“DAVID CONTRA OS BANCOS” (“BANK OF DAVE”), 2023, Inglaterra, 1h47m, em cartaz na Netflix, direção de Chris Foggin (“Música A Bordo”), seguindo roteiro assinado por Piers Ashworth. A história é ótima, mais ainda por ser baseada em fatos reais. O título em português já dá a dica de que se trata de uma briga de David contra Golias. O empresário Dave Fishwick (Rory Kinnear), dono de uma concessionária de veículos (vans) na pequena cidade de Burnley, ao norte da Inglaterra, resolve abrir um banco. As dificuldades são enormes, pois a elite financeira de Londres não aprova um novo banco há 100 anos. Com a ajuda do advogado Hugh (Joel Fry), de um grande escritório de advocacia da capital inglesa, ele enfrentará todos os desafios pela frente para conseguir o seu objetivo. Como é destacado no filme, Dave é um empresário idealista, sempre disposto a ajudar os membros da comunidade de Burnley. Para se ter uma ideia sobre o caráter do empresário, basta dizer que o lucro auferido pelo bando é destinado a instituições beneficentes da cidade. Também estão no elenco Phoebe Dynevor (de “Bridgerton”), Angus Wright e Jo Hartley. Trocando em miúdos, trata-se de um filme leve, divertido e com uma deliciosa trilha sonora. Enfim, muito agradável de assistir. Gol de placa da Netflix.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2023
terça-feira, 5 de dezembro de 2023
“PARALISIA” (“LOCKED IN”), 2023, Inglaterra, 1h37m, em cartaz na Netflix, direção da cineasta libanesa Nour Wazzi, seguindo roteiro assinado por Rowan Joffe. Trata-se de um suspense carregado de muita tensão. Começa com uma mulher em coma em um hospital, vítima de um suposto atropelamento. Ela é Katherine Carter (Famke Janssen), uma ex-atriz de sucesso em Hollywood que ficou viúva de um milionário, herdando uma mansão na Inglaterra. Com a pancada, ela adquiriu a Síndrome do Encarceramento, quando o paciente permanece tetraplégico, mas com a função cognitiva intacta. Quem cuida dela, no hospital, é a enfermeira Mackenzie (Anna Friel), que resolve dar uma de detetive. Ela desconfia de que algo está errado com a versão do atropelamento depois de acompanhar as visitas da filha adotada de Katherine, Lina (Rose Williams), e do médico da família, dr. Lawrence (Alex Hassell). Katherine também tinha um filho, Jamie (Fill Cole), um jovem que sempre foi doente e que era cuidado justamente pela enfermeira Mackenzie antes de morrer afogado. Tudo muito misterioso. Até a verdade ser finalmente revelada, muitos acontecimentos e reviravoltas acontecem, valorizando este bom suspense da Netflix.
sábado, 2 de dezembro de 2023
“O ASSASSINO” (“THE KILLER”), 2023,
Estados Unidos, 1h58m, em cartaz na Netflix, direção de David Fincher, seguindo
roteiro assinado por Andrew Kevin Walker. Nos materiais de divulgação, os
títulos foram grafados de forma esquisita, por exemplo “O Assass__.no” ou, no
original, “The K__.ller”. O que isso quer dizer, não tenho a mínima ideia. Vamos
ao filme. Trata-se de um policial neo-noir adaptado da série francesa de
quadrinhos escrita por Alexis Nolent sob o pseudônimo de Matz. O personagem
principal é um assassino profissional (Michael Fassbender) solitário, frio,
impiedoso e meticuloso. A história começa e lá está ele em Paris tentando matar
um bilionário. Sua missão fracassa e, a partir daí, ele é perseguido pela
própria organização que o contratou. Depois que sua namorada Magdala (a
brasileira Sophie Charlotte) é espancada e torturada, o assassino passa de
perseguido a perseguidor, indo atrás dos responsáveis pela violência aplicada
na sua namorada. Também estão no elenco Tilda Swinton, Monique Ganderton,
Arliss Howard, Charles Parnell e Kerry O’Malley. Aviso que o filme não é muito
fácil de digerir, começando pela narração em off durante a qual o assassino
reflete sobre sua profissão, a maneira como gosta de agir e até explica ao
espectador seus próximos passos. “O Assassino” é um filme sombrio, que mistura
suspense com algumas (poucas) cenas de ação, mas não deixa de ser interessante
pela estética adotada, embora um tanto cansativa e enfadonha. Cabe lembrar que o cineasta David Fincher é responsável
por alguns clássicos do gênero suspense, tais como “Seven – Os Sete Pecados
Capitais”, “Clube da Luta”, “Zodíaco” e “Garota Exemplar”.
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
“FILHOS DA DINAMARCA” (“DANMARKS
SØNNER”), 2019, Dinamarca, 2h03m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção
de Ulaa Salim (é o primeiro longa do cineasta dinamarquês de origem iraquiana).
