“A CHAVE DO PROBLEMA” (“THE
LOCKSMITH”), 2023, Estados Unidos, 1h32m, em cartaz na
Prime Vídeo, direção de Nicolas Harvard, seguindo roteiro assinado por John
Glosser, Chris Lamont, Ben Kabialis e Joe Russo. A história é centrada no
ladrão Miller Graham (Ryan Phillippe), preso no começo do filme quanto
praticava um roubo, colocando em prática sua especialidade de chaveiro. Dez
anos depois ele sai em liberdade condicional disposto a reconstruir sua vida ao
lado de Beth Fisher (Kate Bosworth), sua antiga namorada, e de Lindsay
(Madeleine Guilbot), filha de ambos. Só que Miller terá que enfrentar um problema:
April Reyes (Gabriela Quezada), irmã do parceiro de Miller no roubo, está
precisando de dinheiro e exige que ele resolva seu problema. Afinal, o irmão de
April foi assassinado durante o roubo com Miller. A situação acaba se
complicando ainda mais depois que a polícia começa a perseguir Miller acusando-o
de um novo assalto. Se não bastasse tudo isso, Beth Fisher, sua antiga namorada,
é uma destacada detetive da polícia local. Embora tenha algum suspense, o filme é de pouca ação,
acentuando o ritmo lento e uma história pouco interessante. O roteiro tem
alguns furos – não são de bala -, e a trama não deslancha em nenhum momento. Vale destacar no elenco a presença de Ryan Phillippe e Kate Bosworth, que, apesar de bons atores, nunca deslancharam em Hollywood. De
qualquer forma, dá para assistir "A Chave do Problema" (o título em português é horrível) sem compromisso com a inteligência.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
domingo, 2 de fevereiro de 2025
“DE SOMBRA E SILÊNCIO” (“NE M Á
TAJEMSTVI”), 2023, República Tcheca, 1h41m, em cartaz na
Prime Vídeo, direção de Tomas Masin (“Brothers", “3 Seasons In Hell”), que
também assina o roteiro com Alice Nellis. Drama familiar, suspense, policial,
tudo junto e misturado, uma história com algumas reviravoltas e um desfecho
inesperado. O filme é centrado no veterinário Martin (Marian Mitas), que sofre
um grave acidente de trabalho – um coice de cavalo na cabeça, tem lesão cerebral
que o faz perder a habilidade de falar, prejudica os movimentos e a compreensão
do que os outros falam. O acidente terá consequências no seu casamento com
Erika (Jana Plodková) e no relacionamento desta com Dana (Milena Steinmasslová),
mãe de Martin. Em meio a este conflito familiar ainda surge em cena Jana
(Magdaléna Borová), dona da fazenda onde ocorreu o acidente. Aos poucos, alguns
segredos começam a ser revelados, tumultuando a fase de recuperação de Martin,
que tenta duas vezes o suicídio e finalmente morre sob circunstâncias bastante
misteriosas. O primoroso roteiro alterna cenas em flashbacks com a polícia
interrogando as três mulheres da vida de Martin, além de médicos e enfermeiras
do hospital onde ele é encontrado morto. A situação prende a atenção do espectador
até o incrível e surpreendente desfecho. Premiado em vários festivais europeus,
“De Sombra e Silêncio” é, sem dúvida, um dos melhores filmes já produzidos na
República Tcheca. Imperdível!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
“ALERTA! TEMPORADA DE TUBARÕES”
(“L’ANNÉE DU REQUIN”), 2022, França, 1h27m, em cartaz na Prime
Vídeo, roteiro e direção dos irmãos gêmeos cineastas Zoran e Ludovic Boukherma
(“Teddy”, “O Homem de Argila”). Numa pequena cidade costeira no sul da França,
as férias de verão têm início trágico: um surfista aparece morto, estraçalhado
por um tubarão. Para não estragar as férias do vilarejo e o risco para os
milhares de turistas que chegam nessa época, uma equipe de policiais marítimos
é encarregada de encontrar e matar o tubarão. A chefe dessa equipe é a experiente
policial Maja Bordenave (Marina Foïs), também ativista em prol da preservação
marinha e meio ambiente. Auxiliada pelos policiais assistentes Engénie
(Christine Gautier) e Blaise (Jean-Pascal Zadi), Maja parte para o alto mar em
busca do predador. E o encontra, mas, ao invés de matá-lo, o atinge com um
dardo sedativo, aprisionando-o numa piscina adaptada. Diante desse fato, Maja
se transforma em celebridade em seus últimos dias de trabalho, pois logo depois
se aposenta. O tubarão volta ao mar e logo aparece outra vítima fatal. Maja
passa a ser chamada de assassina e resolve voltar ao batente decidida a matar o
animal. O resultado final do filme francês não é dos melhores, mas serve para
uma sessão sem compromisso numa tarde chuvosa. Outro filme francês sobre tubarões é "Sob As Águas do Sena", na Netflix, produção de 2024.
