sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014
“Poklosie” (no inglês, “Aftermath”) ainda
não tem tradução no Brasil, mas podemos chamá-lo de “Consequências”. É um filme
polonês de 2012, considerado o mais polêmico já feito naquele país. E não é à
toa. O filme revela um grande segredo guardado a sete chaves desde a Segunda
Guerra Mundial: o massacre, em 1941, de mais de 300 judeus poloneses que
moravam na aldeia de Jedwabne. O crime sempre foi atribuído aos alemães, que
ocupavam a Polônia desde 1939. No entanto, o filme, dirigido por Wladyslaw
Pasikowiski, revela que essa história foi muito mal contada. E a verdade
revelada em “Poklosie” revoltou
os poloneses, tanto que o diretor e os atores foram execrados por uma grande
parte da opinião pública. Baseado, portanto, em fatos reais, o filme mostra o
retorno de Józef Kalina (Maciej Stuhr) à sua aldeia natal para visitar o irmão,
Franciszek Kalina (Irineusz Czop), que não via há 20 anos. Józef encontra o
irmão completamente obcecado pela ideia de proteger e conservar as lápides de um
antigo cemitério judeu, as quais encontrou enterradas numa estrada perto de sua
propriedade. Contrariando a vontade da população local, os irmãos Kalina passam
a investigar o que realmente aconteceu aos judeus. Uma das descobertas dos
irmãos, porém, fará com que se arrependam terrivelmente de ter escarafunchado esse
passado. O filme é um drama pesado, mas muito intenso e revelador, pois reabre
uma ferida que os poloneses - pelo menos os daquela aldeia - acreditavam estar definitivamente cicatrizada.
Um filme obrigatório para quem se interessa por histórias da 2ª Guerra Mundial.
segunda-feira, 24 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

“Uma Armadilha
para Cinderela” (“Trap for Cinderella”) é um filme inglês de 2013 dirigido
por Iain Softley. Trata-se de um suspense baseado no livro de Jean-Baptiste
Rossi. A trama começa meio complicada. Uma explosão seguida de incêndio atinge
duas jovens amigas. Uma morre e a outra fica desfigurada e desmemoriada. Esta é
levada para a Suíça e lá operada por um cirurgião plástico de renome. Ela volta
a Londres e, por causa da amnésia, não sabe quem é e não conhece ninguém. Fica
sabendo que é muito rica. Aí entram os flashbacks que contam a história das
amigas de infância Micky (Tuppence Middleton) e Domenica (Alexandra Roach).
Agora adultas, elas voltam a se encontrar casualmente e reatam a velha amizade.
Domenica vem de família pobre e trabalha num banco. É toda certinha. Micky é
rica, descompromissada e meio muluquete, adora baladas e não dispensa um copo
de bebida. Até a explosão, o filme explora a amizade entre as duas moças,
incluindo a obsessão de Domenica por Micky, fato que acabará abalando a relação.
Uma reviravolta na história, perto do final, vai mostrar que nem tudo era o que
parecia ser, e todas as dúvidas deixadas no ar serão finalmente esclarecidas.
