“Oldboy – Dias de Vingança” (“Oldboy”), de 2013, direção de Spike Lee, é mais uma
prova contundente da falta de roteiristas criativos na indústria cinematográfica
do Tio Sam. Trata-se de um novo remake, desta
vez do filme sul-coreano “Oldboy” de
2003 dirigido por Park Chan-wook. O executivo Joe Douchett (Josh Brolin) é
sequestrado e fica preso num quarto, isolado, durante 20 anos. Ele nem imagina
o motivo. Pelo noticiário da TV instalada no quarto, ele ouve a notícia do
assassinato da mulher. Os sequestradores forjam tudo, espalham provas na cena
do crime como se Joe tivesse feito tudo aquilo. A filha de três anos, Mia, é
entregue para adoção. Durante todo o período em que fica preso, Joe treina
artes marciais através de um programa na TV. Quando é libertado, vira uma arma
mortal e aí vai tentar descobrir quem o sequestrou e o manteve preso durante 20
anos e o motivo pelo qual fez isso. A partir daí, a pancadaria vai correr solta. Nesse meio tempo,
ele conhece Marie (Elizabeth Olsen), uma assistente social, pela qual acaba se apaixonando.
No final, uma reviravolta de embrulhar o estômago – o estômago dele, Joe. É um
filme bastante interessante não apenas para quem quiser comparar as duas
versões, mas pelo trabalho de Spike Lee, que, todo mundo sabe, é um diretor diferenciado, que tem um estilo próprio de filmar. Vale a pena conferir! sexta-feira, 7 de março de 2014
“Oldboy – Dias de Vingança” (“Oldboy”), de 2013, direção de Spike Lee, é mais uma
prova contundente da falta de roteiristas criativos na indústria cinematográfica
do Tio Sam. Trata-se de um novo remake, desta
vez do filme sul-coreano “Oldboy” de
2003 dirigido por Park Chan-wook. O executivo Joe Douchett (Josh Brolin) é
sequestrado e fica preso num quarto, isolado, durante 20 anos. Ele nem imagina
o motivo. Pelo noticiário da TV instalada no quarto, ele ouve a notícia do
assassinato da mulher. Os sequestradores forjam tudo, espalham provas na cena
do crime como se Joe tivesse feito tudo aquilo. A filha de três anos, Mia, é
entregue para adoção. Durante todo o período em que fica preso, Joe treina
artes marciais através de um programa na TV. Quando é libertado, vira uma arma
mortal e aí vai tentar descobrir quem o sequestrou e o manteve preso durante 20
anos e o motivo pelo qual fez isso. A partir daí, a pancadaria vai correr solta. Nesse meio tempo,
ele conhece Marie (Elizabeth Olsen), uma assistente social, pela qual acaba se apaixonando.
No final, uma reviravolta de embrulhar o estômago – o estômago dele, Joe. É um
filme bastante interessante não apenas para quem quiser comparar as duas
versões, mas pelo trabalho de Spike Lee, que, todo mundo sabe, é um diretor diferenciado, que tem um estilo próprio de filmar. Vale a pena conferir! quinta-feira, 6 de março de 2014
“Desafio no Ártico” (“The Snow Walter”) é um filme repleto de ação e aventura, daqueles em que a gente reúne a família na sala com muita pipoca. Trata-se de um filme canadense da Columbia
Pictures produzido em 2003 e dirigido por Charles Martin Smith. O enredo é baseado
no conto “Walk Well, my Brother”, de Farley Mowat. A história acontece em 1953,
quando o piloto Charlie (Barrie Pepper), herói na 2ª Guerra Mundial, é designado
pelo seu chefe Walter (James Cromwell), dono de uma companhia de aluguel de
aviões pequenos, para testar um novo modelo de aeroplano. Ele aterrissa numa
área deserta e encontra uma família de esquimós, cuja filha Kanaalaq (Annabella
Piugattuk) parece estar com tuberculose. Charlie se compromete a levá-la a um
hospital da cidade mais próxima, o que significará uma mudança no seu roteiro
de viagem e também irá dificultar as buscas posteriores. Por causa de um
problema mecânico, o avião acaba caindo numa região inóspita e gelada do Ártico
canadense. A partir daí, a sobrevivência de ambos vai depender de muito
sacrifício e da experiência de caçadora da jovem esquimó. O filme mantém
um ritmo constante de ação e aventura até o final. Vale a pena!