terça-feira, 28 de janeiro de 2025
“ELENA SABE” (“ELENA SABE”), 2023,
Argentina, 1h44m, em cartaz na Netflix, direção de Anahí Berneri (“Alanis”, “Um
Año Sin Amor”), seguindo roteiro assinado por Gabriela Larralde. Trata-se de um
drama baseado no romance homônimo de 2007 da consagrada escritora, roteirista e
dramaturga argentina Claudia Piñero. O livro foi um grande sucesso de vendas, o
que o levou a esta adaptação cinematográfica. Elena (Mercedes Morán) e Rita
(Erica Rivas), respectivamente mãe e filha, vivem uma relação conflituosa.
Elena sempre foi uma mãe dominadora, amargurada e intransigente. Rita (Miranda
de la Serna quando jovem) não tinha vida própria, suas ações sempre comandadas
pela mãe autoritária. A situação de Rita piorou ainda mais quando Elena começou
a ficar doente, sofrendo de um Mal de Parkinson progressivo. Na verdade, Rita
virou a cuidadora da mãe, sem tempo para a vida pessoal. O drama familiar iria complicar ainda mais quando
Rita é encontrada morta, enforcada, no campanário da igreja que costumava
frequentar. Tudo leva a crer que foi suicídio, mas Elena não acredita. Ela acha
que a filha foi assassinada. E por aí vai a história até o desfecho, Elena,
mesmo doente, tentando encontrar pistas que levem a um suposto assassino.
Completam o elenco Susana Pamín, Marcos Montes, Marcos Ferrante, Agostina Muñoz
e Mónica Gonzaga. Embora em ritmo lento e um tanto arrastado, o filme tem
alguns trunfos para agradar a plateia, o maior deles o sensacional desempenho
da veterana atriz Mercedes Morán, conhecida por atuar em alguns dos melhores
filmes argentinos, como “Um Amor Inesperado”, “O Pântano”, “Norma” e “O Anjo”,
entre outros. Em “Elena Sabe” ela mostra mais uma vez seu enorme talento.
“A GRANDE DESCOBERTA” (“GENOMBROTTET”),
2025,
Suécia, minissérie de 4 episódios em cartaz na Netflix, direção de Lisa Siwe, que
também assina o roteiro com a colaboração da jornalista Anna Bodin e do
genealogista Peter Sjölund, autores do livro “Genombrottet: Sà Löste
Släktforskaren Dubbelmordet i Linköping”. A história descrita no livro é
baseada em fatos reais ocorridos a partir de 2004, quando ocorreu um duplo
homicídio na pequena cidade de Linköping, localizada ao sul da Suécia. Mohamad
Ammori, de 8 anos, e Anna-Lena, de 56 anos, foram esfaqueados e mortos numa
praça, em plena luz do dia. O detetive John Sundin (Peter Eggers) ficou responsável
pela investigação e, por 16 anos, o assassino ficou livre, leve e solto. Até
que, em 2020, Sundin tomou conhecimento de um trabalho inovador do genealogista
Per Skogkvist (Mattias Nordkvist). Segundo ele, ao pesquisar parentes distantes
utilizando bancos de dados genéticos públicos, a polícia poderia identificar um
assassino. Confesso que tentei entender essa teoria, explicada no filme, mas minha
inteligência limitada não permitiu. De qualquer forma, foi a primeira vez que
uma pesquisa genealógica conseguiu desvendar um crime na Europa. Ao contrário
da maioria das séries com 8 episódios ou mais, “A Grande Descoberta” não
precisa “encher linguiça”. Os quatro episódios preenchem todas as lacunas da
história, sem precisar se alongar em tramas paralelas. Termino afirmando que
esta é uma minissérie que vale a pena assistir, principalmente por explorar um
fato real.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
“MEU PAI, O ASSASSINO” (“LA
FILLE DE L’ASSASSIN”), 2023, coprodução França/Bélgica, 1h46m,
em cartaz na Prime Vídeo, direção de Carole Kornmann (das séries “A Legista” e “Les
Dames”), seguindo roteiro assinado por Natalie Carter e Ève de Castro. A
história é baseada no romance “The Girl Without a Face”, de Patricia MacDonald,
lançado em 2005. Feito para ser exibido nas emissoras França Télévisions e
RTBF (belga), o filme é um drama familiar recheado de suspense e reviravoltas. Depois
de 15 anos preso, acusado de assassinar a esposa, Pierre Adelin (Bruno
Wolkowitch) é libertado em condicional. Apoiado pela filha Nina (Chloé Chaudoye),
que sempre acreditou na sua inocência, ao contrário dos seus dois irmãos, Pierre
decide sair atrás do verdadeiro assassino e provar que não é culpado. O roteiro
de “Meu Pai, O Assassino” prevê muitas surpresas e reviravoltas, mantendo a
tensão do começo ao fim. Mérito para os roteiristas. Também estão no elenco
Nicolas Gob, Barbara Probst, Emmanuel Bordier, Ann-Gisel Glass e Samir Boitard.
