“O DUBLÊ” (“THE FALL GUY”), 2024, Estados Unidos, 2h6m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de David Leitch, seguindo roteiro assinado por Drew Pearce. Comédia com muita ação, romance e aventura, onde a temática gira em torno dos profissionais que se colocam no lugar dos atores e atrizes principais nas cenas de maior perigo. Em Hollywood, eles são chamados de “Stuntman” ou “Stuntwoman”. O cinema nunca os valorizou o tanto que merecem por arriscar suas vidas. Baseado na série de TV “Duro na Queda”, que fez grande sucesso nos anos 80 com Lee Majors, “O Dublê” faz uma bela homenagem a esses corajosos trabalhadores. Vamos à história. Colt Seavers (Ryan Gosling) trabalha como dublê do astro Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson) num filme de ação. Durante as filmagens, ele sofre uma queda e fratura alguns ossos, sendo obrigado a ficar fora de cena durante um ano. Quando se recuperou, ele recebe o convite para voltar ao trabalho no primeiro filme dirigido por sua ex-namorada Jody Moreno (Emily Blunt). As filmagens complicam a partir da morte de um dos dublês do filme, pela qual acusam Colt Seavers. Para tentar provar sua inocência, ele precisa descobrir o verdadeiro assassino e aí parte para a ação. Completam o elenco Hannah Waddingham, Teresa Palmer, Winston Duke, Stephanie Hsu, Zara Michales, David Collins e as participações especiais de Lee Majors e Jason Momoa. Não há dúvida de que a experiência do diretor David Leitch como dublê e depois como coordenador de dublês contribuiu muito para as sensacionais cenas de ação. Depois que virou diretor, Leitch fez "Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw", "Trem-Bala", "Atômica" e "Deadpool 2", entre outros ótimos filmes de ação. Além disso, "O Dublê" conta ainda como trunfo o carisma dos astros Ryan Gosling e a bela Emily Blunt. Trocando em miúdos, trata-se de uma superprodução com cenas de tirar o fôlego. “O Dublê” é, portanto, um excelente entretenimento, mesmo que o conteúdo dispense algum esforço dos nossos neurônios. Hollywood na veia! (Ah, não desliguem antes dos créditos finais, pois ainda tem mais ação).
sábado, 9 de novembro de 2024
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
“O REI PERDIDO” (“THE LOST
KING”), 2022, coprodução Inglaterra/França, 1h49m, em cartaz na
Prime Vídeo, direção do veterano Stephen Frears (“Ligações Perigosas”, “Philomena”,
“A Rainha”), seguindo roteiro assinado por Steve Coogan (ator do filme) e Jeff
Pope. Assim como o rei, este filme encontra-se perdido no catálogo da Prime.
Infelizmente, pois é ótimo, um dos melhores que tive a oportunidade de assistir
este ano. É baseado em fatos reais (sem trocadilho), ou seja, no incrível
trabalho da historiadora amadora Philippa Langley (Sally Hawkins), que em 2012
enfrentou historiadores, arqueólogos e autoridades governamentais para uma
missão considerada impossível: descobrir os restos mortais de Ricardo III (1452-1485),
último rei da Dinastia Plantageneta. O projeto foi chamado “Procurando por
Richard” e teve uma ampla divulgação por parte da mídia inglesa. Richard foi um
dos reis mais controversos da Inglaterra, acusado, por exemplo, de ter
assassinado dois sobrinhos. Durante 500 anos, os restos mortais de Ricardo III
ficaram perdidos, intrigando especialistas em arqueologia do mundo inteiro. Utilizando
apenas sua intuição, Philippa apostou que os restos mortais estavam escondidos
no subsolo de Leicerster, cidade localizada a 159 km de Londres. Ela mobilizou
Deus e o mundo para conseguir escavar o solo de um estacionamento. Por incrível
que pareça, ela tinha razão. Completam o elenco Steve Coogan, Harry Lloyd e
Mark Addy. O filme é ótimo, não apenas pela história em si, mas também pelo
desempenho maravilhoso da atriz Sally Hawkins, indicada como Melhor Atriz ao
Oscar pelo filme The Shape of Water” (2017) e como Melhor Atriz Coadjuvante por
“Blue Jasmine” (2013), além de premiada como Melhor Atriz no Globo de Ouro e no
Festival de Berlim por “Happy-Go-Lucky” (2009). Para concluir, insisto em
afirmar que o “O Rei Perdido” é um filmaço imperdível.