Descobri este filme meio escondido no catálogo do Prime Vídeo, ao qual chegou
em outubro de 2021. Grata surpresa, principalmente por tratar, com muita seriedade
e competência, de temas importantes e atuais como a questão dos imigrantes e do terrorismo. A história é ambientada
em 2025, um ano depois de um atentado à bomba no metrô da capital Copenhague,
que matou 20 pessoas e feriu outras dezenas. Sem uma prova concreta sobre sua
autoria, a opinião pública acusou os imigrantes árabes muçulmanos e, desde
então, uma campanha contra eles foi iniciada, incentivada pelo candidato de
extrema-direita Martin Nordahl, favorito para ocupar o cargo de
primeiro-ministro. Com um poderoso discurso xenofóbico, Nordahl conseguiu um
grande número de adeptos, muitos deles pertencentes a uma organização radical
nacionalista intitulada “Filhos da Dinamarca”. Enquanto isso, um grupo
pró-árabe começou a planejar um novo atentado, para o qual foi recrutado o
jovem Zakaria (Mohammed Ismail Mohammed), de 19 anos. Zakaria foi submetido a
um treinamento especial por um extremista veterano do grupo, Ali (Zaki
Youssef). No meio da história, porém, há uma reviravolta que mudará o destino
de todos os envolvidos. Muita tensão é reservada ao espectador até o desfecho,
consagrando “Filhos da Dinamarca” como um filme dos mais interessantes e
realistas do atual cinema dinamarquês. O filme estreou por aqui durante a 43ª Mostra Internacional do Cinema de São Paulo na categoria "Novos Diretores". Recomendo.
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
“RUSTIN”, 2023,
Estados Unidos, 1h48m, em cartaz na Netflix, direção de George C. Wolfe (“A Voz
Suprema do Blues”), seguindo roteiro assinado por Julian Breece e Dustin Lance
Black. Trata-se da cinebiografia de Bayard Rustin, um dos mais importantes
ativistas dos direitos civis nos Estados Unidos, que ficou famoso – não tão
quanto Martin Luther King ou Malcolm X – por planejar a Marcha Sobre Washington
por Trabalho e Liberdade, em 1963, evento que reuniu mais de 250 mil ativistas.
Produzido, entre outros, pelo ex-presidente Barack Obama, o filme conta a
incrível história dos bastidores dessa grande manifestação, organizada em
apenas dois meses e que mobilizou todo o país. Rustin conseguiu agregar várias
tendências da sociedade, incluindo pastores de diversas igrejas, políticos,
policiais, mulheres influentes, contando ainda com a ajuda de Martin Luther
King, que liderou a marcha. Não foi fácil convencer tanta gente a participar,
principalmente pelo fato de que Bayard Rustin era homossexual assumido, numa
época em que essa opção era bastante discriminada. O filme mostra todo o
esforço de Rustin e de sua equipe na organização da marcha. O ator Colman
Domingo, que interpreta o ativista, já é um dos favoritos à indicação ao Oscar
2024 de Melhor Ator. Também estão no elenco Chris Rock, Audra McDonald, Glynn
Turman, Aml Ameen, Jeffrey Wright, Gus Halper e Johnny Ramey. O filme é um
primor de roteiro e recriação de época, principalmente nas cenas urbanas. Trocando
em miúdos, “Rustin” é excelente, sem dúvida um dos melhores lançamentos do ano
da Netflix.
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
“ASTÉRIX E OBÉLIX: O IMPÉRIO
DO MEIO” (“ASTÉRIX ET OBÉLIX: L’EMPIRE DU MILIEU”), 2023,
França, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Guillaume Canet, que também
assina o roteiro com Julien Hervé e Philippe Mechelen. Esta é a quinta
adaptação cinematográfica da série em quadrinhos criada por Albert Uderzo e
Rene Goscinny (as quatro primeiras foram "Astérix e Obélix Contra César", de
1999, “Missão Cleópatra, de 2002, Astérix nos Jogos Olímpicos, de 2008, e “A
Serviço de Sua Majestade, de 2012). Nesta última versão, “O Império do Meio”, ambientada
no ano 50 a.C., os heróis gauleses partem para uma aventura na China com o
objetivo de ajudar a princesa Fu Yi a libertar a imperadora, sua mãe, das
garras do golpista Deng Tsin Quin. Ao mesmo tempo, o imperador romano César vê
a possibilidade de expandir seu império, e vai tentar conquistar justamente a China. A
confusão está formada, e o solo chinês será sacudido por batalhas campais,
muita pancadaria, romances inusitados e situações hilariantes, tudo isso ao som
de uma deliciosa trilha sonora com músicas do Queen, ABBA, Lionel Richie e
tantos outros astros da música contemporânea. O elenco é de primeira: Guilaume
Canet (Astérix), Gilles Lellouche (Obélix), Marion Cotillard
(Cleópatra), Vincente Cassel (César), Julie Chen (princesa Fu Yi), Leanna Chea
(Tat Han), Pierre Richard (Panoramix), José Garcia (Biopix), Linh-Dan Pham (imperadora
chinesa) e até o craque de futebol Zlatan Ibrahimovic como o oficial romano
Caius Antivírus. A comédia corre solta durante todo o filme, com direito a personagens como Titanix, o comandante do navio, Lapsus, Plexus, Abdelmalix e
por aí vai. Astro dos quatro primeiros filmes como o gordo e bonachão Obélix,
Gérard Depardieu cede o seu lugar para Gilles Lellouche, que não é tão bom
quanto Depardieu, mas está muito bem no papel. É tudo muito divertido, uma
delícia de entretenimento, mesmo para aqueles que não curtiram os quadrinhos.