terça-feira, 4 de março de 2014
A cineasta
francesa Claire Denis fez filmes bem melhores que esse “Bastardos” (“Les Salauds”), que dirigiu em 2012 e que
estreou no Festival de Cannes/2013. Por
exemplo, “35 Doses de Rum (2008), ou então “Minha Terra África” (2009). Não que
“Bastardos” seja ruim. Mas é pesado
demais, arrastado demais, escuro demais, os personagens são todos problemáticos, depressivos e
estressados, e o enredo é um tanto confuso. Marco (Vincent Lindon) é comandante
de navio e volta para terra quando seu cunhado se suicida. A irmã Sandra (Julie
Battaille) está completamente falida e, ainda por cima, tem uma filha prostituta
e drogada. Marco vende tudo que tem, até o carro e o relógio, para ajudar a
irmã. No prédio em que aluga um apartamento, Marco conhece uma vizinha
misteriosa, Raphaelle (Chiara Mastroianni), amante de um poderoso empresário,
com a qual começa um caso. Daí para a frente, a história deixa de lado a
coerência para entrar num labirinto de situações que pode deixar o espectador
meio perdido. É um filme de difícil digestão, mas, como trunfo, conta com um
elenco excelente. Além de Vincent,
Battaille e Mastroianni, tem ainda Michel Subor, Lola Creton, Alex
Descas e Grégoire Colin. Só para os aficionados pelo cinema francês ou então para quem está estudando a língua.
“Os filhos do Padre” (“Svecenikova Djeca”), de 2013, é uma comédia muito divertida.
Trata-se de uma co-produção Croácia/Sérvia. Don Fabian (Kresimir Mikic) é um
jovem padre católico designado para a paróquia de uma vila litorânea na
Dalmácia, região do Mar Adriático. Nas primeiras semanas, ele percebe que não
há nascimentos, só mortes. Intrigado, acaba descobrindo que o motivo é a alta
demanda de preservativos. Fabian, então, resolve adotar uma medida drástica:
furar as camisinhas. O resultado é um boom
de nascimentos jamais visto na vila, o que vai gerar muita confusão, ainda mais pelo fato de que nem todo mundo na vila é santo ou fiel. O
diretor Vinko Bresan, na base do humor, é claro, dá umas cutucadas na Igreja.
Faz piadas envolvendo pedofilia e sexo. A mais engraçada, porém, acontece
quando um bispo vem visitar a vila. Uma luxuosa lancha está atracando e um
morador diz a Fabian que o barco deve ser de algum mafioso, no exato momento em
que sai da lancha justamente o bispo. Além do filme ser bastante interessante e
engraçado, deve-se destacar o fato de ter sido co- produzido por sérvios e croatas,
que até pouco tempo atrás se digladiavam. É a arte promovendo a paz.
segunda-feira, 3 de março de 2014
“Além da Fronteira” (“Out in the Dark”) é uma
co-produção Israel/EUA/Palestina de 2012. Trata-se de um drama e conta a história do jovem palestino
Nimer Masharawi (Nicholas Jacob), que frequentemente costuma burlar a segurança
da fronteira com Israel para ir a boates homossexuais de Tel Aviv. Numa noite,
conhece o advogado israelense Roy Schaefer (Michael Aloni). Os dois se apaixonam.