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
“A SUBSTÂNCIA” (“THE SUBSTANCE”), 2024,
coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 2h20m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro
e direção da cineasta francesa Coralie Fargeat (“Revenge”). Polêmico
(literalmente) até a medula, filme trouxe de volta ao estrelato a atriz Demi
Moore, cuja carreira tem muito a ver com a personagem que interpreta, Elisabeth
Sparkle, que depois de alcançar um grande sucesso em Hollywood, acabou fazendo
um programa televisivo de fitness nos mesmos moldes do que fez, há
anos, a atriz Jane Fonda. Mesmo com a grande audiência do programa, Elisabeth
foi afastada pelo diretor da emissora, o insuportável Harvey (Dennis Quaid),
que exigia uma atriz mais nova. Abalada com a situação, Elizabeth recorreu a uma
droga anunciada como “A Substância”, cuja mensagem de divulgação dizia: “Já
sonhou com uma versão melhor de si mesmo? Você. Só que melhor em todos os
sentidos. Você precisa experimentar esse produto. Mudou a minha vida”. Elisabeth
não teve medo de ingressar no projeto, do qual originou uma cópia – ou um clone
- bem mais jovem (Margaret Qualley). Só que tinha um detalhe importante: cada
uma teria uma vida alternada por semana, devendo aplicar-se um coquetel de remédios.
Claro que chega o momento em que uma começa a sentir inveja da outra e as
consequências serão bastante trágicas. Impossível não comparar a história com a
própria experiência de Demi Moore, uma atriz que ficou famosa na juventude mas
que acabou meio que esquecida por Hollywood. Hoje, aos 61 anos, ela retoma sua
carreira com uma grande atuação. Não duvido que seja indicada ao Oscar 2025.
Também merece destaque a atuação de Margaret Qualley, uma jovem atriz – filha da
também atriz Andie McDowell – que alcançou o estrelato ao atuar em filmes como “Era
uma Vez em Hollywood”, “Garotas em Fuga” e “Maid”. Trocando em miúdos, “A
Substância” é um filme muito interessante e criativo, explorando o gênero “Body
Horror”, com cenas corporais explícitas e grotescas. Aliás, também acrescento
uma categoria do Oscar que o filme pode disputar, a de maquiagem. Não deixe de
assistir.
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
“TRAIDORA AMERICANA: O
JULGAMENTO DE AXIS SALLY” (“AMERICAN TRAITOR: THE TRIAL OF AXIS
SALLY”), 2021, Estados Unidos, 1h48m, em cartaz na HBO Max, roteiro e
direção de Michael Polish. Por mais que tenha lido livros e assistido a filmes
sobre fatos relativos à Segunda Guerra Mundial, confesso que nunca ouvi falar
sobre esse caso. Na década de 30, sem espaço em Hollywood, a atriz
norte-americana Mildred Gillars (Meadow Williams) foi para a Alemanha tentar um
lugar ao sol. Conheceu o empresário Max Otto Koischwitz (Carsten Norgaard), que
depois viria a ser seu marido, e conseguiu um certo destaque cantando em bares
e teatros. No início da guerra, com o nome artístico de Axis Sally, ela foi contratada por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, para apresentar um
programa de rádio onde cantava e fazia locução de mensagens antissemitas e
contra os Estados Unidos e Inglaterra. Axis exaltava o poderio militar alemão e
aconselhava os norte-americanos a não entrarem na guerra. Tudo sob a orientação de Goebbels. Depois do final do
conflito, Axis foi presa e enviada de volta para os Estados Unidos, onde seria
julgada em 1948 por traição. Para defendê-la, entra em cena o advogado James
Laughlin (Al Pacino), famoso no mundo jurídico por suas estratégias inusitadas
e seu comportamento pouco protocolar. Completam o elenco Thomas Kretschmann, como Goebbels, e Swen Femmel como Billy Owen, estagiário do advogado Laughlin. Para quem também não conhece essa
história, prefiro não contar o que aconteceu durante e após o julgamento para não estragar as surpresas. Não
só pelos fatos reais da história, vale a pena assistir pelo desempenho do grande
Al Pacino, cuja presença em cena vale uma visita ao filme.
domingo, 3 de novembro de 2024
“OBSERVADOR” (“WATCHER”), 2022,
coprodução Estados Unidos/Romênia, 1h36m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e
direção da cineasta Chloe Okuno (da série “Deixa Ela Entrar”). A história
começa com o casal Julia (Maika Monroe) e Francis (Karl Glusman) chegando a
Bucareste, capital da Romênia. Ele foi transferido da empresa em que trabalhava em Nova York para a filial daquele país. Julia foi obrigada a abandonar a
carreira de atriz de teatro para acompanhar o marido. Sem conhecer nenhuma
pessoa, sem falar o romeno e sem ter o que fazer durante o dia, ela começa a
ficar entediada. Ela consegue fazer apenas uma amizade com a vizinha Irina
(Madalina Anea), que fala inglês e a socorre de vez em quando na comunicação
com os outros vizinhos. O único passatempo de Júlia é passar o tempo olhando
pela janela, até que um dia começa a cismar que um morador do prédio vizinho fica
olhando o tempo todo para ela. Quando uma mulher é assassinada no mesmo bairro,
Julia começa a se apavorar e fica obcecada e paranoica pela possibilidade daquele vizinho
ser o assassino. Ela comenta essa suspeita com o marido, que chama a polícia, mas
nada fica provado contra o vizinho, um tal de Daniel Weber (Burn Gorman), um
homem solitário que cuida do pai doente. E por esse caminho segue a trama, para
terminar com um desfecho dos mais surpreendentes e impactantes, a cereja do
bolo desse ótimo suspense. Não perca!