Eu li quase todos e mesmo que não seja a mesma coisa, as adaptações feitas pelo
cinema francês são excelentes. Diversão garantida.
sábado, 18 de novembro de 2023
“O ÚLTIMO HERÓI” (“GEROY”), 2019, Rússia, 2h01m, em cartaz desde o último dia 6 de outubro no Prime Vídeo, direção do cineasta armênio Karen Oganesyan, seguindo roteiro assinado por Nikolay Kulikov. Ótima opção de entretenimento para quem curte filmes de espionagem, com cenas de ação de tirar o fôlego, cenários deslumbrantes, belas mulheres e muitas reviravoltas. A história é centrada no espião russo Andrey Rodin (Alexander Andrejewitsch), integrante da agência secreta intitulada Juventude. Assim como vários agentes da Juventude espalhados por vários países do mundo, Andrey foi treinado desde adolescente pelo seu próprio pai, coronel Oleg Rodin (Vladimir Mashkov). Depois que a agência foi extinta e seu pai dado como morto, Andrey resolve ficar na Alemanha, país onde ocorreu sua última missão. Em uma competição de balões na Polônia, ele conhece Masha Rakhmanova (Svetlana Khodchenkova), outra espiã que trabalhou para a Juventude. Quando eles iniciam um romance, a história apresenta uma surpreendente primeira grande reviravolta. Os dois são perseguidos por uma outra organização russa disposta a encontrar uma senha especial que só Andrey conhece e que servirá para revelar a identidade de todos os espiões recrutados pela Juventude. Outra surpresa acontece quando Andrey recebe o telefonema de seu pai, até então considerado morto e desaparecido. A perseguição prossegue em ritmo desenfreado até o desfecho, mas antes acontecem outras reviravoltas que dão um bom tempero ao roteiro. Uma ótima surpresa do cinema russo para quem aprecia filmes de ação.
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
“CAROS CAMARADAS - TRABALHADORES EM LUTA” (“DOROGIE TOVARISHCHI”), 2020, Rússia, em cartaz no Prime Vídeo, 2h01m, direção do veterano cineasta Andrei Konchalovsky (“Paraíso”), que também assina o roteiro com a colaboração de Elena Kiseleva. A história é centrada em um episódio ocorrido em 1962 na província de Novocherkassk, ou seja, a greve dos trabalhadores de uma fábrica de locomotivas, que protestavam contra o pesado aumentos nos preços dos alimentos. O exército e a KGB entraram em ação e atiraram contra os manifestantes, matando 26 e ferindo mais de 100. O então governo da União Soviética - leia-se KGB - escondeu o episódio, só revelado muitos anos depois e agora filmado por Konchalovsky. O roteiro coloca no meio de toda a ação Lyudmila (Yuliya Vysotskaya), uma mulher de meia-idade comunista fervorosa que trabalha como oficial do Comitê de Segurança da KGB em Novocherkassk e que lutou na Segunda Guerra Mundial pela ideologia de Stalin. Mesmo depois das atrocidades cometidas pelo ex-ditador reveladas por Nikita Kruschev, Lyudmila continuou fiel a Stalin. Ela só começou a rever os seus conceitos em relação ao regime comunista depois do massacre dos trabalhadores, pois talvez esteja entre as vítimas sua própria filha Svetka. Totalmente filmado em preto e branco (fotografia assinada por Andrey Naydenov), o filme concorreu ao Oscar 2021 de Melhor Filme Internacional, foi exibido como uma das atrações principais do Festival de Veneza e recebeu o Prêmio Nika de Melhor Filme concedido pela Academia Russa de Artes e Ciências Cinematográficas. O filme contém uma crítica contundente ao partido comunista e, principalmente, aos métodos adotados pela KGB. Trata-se de um filme que deve ser visto por aquelas pessoas que defendem regimes de esquerda sem o mínimo de conhecimento histórico. Assistir “Caros Camaradas: Trabalhadores em Luta” é uma ótima oportunidade de aprender um pouco sobre as verdadeiras faces do comunismo. Imperdível!
terça-feira, 14 de novembro de 2023
“MAIGRET E A JOVEM MORTA” (“MAIGRET”), 2022,
coprodução França/Bélgica, 1h29m, lançamento do Prime Vídeo, direção de Patrice
Leconte, que também assina o roteiro com a colaboração de Jérôme Tonnerre.