Nimer faz teste para cursar Psicologia numa Escola de Tel Aviv e é aprovado. Com isso, ganha um passe livre para permanecer em território
israelense, o que reforçará sua relação com Roy, que o convida para morar em
seu apartamento. Só que vão ocorrer alguns imprevistos que mudarão o rumo da
história. Por exemplo, a família de Namir descobre sua opção sexual e, pior,
seu caso amoroso com um israelense, o que é considerado uma traição à causa
palestina. Namir é expulso de casa. Nesse meio tempo, o serviço secreto de Israel
descobre que Nabil (Jamil Khoury), irmão de Namir, pertence a uma organização
terrorista e guarda armas em sua casa. Por causa disso, Namir perde o passe
livre e é expulso de Israel. A situação fica crítica e Namir terá que contar
com a ajuda de Roy para encontrar uma solução. A partir de sua metade, o filme
ganha em ação e suspense, prendendo a atenção do espectador até o final. Como
tudo isso vai acabar? Enfim, o filme é muito bom e sua qualidade fica ainda mais comprovada pelos vários prêmios que conquistou em festivais de cinema pelo mundo afora.
domingo, 2 de março de 2014
“O Último Roubo” (“Den
Sorte Madonna”), de 2007, é uma comédia policial dinamarquesa com o ator Anders
W. Berthelsen, dos ótimos “Rosa Morena” (co-produção brasileira) e “SuperClássico”.
Ele faz um policial encarregado de investigar o roubo de um famoso quadro
intitulado “A Madona Negra”. A tela havia sido roubada por uma quadrilha e
acaba nas mãos de Maria (Tuva Novotny), filha de um dos ladrões. Além da
polícia e da quadrilha que roubou o quadro, está atrás da obra um perigoso
mafioso russo. Aí a confusão está armada. O filme tem bastante ação, cenas de filme
pastelão, tiros, perseguições e até um romance. Os bandidos são todos
atrapalhados. Com pipoquinha, numa sessão da tarde, até que dá para ver. E pela
curiosidade de conhecer o humor dinamarquês.
“Mary e Martha, Unidas pela Esperança” (“Mary & Martha), 2013, EUA/Inglaterra, conta uma
história bonita e comovente (baseada em fatos reais). Os destinos de duas mães,
uma residente nos EUA e a outra na Inglaterra, vão se cruzar na África. Ambas acabam de enfrentar dramas semelhantes: seus filhos são mortos pela malária no continente africano. Depois da tragédia, a norte-americana Mary (Hillary Swank) e a
inglesa Martha (Brenda Blethyn) ficam por um tempo na África como voluntárias
assistenciais ajudando as vítimas da doença. Era preciso, porém, mobilizar as
autoridades mundiais para o grave problema. Havia necessidade primordial de remédios,
médicos, comida, postos de saúde etc. Nos EUA, as duas conseguem uma audiência pública com
uma Comissão especial do Congresso, durante a qual apresentam números
impressionantes com relação à malária. Por exemplo: some-se o número de mortos nos
conflitos do Oriente Médio desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, até hoje; mais
os mortos nas guerras da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão; mais os mortos
em atentados terroristas realizados nos últimos vinte anos. Esse total,
multiplicado por dois, é o equivalente ao número de mortes por malária no mundo
em apenas um ano, em sua grande maioria crianças. A incidência maior acontece,
é claro, na África. O filme é ótimo, mostra cenários deslumbrantes do continente
africano e conta com duas grandes atrizes como Hillary Swank e, principalmente,
a maravilhosa Brenda Blethyn. Simplesmente imperdível!