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
“CANÁRIO NEGRO” (“CANARY BLACK”), 2024,
Inglaterra, 1h43m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta francês Pierre
Morel (“Busca Implacável”, “O Franco Atirador", “A Justiceira”), seguindo
roteiro assinado por Matthew Kennedy. A atriz Kate Beckinsale mostra, aos 51
anos, que continua bonita e em plena forma física. Neste filme de ação, ela é Avery
Graves, uma agente especial da CIA bem sucedida em missões pelo mundo afora.
Sua missão agora será das mais perigosas, pois terá de lutar em duas frentes.
Um terrorista russo sequestra o seu marido Davi (Rupert Friend) e, para não matá-lo,
exige que Avery roube um dispositivo contendo informações sobre o tal de “Canary Black”,
um projeto criado e desenvolvido pelo governo norte-americano capaz de interferir
e dominar os sistemas de comunicação de todos os países do mundo. Ou seja, para
salvar o seu marido, Avery terá de trair o seu próprio governo. A situação é
complicada demais e Avery conta somente com a ajuda do amigo Jarvis (Ray
Stevenson, ator inglês que morreu logo depois das filmagens) e de sua colega
Sorina (Romina Tonkovic), especialista em informática. Como filme de ação, “Canário
Negro” deve agradar aos fãs do gênero, pois não economiza nas cenas de pancadaria,
perseguições e tiros. Completam o elenco Goran Kostic, Arben Bajraktaraj, Jaz
Hutchins e Saffrow Burrows. Pelo que dá a entender no desfecho, o filme deverá ter
uma sequência, que, espero, tenha uma história mais criativa.
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
“PEQUENAS CARTAS OBSCENAS” (“WICKED
LITTLE LETTERS”), 2023, coprodução Inglaterra/França/Estados
Unidos, em cartaz na HBO Max, direção de Thea Sharrock (”Como Eu Era Antes de
Você”), seguindo roteiro assinado por Jonny Sweet. Mais uma pequena joia do
cinema atual, uma comédia inteligente, com um elenco afinado com algumas
atuações primorosas. E, melhor: a história é baseada em fatos reais, o que dá
um sabor especial ao que veremos na telinha. Estamos em 1920 na pequena cidade inglesa de Littlehampton. Moradoras de um bairro começam a receber cartas anônimas
obscenas, escandalosas e maldosas. Uma das vítimas é Edith Swan (Olivia Colman),
que, além de solteirona, é conhecida fanática religiosa. Ela mora com os pais,
Edward (Timothy Spall) e Victoria Swan (Gemma Jones), que a tratam como criança
e empregada da casa. Edith vai à polícia e acusa sua vizinha Rose Gooding (Jessie
Buckley), como a perversa missivista. Para o conservadorismo machista da época,
Rose realmente era a principal suspeita. Imigrante irlandesa, Rose era conhecida como uma moça desbocada, beberrona, briguenta e, ainda por cima, mãe solteira da
pequena Nancy (Alisha Weir). Rose é presa e tentará provar que é inocente. Para
isso, contará com a ajuda da policial Gladys (Anjana Vasan) e de três
integrantes do Clube das Cartas. Graças a um roteiro elaborado com
inteligência, as situações cômicas vão se acumulando ao longo da história, tornando
o filme agradável de assistir, com um desfecho que é a cereja do bolo. O elenco
valoriza ainda mais o resultado final, começando pela maravilhosa Olivia Colman
(Oscar de Melhor Atriz em 2022 por “A Filha Perdida”), a irlandesa Jessie
Buckley (indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante também por “A Filha Perdida”) e
os veteranos Timothy Spall e Gemma Jones. Trocando em miúdos, “Pequenas Cartas
Obscenas” é simplesmente imperdível.