sábado, 22 de março de 2014
“O Julgamento
de Nuremberg”, co-produção Canadá/EUA de 2000, é talvez o melhor filme já feito sobre
o maior acontecimento jurídico do Século XX. O julgamento, ocorrido logo depois
do final da 2ª Guerra Mundial, colocou no banco dos réus, na cidade alemã de
Nuremberg, vinte e quatro importantes oficiais nazistas acusados dos mais hediondos crimes,
o maior deles o assassinato de milhões de judeus em campos de concentração. O
filme é uma verdadeira aula de história. Os depoimentos de juízes, promotores,
advogados de defesa, sobreviventes e réus foram copiados das fitas gravadas
durante o julgamento original. Cenas de bastidores, incluindo os prisioneiros
em seu dia-a-dia, também obedeceram fielmente os relatos da época. É impossível
não se emocionar com as cenas que mostram trechos de filmes produzidos pelas
forças aliadas nos campos de concentração libertados. São chocantes. A
impressão que dá é que os atores também ficaram chocados, muitos deles com
lágrimas nos olhos. O elenco é excelente: Alec Baldwin, Jill Hennessy, Brian
Cox, Christopher Plummer, Roger Dunn e Max Von Sidow, entre outros. A atriz Charlotte
Gainsbourg faz uma sobrevivente que dá um depoimento emocionado sobre o que viu
e sofreu num campo de concentração. É marcante, por exemplo, a cena seguinte, quando
ela termina de testemunhar e passa diante dos reús, encarando um por um. O
filme tem três horas de duração, mas vale cada minuto.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Em fase de treinamento numa academia para formação
de oficiais de polícia, dois colegas da mesma turma acabam se apaixonando. Só
que existe um problema: os dois são homens. Outro problema maior: um deles é
casado com uma moça e está prestes a ser pai. Estes são os pontos de partida do
drama alemão “Queda Livre” (“Freier
Fall”), de 2013, dirigido por Stephan Lacant. A convivência na academia fez com
que Kay (Max Riemelt) se apaixonasse por Marc (Hanno Koffler). Numa das
corridas que ambos faziam pela floresta, Kay assedia Marc, que rejeita a
investida do colega. Kay continua insistindo, até o dia em que Marc resolve se
entregar. É claro que seu casamento com Bettina (Katharina Schüttler) vai
balançar, mas o nascimento do bebê faz com que Marc repense a situação. Ele
tenta se afastar de Kay. Será que conseguirá? O filme mostra o quanto é difícil
alguém “sair do armário” e assumir a nova condição perante a família, amigos e
colegas de trabalho. O filme foi premiado em festivais da Alemanha e EUA. Os
críticos o consideraram como a versão alemã de “O Segredo de Brokebeck Montain”,
dirigido por Ang Lee em 2005, cuja temática é bastante semelhante. O filme
alemão é ainda melhor, embora as cenas ousadas de sexo entre os dois amantes possa chocar os menos liberais. O trabalho dos três atores principais - os dois amantes e a mulher traída - é muito bom. Esqueça o preconceito e confira esse ótimo drama!
quarta-feira, 19 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014
“Sunlight Jr.”, dirigido
por Laurie Collyer, estreou no Tribeca Film Festival (o segundo festival
de cinema independente mais importante dos EUA depois de Sundance) em novembro
do ano passado. Trata-se de um drama triste e pesado, que mostra a realidade de
trabalhadores pobres para os quais o sonho americano está muito distante. É inspirado
no livro “Nickel and Dimed”, de Barbara Ehrenreich. Melissa (Naomi Watts), funcionária de um
mercado, mora com o namorado Richie (Matt Dillon) numa espelunca. Ele é paraplégico
e está desempregado. Apesar das dificuldades financeiras, o casal vive feliz e
vai tocando o barco do jeito que dá. Eles se amam e fazem sexo toda hora. Mas
depois que ela fica grávida e logo em seguida perde o emprego, as coisas vão
ficar cada vez mais difíceis. Richie aumenta o consumo de bebida, fica violento
e a relação acaba entrando numa grave crise. Será que eles conseguirão superar a
situação? Sem maquiagem e despida de qualquer glamour, Naomi Watts não se
importou até em parecer feia em prol do papel e seu desempenho comprovou o que
a gente já sabia: ela é uma ótima atriz. Matt Dillon está longe do galã que já
foi, mas continua um bom ator. Um bom drama que vale a pena ser visto.
domingo, 16 de março de 2014
O suspense “Conexão Perigosa”
(“Paranoia”),
2012, dirigido por Robert Luketic, traz no elenco ótimos atores como Harrison
Ford, Gary Oldman e Liam Hemsworth, este último irmão mais novo de Chris
Hemsworth (“Thor” e “Rush”). Tem ainda a bela Amber Heard, um colírio, Embeth
Davidtz, Lucas Til, Josh Holloway e Richard Dreyfuss. Liam interpreta Adam
Cassidy, um funcionário ambicioso da gigante Wyatt Corporation. Ele dá uma
mancada terrível e, além de perder o emprego, pode ir para a cadeia. Só que o
chefão da empresa, Nicholas Wyatt, tem outros planos. Chama Adam e promete
perdoá-lo se ele aceitar uma missão, ou seja, espionar a empresa de Jack Hoddard
(Ford) – as duas empresas operam na área de tecnologia (Wyatt e Hoddard haviam
sido sócios e se odeiam). Daí para a frente, haverá muito suspense, bem ao
estilo dos filmes de espionagem, e, quase no final, duas reviravoltas que conseguem
deixar a história mais interessante.