sábado, 1 de março de 2014
“Joséphine” é uma comédia romântica francesa
de 2013, dirigida por Agnès Obadia. Joséphine (Marilou Berry) chega aos 30 anos
de idade frustrada por odiar seu trabalho, por não ser bonita, detestar sua
bunda grande, o que no Brasil lhe renderia o apelido de popozuda, e ainda por
não ter namorado. Só um amante de um dia por semana, e ainda por cima casado. Ela mora sozinha e seu único consolo é ter ao
seu lado o gato de estimação “Brad Pitt”. Joséphine morre de inveja da irmã Diane
(Alice Pol), alta, bonita, porte de modelo e que está noiva. No almoço da família
em que Diane anuncia seu casamento, Joséphine não deixa por menos: inventa que vai
se casar com um médico-cirurgião brasileiro chamado Marcelo. Para desespero de
Diane, as atenções e as felicidades acabam sendo dirigidas para Joséphine,
satisfeita por estragar a surpresa da irmã. Essa alegria, porém, vai durar
pouco. Os amigos mais próximos lhe dão de presente uma passagem para o Brasil. E
agora, o que fazer? Joséphine vai ter
que se virar para manter a história do casamento com o cirurgião. Em meio a
esse problema, ela ainda se apaixona pelo antigo chefe Gilles (Mehdi Nebbou). “Joséphine” é uma comédia leve e divertida,
um bom programa para rir e relaxar.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
“Capitão Phillips” (“Captain Phillips”) é daqueles filmes do tipo super bonder: você não consegue
desgrudar da poltrona. Um filmaço. Conta
a história verídica do sequestro do cargueiro “Maersk Alabama” por piratas
somalianos, em 2009. Embora naquela época fosse muito comum esse tipo de ataque
na costa da Somália, não houve uma preocupação maior com a segurança do navio e
de sua tripulação, comprovada pela invasão por parte de apenas quatro piratas somalianos.
No mínimo, o navio deveria ter homens armados de prontidão. Mas isso já é outra
história. Entre as tentativas dos piratas em invadir a embarcação, a chegada da cavalaria e o desfecho
final, a ação e o suspense estão garantidos o tempo todo. As cenas das
tentativas de invasão do navio são ótimas. O embate psicológico entre o Capitão
Richard Phillips (Tom Hawks) e o chefe dos piratas, Muse (Barkhad Abdi), é um
dos trunfos desta excelente produção norte-americana de 2013. O diretor inglês
Paul Grengrass é mestre nesses filmes. É só lembrar de “O Ultimato Bourne”
(2007), “A Supremacia Bourne’” (2004), “Zona Verde” e, principalmente, “United
93”, este sobre um dos aviões sequestrados nos atentados de Setembro/2011. Com
exceção de Tom Hanks e Catherine Keener, que faz a mulher do capitão e aparece
apenas durante alguns segundos no começo, o elenco não tem atores muito conhecidos.
O filme é mesmo de Tom Hanks e de Barbhad
Abdi, este último um achado. O filme é baseado no livro "A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy Seals and Dangerous Days at Sea", escrito pelo verdadeiro Capitão Richard Phillips. Antes de assistir, prepare um sacão de pipoca e um
suco de maracujina.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
“Confissões de um
Jovem Apaixonado” (“Confession of a Child of the Century”) é um drama inglês
de época baseado na novela “Confissões de um filho do Século”, escrita por
Alfred de Musset. Conta a história do jovem Octave (Peter Doherty), que, logo no começo do filme, é
traído pela namorada que tanto amava. A partir desse acontecimento, ele se
entrega à vida mundana das festas com os amigos, incluindo orgias com prostitutas.
Mas Octave continua carente de um amor, até que conhece a viúva Briggite
(Charlotte Gainsbourg), pela qual se apaixona perdidamente e de forma até obsessiva.