terça-feira, 29 de outubro de 2024
“NO LUGAR DA OUTRA” (“EL LUGAR
DE LA OUTRA”), 2024, Chile, 1h29m, em cartaz na Netflix, estreia
na direção de longas de Maite Alberdi, mais conhecida como diretora de
documentários, seguindo roteiro assinado por Inés Bortagaray e Paloma Salas. A
história é baseada em fatos reais, ou seja, o caso de assassinato que envolveu a
escritora chilena María Carolina Geel (1913-1996), conforme descrito no livro “Las
Homicidas”, de Laura Trabucco Zerán. María Carolina foi presa, julgada e
condenada por ter matado a tiros, no dia 14 de abril de 1955, no restaurante do
Hotel Crillón, na capital Santiago, seu amante Roberto Pumarino Valenzuela. A
personagem central da história, porém, provavelmente criada pelos roteiristas, é
Mercedes (Elisa Zulueta), funcionária do tribunal responsável pela investigação
e julgamento da escritora. A pedido do juiz que presidia o inquérito, Mercedes
ficou encarregada de esmiuçar a vida particular da acusada, além de visitar seu
apartamento para pegar algumas roupas e objetos pessoais. Com as chaves do imóvel na mão, Mercedes
passou a visitar constantemente onde a escritora morava, admirando a luxuosa
decoração, suas roupas de grife, tudo de muito luxo e
bom gosto. Aos poucos, Mercedes acaba obcecada pelo modo de vida da
assassina, principalmente quando a comparava com a simplicidade de sua própria
casa, seu marido pouco romântico e seus filhos rebeldes, que dormiam num
beliche dentro de um quartinho. Mercedes se encantou com a vida que a escritora
levava e começou a se vestir como ela, a usar seus cosméticos. Enfim, assumiu a
personalidade da outra e usufruindo de todo aquele luxo. Espero não estar
exagerando em apontar “No Lugar da Outra” como uma pequena joia do cinema
chileno. O roteiro é primoroso, o elenco é excelente, com destaque para as atrizes Elisa Zulueta, como Mercedes, e Francisca Lewin, como a escritora assassina. Além disso, a ambientação de época é um capricho só, destacando-se os figurinos e os cenários - o desfile de carros antigos pelas ruas é outro grande atrativo do filme. Não é por outros motivos que o filme está sendo indicado para
representar o Chile na disputa do Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme
Internacional. Talvez não ganhe, mas garanto: é ótimo. Não perca!
domingo, 27 de outubro de 2024
“AMOR TRAIÇOEIRO” (“INGANNO”), 2024,
Itália, minissérie da Netflix em seis capítulos, direção de Pappi Corsicato (“A
Tentação”, “Il Seme Della Discordia”), roteiro assinado por Teresa Ciabatti,
Eleonora Cimpanelli, Flaminia Gressi e Michela Straniero. A história se
assemelha muito com a da minissérie inglesa “O Golpe do Amor”, que foi ao ar
pela BBC em 2019 e que, por isso, a nova minissérie está sendo considerada um remake daquela. Uma rica empresária de 60 anos conhece um rapaz com
a metade de sua idade, se apaixona perdidamente e tem de enfrentar a discordância
da família e o preconceito geral. “Amor Traiçoeiro” traz a veterana atriz Monica Guerritore no papel
de Gabriella, a “idosa” que começa um caso com Elia (Giacomo Gianniotti), da mesma idade de seu filho mais velho. Ela é uma rica empresária dona de um luxuoso
hotel. Na verdade, Monica tem 66 anos e sua atuação é bastante corajosa, pois
fica nua na maioria das cenas em que está com o jovem amante. Cenas bem fortes,
aliás, em se tratando de uma série televisiva. Durante toda a história,
Gabriella tentará defender o seu namorado diante de muitas suspeitas de que ele
só estaria com ele por causa do seu dinheiro. Mas a paixão é mais forte do que a
razão. Completam o elenco Emanuel Caserio, Denise Capezza, Dharma Mangia Woods,
Francesco Del Gaudiovive, Geppy Gleijeses, Sandra Ceccarelli, Fabrizia Sacchi,
Raffaella Rea e Luigi Chiocca. A história, sem dúvida, acaba despertando o
interesse do espectador para o que acontecerá no final. Além disso, outro
destaque diz respeito aos cenários deslumbrantes de Sorrento, na Costa Amalfitana,
região da Campânia. Em “Amor Traiçoeiro”, tudo é muito bonito e luxuoso. Entretenimento
de primeira para um público adulto.
sábado, 26 de outubro de 2024
“LOBISOMENS” (“LOUPS-GAROUS”), 2024,
França, 1h34m, em cartaz na Netflix, direção de François Uzan, da série Lupin (não
confundir com o também cineasta francês François Ozon), seguindo roteiro
assinado por Philippe Des Pallières, Céleste Balin e Hervé Marly. Unindo
aventura, fantasia e comédia, “Lobisomens” é uma grande surpresa como
entretenimento inteligente e de muita qualidade. A história é inspirada no jogo de tabuleiro “Les Loups-Garous
De Thiercelieux”, da Osmodee. Começa o filme e a família de Jérôme (Franck
Dubosc) resolve jogar o tal jogo do tabuleiro encontrado no sótão da casa do
vovô Gilbert (Jean Reno). Para o espanto geral, em determinando momento toda a
família é transportada no tempo, indo parar em 1497 num vilarejo medieval
chamado Millers Hollow. Imagine a confusão. Para piorar, o tal vilarejo vem
sendo atacado todas as noites por três lobisomens. Só que tem um detalhe: cada
integrante da família transportada no tempo acorda com um superpoder. A filha
Clara (Lisa do Couto), por exemplo, consegue ficar invisível, o avô Gilbert com uma força
descomunal, Jérôme passa a ler a mente dos outros, e assim por diante. Completam
o elenco Suzanne Clément, Bruno Gouery, Grégory Fioussi e Raphaël Romand. A
ambientação medieval, os cenários, os figurinos, tudo é muito convincente,
assim como alguns efeitos especiais. Outro destaque é o humor inteligente,
valorizado pelas situações inusitadas. Uma delas, quando surge um personagem gay que ficará
famoso como cientista, pintor e escultor. Trocando em miúdos, você e toda a sua família
irão se divertir muito do começo ao fim. “Lobisomens” é uma ótima comédia. Não deixe
de ver.
