"MINHA ESTRANHA FAMÍLIA” (“HVOR
KRAGERNE VENDER”), 2021, Dinamarca, 1h31m, em cartaz na Prime
Vídeo, direção de Lisa Jespersen, Tem aquele ditado que diz “Família só é boa
no álbum de retrato”. Pensei nele enquanto assistia este drama dinamarquês com
boas pitadas de humor. Depois que foi morar na capital Copenhague para
trabalhar como escritora, Laura (Rosalinde Mynster) ficou alguns anos sem voltar para a casa dos pais, na verdade uma pequena fazenda, e só voltou por causa do
casamento do seu irmão. A gente logo percebe, nos diálogos com a mãe, o pai e o
irmão, que Laura era e continua sendo a ovelha negra da
família e as lembranças da época de juventude não eram nada agradáveis. Por exemplo, ela
sofria bullying por parte de suas colegas no colégio. Para piorar ainda mais a situação, Laura descobre que a noiva do seu irmão é justamente a colega que mais
a atormentava no colégio. O cenário para o casamento, portanto, não é nada bom.
Antes do grande evento, a gente percebe o clima pesado reinante nos almoços e
jantares, com muita troca de acusações e pouca gentileza. Aí chega a festa de
casamento, reunindo amigos no celeiro todo decorado da fazenda. Na hora dos
discursos, Laura toma o microfone e faz uma acusação grave contra a noiva,
criando um clima insuportável. Para se ter uma ideia de como a personagem de
Laura é desagradável, basta citar o título que foi dado ao filme na Itália: “Persona Non
Grata”. Posso garantir que o filme é muito bom e merece ser visto. Elenco:
Rosalinde Mynster, Anne Sophie Wanstrup, Jesper Groth, Thomas Hwan, Jens Jørn
Spottag, Adam Ild Rohweder, Bodil Jørgensen, Knud Romer, Pascal Miralles,
Mathilde Eusebius, Abba Juul e Mathias Broe.

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