“SUBMERSÃO” (“Submergence”), 2017, EUA, direção de Win Wenders, com roteiro de Erin
Dignam, que se baseou, para escrevê-lo, no livro homônimo escrito pelo autor
inglês J. M. Ledgard. É uma história de amor, reunindo como personagens
principais a pesquisadora oceanográfica Danielle Flinders (a atriz sueca Alicia
Vikander) e o agente secreto britânico James Moore (o ator escocês James
McAvoy). Antes de suas respectivas missões – ela no Ártico, para estudar as
profundezas do oceano e ele num trabalho de espionagem na Somália -, eles se conhecem
num hotel à beira-mar e durante dias conversam, vão para a cama e, por fim, claro, se
apaixonam perdidamente. Depois que eles se separam para cumprir suas
respectivas missões, o filme praticamente se divide em dois, alternando-se entre
as atividades dela no Ártico e a prisão de Moore logo que ele chega à Somália.
Jihadistas africanos resolvem torturá-lo de forma cruel, mantendo-o na prisão
na pior condição possível. O único elo entre os dois amantes é o mar, uma
forçada de barra do autor da história. O cultuado diretor alemão Win Wenders, de “Paris,
Texas” e “Asas do Desejo”, seus dois melhores filmes, ficou devendo desta vez. E
não sou apenas eu que está dizendo isso. Quando o filme estreou, no Festival Internacional
de Cinema de Toronto/2017, os críticos especializados também não gostaram.
sábado, 28 de julho de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Há tempos que o cinema
francês aprendeu a fazer excelentes filmes policiais, recheados de ação, tiros,
perseguições, pancadaria e mulheres bonitas, todos os clichês do gênero. É o
caso de “GO FAST – NO CORAÇÃO DO TRÁFICO” (“Go Fast – Au Coeur Du
Trafic”), produção de 2008 dirigida por Olivier Van Hoofstadt - foi o seu
segundo longa-metragem -, que também escreveu o roteiro, baseado em fatos reais,
o que dá maior veracidade e emoção à história. Malek Slimane (o carismático e competente ator Roshdy Zem) é um policial de
Paris especialista em se infiltrar em gangues de traficantes de drogas. Numa
dessas missões, a equipe policial é cercada por bandidos e, após intenso
tiroteio, Jean (Olivier Gourmet), parceiro e amigo de Malek, é atingido e acaba
morto. Durante as investigações posteriores, a polícia descobre que os assassinos de Jean estão ligados a uma gangue que está prestes a trazer drogas para a França através do Sul da Espanha. Para isso,
a quadrilha utilizará carros potentes com seus motores turbinados, um deles pilotado
justamente por Malek, que se infiltrara com sucesso na organização criminosa, mas correndo o risco de ser desmascarado. Do
começo ao fim, ação de perder o fôlego, garantindo um ótimo programa para quem
gosta do gênero policial. quinta-feira, 26 de julho de 2018
O drama nacional “AOS
TEUS OLHOS”, 2017, Globo Filmes, traz à tona um assunto muito em
evidência: a pedofilia. O filme foi escrito por Lucas Paraízo, cuja inspiração
surgiu da peça teatral “O Princípio de Arquimedes”, do dramaturgo espanhol
Josep Maria Miró. A direção é de Carolina Jabor (filha do Arnaldo), que já
havia mostrado qualidade no excelente “Boa Sorte”, de 2014. A história: Rubens
(Daniel de Oliveira) é um professor de natação de um clube carioca. Todos
gostam dele. Até que um dia um de seus alunos, Alex (Luís Felipe Melo), revela
à sua mãe Marisa (Stella Rabello) que Rubens o levou ao vestiário e deu-lhe um
beijo na boca. Rubens nega de pés juntos para a diretora do clube, Ana (Malu
Galli), que se vê na posição de um marisco, entre o mar (os pais de Alex) e a rocha (o professor).
Não havia testemunhas e nem câmeras para comprovar o que realmente aconteceu,
mas a vida do professor vira um verdadeiro inferno depois que Marisa denuncia o
fato no WhatsApp e depois no Facebook, promovendo um linchamento virtual dos mais
cruéis. Mas afinal, quem está falando a verdade? Você fica esperando a resposta
no desfecho, mas ela não vem. Cabe ao espectador decidir. “Aos Teus Olhos”
estreou durante o 19º Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, em outubro
de 2017. Ainda completa o elenco o ator Marco Ricca. Uma informação adicional: Carolina Jabor é casada com Guel Arraes,
badalado diretor da Globo. Uma dica: o drama dinamarquês “A Caça”, de 2012, dirigido
por Thomas Vinterberg, explora o mesmo tema de forma muito mais convincente. Tanto é que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e representou a Dinamarca no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Quem gosta de violência e
pancadaria vai adorar “GUERREIRO DA ESCURIDÃO” (“Underverden” – nos países
de língua inglesa, ganhou o título de “Darkland”), Dinamarca, 2017, direção
do checo Fenar Ahmad, que também escreveu o roteiro juntamente com Adam August.