Demora muito até ela se entregar a essa paixão. Mas, quando se entrega, acaba
agindo com a mesma obsessão dele. Ou seja, um casal emocionalmente
desequilibrado. A linguagem afetada, pomposa, própria da época (1830) em que se
passa a história, pode incomodar quem não está acostumado a assistir a esse
gênero de filme. Para resumir, trata-se de um dramalhão romântico. Não se pode
negar, porém, que as locações e a caracterização do vestuário são muito bem
feitas. O filme foi produzido em 2011 e no ano seguinte foi indicado ao “Um Certain
Regard Award” do Festival de Cannes.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
“O Quinto
Poder” (“The
Fifth Estate”), uma co-produção Bélgica/EUA de 2013, com direção de Bill Condon,
mostra os bastidores das atividades do site WikiLeaks, fundado pelo jornalista
australiano Julian Assange. Como se sabe, o site ficou mundialmente famoso ao
revelar, em 2010, milhares de documentos secretos relacionados com a política
externa dos EUA, incluindo estratégias militares, vídeos e telegramas enviados
a embaixadas, o que foi considerado o maior vazamento de documentos da História. Os fatos mostrados são baseados nos livros “Os
Bastidores do WikiLeaks”, de Daniel Domschenit-Berg, que foi assistente de
Assange, e ”WikiLeaks”, dos jornalistas David Leugh e Luke Harding. Embora grande
parte da crítica não tenha gostado, o filme é bastante esclarecedor sobre os
fatos que envolveram o WikiLeaks e ainda sobre a personalidade de Assange, egocêntrico e manipulador, mas muito
inteligente. O filme também foca a relação de Assange com seu principal
assistente, Daniel, que depois viria a se insurgir contra o chefe. O elenco, muito bom, é
uma ONU: o ator inglês Benedict Cumberbatch (Assange), o alemão Daniel Brühl, a holandesa Clarice Van Houten, a sueca Alicia Vikander
(de “O Amante da Rainha”), e os americanos Stanley Tucci e Laura Linney. Para quem quiser mais detalhes sobre um dos casos mais polêmicos deste século, o filme é obrigatório e muito interessante.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
“Como não perder essa
Mulher” (“Don Jon”) é uma comédia norte-americana de 2013. Jon Martello
(Joseph Gordon-Levitt) mora sozinho e é viciado em filmes pornográficos. Assistindo
a eles, se satisfaz algumas vezes por dia. Quando sai com os amigos para a
balada, sempre se dá bem, conquistando as garotas e saindo na mesma noite com
elas. Até conhecer Bárbara (Scarlett Johansson), que se mantém firme e demora
para chegar aos finalmente. Ele se apaixona, mas ela descobre que ele curte
pornografia. Aí as coisas ficam difíceis para o casal. Em meio a isso tudo, Jon
conhece Esther (Julianne Moore), mulher mais velha e muito mais liberal que
Bárbara. Como já deu para notar, o filme inteiro gira em torno de sexo. Para
Jon, o prazer alcançado vendo um filme pornô é melhor que uma transa real. Apesar de sua vida fútil e um tanto promíscua,
Jon tem um forte lado religioso. Vai à missa todos os domingos com os pais e
costuma se confessar. E faz musculação rezando a Ave Maria e o Pai Nosso. Esse
filme marca a estreia de Gordon-Levitt como diretor. Ele também assina o
roteiro. Não foi à toa, portanto, que Jon tem várias cenas tórridas com
Scarlett Johansson, que nesse filme está menos insossa e mais solta e sexy. Não
que o filme seja ruim, mas ouvir todo mundo falando sobre sexo o tempo inteiro cansa. segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
É bom poder rever alguns
filmes que nos encantaram num passado
recente e que merecem recomendação e uma nova espiada. Um deles é “O Tango de Rachevsky” (“Le Tango des
Rachevsky”), filme belga de 2003, lançado nos cinemas daqui somente em 2007. Todo
o enredo gira em torno dos integrantes da família Rachevsky, nem todos adeptos
da religião judaica. Nina (Tania Garbarski), neta da matriarca Rosa, só aceita namorar
com um judeu. Antoine (Hippolyte Girardot) é apaixonado por ela e quer namorá-la, mas não é judeu. Resolve, então se converter, o que vai provocar as situações
mais engraçadas do filme. Outro personagem marcante é tio Adolfo (Nathan
Cogan), um velhinho simpático que todos adoram. Ele, porém, descarta o judaísmo ortodoxo. Seu irmão, Sammy, é rabino e
mora em Israel, depois de abandonar a esposa (Rosa) e os dois filhos. Com muito
humor, o filme vai mostrar todos esses relacionamentos da família Rachevsky. Inclusive o de um neto da matriarca com uma jovem palestina. E onde entra o tango nessa
história? Quando ocorria alguma desavença na família, colocava-se um tango e
todo mundo dançava. Receita da matriarca Rosa, que adorava a música argentina. É
com um tango, aliás, que Antoine consegue seduzir Nina, e não com sua conversão.