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
“ASSALTO BRUTAL” (“NAPAD”), 2024, Polônia, 1h55m, em cartaz na Netflix, direção de Michal Gazda (“Confie Em Mim”), seguindo roteiro assinado por Bartosz Staszczyszyn e Dana Lukasinska. Trata-se de um suspense policial cuja história é baseada em dois famosos assaltos a bancos ocorridos na Polônia. O primeiro deles no dia 19 de agosto de 1962 na cidade de Wotów. O segundo, em março de 2001, em Varsóvia, quando os assaltantes assassinaram três funcionários e um segurança. Em “Assalto Brutal”, ambientado nos anos 90, os criminosos roubam um banco e matam três funcionárias e um segurança, tal qual o assalto de 2001. Só que os roteiristas tiveram a ideia genial de criar um veterano detetive que estava afastado por questões ideológicas – serviu ao governo comunista na década de 80 para prender membros do Solidariedade. Pois é justamente esse detetive, Tadeusz Gadacz (Olaf Lubaszenko), o maior trunfo do filme. Usando a psicologia – e às vezes violência – ele consegue chegar aos criminosos. Não espere muita ação, mas as estratégias adotadas pelo veterano policial compensam a ausência de perseguições, tiroteios e pancadarias. Também estão no elenco Jedrzej Hycnar, Wiktoria Gorodecka e Magdalena Boczarska. Eu gostei muito de “Assalto Brutal”, a mesma opinião que tiveram alguns críticos profissionais, que já o consideram o melhor filme polonês de 2024.
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
“ABIGAIL”, 2024,
coprodução Estados Unidos/Irlanda, 1h53m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de
Tyler Gillet e Matt Bettinelli-Olpin (“Pânico”, “Pânico 6”, “Casamento Sangrento”),
seguindo roteiro assinado por Stephen Sheilds e Guy Busick. Terror ao estilo
Terrir, ou seja, terror com comédia. Muitos sustos, sangue jorrando, mordidas
no pescoço, explosão de corpos. Se você for assistir, não leve nada muito a sério,
mas tenha uma certeza: a diversão está garantida. Vamos à história. Um grupo de
marginais trapalhões é contratado para sequestrar uma menina de 12 anos,
Abigail (Alisha Weir), filha de um mafioso ricaço. A intenção é pedir 50
milhões pelo resgate. O sequestro dá certo e Abigail é levada para um casarão
isolado. É aqui que acontece toda a ação da história, que de repente terá uma
reviravolta surpreendente e inusitada: a menina é uma vampira. O ritmo é
alucinante, os efeitos especiais muito bem realizados. Um toque especial é dado
pela trilha sonora. Toda vez que vai atacar, a menina ensaia passos de balé ao
som de “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky. Um achado da produção. Completam o
elenco Melissa Barrera, Angus Cloud, Kathryn Newton, Kevin Durand, Dan Stevens,
Giancarlo Esposito, William Catlett e participação especial de
Matthew Goode. “Abigail” é muito divertido. Não perca!
terça-feira, 22 de outubro de 2024
“TWISTERS”, 2024,
Estados Unidos, 2h2m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Lee Isaac Chung (“Minari
– Em Busca da Felicidade”), seguindo roteiro assinado por Mark L. Smith. Você
vai lembrar que já houve um outro filme chamado “Twisters”, de 1996, um grande
sucesso na época - a história original foi criada pelo escritor Michael Crichton. Pois este novo “Twisters” aborda a mesma temática, ou seja,
os caçadores de tempestades, ciclones e furacões. A meteorologista Kate Carter
(Daisy Edgar-Jones) integra um grupo desses “caçadores” que saem a campo aberto com o objetivo de realizar um experimento para um trabalho de universidade. A área escolhida
é a zona rural de Oklahoma, onde esses fenômenos naturais são constantes. Esse
trabalho, porém, termina numa grande tragédia, da qual só Kate e Javi (Anthony
Ramos) escapam com vida. O filme dá um salto de cinco anos e encontramos Kate
trabalhando na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, em Nova York. Um
emprego tranquilo, pois ela não é obrigada a ir para o campo enfrentar os furacões.