O médico cirurgião Dr. Zaid (Dar Salim) é bastante conceituado em Copenhague. Vive
um casamento feliz, sua esposa está grávida e, além disso, convive em total harmonia com os
pais, imigrantes iraquianos. Como em toda família, porém, existe uma ovelha
negra, no caso o irmão mais novo de Zaid, Yazin (Anis Alobaidi), metido com
traficantes de drogas. Ameaçado de morte por dever dinheiro a uma gangue, Yazin
recorre a Zaid para conseguir uma grana para pagar a dívida - bem alta, aliás. Zaid se
recusa a ajudar o irmão, que dias depois aparece morto. Aliás, cruelmente
morto, com sinais evidentes de tortura e muito sofrimento. Sentindo-se
responsável pela tragédia, Zaid parte para a vingança, utilizando armas de fogo
e seus conhecimentos de carateca faixa-preta. Ele vai bater e apanhar muito, em
sequências de ação muito bem elaboradas e realistas. O ator iraquiano Dar Salim
já demonstrou sua competência em filmes como os ótimos “O Dublê do Diabo” e “Guerra”.
O filme teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Moscou, sendo elogiado
tanto pelo público como pela crítica especializada. Eu gostei e recomendo.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
“12 HERÓIS” (“12 Strong”), EUA, 2018, direção do dinamarquês Nicolai Fuglsig.
O filme é baseado em fatos reais, ou seja, a primeira missão militar dos
Estados Unidos logo após o atentado contra as Torres Gêmeas, em setembro de
2001. Com o objetivo de dar uma pronta resposta ao ataque perpetrado por
terroristas da Al-Qaeda a mando de Osama Bin Laden, as Forças Especiais dos EUA
designaram 12 soldados de elite, sob o comando do capitão Mitch Nelson (Chris
Hemsworth), para ingressar no Afeganistão, tentar destruir algumas bases dos
talibãs e, quem sabe, descobrir o paradeiro de Bin Laden. Ao serem
desembarcados, os soldados norte-americanos se uniram a uma tropa afegã
insurgente comandada pelo General Dostum (David Negahban). E lá foram eles, alguns
montados a cavalo, em busca dos terroristas talibãs. A partir daqui, haverá
muito enfrentamento, tiros e explosões em excelentes sequências de ação. Tudo o
que você verá na telinha foi baseado no livro “12 Heróis – As Forças Especiais
que fizeram História”, escrito pelo jornalista Doug Stanton, também autor do roteiro adaptado para o cinema. Para garantir a
veracidade dos fatos mostrados no filme, o diretor Fuglsig contou com a colaboração
direta dos próprios 12 soldados que participaram daquela ação. Realmente, eles
foram muito corajosos para encarar a perigosa missão e, exatamente por isso
talvez, o filme tenha exagerado no tom patriótico, como é feitio de Hollywood. Também
estão no elenco Michael Shannon, Michael Peña, a atriz espanhola Elsa Pataky e William Fichiner.
domingo, 22 de julho de 2018
“MEMÓRIAS SOBRE PEDRAS” (título original “Biranîen
Li Ser Kevirî” – nos países de linha
inglesa foi exibido como “Memories on Stones”, no qual me baseei na
tradução para o português – como o filme não tem muito apelo comercial, duvido
que ainda chegue por aqui), Iraque, 2014, escrito e dirigido por Shawkat Amin
Korkiv. Surpreendente filme iraquiano cujo pano de fundo é o genocídio
praticado contra os curdos pelo exército de Saddam Hussein no período de 1986 a
1989, na sangrenta operação intitulada ANFAL, levada a efeito no Curdistão iraquiano
e que matou milhares de civis curdos e de outras etinias. O filme conta a
história de uma equipe de filmagem, comandada pelo diretor Hussein (Hussein
Hassan) e pelo produtor Alan (Nazmi Kirik), encarregada de adaptar o massacre
para o cinema. É quase um filme dentro de um filme. Apesar do tema dramático, “Memórias
Sobre Pedras” explora os bastidores das filmagens com muito bom humor,
principalmente no que se refere às dificuldades na escolha do elenco e na
seleção de figurantes. A maioria das cenas – do filme dentro do filme – teve
como locação a prisão onde os iraquianos executaram centenas de curdos e onde a
atriz Sinor (Shima Molaei) reconhece a caligrafia do pai escrita na parede de
uma das celas – daí o título. “Memórias Sobre Pedras” estreou no
Festival Internacional de Cinema de Karsovy Vary (República Checa) em julho de
2014 e também no Festival Internacional de Cinema de Haifa (Israel) em outubro
do mesmo ano. Também foi o filme selecionado para representar o Iraque no Oscar
2016 na disputa do Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro. O filme é ótimo, não
deixa de ser uma bela homenagem ao cinema, como também uma clara denúncia ao
recordar um fato histórico tão trágico. Repito, com muito humor. Imperdível! sábado, 21 de julho de 2018
“O PODER DA MÚSICA” (“Una Vida: A Fable of Music
and The Mind”), 2014, EUA, drama independente
dirigido por Richie Adams, baseado no livro homônimo escrito pelo neurocientista
Nicolas Bazan, que ajudou a escrever o roteiro. O dr. Álvaro Cruz (o ator português
Joaquim de Almeida), conceituado neurologista, acaba de perder a mãe que sofria
do Mal de Alzheimer. Abalado pela repentina morte, dr. Cruz resolve dar um
tempo no seu trabalho e passa a perambular pelas ruas de Nova Orleãns, no French Quarter, onde conhece
a cantora Una Vida (Aunjanue Ellis), que se apresenta com o violonista Stompleg
(um velho e alquebrado Bill Cobbs). Com sua experiência, dr. Cruz percebe que Una
Vida apresenta um quadro parecido com o de sua mãe, ou seja, ela está sofrendo
do mal de Alzheimer. Com a amizade e a convivência com a dupla de artistas, dr.
