“23.000 VIDAS” (“23.000 LEBEN”), 2026,
Alemanha, 1h52m, em cartaz na Netflix, direção de Markus Goller, seguindo
roteiro assinado por Oliver Ziegenbalg e Michele Cinque. Drama que explora um
dos temas mais discutidos da atualidade: a questão dos imigrantes que fogem de
seus países na África para tentar uma nova vida na Europa. Um tema bem
indigesto, mas aqui o que vale é a coragem, obstinação, sacrifício e amor ao
próximo de um grupo de jovens alemães empenhados em salvar essas vítimas da
violência e da pobreza, principalmente oriundos da Líbia e da Nigéria. A história
é ambientada nos anos de 2016 e 2017, quando vários jovens berlinenses fundaram
a ONG “Jugend Rettet” (“Juventude ao Resgate”) e conseguiram comprar um pequeno
navio, o “Iuventa”, graças às doações feitas por empresários e famílias de alto
poder aquisitivo. Durante aqueles dois anos, eles foram responsáveis por
resgatar e salvar 23.000 refugiados que se arriscavam em botes de borracha
tentando atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. Além da história
em si, o filme teve o mérito de discutir a polêmica questão dos refugiados
reunindo as opiniões de quem é a favor de dar abrigo a esses imigrantes e de
quem é contra. Difícil chegar a uma opinião, mas realmente o principal destaque
da história é, sem dúvida, a questão humanitária. Nesse contexto, é impossível
deixar de reconhecer o valoroso trabalho dos jovens alemães. Resumo da ópera, “23.000
Vidas” é emocionante. Elenco: Louis Hofmann, Mala Emde, Katharina Stark,
Frederick Lau, Luisa-Céline Gaffron, Trevor Magaya, Stefan Mehren, Maria
Dragus, Omid Memar, Kathy Etoa, Joone Dankou, Franka Potente, Katja Remann e
Eleonora Romandini,
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
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