Leconte adapta para o cinema mais uma história do detetive Jules Maigret, personagem principal dos romances policiais do escritor belga Georges Simenon. Em “Maigret e a Jovem
Morta” – a história é ambientada em 1950 -, o lendário detetive parisiense,
interpretado pelo grande Gérard Depardieu (grande nos dois sentidos, artístico
e físico), investiga o assassinato de uma jovem cujo corpo foi encontrado em
uma praça de Paris. De início, desconfia-se que ela havia sido assassinada com
sete facadas, mas o legista acredita que a causa da morte tenha sido o pescoço
quebrado, talvez em uma queda. Primeiro, Maigret tenta identificar a vítima e
depois então encontrar alguma pista. Não é uma tarefa fácil, já que não há
testemunhas e nenhum sinal da identidade da moça. Maigret, porém, é
inteligente e conseguirá chegar até os assassinos. Completam o elenco Aurore
Clément, Mélanie Bernier, Jade Labest, Clara Antoons e Pierre Moure. Como nos
policiais noir de Hollywood nos anos 30/40/50, a fotografia dá um tom
especial aos cenários, basicamente nas cenas noturnas. Não há perseguições,
tiros ou pancadarias, mesmo porque Depardieu não tem a mínima mobilidade
física para cenas de ação. Só há o lado psicológico utilizado pelo famoso detetive ao abordar as
pessoas que podem levar à solução do mistério. Somente para quem curte o gênero
policial noir e os livros de Simenon.
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
“UNCHARTED – FORA DO MAPA” (“UNCHARTED”), 2022, Estados Unidos, 1h56m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Ruben Fleischer (“Zumbilândia”), seguindo roteiro assinado por Rafe Judkins e Art Marcum. Trata-se do primeiro filme adaptado de um dos videogames de maior sucesso da atualidade. Uma aventura e tanto de caça ao tesouro, bem ao estilo de filmes como os de Indiana Jones. O jovem ladrão e bartender Nathan Drake (Tom Holland, ator do último Homem-Aranha) é recrutado pelo famoso caçador de tesouros Victor Sullivan (Mark Wahlberg). Juntos, viajarão pelo mundo em busca de um lendário tesouro supostamente escondido pelo navegador português Fernão de Magalhães há 500 anos. Para chegar ao seu objetivo, a dupla tentará desvendar vários enigmas a partir de um antigo mapa-múndi e de cartões postais enviados por Sam, irmão de Nathan e também um aventureiro. Em meio a essa busca, eles se confrontarão com os capangas de Santiago Moncada (Antonio Banderas), cuja família se diz proprietária do tesouro. A caça ao suposto tesouro começa em El Dorado, na América do Sul, e segue pela Espanha e Filipinas, entre outros lugares. Também estão no elenco Sophia Taylor Ali, Tati Gabrielle e Manoel de Blas. A história é ótima, o elenco idem, mas a principal atração do filme são as cenas de ação, realistas e impressionantes, um show de imagens e muita emoção. Um lembrete importante: não desligue antes de assistir as cenas extras durante e depois dos créditos, que deixam evidente que haverá uma sequência. IMPERDÍVEL!
quinta-feira, 9 de novembro de 2023
“CRIME EM HOLLYWOOD” (“LAST
LOOKS”), 2022, coprodução Inglaterra/EUA, em destaque na Netflix,
1h50m, direção do cineasta inglês Tim Kirkby, seguindo roteiro do escritor
Howard Michael Gould, que o adaptou do seu próprio livro “Last Looks”, de 2019.
A história, contada com muito humor, é centrada no detetive Charlie Waldo
(Charlie Hunnam), que abandonou o Departamento de Polícia de Los Angeles depois
que prendeu um sujeito que mais tarde foi considerado inocente. Waldo se
transformou numa “persona non grata” no meio policial e resolveu
se isolar na floresta, morando em um trailer imundo com seu bicho de estimação,
uma galinha. Três anos depois ele é procurado por Lorena (a atriz brasileira
Morena Baccarin), uma antiga namorada e detetive particular, que lhe oferece um
trabalho especial, ou seja, investigar a morte da esposa de Alastair Pinch (Mel
Gibson), um astro da TV que é acusado do assassinato. De início, Waldo recusou
a tarefa, mas topou depois de ser espancado por uma turma da pesada que o
ameaçou de morte caso aceite o caso. Waldo vai para Los Angeles e começa o seu
trabalho, para o qual recebe a ajuda do principal suspeito, o astro Alastair
Pinch. Para cercar todas as possibilidades, Waldo visita o estúdio de TV onde
Pinch trabalha e ainda a escola onde sua filha estuda. Entre idas e vindas,
além de algumas reviravoltas, o detetive finalmente esclarece o mistério. A
estética do filme resgata o estilo noir dos filmes policiais de
Hollywood nos anos 40 e 50. Claro que Hunnam não é e nem chega perto dos astros
Robert Mitchum e Humphrey Bogart, só para citar dois dos atores que se consagraram
no gênero, hoje chamado “neo noir” quando a história é ambientada nos
dias atuais, como é o caso de “Crime em Hollywood”, que conta ainda no elenco
com Clancy Brown, Rupert Friend, Dominic Monaghan e Lucy Fry. Para quem gosta
do gênero, trata-se de um filme que pode agradar. Eu gostei.