Cruz chega à conclusão de que Una Vida tem os efeitos da doença atenuados
quando canta ou ouve música e resolve tratá-la da melhor forma possível, mesmo
sabendo que a cura é impossível. A dedicação do dr. Cruz em tratar de Una Vida é
o foco principal do filme, que tem tudo para emocionar os espectadores mais
sensíveis. O ator Joaquim de Almeida aceitou o papel porque teve um caso de Alzheimer na família.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
“DJANGO”, 2016, França, primeiro
filme dirigido por Etienne Comar. A história é baseada no livro “Folles of
Django”, escrito em 2012 por Alexis Salatko, responsável pelo roteiro adaptado
para o cinema. O “Django” do título refere-se ao lendário guitarrista de jazz
Django Reinhardt (1910-1953), que durante as décadas de 30 e 40 dominou o
cenário musical da Europa com o “Quintette du Hot Club de France” – quando da
sua fundação, em 1934, o grupo tinha como integrante o violinista Stéphane
Grappelli. O filme limita-se a enfocar os primeiros anos da década de 40, durante a
Segunda Guerra Mundial, quando Django – já muito famoso na época - e sua
família, por suas raízes ciganas, foram perseguidos pelos nazistas na França. Django,
interpretado com maestria pelo ator Reda Kateb, era conhecido como “O Pai do
Jazz na Europa” e tinha como uma de suas características principais o fato de
tocar com apenas dois dedos da mão esquerda, por causa de um ferimento causado
por queimaduras durante um incêndio quando tinha 18 anos. Os alemães adoravam o
músico, mas mesmo assim acabaram por persegui-lo. Embora contra sua vontade,
Django foi obrigado a se apresentar na Alemanha para a alta cúpula nazista,
pensando que, com isso, deixariam sua família e seus amigos ciganos em paz.
Ledo engano. “Django” foi escolhido para ser exibido na abertura do 67º
Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2017, sendo
recebido pela crítica com alguma indiferença. Eu, ao contrário, adorei. Achei
ótimo. Só para lembrar: o diretor Etienne Comar é mais conhecido como
roteirista de excelentes filmes como “Homens e Deuses”, “Meu Rei” e “Os Sabores
do Palácio”.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
“GRINGO – VIVO OU MORTO” (“Gringo”), 2018, coprodução EUA/Austrália, roteiro de Anthony
Tambakis e Matthew Stone, direção de Nash Edgerton. Um misto de ação e comédia,
com um elenco dos mais estrelados: David Oyelowo, Charlize Theron, Joel
Edgerton (irmão do diretor), Thandie Newton, Sharlto Copley e Amanda Seyfried. Vamos
à história: Harold Soyinka (Oyelowo) ocupa um alto cargo na empresa comandada
pelos sócios Richard Rusk (Edgerton) e Elaine Markinson (Theron), na verdade
dois vigaristas. Harold vive sérios problemas financeiros e, sem querer, descobre
que será demitido e, pior, que sua mulher anda pulando a cerca. Numa viagem de
negócios ao México, Harold imagina ter encontrado a solução para os seus
problemas: inventar o próprio sequestro e arrancar dinheiro de Richard e Elaine.