Trocando em miúdos, o filme é muito interessante e merece ser visto por quem
gosta de filmes de qualidade. Uma ótima surpresa meio escondida no catálogo da
Prime Vídeo.
“PACTO DE REDENÇÃO” (“KNOX
GOES AWAY”), 2024, Estados Unidos, 1h54m, em cartaz na
Prime Vídeo, segundo filme na direção do ator Michael Keaton (o primeiro foi “Má
Companhia”, de 2008), seguindo roteiro assinado por Gregory Poirier. Como ator,
Keaton já comprovou muita competência, tanto que é um dos astros consagrados de
Hollywood. Neste seu segundo filme como diretor, Keaton é responsável por um
filme acima da média, principalmente quando falamos do gênero suspense
policial. Keaton é John Knox, um assassino de aluguel que trabalha há anos para
o mafioso Xavier Crane (Al Pacino, cada vez mais canastrão). Em sua mais
recente missão, ele assassina um traficante e a amante, mas também mata por
engano um colega de trabalho, mais um indício de que sua cabeça não anda muito
bem. Ao consultar um neurologista e fazer alguns exames, ele descobre que está
sofrendo de uma demência rara e agressiva. Para piorar, surge em cena seu filho
Miles Knox (James Marsden), que não o vê há anos, pedindo sua ajuda para “limpar”
uma cena de crime. Miles assassinou um sujeito que estuprou sua filha. Diante
de tantos crimes, uma dupla de detetives fica perdida diante de tantas
evidências contraditórias. Não dá para comentar muito mais para não estragar as
reviravoltas que acontecem até o desfecho. Completam o elenco a atriz alemã Joanna
Kulig, Ray McKinnon, Lela Loren, Marcia Gay Harden, Morgan E. Bastin, Suzy
Nakamura e John Hoogenakker. Como escrevi no início deste comentário, “Pacto de
Redenção” é um filme acima de média que merece ser visto.
terça-feira, 21 de janeiro de 2025
“DESCANSE EM PAZ” (“DESCANSAR EN
PAZ”), 2024, Argentina, 1h45m, em cartaz na Netflix, direção de
Sebastián Borensztein, que também assina o roteiro com Marcos Osorio Vidal. A
história é baseada no livro “Descansar En Paz: Nunca Soñaste Com Dejar Todo Y
Empezar de Nuevo”, escrito em 2018 por Martín Baintrub. Estamos no ano de 1994.
O empresário Sergio Dayán (Joaquín Furriel) está quebrado, devendo para
agiotas, bancos, fornecedores e até para familiares, sem falar das mensalidades
em atraso da escola dos filhos. O desespero toma conta, pois ele não tem
mais a quem recorrer e a gota d’água é a greve dos funcionários de sua empresa
por não receberem salário há meses. Exatamente no dia 18 de julho de 1994 – e aqui a história se aproveita de um fato real de repercussão mundial -, Dayán está nas
proximidades da Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA), quando acontece
um atentado à bomba, matando dezenas de vítimas. Ferido sem gravidade, o
empresário tem a ideia de sumir do mapa, como se tivesse sido morto no atentado
e, assim, beneficiando sua família com o seguro de vida. Dayan se refugia no
Paraguai e começa uma nova vida. Enquanto isso, Estela Dayán, com o dinheiro do
seguro em mãos, começa a pagar as dívidas do marido. Quinze anos depois, Dayán
começa a sentir falta da família, vê vídeos dos filhos nas redes sociais e
resolve tentar uma volta ao passado, o que será muito difícil diante das
circunstâncias, entre as quais o novo casamento de Estela. A trama é bem
conduzida pelo diretor Borensztein, levando o espectador a especular o que poderá acontecer no desfecho. Mais um bom filme do cinema argentino. Não deixe de
assistir.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
“DE VOLTA À AÇÃO” (“BACK IN
ACTION”), 2024, Estados Unidos, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Seth
Gordon (“Cry Wolf: O Jogo da Mentira”, “Cidade Perdida), que também assina o
roteiro juntamente com Brendan O’Brien. Comédia de ação que marca o retorno às
telas da atriz Cameron Diaz, depois de dez anos afastada - seu último filme foi
“Annie”, de 2014. Cameron é Emily, uma ex-espiã da CIA que abandonou o trabalho
quando ficou grávida e escapou da morte durante uma missão. Seu colega de
trabalho e marido Matt (Jamie Foxx) também escapou por milagre na mesma missão
e ambos resolveram se casar, se aposentar e constituir uma família. Mudaram de
identidade e se esconderam do mundo, principalmente porque mafiosos russos
acreditavam que eles mantinham em seu poder uma chave especial. Quinze anos
depois, já com dois filhos adolescentes, eles são filmados durante uma briga de
bar. O filme viralizou nas redes sociais e os mafiosos russos, ao identificar os antigos
inimigos, partem para o ataque. Só resta à família fugir e, até desfecho,
muitas perseguições e pancadarias vão acontecer. Completam o elenco Glenn Glose,
Tom Brittney, Kyle Chandler, Andrew Scott e Leela Owen. Com exceção de algumas
ótimas cenas de ação, nada mais interessante podemos destacar nesse filme, nem
mesmo o retorno da bela Cameron Diaz ao trabalho. Os diálogos são um caso à
parte, de uma mediocridade ofensiva a quem possui algum neurônio. Trocando
em miúdos, “De Volta à Ação” é decepcionante. Cameron Diaz não merecia voltar em um filme tão ruim.