Ao reencontrar o antigo parceiro de equipe, ela decide voltar à ação. Javi a
convence a ajudá-lo a testar um novo sistema experimental de rastreamento
meteorológico. Onde? Claro, em Oklahoma. Como a previsão prevê a ocorrência de
muitos ciclones na região, várias equipes de caçadores de tempestades rumam
para lá. É quando surge na história o fanfarrão Tiler Owens (Glen Powell, de “Top
Gun: Maverick”), que ficou famoso depois de aparecer nas redes sociais como
destemido caçador de ciclones. Sua equipe passa a duelar com a de Kate para
disputar quem é o melhor caçador, aquele que consegue prever com precisão onde
ocorrerá o melhor furacão. As cenas são incríveis, um verdadeiro show de
efeitos especiais, fazendo com o que o espectador se veja em meio às
tempestades enfrentando de perto esses violentos desastres naturais que tantas
tragédias são capazes de provocar. Também estão no elenco Maura Tierney, David Corenswete e Kiernan Shipka. Entretenimento de primeira, um filmaço!
domingo, 20 de outubro de 2024
“LOBOS” (“WOLFS”), 2024,
coprodução Estados Unidos/Inglaterra, em cartaz na Apple TV+, roteiro e direção
de Jon Watts (da trilogia “Homem-Aranha” com Tom Holland). Pelo pouco que sei de
inglês, a palavra “Wolf” (Lobo) no plural sempre foi Wolves (Lobos), mas os
materiais de divulgação insistiram em “Wolfs”. E agora? Com a participação de
dois astros do naipe de Brad Pitt e George Clooney, “Lobos” chegou prometendo
uma ótima comédia de ação. Para mim, o resultado final foi uma grande decepção.
A história, por si só, é inverossímil de cabo a rabo. O roteiro é confuso, as
situações forçadas demais e os diálogos pouco convincentes, além de um humor
presente apenas em duas ou três cenas, muito pouco para uma comédia. Sinopse da história: dois solucionadores (Pitt
e Clooney) – especialistas em “limpar” a cena de um crime – são convocados ao
mesmo tempo, por engano, a ajudar uma fogosa procuradora distrital (Amy Ryan) a se
livrar do corpo de um rapaz que ela levara para a suíte de luxo de um hotel. Só
que o jovem sofre um acidente e não só a procuradora como a dona do hotel
convocam os “faxineiros” para ajudar a mulher a se livrar do corpo. Durante o
trabalho, os dois descobrem que a mochila do rapaz está cheia de drogas, as
quais, mais tarde descobririam, haviam sido roubadas de um perigoso mafioso. Aí
é só confusão até o desfecho, algumas boas cenas de ação e só. Brad Pitt e George
Clooney já atuaram juntos em dois bons filmes, “Onze Homens e um Segredo” e “Queime
Depois de Ler”. Mas desta vez ficaram devendo.
“É ASSIM QUE ACABA” (“IT ENDS
WITH US”), 2024, Estados Unidos, 2h11m, em cartaz na HBO Max, direção
de Justin Baldoni, seguindo roteiro assinado por Christy Hall. Trata-se de um
drama romântico que tem como pano de fundo a violência doméstica. A história é
baseada no livro homônimo escrito por Collen Hoover, um fenômeno de vendas – só
no Brasil foram vendidos mais de um milhão de exemplares. Lily Bloon (Blake
Lively) muda-se para Boston com o objetivo de realizar um sonho: abrir uma
floricultura. Ela acaba conhecendo Ryle (papel do diretor Baldoni), um
neurocirurgião de sucesso. Os dois se apaixonam, mas a relação fica tumultuada por
causa do comportamento agressivo de Ryle. Na verdade, ambos carregam traumas de
infância, o médico por causa da morte trágica do irmão de seis anos, e Lily por
ter testemunhado as agressões do pai contra a mãe. Para piorar a relação, Lily
reencontra um antigo namorado, Atlas (Brandon Sklewar), chef de cozinha e dono
de um restaurante. Em várias cenas em flashback, o filme recorda o namoro
dos dois jovens e como se conheceram. Lily jovem é interpretada por Isabela
Ferrer e Atlas jovem por Alex Neustaedter. Completam o elenco Emily Baldoni
(mulher do diretor), Amy Morton e Jenny Slate. O grande destaque é, sem dúvida,
a presença da diva Blake Lively, esposa do astro Ryan Reynolds desde 2012. Ela
toma conta do filme. Quem quiser conhecê-la melhor e admirar seu talento e sua
beleza, sugiro assistir à série "Gossip Girl: A Garota do Blog” (2007-2012), “Um
Pequeno Favor”, "A Incrível História de Adaline”, “Quatro Amigas e um Jeans
Viajante” e “Águas Rasas”. Neste último, um tubarão quer comê-la de qualquer jeito... Trocando em miúdos, “É Assim que Acaba”, por tratar
de um tema que enseja polêmica e reflexão, merece ser visto principalmente pelo
público mais adulto.