Aí começa uma grande confusão, que envolverá até uma quadrilha de um cartel de
drogas mexicano. Se Charlize Theron é a bela, a fera é o ator
britânico/nigeriano Oyelowo, que mostra sua grande versatilidade também num
papel cômico. Charlize, linda como sempre, também dá seu show, fazendo o papel
de loira fatal pilantra. Resumo da ópera: o filme consegue alcançar o seu
principal objetivo, que é o de divertir, motivo suficiente para recomendá-lo.
terça-feira, 17 de julho de 2018
“O SOLDADO DESCONHECIDO” (“Tuntematon Sotilas”), 2017, dirigido por Aku Louhimies. É o filme mais
caro já realizado na Finlândia, ao custo de 7 milhões de euros, atores
renomados do país e centenas de figurantes, além de locações com baixas
temperaturas e de difícil acesso, sem falar nas ótimas sequências de ação. Trata-se de um épico de guerra, cuja história é baseada no livro
escrito por Väinö Linna, lançado em 1954, cujo título é o mesmo do original do
filme, sendo adaptado para o cinema com roteiro do próprio diretor. A história
começa em 1941, em meio à Segunda Guerra Mundial, quando o exército finlandês
resolve invadir o território fronteiriço da União Soviética com o objetivo de
reconquistar as regiões tomadas pelos russos, entre elas a Carélia Oriental, durante
a chamada “Guerra de Inverno” (novembro de 1939 a março de 1940). Como a
história nos ensinou, Stalin invadiu a Finlândia com o intuito de conquistá-la,
mas houve uma forte e corajosa resistência dos finlandeses, culminando com o
recuo dos soviéticos e a assinatura de um tratado de paz, que durou pouco.
Então, em 1941, os finlandeses partiram para o contra-ataque, tentando
recuperar os territórios perdidos. Essa missão quase suicida é o foco desse
excelente filme, que, embora tenha a longa duração de três horas, em nenhum
momento é cansativo. Pelo contrário, é recheado de muita ação e suspense,
valorizando um fato histórico mundial da maior importância. Filmaço imperdível!
sábado, 14 de julho de 2018
“UM
PERFIL PARA DOIS” (“UN PROFIL POUR DEUX”), 2017, França, é daquelas comédias românticas agradáveis de
assistir, engraçada e sem qualquer compromisso com o intelecto. O filme foi
escrito e dirigido por Stéphane Robelin – o mesmo roteirista e diretor do ótimo
“E Se Vivêssemos Todos Juntos” (2011). Desta vez, Robelin explora, de forma bem-humorada,
o tema da solidão na velhice e os conflitos familiares. Beirando os 80 anos, Pierre
(Pierre Richard) não sai de casa há dois anos, desde que sua esposa Madeleine
faleceu. Preocupadas com a situação, sua filha Sylvie (Stéphane Bissot) e a
neta Juliette (Stéphanie Crayencour) resolvem recrutar o jovem Alex (Yannis
Lespert) para ensinar Pierre a mexer no computador e navegar pelo mundo da
Internet. Quem sabe assim Pierre sai da toca, pelo menos virtualmente. Só que tem
um detalhe: Sylvie e Juliette não revelam que Alex é namorado da sua neta, já
que Pierre gostava muito do seu antigo namorado e não gostaria de vê-la com
outro. Com o decorrer das aulas, Pierre acaba se entusiasmando por um site de
relacionamentos, através do qual conhece Flora (Fanny Valette), uma bela jovem
que mora em Bruxelas (Bélgica). Pierre usa sua verve de galanteador e conquista
a simpatia de Flora, que pede a sua foto. Imaginando que Flora não se
contentará com um velho, Pierre envia a foto de Alex. Pronto, começa a
confusão, principalmente quando Flora decide ir para Paris encontrar com
Pierre, aliás, Alex. Exibido por aqui na programação do Festival Varilux de
Cinema Francês, em 2017, o filme é muito divertido, ideal para esquecer, nem
que seja por 1h39, as agruras do nosso dia-a-dia. Não perca!