sábado, 18 de janeiro de 2025
“MAXXXINE”, 2024,
Estados Unidos, 1h44, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Ti West.
Misto de terror, suspense e policial noir, trata-se do terceiro filme de
uma trilogia que conduziu a atriz inglesa Mia Goth ao estrelato. Os dois
primeiros são “X – A Marca da Morte” e “Pearl”, ambos de 2022 e dirigidos pelo
mesmo Ti West. Mesmo que você não tenha visto os dois primeiros, dá para assistir este numa boa. Em “MaXXXine”, a garota do interior Maxine Minx (Goth) chega a
Los Angeles para trabalhar como atriz de filmes pornô. Seu objetivo, porém,
sempre foi chegar a Hollywood, atuar em filmes sérios e se tornar uma atriz
reconhecida mundialmente. Depois de muito esforço e alguns testes, ela consegue
um papel em um filme de terror dirigido por Elizabeth Bender (Elizabeth
Debicki) que promete ser um sucesso de bilheteria. Enquanto isso, uma série de
assassinatos amedronta Los Angeles. As vítimas são mulheres que trabalham em
filmes pornôs e o serial killer está sendo chamado de “Night Stalker”.
Como Maxine poderá ser a próxima vítima, ela é seguida de perto por dois
detetives, papéis de Michelle Monaghan e Bobby Carnevale. A tensão aumenta a
cada cena, pois o assassino pode estar em qualquer lugar. Completam o ótimo
elenco Lily Collins, Kevin Bacon, Sophie Tatcher, Giancarlo Esposito e Moses
Sumney. Vale a pena aqui lembrar que a atriz Mia Goth (Mia Gypsy Mello da Silva
Goth), 31 anos, é filha de mãe brasileira e pai canadense. Sua avó materna é a
atriz brasileira Maria Gladys, com a qual Mia Goth morou aqui no Brasil até se
mudar para a Inglaterra. Sua estreia no cinema aconteceu em 2013 no polêmico “Nymphomaniac”. Atualmente, Mia está casada com o ator Shia Labeouf. Para encerrar, “MaXXXine” é um filme muito interessante que vale a pena
assistir.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2025
“TUDO PELO DIVÓRCIO” (“ROZWODNICY”),
2024,
Polônia, 1h31m, em cartaz na Netflix (produção original), direção de Michal Chacinski
(“Planeta Singli”, “Juliusz”), que também assina o roteiro com a colaboração de
Lukasz Swiatowiec. Simpática comédia, agradável de assistir, roteiro leve e
ótimo elenco. Malgosia (Magdalena Poplawska) e Jacek (Wojciech Mecwaldowski) se
casaram há vinte anos, mas logo se separaram. Agora, tantos anos depois, eles
precisam anular o casamento, pois Jacek pretende se casar com Monika (Michalina
Labacz), que tem o sonho de entrar na igreja toda de branco. Eles precisam obter,
por parte da igreja polonesa, uma declaração oficial de nulidade. Só que os
padres poloneses obedecem rigorosamente aos regulamentos do Vaticano, colocando
empecilhos no objetivo do casal. Algumas cenas onde Jacek e Malgosia tentam
convencer os padres geram diálogos hilariantes. Jacek chega a afirmar que
estava bêbado no dia do casamento e que, por isso, não sabia o que estava
fazendo. Não bastasse essa situação, Malgosia também se vê às voltas com os
ensaios de uma pequena orquestra juvenil da qual é regente e que se prepara para uma importante
apresentação musical durante a inauguração de uma ferrovia do governo. Resumo da
ópera, “Tudo pelo Divórcio” é um ótimo entretenimento. Não perca!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
“JURADO Nº 2” (“JUROR #2”), 2024,
Estados Unidos, 1h54m, em cartaz na HBO Max, direção de Clint Eastwood,
seguindo roteiro de Jonathan A. Abrams. Quase impossível determinar se Clint
Eastwood é melhor ator do que diretor. O que é possível afirmar é que o astro –
hoje aos 94 anos - deu uma grande contribuição ao cinema, tanto na frente como
atrás das câmeras. Neste “Jurado Nº 2”, que provavelmente será o seu último
filme antes de se aposentar, Eastwood nos brinda com um ótimo suspense. O
personagem central é Justin Kemp (Nicholas Hoult), casado e prestes a ser pai.