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
“TEMPESTADE ÁCIDA” (“ACIDE”), 2023,
coprodução França/Bélgica, 1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Just
Philippot (“A Nuvem”), que também assina o roteiro com Yacine Badday. Trata-se
de uma ficção cuja história mistura catástrofe ambiental e drama familiar. Enquanto
visita sua namorada Karin (Suliane Brahim) no hospital, Michal (Guillaume
Canet, marido da atriz Marion Cotillard) recebe o telefonema de sua ex-esposa
Élise (Laetitia Dosch) preocupada com a previsão do tempo que anuncia uma
tempestade de chuva ácida. Para salvar a ex e a filha adolescente Selma
(Patience Munchenbach), Michal terá de enfrentar inúmeros desafios. Diante da uma confusão generalizada gerada pela situações caótica, milhões de franceses tentam fugir dessa tragédia ambiental,
mas muitos não conseguem. Essa busca pela salvação garante momentos de alta
tensão e muito suspense. Michal, Élise e Selma formam o trio central da
história. Nas horas mais difíceis, a adolescente mostra-se histérica e
irritante, configurando-se numa personagem bastante desagradável. O pai não
fica atrás, pois para se salvar e à família abandona uma mulher e o filho pequeno para
morrer no desabamento de uma casa. Não sei se é possível antever uma tragédia
desse tipo em nosso mundo real, mas a sinalização feita pelo filme é no mínimo
preocupante. Resumo da ópera, “Tempestade Ácida” tem um roteiro um tanto complicado, situações criadas claramente para "encher linguiça" e é arrastado demais. O resultado final é decepcionante. Em todo caso, o alerta está dado.
terça-feira, 15 de outubro de 2024
“A CASA MÓRBIDA” (“HOUSE OF
SPOILS”), 2024, Estados Unidos, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção e roteiro assinados por Bridget Savage Cole e Danielle Krudy (“Afunde o
Navio”). Sem querer ser infame – embora querendo, como diria Chaves -, os
autores da história viajaram na maionese ao misturar gastronomia com o
sobrenatural. Nesse caso específico, acho que a receita não funcionou. Após ser
demitida de um conceituado restaurante, uma chef (Ariana DeBose) aceita
comandar a cozinha de um novo restaurante localizado fora da cidade. Um desafio
e tanto, já que o lugar é uma mansão abandonada em péssimas condições. Enquanto
trabalha na restauração do imóvel e na construção da nova cozinha, a chef –
seu personagem não tem nome, o que achei uma grande falha – começa a perceber
que segredos macabros envolvem o lugar, entre os quais a existência de uma
bruxa cozinheira e uma horta pouco convencional. Toda a história gira em torno do
trabalho da chef, como a criação de um novo cardápio, a contratação de
funcionários para a cozinha, reuniões com o investidor etc. No papel da chef, a atriz Ariana
DeBose, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2022 pelo filme “Amor,
Sublime Amor”, se esforça para dar conta do recado, mas sua atuação é pífia.
Ariana, aliás, é mais conhecida como cantora e dançarina de musicais, no cinema
e na Broadway. Completam o elenco Arian Moayed, Barbie Ferreira e Martin
Csokas. Resumindo, o resultado final é decepcionante.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
“PRISIONEIRO DO CAOS” (“STRUL”), 2024,
Suécia, 1h38m, em cartaz na Netflix, direção de Jon Holmberg, seguindo roteiro
escrito por Tapio Leopold. Comédia de ação, trata-se de remake de um filme também sueco
de 1988 com o mesmo título. Conny (Filip Berg) trabalha como vendedor numa loja
de eletrodomésticos. Ao realizar a entrega de um aparelho de TV numa casa, ele
acaba envolvido numa trama de assassinato, vai preso e condenado a 18 anos de
cadeia. Na penitenciária ele se envolve com uma turma de bandidos que planeja
fugir por um túnel cavado na lavanderia da cadeia. Em liberdade, Conny tentará
provar sua inocência e, para isso, conta com a ajuda da detetive novata e atrapalhada
Ayla (Shirin Golchin). Totalmente filmado nos cenários urbanos de Estocolmo (o
visual é um dos trunfos do filme), o filme tem bastante ação, momentos de humor
e ritmo alucinante, prendendo a atenção do espectador do começo ao desfecho.
Boa diversão na telinha.