sexta-feira, 13 de julho de 2018
“BEIRUTE – O RESGATE” (“BEIRUT”), EUA,
2018, direção de Brad Anderson, com história assinada pelo aclamado roteirista
Tony Gilroy, responsável por filmes de ação como os quatro da saga Bourne. “Beirute”
dificilmente será exibido por aqui no circuito comercial, já que é uma produção
da Netflix, tendo estreado na programação televisiva mundial no dia 15 de junho
de 2018. Uma pena, pois é um bom filme de ação. Mason Skiles (Jon Hamm, da
série “Mad Men”) trabalhava como diplomata em Beirute (Líbano) no início da década
de 70. Tinha um casamento feliz com Nadia (Leïla Bekht) e morava numa bela
casa, onde organizava recepções sociais das mais concorridas. Numa delas,
porém, aconteceria uma tragédia: militantes da Milícia de Libertação Islâmica
invadiram a casa com o objetivo de sequestrar Karim, um jovem libanês que morava com
Skiles e que era tratado como filho. Ninguém sabia, porém, que o menino era
irmão de um terrorista, fato que teria consequências futuras na história. Durante
a invasão, uma troca de tiros ocasionaria a morte de Nadia. Transtornado com a
tragédia, Skiles deixa Beirute e volta para os Estados Unidos. Dez anos depois, a CIA o procura e pede sua ajuda para
libertar o agente Cal Riley (Mark Pellegrino), sequestrado por uma organização
terrorista. Skiles volta para o Líbano em companhia da agente Sandy Crowder
(Rosamund Pike), encarregada de chefiar a missão de resgate do agente Riley. Destaque especial para a atriz
inglesa Rosamund Pike, que se especializou nesse gênero de filme, desde “Jack
Reacher: O Último Tiro”, onde contracenou com Tom Cruise, e o recente “7 Dias
em Entebbe“. Bom lembrar também que Pike já havia sido indicado ao Oscar de
Melhor Atriz pelo filme “Garota Exemplar”, de 2014. Com muito suspense, uma boa
história e ótimas sequências de ação, “Beirute” é um entretenimento dos
melhores.
segunda-feira, 9 de julho de 2018

O drama italiano “THE PLACE”, 2017, escrito e dirigido por Paolo Genovese (“Uma Famiglia
Perfetta”), é uma adaptação da série televisiva norte-americana “The Booth at the
End”, exibida durante 2011. É uma história bastante fantasiosa, inverossímel demais. The Place é um restaurante. Numa das mesas lá no fundo, um homem
misterioso (Valério Mastandrea) recebe algumas pessoas, ouve seus problemas, dá conselhos e
pede que revelem os seus desejos, o que fica parecendo mais um consultório de
psicanalista. Até aí tudo bem, mas só que ele diz poder atender aos desejos dessas
pessoas desde que elas façam o que ele ordenar. Por exemplo, uma freira tem o
desejo de reencontrar Jesus, só que, para isso, terá que perder a virgindade. Outro
“paciente” é um policial, que deseja encontrar o dinheiro de um roubo. Para
isso, terá que espancar alguém. Uma senhora pede a cura de seu marido, que está
com Alzheimer. O homem recomenda que ela coloque uma bomba num restaurante. E
por aí vai essa história bem maluca, mas até que assistível, pelo menos para
ver o que vai acontecer no desfecho. Como já deu para perceber, não é um
filme muito fácil de assistir, mas até que a proposta é interessante. Acho que
vale a pena arriscar. Eu não me arrependi de ter arriscado.
domingo, 8 de julho de 2018
Nos anos 60 e 70, o ator norte-americano
Burt Reynolds era idolatrado como galã e por sua atuação em filmes como “Amargo
Pesadelo” e “Agarre-me se Puderes”. Tantos anos depois, Reynolds volta – aos 82
anos, velho e alquebrado – à telinha como o astro principal do drama “O ÚLTIMO ASTRO DO CINEMA” (“The Last Movie
Star”), 2018, EUA, roteiro e direção de Adam Rifkin. Ele interpreta Vic
Edwards, um antigo ator de grande sucesso em Hollywood, mas que hoje está quase
esquecido e sem dinheiro. É como se fosse o próprio Burt Reynolds - não sei se o "sem dinheiro" pode ser aplicado ao astro. Vic mora em
Los Angeles e recebe um convite para ser homenageado no International Nashville
Filme Festival, em Nashville, a capital do Estado de Tenesse. Para enfatizar a
importância do tal festival, os organizadores mencionam no convite que Robert
De Niro e Clint Eastwood já tinham sido homenageados no evento. Com o incentivo
do amigo Sonny (Chevy Chase), Vic topa participar do festival. Quando chega a
Nashville, porém, percebe que algo está errado. Não é uma limusine que vem
pegá-lo e sim um carro caindo aos pedaços dirigido pela maluquinha Lil McDougal
(Ariel Winter), encarregada de ciceroneá-lo durante os dias de evento. Vic
descobre que não há tapete vermelho nem holofotes, mas um esquema dos mais
amadores. O roteirista e diretor Rifkin teve uma ótima ideia: pegou alguns
filmes antigos de Reynolds e, através de efeitos especiais muito bem feitos, fez
com que Vic contracenasse com o astro, como se estivesse no filme. Não duvido
que, por sua sensível interpretação, Burt Reynolds receba uma indicação ao Oscar
2019. Resumo da ópera: o filme é ótimo, tem muito humor, ótimos diálogos e um
elenco bastante afinado com Reynolds. Um filme muito agradável de assistir. Na verdade, achei um belo tributo àquele
que foi um dos grandes astros de Hollywood. Termino informando que o título em
português é de minha autoria, já que o filme ainda não chegou por aqui e,