Numa noite de chuva torrencial, ele está voltando para casa quando na estrada
seu carro sofre um impacto, causado provavelmente por um cervo que atravessava
a pista. Ele parou o carro e desceu, mas, como estava muito escuro e chovendo, não viu o
que seu carro atingiu. Até aí tudo normal. Mas daqui a pouco ele será
confrontado com uma situação que ninguém gostaria de enfrentar. Começa quando
ele recebe uma convocação judicial para participar de um júri que irá julgar um
homem acusado de ter assassinado a namorada. Quando os detalhes do crime
começam a ser detalhados no tribunal, Justin fica sabendo que a vítima foi
encontrada no mesmo local em que supostamente atropelou um cervo. A partir daí
ele começa a viver um enorme dilema ético e moral, pois, considerando os fatos
expostos e as testemunhas ouvidas, tudo leva a crer que a vítima morreu depois
de atropelada por Justin. Diante da situação, ele tentará convencer os demais jurados
a inocentar o acusado. Até o desfecho, o espectador acompanhará a crise de
consciência de Justin, pois, prestes a ser pai, evitará ao máximo contar a
verdade. Também estão no elenco Toni Collette, Kiefer Sutherland, J. K.
Simmons, Zoey Deutch, Chris Messina, Gabriel Basso, Leslie Bibb e Francesca
Eastwood, filha do diretor. Trocando em miúdos, “Jurado Nº 2” é um ótimo
suspense, conduzido com muita segurança por Eastwood. Se realmente for este seu último filme, o experiente ator e diretor sairá de cena pela porta da frente.
“AD VITAM”, 2024, coprodução França/Bélgica, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção de Rodolphe
Lauga, que também assina o roteiro com o ator Guillaume Canet, que atua no filme.
O filme chegou com o título original em latim, que em português significa “para
a vida”, o que achei um tanto estranho, já que pouco tem a ver com a história.
Trata-se de um filme de ação centrado no personagem de Franck Lazareff (Canet),
agente de elite das Forças Especiais. Depois de uma missão mal sucedida no
Trianon Hotel, provocando a morte de algumas pessoas e culminando num incidente
político internacional, Franck é afastado de suas funções. Quando sua esposa Leo
(Stéphane Caillard), grávida prestes a parir, é sequestrada, ele descobre que os responsáveis
são alguns dos seus próprios colegas, que acreditam estar de posse de Franck
algo que os incrimine. Confesso que não entendi essa parte, como talvez
tantos outros espectadores não entenderão. Mas nada que prejudique o resultado final
desse bom filme de ação – algumas cenas são espetaculares. Achei, porém, que o
filme demora a engrenar, priorizando a convivência entre os agentes, seu
período de treinamento, questão familiares etc. Pura encheção de linguiça. Completam o elenco Alexis
Manenti, Johan Heldengergh, Nassim Lyes e Zita Nanrot. Trocando em miúdos, ”AD
VITAM” não entusiasma, mas também não decepciona. De 0 a 10, dou 6. Ou seja, dá para ver...
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
“NÚMERO 24” (“NR.24”), 2024,
Noruega, 1h51m, em cartaz na Netflix, direção de John Andreas Andersen (“Mar do
Norte”, “Terremoto”), seguindo roteiro assinado por Vibeke Idsøe e Erlend Loe.
Trata-se da cinebiografia de Gunnar Sønsteby (1918-2012), o maior e mais
condecorado herói norueguês da 2ª Guerra Mundial. Por ocasião da invasão da
Noruega pelo exército alemão, Gunnar (Sjur Vatne Brean) foi recrutado e
treinado pela unidade militar secreta britânica Special Operations Executive
(SOE). Ao regressar a Oslo, meses depois, sob o codinome “Número 24”, Gunnar
liderou o grupo de resistência denominado “Gangue de Oslo”, responsável por
vários atentados contra os alemães, incluindo fábricas de armamentos, de
produtos químicos e de aeronaves. O
grupo também foi responsável pela perseguição e morte dos principais oficiais
nazistas e colaboracionistas noruegueses. Utilizando várias identidades falsas,
Gunnar jamais foi preso, mesmo integrando a lista dos mais procurados pela Gestapo.