domingo, 13 de outubro de 2024
“OS INFALÍVEIS" (“LES INFAILLIBLES”), 2024,
coprodução França/Bélgica, 1h39m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Frédéric
Forestier (“Asterix nos Jogos Olímpicos”), seguindo roteiro assinado por Kevin
DeBonne. Comédia de ação bastante movimentada e divertida. A polícia parisiense
não consegue prender os integrantes de uma quadrilha especializada em assaltar
carros-fortes. O Ministro do Interior e a prefeita de Paris decidem colocar
sangue novo na polícia. Com esse objetivo, recrutam a detetive Alia Samani
(Inès Rag), que tem se destacado no combate ao crime na perigosa Marselha com
seus métodos inusitados. Como seu parceiro, convocam o detetive Hugo Beaumont
(Kevin DeBonne), um policial atrapalhado escolhido única e exclusivamente por
ser sobrinho da prefeita (Stéphanie Van Vyve). Essa dupla maluca terá pela
frente não apenas assaltantes sanguinários e bem armados, mas também a
desconfiança dos policiais da capital francesa. Afinal, Alia é baixinha e
gordinha, e seu novo parceiro conhecido por suas trapalhadas. Como já é
previsível, claro que eles terão sucesso em sua empreitada, mas causarão muita
confusão até isso acontecer. Também estão no elenco Bacuir Baccour, Moussa
Maaskri, Loriane C. Klupsch e Philippe Résimont. Destaque para o desempenho da
comediante Inès Rag, conhecida na França por sua participação em comédias e shows
de stand-up. “Os Infalíveis” garante um entretenimento de primeira.
“NAPOLEÃO” (“NAPOLEON”), 2023, coprodução Estados Unidos/Inglaterra, 2h38m, em cartaz na Apple TV+, direção de Ridley
Scott, seguindo roteiro assinado por David Scarpa. Indicado para disputar o
Oscar 2024 em três categorias (Melhor Figurino, Melhor Design de Produção e
Melhores Efeitos Visuais), o épico de Ridley Scott foi esnobado pela Academia.
Também por historiadores, críticos e pelo público. Discordo, pois achei o filme
excelente, não só pelo roteiro histórico, como também pelas cenas espetaculares
de batalhas. O filme relata a rápida ascensão de Napoleão Bonaparte (1769-1821),
de simples oficial de artilharia do exército francês até ser coroado imperador.
Além disso, explora sua vida particular, principalmente seu tumultuado romance e
casamento com Josephine, além de sua competência como estrategista militar. Historiadores
apontaram alguns erros históricos no roteiro, como a presença de Napoleão
durante a decapitação de Maria Antonieta. Nesse dia (16 de outubro de 1793),
segundo os historiadores, Napoleão estava a 800 quilômetros de Paris, em
Toulon, lutando contra os ingleses. Outro erro apontado foi durante a cena em
que Napoleão estava no Egito, quando um tiro de canhão do exército francês atingiu
o topo de uma pirâmide. Isso realmente nunca aconteceu. Embora contestado, “Napoleão”
é um grande filme, comprovando que o cineasta Ridley Scott, aos 86 anos,
continua em grande forma. Só para lembrar, Scott é responsável por alguns
clássicos memoráveis do cinema, como “Thelma & Louise” (1991), “Blade Runner”
(1982), “Gladiador” (2000) e o meu preferido, “Falcão Negro em Perigo” (2001), entre tantos outros. Em “Napoleão”, Scott contou no elenco com Joaquin Phoenix (Napoleão), Vanessa
Kirby (Josephine), Tahar Rahim, Ruper Everett, Ben Miles, Ian McNeice, Mark
Bonnar e Catherine Walker. Trocando em miúdos, um filmaço!
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
“THE KILLER” (não
ganhou tradução em português), 2024, Canadá/Estados Unidos, 2h6m, em
cartaz na Prime Vídeo, direção de John Woo, seguindo roteiro assinado por Josh
Campbell e Brian Helgeland. Quem é cinéfilo sabe que o cineasta chinês é um dos grandes mestres dos filmes de ação. Já provou isso em “A Outra Face” (1997), “Fervura
Máxima” (1992), “Alvo Duplo” (1986), “Missão Impossível 2” (2000), verdadeiros
clássicos do gênero, entre tantos outros. O recente “The Killer” é o remake do
filme do mesmo nome dirigido também por Woo em 1989. A história, totalmente
ambientada em Paris, é centrada na assassina profissional Zee (a bela e sensual atriz inglesa Nathalie
Emmanuel), também conhecida como a “Rainha dos Mortos” no submundo do crime na
capital francesa. Quando é recrutada, geralmente pelo pessoal da máfia, ela
sempre pergunta se sua futura vítima merece morrer. Ou seja, Zee só mata gente
ruim. Até que um dia, ao assassinar um grupo de traficantes dentro de uma
boate, ela sente pena da jovem cantora Jenn Clark (Diana Silvers), que no meio
do tiroteio acaba ficando cega. Zee desrespeitou a ordem de não deixar nenhuma
testemunha viva. Ao mesmo tempo, o detetive Sey (Omar Sy, de "Intocáveis" e "Lupin") investiga todos esses
casos de matança e vai atrás de Zee. Nesse vai e vem, muita gente morre pelo
caminho, num show incessante de coreografias mortais, especialidade de John
Woo. Completam o elenco Sam Worthington, Eric Cantona, Said Taghmaoui, Tchéky
Karyo e Grégory Montel. Trocando em miúdos, o novo “The Killer” tem muita ação e
prende a atenção do espectador até o sangrento desfecho. John Woo ainda em
grande forma.