portanto, não tem tradução oficial.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
“O
PASSAGEIRO” (“THE COMMUTER”),
2018, EUA. Mais um filme de ação com o astro irlandês Liam Neeson, o quarto em
parceria com o diretor espanhol Jaume Collet-Serra (já tinham feito juntos “Sem
Escalas”, “Noite sem Fim” e “Desconhecido”). Liam é Michael MacCauley um
ex-policial que trabalha numa empresa de seguros. Depois de receber a notícia
de sua demissão, ele volta para casa remoendo a dúvida se conta ou não a
verdade à esposa (Elizabeth McGovern). No trem que costuma pegar todos os dias para ir ao trabalho e
depois voltar para casa, MacCauley é abordado por uma mulher misteriosa que diz
se chamar Joanna (a sempre bonita e charmosa Vera Farmiga), que lhe oferece 100
mil dólares para localizar um passageiro que está num dos vagões. Joanna só
fornece uma referência: o tal passageiro está utilizando uma mochila. De início,
MacCauley não topa a parada, mas a grana é muito boa para ser recusada,
principalmente depois de perder o emprego, e então ele passa a percorrer os
vagões tentando localizar o desconhecido – a razão para a oferta só será
revelada no final. E dá-lhe ação, muito suspense, telefonemas ameaçadores, correrias,
socos, assassinatos, enfim, um teste e tanto para o sexagenário ator, de 65
anos. Há excelentes sequências de ação, daquelas de derrubar o saquinho de pipoca
ou amassar o braço da poltrona. O diretor Collet-Serra é especialista no assunto,
como comprovam seus filmes com Neeson e também os ótimos “A Órfã” e “Águas Rasas”. Também estão no elenco Sam Neil, Patrick Wilson, Ella Rae Smith e Clara Lago. Se Neeson já foi herói num avião (“Sem Escalas”) e agora num trem, sugiro ao
diretor espanhol que, em seu próximo filme, coloque o ator irlandês para salvar vidas num morro do Rio de Janeiro. Aí é
que eu quero ver! segunda-feira, 2 de julho de 2018
“AS
MARAVILHAS” (“LE MARAVIGLIE”),
2014, Itália, roteiro e direção de Alice Rohrwacher. A história se concentra numa
família que mora na zona rural da Úmbria, região da Toscana. Wolfgang (Sam
Louwyck) e Angélica (Alba Rohrwacher, irmã da diretora) e mais as quatro filhas
se sustentam como apicultores, na produção artesanal de mel. O filme é centrado
basicamente na figura de Gelsomina (a ótima atriz estreante Maria Alexandra Lungu), a filha mais velha
e, por isso mesmo, mais cobrada pelo pai autoritário. Wolfgang, aliás, embora
trabalhe bastante, de vez em quando tenta um negócio diferente, sempre perdendo
dinheiro. Sua última empreitada esquisita foi a compra de um camelo. O filme
mostra basicamente a rotina diária da família, tanto no trabalho como nas horas
de lazer. Em meio a esse contexto surge a equipe de produção de um programa
televisivo chamado “Ilha das Maravilhas”, cuja apresentadora é chamada de Milly
Catena (ninguém menos do que a diva Monica Bellucci!). O programa promove um
concurso para premiar famílias empreendedoras e Gelsomina inscreve a sua, a
contragosto do pai. Este foi o segundo longa-metragem escrito e dirigido por
Alice Rohrwacher, que se inspirou na história da própria família, que morou naquela
região e cujo pai também era apicultor. Para definir o que achei do filme, vou
reproduzir uma frase do crítico Lucas Salgado, do site Adoro Cinema: “É difícil
se empolgar, mas também é difícil não se envolver”. Para ilustrar ainda mais
meu comentário, acrescento que o filme foi premiado em vários festivais pelo
mundo afora, incluindo o de Sevilha e de Munique. No Festival de Cannes, ganhou
o Grande Prêmio do Júri. Não digo que seja imperdível, mas é muito bom.
domingo, 1 de julho de 2018
“A
FILHA DO PATRÃO” (“La Fille du Patron”), 2015, França, longa-metragem de estreia como roteirista e diretor do ator
Olivier Loustau, que também atua nesta comédia dramática romanceada. Vital
(Loustau) é funcionário de uma empresa têxtil de médio porte. Um dia, o
empresário Baretti resolve encomendar um estudo de ergonomia com o objetivo de
melhor as condições de trabalho na sua indústria, promovendo a interação entre
o homem e a máquina e, assim, aumentar o nível de segurança dos trabalhadores. Esse
trabalho será desenvolvido pela jovem e bonita Alix (Christa Theret),
especialista no assunto. A primeira etapa do seu trabalho é conhecer o funcionamento
das máquinas e escolher, entre os funcionários, aquele que servirá à sua
pesquisa como cobaia. É justamente Vital o escolhido. Vai demorar para o pessoal
da fábrica, inclusive Vital, descobrir que Alix é, na verdade, nada mais nada menos que a filha de Baretti,
ou seja, a filha do patrão. Além de um previsível romance entre Vital e Alix –
embora Vital seja casado e mais velho -, o filme também dá destaque ao time de
rúgbi da fábrica, formado por barrigudos parrudos e tendo Vital como técnico. As
melhores cenas de humor são justamente aquelas em que o pessoal está treinando
para disputar o campeonato operário da cidade. Mas é o romance proibido entre
Vital e a filha do patrão o foco principal desta produção francesa, que não é
tão boa quanto parece nem tão ruim para deixar de ser recomendada. Coluna do meio!