Entre
1998 e 1999, uma gangue formada por jovens judeus ortodoxos de uma comunidade do
bairro do Brooklyn, em Nova Iorque, contrabandeou, de Amsterdam (Holanda) para
os EUA, mais de um milhão de comprimidos de Ecstasy. Essa história, que abalou
a comunidade judaica do Tio Sam, é contada no filme “Caminhos
Opostos” (“Holy Rollers”), de 2010,
dirigido por Kevin Asch. O jovem Sam Gold (Jesse Eisenberg) é filho de um judeu
ortodoxo e estuda para ser rabino. Seu vizinho Yosef (Justin Bartha) o convence
a participar de um esquema de transporte de “remédios” da Holanda. Sam começa a
ganhar muito dinheiro e, como é inteligente, acaba ocupando um cargo de
destaque na quadrilha. Uma de suas funções é cooptar novos integrantes na
comunidade judaica. Aos poucos, também, Sam vai abandonando os preceitos
religiosos e de comportamento do povo judeu, o que vai acarretar seu
desligamento da família. A história não ganhou muito destaque no noticiário aqui
no Brasil. Apesar de muito interessante, ainda mais pelo fato de ser baseado em
fatos reais, o filme não foi lançado no circuito comercial. Saiu direto em DVD.
Vale a pena conferir!
sábado, 15 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

“Circuito Fechado”
(“Closed Circuit”), de 2013, é um suspense inglês dirigido por John Crowley. O
filme conta a história da prisão do imigrante turco Farroukh Erdogan (Denis
Moschitto), acusado de ter liderado um atentado à bomba contra um mercado de
Londres, no qual morreram mais de 100 pessoas e outras tantas ficaram feridas. Depois
de uns 15, 20 minutos de filme, você já começa a sentir aquela sensação de que “Há
algo de podre no Reino Unido”. Embora seja uma obra de ficção, dá a entender nas
entrelinhas que pode haver muita sujeira nos bastidores da espionagem oficial
de governos como a Inglaterra, por exemplo. Simon, o advogado que defendia
Farroukh é encontrado morto e, segundo as fontes oficiais, foi suicídio. Os
advogados Martin (Eric Bana) e Cláudia (Rebecca Hall), antigos amantes, são designados para o
lugar de Simon. No começo das investigações, eles descobrem evidências que não
vão agradar a muita gente, incluindo o pessoal do governo inglês. E vão descobrir um segredo que poderá custar suas vidas. Ainda no elenco, Julia
Stiles, Ciaran Hinds, Jean Broadbent e Isaac Hempstead Wright. O
filme tem ação e o ritmo de suspense impera do começo ao fim.
terça-feira, 11 de março de 2014
“A Fita Azul” (“Electrick Children”), de 2012,
EUA, é o filme de estreia da diretora Rebecca Thomas. Trata-se de uma produção
independente, um misto de comédia e drama, que conta uma história cheia de segredos
e mistérios, a começar pela gravidez da jovem Rachel (Julia Garner, de “As
Vantagens de Ser Invisível”). Ela diz à mãe Gay (Cynthia Watros) e a Paul
(Billy Zane), líder da comunidade mórmon em que vive com a família, em Utah, que
o bebê foi concebido por algum espírito divino. Ela acredita, porém, que o
responsável pela gravidez foi o cantor de um rock n’roll que ela ouve numa fita-cassete (azul) encontrada no sótão da casa em que mora com a mãe e os irmãos. Para manter as
aparências, vão tentar arrumar um casamento com um membro da comunidade. Contrária
à ideia, Rachel foge e vai para a cidade grande mais perto, Las Vegas. Aqui,
conhece uma rapaziada ligada a uma banda de rock, sendo um deles o jovem Clyde
(Rory Culkin, irmãos mais novo de Macaulay e Kieran). Durante a tentativa de
encontrar o cantor do rock gravado na fita, Rachel vai ter uma grande surpresa.
