quinta-feira, 2 de abril de 2026

“UMA MULHER DIFERENTE” (“UNE FEMME DIFFÉRENTE”), 2025, França, 1h40m, em cartaz na Netflix, roteiro e direção de Lola Doillon. Mais um ótimo filme que explora adultos com autismo (síndrome de Asperger). É tão bom quanto o argentino “Goya”, comentado recentemente neste blog. No caso do filme francês, o personagem principal é Katia (Jehnny Beth), 35 asnos, uma mulher aparentemente normal que trabalha como editora de uma produtora de documentários. Ao produzir um documentário sobre autismo, ela percebe que tem os mesmos sintomas das pessoas entrevistadas, ou seja, não gostam de barulho, aglomeração, hipersensíveis à luz etc. Resolve então consultar um especialista e, depois de vários exames, descobre que é uma pessoa com o mesmo transtorno. Esse resultado a deixa insegura, a ponto de achar que vai ser demitida do emprego. Essa confusão mental também irá prejudicar o seu relacionamento amoroso com o bonachão Fred (Thibaut Evrard), apaixonado por ela com todos os seus “defeitos”. O filme também destaca o relacionamento conturbado com a mãe. Só para esclarecer, o autismo foi considerado durante muitos anos uma doença mental e, como tal, era tratada. Só em 1996 foi reconhecida domo “Transtorno de Desenvolvimento”. Voltando ao filme, é preciso salientar o excelente desempenho da atriz Jehnny Beth (“Anatomia de uma Queda”. Resumindo, “Uma Mulher Diferente” é muito bom, sensível, realista e elucidativo. IMPERDÍVEL, assim mesmo, com letras maiúsculas. Elenco: Jehnny Beth, Thibaut Evrard, Mireille Perrier, Irina Muluile, Philippe Le Gall, Emmanuelle Schaaff, Julie Dachez, Fabienne Cazalis, Jérémy Sanagheal, Mhamed Areski, Sarah Leray, Pierre Ostoya Magnin e Valentine Moussongo.     

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