sábado, 30 de junho de 2018
“DARK
CRIMES” (este é o
título original; não imagino que tradução terá por aqui, se vier), 2016, coprodução
EUA/Inglaterra/Polônia. Você verá um Jim Carrey totalmente diferente, a muitas
milhas de distância do comediante que estávamos acostumados a ver em tantas
comédias, a últimas delas “Debi & Lóide 2”, de 2014. Neste seu novo filme, além
do semblante sempre sério – não dá um sorriso o filme inteiro -, Carrey está
usando barba, cabelos ralos ao estilo “Fundação Casa” e visivelmente com alguns
quilos a mais. A história é totalmente ambientada em Varsóvia (Polônia). Carrey
interpreta o detetive Jake Tadek, obcecado por resolver um assassinato praticado
contra um cliente de um clube de prostituição. Ao investigar o caso, o policial
conclui que o principal suspeito é Krystov Kozlow (Marton Csokas), um escritor
de livros policiais. Num deles, ele descreve um assassinato com detalhes muito
parecidos com aqueles apurados na cena do crime investigado por Tadek. Ao
vigiar o seu suspeito, Tadek conhece a misteriosa Kasia (a atriz francesa
Charlotte Gainsbourg), namorada de Koslow, que trabalha no tal clube e gosta de
apanhar durante o sexo. Kozlow finalmente confessa o crime, mas Tadek não
acredita que ele seja o verdadeiro assassino, que será conhecido apenas no
desfecho, numa surpreendente reviravolta. O filme foi dirigido pelo grego
Alexandros Avranas (“Miss Violence”) e o roteiro escrito por Jeremy Brock, que
se baseou num artigo do jornalista David Grann intitulado “True Crime: A Post
Modern Murder Mistery”, publicado na revista norte-americana New Yorker. O
filme é bastante interessante, tem o roteiro bem elaborado e suspense na dose certo, prendendo a atenção do espectador do começo ao fim. Um
bom programa para quem curte o gênero policial e uma excelente oportunidade para conhecer um Jim Carrey totalmente diferente. Aliás, sua atuação é muito boa.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
“7
DIAS EM ENTEBBE” (“7 Days in Entebbe”), 2018, EUA, direção do brasileiro José Padilha, em sua mais
recente incursão em Hollywood depois de “RoboCop”, de 2014. Como todo mundo sabe,
Padilha ficou consagrado depois dos dois filmes da saga “Tropa de Elite”. O
filme relembra o sequestro de um avião da Air France que decolou de Tel-Aviv (Israel)
com destino a Paris, em julho de 1976. No meio do caminho, foi sequestrado por terroristas
simpáticos à causa palestina, entre os quais dois alemães pertencentes à organização
guerrilheira alemã de extrema esquerda Baader Meinhof, e levado para Entebbe,
na Uganda, país na época dirigido pelo general ditador maluco Idi Amin Dada. Como
exigência para soltar os reféns, eles exigiam a libertação de terroristas
alemães e palestinos presos em Israel, na Alemanha e na Suécia. O restante da
história é bastante conhecido. O governo de Israel enviou uma tropa de elite
(olha aí, Padilha) de seu exército para resgatar os passageiros judeus em pleno
solo ugandense, operação concluída com sucesso. Ao contrário do que muita gente pode pensar, não se trata de uma refilmagem de “Vitória
em Entebbe”, lançado em dezembro de 1976, pois Padilha preferiu contar a história sob o ponto de vista dos terroristas. No elenco do filme
de Padilha estão Daniel Brühl, Rosamund Pike, Eddie Marsan e Lior Ashkenazi. “7
Dias em Entebbe” estreou durante o 68º Festival Internacional de Cinema de
Berlim, em fevereiro de 2018, e foi massacrado pela crítica especializada. Não
achei tão ruim, principalmente por relembrar um fato tão importante da história
mundial do século XX. Dá para assistir numa boa, pois tem muito suspense e uma ótima cena de ação no desfecho.