O filme é muito alegre e divertido. E torna-se mais interessante ainda ao
mostrar algumas das mais importantes tradições judaicas. Quem ainda não viu não
pode perder.
domingo, 23 de fevereiro de 2014

A história de “Philomena”, produção inglesa de 2013 dirigida
por Stephen Frears, é realmente incrível. Ainda mais por ser baseada em fatos
reais. Muito jovem, a irlandesa Philomena Lee (Judi Dench) engravida do
namorado. Enviada a um convento, ela dá à luz a um menino, Anthony, que por
volta dos quatro anos é adotado por um casal de norte-americanos e levado para
os EUA – na época, soube-se depois, 2.200 crianças irlandesas tiveram o mesmo
destino. Ano após ano, inconformada, Philomena voltaria ao convento inúmeras
vezes para tentar descobrir o destino do seu filho, mas nunca teve sucesso. Em
2002, já enfermeira aposentada morando em Londres, ela conhece o jornalista
Martin Sixsmith, que na ocasião estava desempregado. Ela conta sua história e, meio
a contragosto, Martin resolve ajudar Philomena a descobrir o destino do filho,
busca que vai levá-los à Irlanda e aos EUA. As revelações vão acontecendo e
Martin chega à conclusão que tem uma grande história nas mãos, o que se
confirmaria com um livro e, agora, com um grande filme. O comediante Steve
Coogan, que também escreveu o roteiro e co-produziu, interpreta o jornalista.
Mas o show mesmo é de Judi Dench. Não se pode perder um filme como “Philomena”.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Jovem e Bela” (“Jeune
& Jolie), 2013, é mais um ótimo drama do diretor francês François Ozon, que recentemente
já nos havia presenteado com o suspense “Dentro da Casa”. Agora, Ozon conta a história de
uma jovem de 17 anos, Isabelle (Marine Vacth), que, depois de perder a virgindade
nas férias de verão, resolve trabalhar como prostituta de luxo, atividade que intercala
com as aulas. A maioria dos seus clientes é formada por homens muito mais
velhos. Seu preferido é Georges (o ator belga Johan Leysen), que tem idade para
ser seu avô. Será justamente por causa dele que a família de Isabelle descobrirá
sua atividade, digamos, “extracurricular”. Não há como não lembrar do enredo de
“A Bela da Tarde” (1967), clássico de Luis Buñuel, com Catherine Deneuve. Bem
casada com um médico (Jean Sorel), ela também passa as tardes com clientes de
cama. No caso de Isabelle, porém, o conflito após a descoberta será com a mãe Sylvie
(Géraldine Pailhas). Como agir com uma filha que entra para essa vida? Melhor ver o filme,
valorizado ainda mais pelo trabalho espetacular dessa jovem e bela atriz Marine
Vacth. Ainda de Ozon, não deixe de assistir também "Swimming Pool" (2003), "O Refúgio" (2009), "Potiche, Esposa Troféu" (2010) ou qualquer outro que leve a sua assinatura.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Vem da Estônia (co-produção com a Geórgia) esta
pérola de filme: “Tangerinas” (“Mandariinid”),
de 2013. Tanto o filme quanto seu diretor, Zaza Urushadze, receberam prêmios em
vários festivais de cinema. A história: quando estoura a guerra entre os
separatistas da Abecásia e as forças da Geórgia (1992/1993), os estonianos que
habitavam desde o Século 19 várias aldeias na Abecásia (região do Cáucaso) fogem
em massa de volta para a Estônia. Ivo (Lembit Ulfsak) e seu sócio Markus (Elmo
Nüganen), donos de uma plantação de tangerinas, resolvem ficar para recolher a
última safra. Um dia, porém, bem em frente à plantação, uma van com soldados georgianos
intercepta um jipe com dois mercenários que lutam pelos separatistas. Depois de
um intenso tiroteio, vários combatentes morrem e sobram dois feridos: um dos