O filme vai agradar principalmente o pessoal mais novo, pois tem muitas cenas filmadas
em pistas de skate, shows de rock e muita curtição, além de um elenco de atores
bastante jovens. Outro fator positivo do filme é o clima meio “hippie anos
60/70”, principalmente nos figurinos. Um filme interessante que vale a pena
conferir.
domingo, 9 de março de 2014

Os
créditos iniciais já começam de forma macabra. O diretor Manuel Martin Cuenca diz
que o filme é “Em memória de minha mãe”. O filme que ele dedica à mãe é o
espanhol “Cannibal”,
história de um serial killer que, depois de matar suas vítimas, todas mulheres,
ainda as come em filés. Dedicar à mãe um filme com essa temática? A história apresenta
a trajetória de crimes do alfaiate Carlos (Antonio de La Torre), um dos mais
renomados da cidade de Granada. Nas horas vagas, ele sai em busca de mulheres e
tem um estilo próprio para capturá-las – uma delas vítima de um acidente de
carro que ele mesmo provoca na estrada. O lado sádico do alfaiate também
compreende assistir, com prazer, a morte de uma moça por afogamento, depois de matar
o seu namorado. As coisas parecem que vão mudar depois que o alfaiate conhece a
vizinha Alexandra e depois a irmã gêmea da moça, Nina. Carlos é um homem de
poucas palavras, assim como o filme é de poucos diálogos. As cenas são longas e
o ritmo um tanto lento. Apesar do tema, não há cenas chocantes nem de terror. É
mais um suspense psicológico. Os mais sensíveis poderão não gostar de ver o
alfaiate saboreando com prazer um belo filé no jantar. O filme termina mais ou menos como as vítimas de Carlos: sem pé nem cabeça.
“O Autor da Carta” (“The Letter Writer”), de 2013,
é um filme bastante sensível, daqueles que você chega ao final com um nó na garganta e com vontade de fazer uma reflexão. A adolescente Maggy Fuller (Aley Underwood) é bastante problemática.
Só pensa na banda de rock da qual é vocalista, dorme durante as aulas e tem
problemas na relação com sua mãe. Para complicar ainda mais, é abandonada pelo
namorado e dispensada da banda. É claro que a menina vai entrar numa fase baixo
astral. Até que recebe uma carta escrita por um tal de Sam Worthington. Ele
escreve coisas bonitas sobre ela, deixa mensagens positivas e a motiva a seguir
em frente. Ela fica curiosa sobre quem é o verdadeiro autor, que parece conhecê-la
tão bem. De tanto investigar, Maggy descobre que a carta é proveniente de um
asilo de idosos. Ela vai conhecer finalmente o autor da carta, na verdade um
senhor bastante idoso (Bernie Diamond) que usa o pseudônimo de Sam Worthington
(não sei se foi proposital ou por coincidência, mas é o mesmo nome do ator e galã australiano). A
partir da sua amizade com o simpático e sábio velhinho, Maggy vai mudar seu
modo de pensar e de agir. O filme, dirigido por Christian Vuissa, conquistou o Prêmio
de Melhor Filme no Festival Crown Award 2013, um dos mais importantes festivais
de cinema cristão. É dedicado ao ator Bernie Diamond, que morreu ao final das
filmagens.
sexta-feira, 7 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014
“Desafio no Ártico” (“The Snow Walter”) é um filme repleto de ação e aventura, daqueles em que a gente reúne a família na sala com muita pipoca. Trata-se de um filme canadense da Columbia
Pictures produzido em 2003 e dirigido por Charles Martin Smith. O enredo é baseado
no conto “Walk Well, my Brother”, de Farley Mowat. A história acontece em 1953,
quando o piloto Charlie (Barrie Pepper), herói na 2ª Guerra Mundial, é designado
pelo seu chefe Walter (James Cromwell), dono de uma companhia de aluguel de
aviões pequenos, para testar um novo modelo de aeroplano. Ele aterrissa numa
área deserta e encontra uma família de esquimós, cuja filha Kanaalaq (Annabella
Piugattuk) parece estar com tuberculose. Charlie se compromete a levá-la a um
hospital da cidade mais próxima, o que significará uma mudança no seu roteiro
de viagem e também irá dificultar as buscas posteriores. Por causa de um
problema mecânico, o avião acaba caindo numa região inóspita e gelada do Ártico
canadense. A partir daí, a sobrevivência de ambos vai depender de muito
sacrifício e da experiência de caçadora da jovem esquimó. O filme mantém
um ritmo constante de ação e aventura até o final. Vale a pena!
terça-feira, 4 de março de 2014

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