Tem muita gente que torce o nariz ao se
deparar com um filme asiático. Não sabe o que está perdendo. Exemplo? O drama sul-coreano
“CANOLA” (“GYECHUN HALMANG”), 2016, roteiro
e direção de Chang (pseudônimo de Yoon Hong-Seung). O filme conta a comovente
história de Gye Choon (Youn Yuh Jung), de 71 anos, que cria a neta Hye Ji, de 3
anos, numa casa modesta na ilha de Jeju. Há muitos anos que Choon trabalha como
uma “haenyeo”, como são conhecidas as
mergulhadoras da Ilha que sustentam suas famílias com a pesca de maricos, algas
marinhas e abalones. A ligação entre a neta e a avó é muito forte, tanto que
não se desgrudam nunca. Só que um dia Choon perde a criança no tumultuado
mercado local. Durante os doze anos seguintes, Choon tenta descobrir, sem sucesso,
o paradeiro de Hye Ji, até que um dia chega à ilha uma moça (Kim Go Eun) que
afirma ser sua neta desaparecida. Com muita alegria, Choon acolhe a moça como
sua verdadeira neta, a despeito da desconfiança dos vizinhos. Choon não quer saber
se a moça é ou não sua verdadeira neta e dedica o mesmo amor como se fosse. O
filme é dirigido com grande sensibilidade por Chang, proporcionando momentos
bastante comoventes, graças, principalmente, à incrível interpretação da
lendária atriz sul-coreana Youn Yuh Jung, de “A Visitante Francesa” e “A Dama
de Baco”, entre tantos outros filmes. Se o filme é ótimo por si só, fica muito
melhor com a veterana atriz. Só ela vale o ingresso. Não perca!
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Quem é bem informado ou quem tem mais de
sessenta anos vai lembrar de um dos mais famosos acontecimentos dos anos 70: o sequestro
de John Paul Getty III, neto do bilionário John Paul Getty, por décadas o homem
mais rico do planeta. O caso, ocorrido em 1973 e que ficou famoso por causa da
orelha cortada do garoto, está contado em detalhes em “TODO O DINHEIRO DO MUNDO” (“ALL THE MONEY IN THE WORLD”), 2017, EUA,
direção de Ridley Scott e roteiro de David Scarpa, que adaptou a história do
livro biográfico escrito por John Pearson. O sequestro do jovem Getty (Charlie
Plummer) aconteceu em Roma, na Itália, e foi executado por bandidos amadores - que depois o venderiam para profissionais. O
avô Getty Christopher Plummer) não quis negociar com os sequestradores, para
desespero da mãe Gail Harris (Michelle Williams), e a coisa ficou ruim para o
rapaz, que acabou com a orelha cortada – aliás, a cena é bem chocante. O
bilionário encarrega Fletcher Chase (Mark Wahlberg), ex-agente da CIA e um de
seus funcionários de maior confiança, da missão de negociar com os sequestradores.
Com um detalhe: não pagar nenhum resgate. O filme conta em detalhes os
bastidores das negociações, os atritos entre o bilionário mesquinho e sua nora
Gail, o sofrimento do jovem Getty no cativeiro e tudo o que rolou de mais
interessante durante aquele que é considerado o sequestro mais famoso do Século
XX. Além do assunto enfocado, esquecido há décadas, o filme foi lançado com uma
grande polêmica. Depois do filme praticamente pronto, Kevin Spacey, que fazia o
papel o avô bilionário, foi substituído por Christopher Plummer e muitas cenas tiveram que ser refilmadas. Como todo
mundo sabe, Spacey entrou na lista negra de Hollywood depois de ser acusado de
assédio sexual. A refilmagem foi trabalhosa, mas valeu a pena, pois o veterano
Christopher Plummer dá um show de interpretação, o que lhe garantiu uma
indicação ao Oscar 2018 de Melhor Ator (ganhou Gary Oldman, por “O Destino de
uma Nação"). Como diziam antigamente na televisão, o diretor britânico Ridley Scott
“dispensa apresentações”. Realmente, realizou mais um excelente filme, com
destaque para a recriação de época – a cena inicial na Roma de 1973, com o
jovem Getty passando pela Fontana Di Trevi, é uma clara referência ao clássico “La
Dolce Vita”, do grande Fellini. Outro clássico do cinema, “Lawrence de Arábia”,
também tem uma referência explícita. Lembro que o diretor Ridley Scott foi
responsável por filmes de grande sucesso, a começar por “Blade Runner, O Caçador
de Andróides”, além de “Hannibal”, “Alien – O Oitavo Passageiro”, “Thelma &
Louise” “Perdido em Marte” e “Falcão Negro em Perigo”. Para terminar, lembro
também que o ator Charlie Plummer, que faz o jovem Getty, por incrível que
pareça não tem nenhum parentesco com o Christopher avô. Resumo da ópera: “Todo
o Dinheiro do Mundo” é ótimo. Melhor: Imperdível!
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