mercenários, de origem chechena, e um georgiano. Ou seja, inimigos mortais. Ivo
presta os primeiros socorros aos dois feridos e depois os leva para casa,
colocando-os em quartos separados. Utilizando-se de muita sabedoria e
psicologia nas conversas com os dois feridos, Ivo vai administrar e controlar
um possível conflito entre os dois. É nesses diálogos, inclusive entre o georgiano e o checheno - ácidos, bem-humorados e
sensíveis -, que o filme adquire seu encanto e sua força maior. A presença arrebatadora
do ator Lembit Ulfsak, como Ivo, é um dos
maiores trunfos dessa pequena obra-prima do cinema. Um filme mais do que
imperdível, obrigatório!terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Este é mais um aviso do que um comentário: não
assista “Heli”, drama
mexicano de 2012. A não ser que você curta os mais sórdidos tipos de
violência não apenas contra seres humanos, mas também contra animais. Tem
cachorro morto a tiros, outro estrangulado, cadáveres pendurados em ganchos,
enforcamento em passarelas de estrada, torturas com crianças assistindo e vai
por aí afora. Quando foi exibido no Festival de Cannes de 2013, muita gente
saiu da plateia horrorizada e revoltada com as cenas de violência. E não é que,
no mesmo festival, Amat Escalante recebeu o prêmio de Melhor Diretor por esse
filme? Não dá para entender. Aliás, dá sim, pois de um festival que premia com
a Palma de Ouro filmes execráveis como “Árvore da Vida” (2011) e “Tio Boonmee,
que pode recordar suas vidas passadas” (2010) pode se esperar qualquer absurdo.
Eu me recusei a continuar assistindo. Parei no meio com o estômago embrulhado.
Essa monumental excrescência só pode ter sido produzida para agradar
psicopatas, sádicos e maníacos. Não se engane com a singeleza da foto da capa do DVD. A menina tem 12 anos e vai se envolver com um soldado traficante. Depois disso tudo, vai querer assistir?
“O Lobo de Wall Street”
(“The Wolf of Wall Street”), dirigido por Martin Scorsese, é um filme bastante
desagradável de assistir. É preciso estômago forte para ver, durante três
horas, num ritmo alucinante, inúmeras cenas de orgias sexuais, consumo quase
ininterrupto de drogas, diálogos verborrágicos e histéricos e uma verdadeira aula
de como ganhar dinheiro enganando milhares de pessoas honestas. A história é baseada
no livro de memórias de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um corretor de títulos
em Wall Street que no final dos anos 80, começo dos 90, ficou milionário à
frente da empresa Stratton Oakmont, responsável por fraudes milionárias no
mercado de ações. O escândalo abalou Wall Street, Belfort acabou preso e, para
ter sua pena diminuída, entregou os colegas de empresa. O filme começa com
Belfort, aos 22 anos, ingressando numa corretora de Wall Street. Ele ganha um
mentor na figura de um dos sócios da firma, Mark Hanna (Matthew McConaughey),
que o ensina a aplicar as mais sórdidas estratégias para ganhar dinheiro
explorando investidores inocentes. Depois de seis meses, Belfort arruma um
sócio, Danny Porush (Jonah Hill), e resolve fundar sua própria corretora, a
Stratton Oakmont. À base de cocaína, consumida aos potes no próprio escritório,
Jordan e seus corretores ganham milhões, numa ascensão vertiginosa, assim como
será sua queda. E viva o American Dream! E por falar em sonho, reparem na atriz
inglesa Margot Robbie, que faz Naomi, segunda mulher de Belfort. Além de tudo,
ela ainda trabalha muito bem. segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
“Bebê de Outubro” (“October
Baby”), EUA, 2011, dirigido por Jon e Andrew Werwin, é um drama sensível que trata