Depois da guerra, Gunnar ministrou inúmeras palestras para jovens estudantes sobre
sua participação no conflito. Uma delas, com Gunnar já bastante idoso, interpretado
por Erik Hivju, serviu como condutor da narrativa, alternando a história com flashbacks
dos tempos de guerra. Enfim, posso afirmar que este é um dos melhores filmes já
feitos sobre os heróis da resistência na Europa contra os nazistas. História
pura. Imperdível!
domingo, 12 de janeiro de 2025
“ARMADILHA” (“TRAP”), 2024,
Estados Unidos, 1h47m, em cartaz na HBO Max, roteiro e direção do cineasta
indiano naturalizado norte-americano M. Night Shyamalan. A história é
mirabolante, mas convence como suspense, como tantos outros filmes dirigidos por Shyamalan,
a começar pelo estrondoso sucesso de 1999, “O Sexto Sentido”. Podemos
acrescentar ao currículo do indiano outros bons suspenses, tais como “Fragmentado”,
“Sinais” e “Corpo Fechado”. Ou seja, falou em suspense, Shyamalan está no topo
dos diretores. Em, “Armadilha”, ele conta a história de um pai de família que
leva a filha adolescente a um show da cantora teen Lady Raven (Saleka
Night, filha do diretor). Aparentemente, Cooper (Josh Hartnett) é aquele pai
amoroso que se sente feliz em levar Riley (Ariel Donoghue) ao show de sua
cantora preferida. De repente você percebe que Cooper começa a ficar incomodado
com a presença de muitos policiais na plateia. Ele fica sabendo que os policiais
estão atrás de um serial killer chamado “O Açougueiro” que estaria no meio do
público. Bingo! Cooper é o próprio assassino. Como o local está totalmente cercado
pela polícia, ele vai tentar encontrar uma saída criativa, o que só faz aumentar a
tensão. Para escrever o roteiro, Shyamalan disse numa entrevista que se baseou
na Operação Flagship, em 1985, planejada e executada pelo Serviço de Delegados
dos Estados Unidos, que convenceram mais de 3 mil fugitivos da justiça a
comparecer a uma falsa cerimônia de premiação com o pretexto de ganhar
ingressos para um importante jogo de futebol americano, no que resultou em
dezenas de prisões. “Armadilha” seguiu esse roteiro e no desfecho você fica
sabendo que tudo foi uma armação para prender “O Açougueiro”. A história
continua depois do show e termina com a certeza de que haverá uma sequência. Mesmo
que não tenha sido um sucesso de bilheteria quando foi lançado nos cinemas dos
EUA, “Armadilha” garante um bom suspense do começo até o desfecho, comprovando,
mais uma vez, que o diretor indiano é craque no gênero.
sábado, 11 de janeiro de 2025
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
“MEU VIZINHO ADOLF” (“MY NEIGHBOR,
ADOLF”), 2022, coprodução Israel/Alemanha/Polônia, 1h36m, em cartaz
na Prime Vídeo, direção de Leonid Prudovsky, que também assina o roteiro ao
lado de Dmitri Malinsky. Descobri essa pequena pérola do cinema meio escondida
no catálogo da Prime Vídeo. E que descoberta! Estamos em 1960 em alguma cidade
da América do Sul. O judeu polonês Marek Polski (David Hayman) mora numa casa
meio isolada, com apenas uma outra ao lado. Sobrevivente do Holocausto da Segunda
Guerra Mundial, quando perdeu toda a sua família, Polski é um sujeito muito
mal-humorado. Vive isolado, sem vontade de fazer qualquer tipo de amizade. Até
que um dia chega um novo vizinho, um senhor misterioso com uma barba branca
imensa. Aos poucos Polski descobre que o sujeito é alemão – o que já é motivo
de ódio -, gosta de pintar e de jogar xadrez. O homem se identifica como Herzog
(Udo Kier), mas Polski começa a acreditar que ele, na verdade, é Adolf Hitler. O
polonês leva sua desconfiança para a Embaixada de Israel, que simplesmente
ignora sua denúncia. Afinal, segundo a história, Hitler se suicidou em 1945.
Para tentar encontrar outras evidências, Polski acaba se aproximando de Herzog
e cada vez mais se convence de que ele é realmente Hitler. O filme é bem leve,
bem-humorado, e tem alguns momentos bastante comoventes. A dupla principal de
atores é o grande destaque. O escocês David Hayman já havia feito o papel de
uma vítima do Holocausto em “O Menino do Pijama Listrado”, de 2008. Por seu
lado, o ator alemão Udo Kier, que já trabalhou no filme brasileiro “Bacurau”,
de 2019, coincidentemente viveu o papel de Hitler na série televisiva “Hunters”
(2020-2023). Trocando em miúdos, “Meu Vizinho, Adolf” é recomendado para quem
curte filmes inteligentes, não comerciais. Um achado e tanto.
