quarta-feira, 15 de abril de 2026

“ATAQUE BRUTAL” (“THRASH”), 2026, Estados Unidos, 1h26m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção do cineasta norueguês Tommy Wirkola (“Noite Infeliz, “Dead Snow”, “Zumbis na Neve”). Com a proximidade do furacão Henry, de categoria 5 (a mais alta), à costa da Carolina do Sul, várias cidades tiveram que ser evacuadas. A história de “Ataque Brutal” é ambientada numa delas, a fictícia Annieville. O maremoto inundou a cidade e rompeu diques, destruindo casas e praticamente tudo que havia na frente. No meio desse caos, um caminhão frigorífico transportando carnes partiu ao meio e jogou todo aquele sangue vermelho em direção ao mar. Não deu outra. Os tubarões invadiram a cidade. Quem não conseguiu fugir terá que assumir o desafio de sobreviver à enchente e aos tubarões. É o caso de uma jovem grávida, que fica presa no seu carro, um casal com três filhos adolescentes, uma jovem com agorafobia (medo de lugares públicos) que não sai de casa há seis meses. O espectador acompanha toda a ação grudado na poltrona, pois o perigo, a cada cena, é sempre constante. Ou seja, o suspense funciona muito bem. A crítica especializada não gostou. Eu gostei, como também o escritor Stephen King, que o elogiou numa entrevista, afirmando que é “O melhor do ano até agora”. Nenhuma surpresa, pois o cineasta norueguês Tommy Wikola é reconhecido como um mestre de filmes de suspense híbridos, que combinam terror, ação e sátira. A filmagem não foi fácil, pois o elenco teve que enfrentar água fria o tempo inteiro, pois o aquecimento provocaria vapor, prejudicando as imagens. Uma das cenas mais impressionantes é aquela em que a jovem grávida tem o nenê na água, cercada de tubarões. Haja coração! Elenco: Phoebe Dynevor, Whitney Peak, Djimon Hounsou, Stacy Clausen, Chai Hansen, Alyla Browne, Amy Mathews, Jon Prasida, Elijah Ungvary, Sami Afuni, Dante Ubaldi, Tayler Coppin, Annabel Mullion e Sian Luxford.  

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