quinta-feira, 31 de julho de 2025

 

“OS RADLEY” (“THE RADLEYS”), 2024, Inglaterra, 1h51m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro assinado por Talitha Stevenson e direção do cineasta galês Euros Lyn (“Armadilha Mortal”, “Dream Horse”). A história é baseada no livro homônimo escrito por Matt Haig em 2010. Misto de comédia e terror, o filme é centrado na família Radley, um casal com dois filhos adolescentes. Uma família aparentemente normal de um bairro classe média em Londres. O segredo que cerca a família não é nada normal: eles são descendentes de vampiros. Só o pai, o médico Peter Radley (Damian Lewis), e a mãe, Helen (Kelly MacDonald), sabem disso. O casal segura o instinto vampirístico num trabalho psicológico tipo “Alcoólicos Anônimos”, que transformou ambos em vampiros “abstêmios”. Somente depois que a filha Clara (Bo Bragason) morde o primeiro pescoço é que o segredo familiar vem à tona, obrigando o casal a contar a trágica verdade. A situação piora muito mais quando surge no pedaço o irmão de Peter, Will (interpretado também por Damian Lewis), este sim um vampiro assumido. Um vizinho da família, o policial aposentado Jared Copleigh (Shaun Parkes), coincidentemente obcecado por vampiros (haja coincidência!), começa a desconfiar do entra e sai da casa dos vizinhos. Até que seu filho, o também adolescente Evan (Jay Lycurgo) acaba sendo vítima do “sanguinário” Will. Apesar do bom elenco, o filme não engrena, pois perde o ritmo a partir da sua metade, culminando com um desfecho pouco convincente e desconexo. Trocando em miúdos, o resultado final é decepcionante.  

quarta-feira, 30 de julho de 2025



“QUANDO A GUERRA ACABAR” (“NAR BEFRIELSEN KOMMER”), 2023, Dinamarca, 1h40m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Anders Walter, que também assina o roteiro com a colaboração de Miriam Nørgaard. Baseada em fatos reais, a história acontece na Dinamarca no final da Segunda Guerra Mundial. O exército alemão, prestes a sair daquele país depois de ocupá-lo desde o início do conflito, obriga um diretor de escola a acolher cerca de 500 refugiados alemães, entre idosos, mulheres e crianças. Pressionado pela população local – infelizmente não é nomeada a cidade, um defeito do filme -, o diretor Jakob (Pilou Asbaek) se recusa a dar alimentos e remédios aos refugiados para não ser chamado de colaboracionista. Instalados no ginásio da escola, os recém-chegados começam a morrer de doenças e de fome. Sensibilizado com a situação, porém, Jakob, com a ajuda da esposa Lis (Katrine Greis-Rosenthal), começa a ajudar os alemães, arriscando-se a ser preso e até morto pelo pessoal da resistência dinamarquesa. Enfim, mais um drama de guerra recordando uma história trágica e ao mesmo tempo comovente. É o cinema dinamarquês tentando cicatrizar as feridas da Segunda Guerra Mundial.    

domingo, 27 de julho de 2025

“A MISTAKE” (a Prime Vídeo manteve o título original, cuja tradução literal é “Um Erro”), 2024, coprodução Nova Zelândia/Inglaterra, 1h41m, roteiro e direção da cineasta neozelandesa Chistine Jeffs. Baseada no livro homônimo de Carl Shuker, a história é centrada na médica-cirurgiã Elizabeth Taylor (Elizabeth Banks). Durante uma cirurgia de rotina, aparentemente a retirada do apêndice, Taylor transfere um procedimento para o seu médico-residente Richard (Richard Croughley), que comete um erro. A paciente vai para a UTI, mas morre logo depois. A direção do hospital abre uma investigação sobre o caso, o que resulta numa série de consequências nada agradáveis para a médica, incluindo uma tragédia. Taylor bate de frente com a direção do hospital, assumindo a responsabilidade pelo ocorrido e isentando seu assistente pelo erro. Uma confusão danada. Não bastasse essa situação, Taylor ainda enfrentaria um problemaço ao aceitar cuidar do cachorro de uma amiga. Completam o elenco Simon McBurney, Mickey Sumner e Acacia O’Connor. O destaque é, sem dúvida, a atriz norte-americana Elizabeth Banks, que aos 51 anos continua bonita e ótima atriz, como já demonstrou em inúmeros outros filmes. Enfim, “A Mistake” é um drama bastante eficiente. Recomendo.