Não perca!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025
“NÃO FALE O MAL” (“SPEAK NO
EVIL”), 2024, Estados Unidos, 1h50m, em cartaz na Prime Vídeo,
roteiro e direção de James Watkins. Trata-se de um suspense bem movimentado,
daqueles que a gente assiste apertando as mãos nos braços da poltrona. Enfim um
bom suspense. Louise Dalton (Mackenzie Davis), seu marido Ben (Scot McNairy)
e a filha Agnes (Alix West Lefler), uma família norte-americana, vão passar as
férias na Itália. Aqui, conhecem e fazem amizade com uma família inglesa,
formada por Paddy (James McAvoy), sua esposa Ciara (Aisling Franciosa) e o
filho Ant (Dan Hough). Com o tempo, a amizade adquire uma certa intimidade,
quando Paddy convida a família de Ben para passar um final de semana em sua
casa de campo no interior da Inglaterra. Já na Itália deu para perceber que o comportamento
de Paddy não inspirava confiança. Ele trata mal o filho deficiente – é mudo -,
é grosso com a mulher e fala muitos palavrões. Ou seja, um sujeito bastante desagradável, que não proporciona
uma convivência normal. Algo de muito errado ocorre com Paddy e sua família,
como logo descobrirão os visitantes. O clima de tensão é bastante intenso, do começo
ao fim, tornando “Não Fale o Mal” um excelente suspense. Não há dúvidas que o
trunfo maior do filme é a atuação do ator James McAvoy, que já mostrou
qualidades para atuar em papéis de psicopata, como já ocorreu no ótimo “Fragmentado”,
do diretor M. Night Shyamalan. Informação adicional: o filme é um remake de umaprodução dinamarquesa de 2022 com o mesmo título.
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
“CHARLIE EM AÇÃO” (“FAST
CHARLIE”), 2024, Estados Unidos, 1h30m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção do cineasta australiano Phillip Noyce ("Salt", "O Colecionador de Ossos", "O Doador de Memórias"), seguindo roteiro assinado por
Richard Wenk, sendo que a história é baseada no livro homônimo escrito por Victor
Gischler e lançado em 2023. Trata-se de um filme de ação centrado no assassino
profissional Charlie Swift (Pierce Brosnan), que há mais de duas décadas é o
braço direito do chefão mafioso Stan Mullen (James Caan), que domina a cidade
costeira de Biloxi, no Mississipi. Por causa de uma desavença causada por
disputa de território, toda a gangue de Stan acaba assassinada por mafiosos de
Nova Orleans. Só sobrou Charlie, que resolve partir para a vingança. O ator
irlandês Pierce Brosnan, que já foi o agente James Bond em quatro filmes,
continua com seu charme inalterado, mas agora, aos 71 anos, não tem a mesma
mobilidade para atuar em filmes de ação. Em todo caso, não decepciona com o
dedo no gatilho. Outro destaque do elenco é a atriz brasileira Morena Baccarin.
Nascida no Rio, filha da também atriz Vera Setta e do jornalista Fernando
Baccarin, Morena já participou de vários filmes de Hollywood, entre os quais os
três da franquia "Deadpool", além de "Destruição Final: O Último Refúgio" e "Serenity: A Luta pelo Amanhã". A nota triste fica por conta da morte do veterano ator
James Caan, ocorrida logo após as filmagens, sendo este o seu último filme. Também estão no elenco Toby Huss, Gbenga Akinnagbe, Sharon Glass, Susan Gallagher, Fredric Lehne e David Chattam. Trocando em miúdos, “Charlie em
Ação” é apenas um bom entretenimento, com humor e algumas boas cenas de ação. Ou seja, não espere muito.
domingo, 5 de janeiro de 2025
“FERRY 2”, 2024, coprodução Holanda/Bélgica, 1h34m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta belga Wannes Destoop, seguindo roteiro assinado por Geerard Van De Walle e Tibbe Van Hoof. O primeiro “Ferry”, de 2021, fez um tremendo sucesso, um filme de ação da melhor qualidade, contando a história de um gangster violento, Ferry Bouman (Frank Lammers), que chegou a liderar um verdadeiro império das drogas. Depois de perder tudo, Ferry volta nessa segunda parte como um pacato morador de um camping de trailers longe do submundo da província de Brabant. Mas seu sossego tem um prazo de validade. Sua sobrinha Jezebel (Aiko Beemsterboer) e o namorado Jeremy (Tobias Kersloot) aparecem para pedir sua ajuda, pois estão fugindo de uma quadrilha de traficantes para a qual devem uma grande quantia de dinheiro. Resumindo, terão de fabricar uma quantidade enorme de ecstasy para pagar a dívida. Caso contrário, acabarão enterrados numa vala qualquer. Ferry, muito a contragosto, resolve ajudar o jovem casal na base de muita pancadaria e tiros. Eu gostei muito do primeiro “Ferry” – que assisti e comentei no blog - principalmente do ator Frank Lammers, que parece aquele sujeito bonachão, mas que na verdade é um cara bem violento. Também gostei do “Ferry 2”, mas sugiro que, antes de vê-lo, assista o primeiro.