terça-feira, 7 de novembro de 2023
“NYAD”, 2023, Estados Unidos, 2h01m, produção original e distribuição Netflix, direção de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi (casal mais conhecido por dirigir documentários de esportes radicais), seguindo roteiro assinado por Julia Fox. Só a história vale o filme, ou seja, a incrível trajetória da norte-americana Diana Nyad como nadadora de longas distâncias no mar, que, aos 64 anos, em 2014, nadou cerca de 170 quilômetros entre Cuba e a Flórida, sendo a primeira atleta a vencer essa distância. A história de Nyad começa na infância, quando era uma promissora nadadora em piscinas. Mais tarde, resolveu participar de competições em mar aberto, cumprindo longas distâncias e batendo vários recordes mundiais, como as travessias do Lago Ontário, no Canadá, e da Baía de Nápoles, na Itália. Em 1978, aos 28 anos, ela tentaria vencer o seu mais sonhado desafio: nadar de Cuba até a Flórida. Não conseguiu. Ela então resolveu parar de nadar e passou a escrever livros, fazer reportagens e palestras motivacionais. Em 2010, aos 60 anos, ela voltou a tentar cumprir novamente o trajeto. Também não conseguiu. E assim foi ela tentando até concretizar o seu sonho na quinta tentativa, aos 64 anos, desafiando novamente o mar revolto, águas-vivas venenosas e tubarões, tudo isso sem a gaiola protetora contra tubarões. Ela nadou durante 53 horas. O filme mostra os bastidores dessa incrível jornada de coragem e persistência, com roteiro baseado no livro biográfico da nadadora, “Find a Way”. Como isso só não bastasse, “Nyad” ainda tem como trunfo o sensacional desempenho da atriz Annette Bening, já considerada a grande favorita para o Oscar 2024 de Melhor Atriz. Realmente, sua atuação é impressionante, notadamente quando assume os trejeitos masculinos de Nyad, homossexual assumida. Mas não é só. Ainda tem a seu lado a ótima Jodie Foster, voltando às telas no papel de Bonnie Stoll, a melhor amiga e treinadora de Nyad. Não ficaria surpreso se Jodie também acabe indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Também estão no elenco Rhys Ifans, Anna Harriette Pittman, Luke Cosgrove e Karly Rothenberg. Trocando em miúdos, “Nyad” é sensacional, simplesmente imperdível!
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
“JOGO DO PODER” (“ADULTS IN
THE ROOM”), 2021, coprodução França/Grécia, 2h04m, em
cartaz na Netflix, roteiro e direção de Costa-Gavras, cineasta grego
naturalizado francês. O veterano Gavras, hoje com 90 anos, é um mestre do
cinema político, responsável por grandes clássicos do gênero, como “Z” (1969), “A
Confissão” (1970), “Estado de Sítio” (1972), “Missing” (1982), “O Quarto Poder”
(1997) e “O Capital" (2012), entre tantos outros. O mais recente, “Jogo do Poder”,
é um drama político baseado nas memórias do ex-Ministro de Finanças grego Yanis
Varoufakis, descritas no livro “Adultos na Sala: Minha Batalha Contra o
Establishment”. Yanis relata o que aconteceu nos bastidores das negociações do
governo grego, em 2015, para tirar a Grécia de sua maior crise econômica. À
beira da falência, com o risco de fechamento dos bancos, a Grécia começou a
negociar com representantes do Eurogrupo, conhecido também como a “Troika
Europeia”, formado pelo Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional
(FMI) e a Comissão Europeia. Gavras centraliza seu filme mostrando como foram
realizadas essas reuniões, enfatizando a tensão em cada uma delas. O então ministro Yanis
Varoufakis estava no cargo há apenas quatro meses no governo de esquerda
comandado pelo primeiro-ministro Aléxis Tsípras (Georges Corraface). Ou seja,
não tinha muita experiência em negociações desse nível de importância, mas
mostrou firmeza em todas as reuniões realizadas em várias capitais europeias. O
filme é muito verborrágico, repleto de diálogos, não dá para piscar, é preciso
prestar muita atenção. E tudo vale a pena, cada palavra, cada diálogo. Uma verdadeira
aula de política econômica internacional. Dessa forma, vale alertar que “Jogo
de Poder” não é um filme para iniciantes. Mas é um grande filme, mais uma
pequena obra-prima de Costa-Gavras, ainda em ótima forma criativa apesar da idade. O
filme foi exibido nos festivais de Veneza e Berlim, com ótima recepção por
parte dos críticos e do público. IMPERDÍVEL!
terça-feira, 31 de outubro de 2023
“MORTE A PINOCHET” (“MATAR A
PINOCHET”), 2020, Chile, 1h21m, em cartaz no Prime Vídeo,
direção de Juan Ignacio Sabatini (da minissérie “La Cacería: Las Niñas de Alto
Hospício”), que também assina o roteiro com Enrique Videla e Pablo Paredes.