de vários temas polêmicos como aborto, família, adoção, culpa, paternidade e
perdão. Tem um pano de fundo religioso, mas enfoca todos esses assuntos com
extrema leveza e sensibilidade. Enfim, um filme que nos motiva a fazer uma
reflexão sobre o nosso modo de agir e pensar. Hannah (a bela Rachel Hendrix) tem
18 anos e saúde bastante frágil. Sofre de asma, já fez diversas cirurgias no
quadril e, ainda por cima, é epilética. Numa conversa com o médico da família,
junto com os pais, descobre que seus problemas de saúde provavelmente tenham
ligação com o fato de ter nascido prematuramente. Para jogar mais lenha na fogueira
do drama, Hannah também descobre que seus pais não são os biológicos. Aí ela
entra em crise, briga com os pais adotivos e sai em busca dos pais biológicos. Para
isso, parte com alguns amigos para uma longa viagem. Durante essa busca, Hannah
vai descobrir outros segredos que mudarão o seu modo de pensar. Um filme bonito, sensível, merece ser assistido
por toda a famíliadomingo, 16 de fevereiro de 2014
“O Quarto das
Borboletas” (“The Butterfly Room”), uma produção EUA/Itália de 2012, é um
suspense de terror que conta a história de Anna (Barbara Steele), uma senhora
elegante que mora sozinha num apartamento. Ela é solitária e misteriosa. Num
dos quartos, preserva uma grande coleção de borboletas, sua única distração. Anna
só recebe as visitas de Julie (Ellery Sprayberry), uma menina que é sua vizinha,
e de Alice (Julia Putnam), outra menina que conhecera num shopping center. Ao
longo desses dois relacionamentos, que vão envolver ainda as mães das meninas,
Anna aos poucos vai revelando sua verdadeira personalidade maligna, o que
inclui algumas mortes e cadáveres no poço do elevador. A atriz Barbara Steele é
bastante conhecida por ter atuado em diversos filmes de terror na década de 60
e 70, incluindo alguns do diretor Roger Corman. Chegou a fazer um pequeno papel
no clássico ”Oito e Meio” (1963), de Federico Fellini. Dirigido por Jonathan Zarantonello, “O Quarto das
Borboletas” não passa de um terror B, mas consegue manter um certo suspense
e dar alguns sustos, mais pela interpretação de Barbara do que pelo próprio
filme.
Finalmente, em meio a tanta mediocridade, surge um filme inteligente, sensível e
divertido. “Questão de Tempo”
(“About Time”), 2013, é uma comédia romântica britânica dirigida por Richard
Curtis (“Um lugar chamado Notting Hill”, “O Diário de Bridget Jones”). Ao
completar 21 anos de idade, o jovem Tim (Domhanall Gleeson) recebe do pai Dad (o
ótimo Bill Nighy) a notícia de que pode voltar no tempo, tradição que envolve
os homens da família há gerações. Para isso, basta entrar num lugar fechado e
escuro, fechar os olhos e as mãos e escolher o dia e o local. É claro que ele
fica desconfiado, pensando que o pai está brincando. Tim resolve comprovar a
história e, para sua surpresa, a magia funciona. Ele resolve então fazer o
teste com a prima Charlotte (a belíssima Margot Robbie, que também está em “O
Lobo de Wall Street”), por quem está apaixonado. Depois do teste, frustrante, ele vai para Londres
morar com um amigo do pai, o dramaturgo e mal-humorado Harry (Tom Hollander), dono de algumas das "tiradas" mais engraçadas do filme. Na capital inglesa, acaba conhecendo Mary (a gracinha Rachel McAdams), o que
vai mudar radicalmente sua vida. O final é muito bonito e, com certeza, vai emocionar
os mais sensíveis. Além da história bem elaborada, o elenco é de primeira linha.
Domhannal dá conta do recado como um Tim meio feio, meio charmoso, meio
atrapalhado, mas muito engraçado. “Questão de Tempo” é puro entretenimento. Simplesmente
imperdível!
Assinar:
Postagens (Atom)