“UMA MULHER CONTRA HITLER” (“SOPHIE
SCHOLL – DIE LETZTEN TAGE”), 2005, Alemanha, 1h58m,
em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Marc Rothemund. Desde moço
sempre gostei de ler livros ou ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, em
sua grande maioria baseados em fatos reais. Não sei como deixei passar este excelente drama alemão que concorreu ao Oscar 2006 de Melhor Filme Estrangeiro e venceu o
Festival de Cinema de Berlim nas categorias Melhor Atriz (Julia Jentsch) e
Melhor Diretor. Ainda bem que o encontrei no catálogo da Prime Vídeo e agora
pude assisti-lo. Conta a história da jovem Sophie Magdalena Scholl (Julia
Jentsch), militante do Grupo Rosa Branca, que reunia universitários de Munique para
protestar contra a guerra e denunciar Hitler como genocida. Em 1943, quando distribuíam
panfletos na Universidade, Sophie, seu irmão Hans Scholl (Fabian Hinrichs) e
Christoph Probst (Florian Stetter) foram presos pela Gestapo, interrogados e
condenados à morte por guilhotina. Um dos trunfos do filme é o interrogatório
ao qual Sophie foi submetida por Robert Mohr (Alexander Held). Inicialmente, a
jovem dizia que era inocente, mas confirmou tudo depois que o irmão, segundo
Mohr, confessou tudo. O embate de ideias entre Sophie e seu interrogador é
bastante elucidativo e contêm diálogos primorosos com relação ao pensamento
reinante entre a população civil da Alemanha e, por outro lado, o fanatismo radical do oficial que a interrogava. Embora firme e até agressiva, a
postura do interrogador da Gestapo parece se entregar aos argumentos expostos
por Sophie. Nesse contexto, é justo destacar o desempenho dos dois atores. E
por falar em performance, também deve ser destacada a impressionante atuação do ator André
Hennicke como o Juiz Roland Freisler, responsável por comandar o julgamento dos
três jovens. Ele parece ter incorporado o espírito de Hitler quando grita
enfurecido contestando as respostas dos réus. Uma atuação marcante. Resumo da ópera, “Uma Mulher
Contra Hitler” é um dos melhores filmes alemães deste século, um filmaço! Não
deixe de ver.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
“ROB PEACE”, 2024,
Estados Unidos, 1h59m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Chiwetel
Ejiofor. A história de Robert Peace não havia sido contada até 2014, quando seu
antigo colega de quarto Jeff Hobbs, na Universidade de Yale, resolveu escrever
um livro sobre o amigo ("A Curta e Trágica Vida de Robert Peace"). Robert Peace era um aluno excepcional, com um QI
elevado, e nem o fato de ser negro e pobre o impediu de realizar inúmeras conquistas.
Sem contar que seu pai, papel do ator e diretor Ciwetel Ejiofor (de “12 Anos de
Escravidão”), cumpria pena na prisão acusado de assassinar duas mulheres,
embora nunca tenha confessado o crime. Mesmo diante dessas circunstâncias adversas, Peace foi à luta nos estudos, além de ajudar, como empreiteiro
autônomo, a investir em melhorias para a sua comunidade, na periferia de New
Jersey. Para arrecadar dinheiro, ele e sua turma resolveram fabricar e vender
drogas. Esse lado obscuro seria o caminho do fim para o garoto que queria ser
bioquímico para inventar algum remédio que curasse o câncer. Peace
não merecia o fim que teve. Mas, sem dúvida, sua história merecia ser contada, primeiro num livro e
agora num filme. O excelente elenco conta com Jay Will (Rob Peace), Mary J. Blige,
Mare Winningham, Benjamin Papac, Michael Kelly e a atriz cubana Camila Cabello
como a namorada brasileira de Peace. Lançado no Festival do Cinema Independente
de Sundance 2024, “Rob Peace” foi bastante elogiado, mas não o suficiente para alavancá-lo
à condição de obra-prima. Apenas um bom filme.





















