“UMA MULHER DIFERENTE” (“UNE
FEMME DIFFÉRENTE”), 2025, França, 1h40m, em cartaz na Netflix,
roteiro e direção de Lola Doillon. Mais um ótimo filme que explora adultos com autismo
(síndrome de Asperger). É tão bom quanto o argentino “Goya”, comentado recentemente
neste blog. No caso do filme francês, o personagem principal é Katia (Jehnny
Beth), 35 asnos, uma mulher aparentemente normal que trabalha como editora de
uma produtora de documentários. Ao produzir um documentário sobre autismo, ela percebe
que tem os mesmos sintomas das pessoas entrevistadas, ou seja, não gostam de
barulho, aglomeração, hipersensíveis à luz etc. Resolve então consultar um
especialista e, depois de vários exames, descobre que é uma pessoa com o mesmo
transtorno. Esse resultado a deixa insegura, a ponto de achar que vai ser
demitida do emprego. Essa confusão mental também irá prejudicar o seu
relacionamento amoroso com o bonachão Fred (Thibaut Evrard), apaixonado por ela
com todos os seus “defeitos”. O filme também destaca o relacionamento conturbado
com a mãe. Só para esclarecer, o autismo foi considerado durante muitos anos
uma doença mental e, como tal, era tratada. Só em 1996 foi reconhecida domo “Transtorno
de Desenvolvimento”. Voltando ao filme, é preciso salientar o excelente desempenho
da atriz Jehnny Beth (“Anatomia de uma Queda”. Resumindo, “Uma Mulher Diferente”
é muito bom, sensível, realista e elucidativo. IMPERDÍVEL, assim mesmo, com
letras maiúsculas. Elenco: Jehnny Beth, Thibaut Evrard, Mireille
Perrier, Irina Muluile, Philippe Le Gall, Emmanuelle Schaaff, Julie Dachez,
Fabienne Cazalis, Jérémy Sanagheal, Mhamed Areski, Sarah Leray, Pierre Ostoya
Magnin e Valentine Moussongo.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
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