Filmaço político que resgata um fato ocorrido em setembro de 1986 em plena
ditadura chilena. Naquele ano, integrantes da Frente Patriótica Manoel
Rodriguez, braço armado do partido comunista chileno, promoveram um atentado
para matar o general Augusto Pinochet. O grupo terrorista era comandado por Cecilia
Magno Camino, também conhecida como Comandante Tamara, que deixou a profissão
de psicóloga para ingressar na luta armada. Como se sabe, o atentado não teve o
sucesso esperado e muitos guerrilheiros acabaram presos ou mortos. O filme
revela em detalhes como foi o planejamento do atentado, o recrutamento de novos
militantes e, por fim, a sua frustrada execução. No filme, a comandante Tamara
é interpretada por Daniela Ramírez, em grande atuação. Também fazem parte do
elenco Julieta Zylberberg, Juan Martín Gravina, Mario Hortan, Gastón Salgado e
Cristián Carvajal. Mais um ótimo drama para relembrar um dos fatos mais
importantes da história do Chile. Cinema da melhor qualidade.
domingo, 29 de outubro de 2023
“DESEJO PROIBIDO” (“HEAVEN IN HELL”), 2023, Polônia, 1h59m, em cartaz na Netflix, direção de Tomasz Mandes, que também assina o roteiro com Mojca Tirs. Drama romântico e erótico bem ao estilo da trilogia “365 Dias”. Aliás, o diretor é o mesmo, assim como parte do elenco – o casal central também é formado por um italiano e uma polonesa (no caso da trilogia “365 Dias”, Michele Morrone e Anna-Maria Sieklucka). As coincidências não acabam por aqui. “Desejo Proibido” exagera nas longas e frequentes cenas de sexo, bem perto do explícito, um tanto cansativas, na verdade. Mas o que mais iguala este aos outros três é que todos são muito fracos no que se refere às histórias e, principalmente, aos roteiros. Em “Desejo Proibido”, Olga (Magdalena Boczarska), uma respeitada juíza de meia idade, no auge da carreira, se apaixona por um homem bem mais jovem, Max (Simone Susinna), um “zé-ninguém” que mora na praia com um grupo de “zé-ninguéns” metidos a hippies. Viúva há anos, a juíza se entrega ao sexo sem nenhum pudor. Mal sabe ela, porém, que o garanhão era amante da sua filha Maya (Katarzyna Sawczuk). Olha que situação! Como curiosidade, o ator e modelo Simone Susinna foi namorado da cantora Anitta. Aliás, como ator, Susinna é um ótimo modelo, atuando mais com caras, bocas e poses. Enfim, “Desejo Proibido” é só apelação.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
“SAYEN: A ROTA SECA” (“SAYEN: LA RUTA SECA”), 2023, Chile, 1h33m, em cartaz no Prime Vídeo,
direção de Alexander Witt, seguindo roteiro assinado por Leticia Akel, Julio
Rojas e Paula Del Fierro. Este é o segundo filme com a mesma heroína, a índia
Sayen (Rallen Montenegro), da tribo Mapuche. No primeiro, também dirigido por
Witt, ela resolve se vingar de um empresário que queria comprar as terras da
família de Sayen e, diante da recusa, mataram a avó dela. Neste segundo, a
índia, treinada para ser uma guerreira weichave, resolve lutar contra uma
empresa multinacional que quer explorar o deserto de Atacama à procura de
lítio, elemento químico de alto valor utilizado, principalmente, pelas
indústrias farmacêuticas para a fabricação de remédios. Com a ajuda de Quimal
(Katalina Sánchez) e de um traficante, Gaspar (Jorge López), Sayen tentará provar
e denunciar o esquema de corrupção entre o empresário Máximo Torres (Enrique
Arce), o vilão do primeiro filme, e o senador Salazar (Alfredo Castro, o grande
astro chileno). Torres é o presidente de uma corporação internacional que está
destruindo as terras e devastando os ecossistemas no Chile. Embora o pano de
fundo seja político, o filme é repleto de cenas de ação, com muitas
perseguições e pancadaria – Sayen é boa de briga. Somando os prós e os contras,
o filme tem mais prós, principalmente por ser um inusitado filme de ação
chileno, gênero não muito explorado pelo cinema daquele país.
