quinta-feira, 14 de agosto de 2025

“AMEAÇA NO AR” (“FLIGHT RISK”), 2025, Estados Unidos, 1h31m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro de Jared Rosenberg e direção de Mel Gibson. Este suspense de ação é o sexto longa-metragem dirigido pelo ator e cineasta Mel Gibson, que não está no elenco, reduzido praticamente a apenas três protagonistas: Mark Wahlberg, Michelle Dockery e Topher Grace. A agente federal dos EUA, Madolyn Harris (Dockery) vai para o Alasca com a missão de deter Winston (Topher), uma testemunha importante contra um chefão da Máfia. Um pequeno avião é requisitado para transportar a agente e o passageiro importante. O piloto é Daryl Booth (Wahlberg). A situação irá se complicar durante o voo, e não será por nenhuma tempestade, turbulências ou mesmo um problema mecânico. É melhor deixar o espectador assistir e não estragar as surpresas reservadas pelo roteiro. Gostaria de destacar, em primeiro lugar, a presença da atriz inglesa Michelle Dockery, que ficou conhecida por interpretar o papel de Lady Mary Crawley na série “Downton Abbey”. O filme garante muito suspense até o desfecho. Méritos ao diretor Mel Gibson, que já havia provado sua qualidade como cineasta desde o seu primeiro filme, “O Homem sem Face” (1993), e depois em “Coração Valente” (1995), “Apocalypto” (2006), “A Paixão de Cristo” (2007) e “Até o Último Homem” (2016). Seu mérito em “Ameaça no Ar” foi segurar a tensão desde o começo, colocando o espectador preso na poltrona e aflito para chegar ao desfecho.            


terça-feira, 12 de agosto de 2025

 

“VÊNUS” (“VENUS”), 2022, Espanha, 1h40m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Jaume Balagueró (“REC”, “Enquanto Você Dorme”), que também assina o roteiro com a colaboração de Fernando Navarro. A história é baseada no conto “The Dreams in the Witch House” escrito pelo romancista norte-americano H.P. Lovecraft (1890-1937). O filme é meio maluco e conta com vários ingredientes, tudo junto e misturado: suspense, terror trash, sobrenatural, bruxaria, humor negro, drama familiar e muito sangue jorrando na telinha. O conjunto da obra não é ruim, pois prende a atenção do começo ao fim. Começa com a dançarina Lúcia (Ester Expósito, da série “Elite”) roubando uma carga de drogas do clube noturno, cujo proprietário é um violento mafioso. Lúcia se esconde no apartamento da irmã Rocío (Ángela Cremonte), que mora com a filha Alba (Inés Fernández) no Edifício Venus, localizado no distrito de Villaverde, em Madrid. Não demora muito para Lúcia descobrir que o edifício esconde forças ocultas, vizinhos esquisitos e um apartamento mal-assombrado. Além de estar no meio dessa confusão, Lúcia terá que lidar com os capangas do mafioso, encarregados de recuperar a droga roubada. O filme não agradou grande parte da crítica e muitos espectadores. Mas eu curti muito, tomei alguns sustos e me diverti bastante. Recomendo.             

domingo, 10 de agosto de 2025

A GESTORA (LA JEFA), 2022, Espanha, 1h49m, em cartaz na Netflix, roteiro de Laura Sarmiento Pallarés e direção de Fran Torres. Desde que a vi pela primeira vez no cinema, fazendo par romântico com Keanu Reeves em “Caminhando nas Nuvens”, de 1995, fiquei fã incondicional da atriz espanhola Aitana Sánchez-Gijón, principalmente por sua beleza. Foi ao ler seu nome nos créditos de “A Gestora” que me levou a assistir a este drama de suspense espanhol e constatar que ela, agora aos 56 anos, continua maravilhosa. Mas o filme... Aitana faz o papel de Beatriz, uma importante empresária do mundo da moda. É uma mulher chique, arrogante e nada simpática no trato com seus funcionários. Até que contrata uma nova assistente, a jovem imigrante argentina Sofia (Cumelen Sanz), que logo se mostra inteligente e cai nas graças de Beatriz. Prestes a ser promovida na empresa, Sofia anuncia que está grávida do seu namorado, o também imigrante colombiano Nacho (Álex Pastrana). Beatriz vê na situação uma oportunidade de contornar uma das suas frustações: não conseguir engravidar. Ela propõe a Sofía que cuidará dela em sua gravidez e adotará a criança. Tudo na base de um contrato. Sofía é colocada em isolamento na mansão de Beatriz e, para a namorado, diz que vai trabalhar em Londres por um tempo. Aos poucos, porém, todo esse contexto dramático acaba em alguns imprevistos e é aqui que começa o suspense que traz a expectativa de uma tragédia no desfecho. O filme até que vai bem até perto do final, quando desanda numa série de situações pouco convincentes, inclusive no desfecho abrupto. Difícil recomendar.