filha, escondendo provas e mentindo para a
polícia, sem contar com suas puladas de cerca com o seu colega advogado. Enfim,
como diz o título, uma família "quase" perfeita. A história prende a atenção do
espectador do começo ao fim, com muita tensão e suspense. Sem dúvida, uma das
melhores minisséries lançadas este ano pela Netflix.





