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
“MISSÃO DE SOBREVIVÊNCIA” (“KANDAHAR”), 2023,
lançamento Prime Vídeo, coprodução Estados Unidos/Arábia Saudita, 1h59m,
direção de Ric Roman Waugh, com roteiro assinado por Mitchell Lafortune. Mais
um filme de ação com o ator escocês Gerard Butler, que já havia trabalhado com
o diretor Waugh em “Invasão ao Serviço Secreto” e “Destruição Final: O Último
Refúgio”. Em “Missão de Sobrevivência”, Butler é o agente secreto Tom Harris,
emprestado à CIA pelo serviço secreto inglês (MI6) para explodir uma fábrica de
armas nucleares no Irã. Logo depois, o agente seria contratado para uma missão no
Afeganistão, só que sua identidade foi descoberta e, a partir daí, ele passa a
ser perseguido por talibãs, integrantes do Estado Islâmico, jihadistas
paquistaneses e por um assassino contratado pelas autoridades iranianas. Para se
livrar dos seus perseguidores, Tom precisa chegar rápido a uma base aérea de
resgate em Kandahar. Para ajudá-lo, ele contrata um intérprete afegão, Mohammad
“Mo” Doud (Navid Negahban). Daí pra frente é só perseguição pelo deserto e muita
ação, explosões e tiroteios, tudo filmado com muita competência (as filmagens
aconteceram no deserto e em cidades da Arábia Saudita). Completam o elenco
Travis Fimmel, Ali Fazal, Tom Rhys Harries, Olivia-Mai Barrett e Nina
Toussaint-White. Para escrever o roteiro, Mitchell Lafortune colocou no papel suas lembranças do tempo em que serviu em missões no Afeganistão como oficial da Inteligência de Defesa. Trocando em miúdos, este é mais um mais bom filme de ação para assistir comendo pipoca.
domingo, 22 de outubro de 2023
“CIDADE PERDIDA” (“THE LOST CITY”), 2022, Estados Unidos, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção dos irmãos Aaron e Adam Nee, seguindo roteiro escrito por Oren Uziel e Dana Fox. Comédia romântica e de aventura com um elenco de primeira (Sandra Bullock, Channing Tatum, Daniel Radcliffe e Brad Pitt, este último numa rápida participação especial). A escritora Loretta Sage (Bullock), especialista em romances de aventura na linha Indiana Jones, é sequestrada durante o lançamento do seu último livro. O responsável pelo sequestro é o bilionário excêntrico Abigail Fairfax (Radcliffe), que acredita ser de verdade a cidade perdida descrita no romance e que oculta preciosos tesouros. O aspirante a ator e modelo Dash McMahon (Tatum), que aparece com destaque nas capas dos livros de Loretta, resolve ir atrás da escritora e tentar libertá-la do bilionário maluco. Para isso, junta-se a um ex-soldado mercenário (Brad Pitt). Realmente a tal cidade perdida existe e para lá vão o bilionário e sua gangue, além de Loretta e Dash. Mesmo que Bullock tente ser engraçada, seu personagem não passa de uma figura patética. Pior é Channing Tatum, cujo papel é de um herói aparentemente com deficiência mental – papel certo para um péssimo ator. Completam o elenco Da'Vine Joy Randolph, Patti Harrison, Stephen Lang e Oscar Nuñez. Os diálogos são lamentáveis, para não dizer ridículos. A não ser pelas cenas de ação com Brad Pitt, o restante não colabora em nada com algo perto do bom senso. Desta vez, Hollywood pisou na bola, com um filme que ofende nossa inteligência e não traz nada de emocionante ou engraçado, como se espera de um filme de aventura. Se Ibrahim Sued fosse vivo e crítico de cinema, escreveria “Bomba, Bomba, Bomba!”. Eu acrescentaria: “Nuclear”.
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
“RASTOS DE SANGUE” (“DER SCHUTZENGEL”), 2022, Áustria, em cartaz no Prime Vídeo, 1h29m, roteiro e direção de Götz Spielmann (de “Revanchen”, filme indicado para disputar o Oscar 2009 de Melhor Filme Estrangeiro). Se você se surpreendeu com a palavras “Rastos”, ao invés de “Rastros”, saiba que ambos estão corretos. Trata-se de um filme policial que não faz muito jus ao gênero. O ritmo é morno, quase sem ação, suspense e nem mesmo reviravoltas, muito menos tiros e perseguições. O filme começa com o encontro de um cadáver de mulher boiando em um lago na zona rural não muito longe de Viena. O detetive Thomas Werner (Fritz Karl) assume o caso e inicia as investigações com a ajuda da polícia local. A vítima é identificada como Fanny Hofstatterr (Susi Stach), que trabalhava como empregada em um castelo da família Lanner, bastante conhecida na região. De início, parecia caso de afogamento, mas depois da autópsia chegou-se à conclusão de que foi assassinato. Na lista de suspeitos estão o próprio sobrinho da vítima, um fazendeiro em dificuldades financeiras, e um integrante da família Lanner, além de um policial novato que retorna ao vilarejo depois de 12 anos. Paralelamente a este caso, o detetive Thomas resolve investigar também o desaparecimento de uma jovem há mais de uma década. Completam o elenco Oliver Rosskopf, Michael Steinocher, Nicole Heesters e Henrietta Rauth. Não há muito mais a comentar sobre este filme, mas apenas afirmar que não há motivos suficientes para uma recomendação entusiasmada.
quinta-feira, 19 de outubro de 2023
Da fonte inesgotável de histórias da Segunda Guerra Mundial chega mais uma: “A VOZ DA RESISTÊNCIA” (“BURNING AT BOTH ENDS”), 2022, Estados Unidos, 1h51m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Landon Johnson, que também assina o roteiro com Matthew Hill e Jonah M. Hirsch. Não se surpreenda se encontrar o mesmo filme com o título de “Sem Tempo a Perder” (“Resistance: 1942”). Não sei por que toda essa confusão, um verdadeiro samba do cinema doido. Vamos à história – que também não esclarecem se é baseada em fatos reais ou uma ficção, ou seja, mais um defeito. Em 1942, com a França ocupada pelos nazistas, um operador de rádio-amador transmite mensagens otimistas e motivacionais para a população de Paris. Tipo “Continuem lutando, Deus ajudará a nos libertar” etc. Os alemães não gostaram nada e acionaram a Gestapo para descobrir quem estava enviando as mensagens. O locutor é Jacques (Cary Elwes), que mora com a filha Juliet (Greer Grammer) e um casal de judeus, Agnes (Mira Furlan) e Bertrand (Judd Hirsch), escondidos em um sótão. O oficial alemão Klaus Jager (Sebastian Roché), chefe da Gestapo em Paris, resolveu investigar e chegar ao locutor misterioso que inflamava os franceses a lutar contra a ocupação nazista. Quando essa turma estava prestes a ser presa, entra na história Andre (Jason Patric), um milionário que, embora tenha ligações comerciais com os alemães, decide ajudar os fugitivos. Algumas cenas de suspense valorizam a história, como o jantar que Andre oferece a oficiais alemães e cuja comida e o serviço ficam a cargo dos seus protegidos. Na mesa, o papo é de estragar o apetite, com os oficiais alemães conversando sobre as experiências científicas com humanos para chegar à raça pura. De vomitar. Trocando em miúdos, o filme apresenta uma história interessante, que poderia render um filme mais emocionante e comovente. O resultado final, porém, é decepcionante.
terça-feira, 17 de outubro de 2023
“O PRÓPRIO ENTERRO” (“THE BURIAL”), 2023, Estados Unidos, lançamento do Prime Vídeo, 2h06m, direção de Margaret Betts, que também assina o roteiro com Doug Wright. O filme relata os bastidores de um caso jurídico que ficou famoso nos Estados Unidos na década de 90. O empresário Jeremiah O’Keefe (Tommy Lee Jones), dono de 8 pequenas funerárias e uma empresa seguradora no estado do Mississippi, resolveu entrar na justiça contra um investidor bilionário. Prestes a entrar em falência, O’Keefe tenta vender parte de suas empresas ao poderoso empresário Ray Loewen (Bill Camp), que adia a concretização do negócio esperando conseguir um preço menor. Jogo sujo. Mas O’Keefe resolveu revidar. Contratou o advogado Willie Gary (Jamie Foxx), famoso por não perder um caso em 12 anos, e partiram para os tribunais. As empresas Loewen também contavam com uma excelente equipe de advogados, comandados por Mame Downes (Jurnee Smollett). Com todos esses ingredientes, a previsão é de que os embates no tribunal sejam acirrados e muito interessantes. E, de fato, são, contribuindo e valorizando ainda mais este ótimo drama de tribunal. Não espere muita seriedade, pois há muito humor acontecendo nos bastidores. Também estão no elenco Pamela Reede, Mamoudou Athie, Amanda Warren e Alan Ruck. Enfim, um filme delicioso de assistir. Recomendo.
segunda-feira, 16 de outubro de 2023
“DESEJO OBSESSIVO” (“OBSESSION”), 2023, coprodução Inglaterra/Irlanda do Norte, minissérie Netflix em 4 episódios, direção de Glenn Leyburn e Lisa Barros D’Sa. O roteiro foi adaptado por Morgan Lloyd Malcolm e Benji Walters do livro “Perdas e Danos” (“Damage”, no original), da escritora irlandesa Josephine Hart (1942-2011). Trata-se de uma história de traição e obsessão sexual, com várias cenas eróticas bem perto do explícito, mesmo exibido pela TV inglesa. Histórias de traição já foram exploradas em inúmeras produções cinematográficas, mas desta vez o caso foge da normalidade. O conceituado médico-cirurgião William Farrow (Richard Armitage) começa a trair a esposa Ingrid (Indira Varma) com a misteriosa Anna Barton (Charlie Murphy), muitos anos mais jovem. Até aí tudo normal, pois não é segredo que a maioria dos homens pensa com a cabeça de baixo. Só que tem um detalhe pra lá de escabroso: a garota é noiva de Jay (Rish Shah), filho do médico. Já dá pra imaginar que a coisa não vai terminar bem, não só pelo lado familiar, mas também profissional, já que o médico está prestes a ocupar o cargo de Secretário de Saúde do governo inglês. A situação só piora a partir da obsessão doentia do médico pela jovem. A história mereceria um roteiro mais caprichado, incluindo algum suspense. Infelizmente, o tratamento é morno, com pouca tensão e muito blá blá blá. De qualquer forma, se você for assistir, tire as crianças da sala.





















