SEGREDOS DE UM ESCÂNDALO (MAY
DECEMBER), 2023, EUA, 1h57m, em cartaz na Prime Vídeo,
direção de Todd Haynes (“Longe do Paraíso”), seguindo roteiro assinado por Samy
Burch, indicado ao Oscar 2024 na categoria Melhor Roteiro Original. Duas
atrizes de renome e muito competentes encabeçam o elenco: Julianne Moore e
Natalie Portman. A história é baseada em fatos reais, ou seja, o escândalo que
envolveu uma mulher casada de 36 anos de idade e um adolescente de 13 anos em
meados dos anos 90. Eles foram surpreendidos fazendo sexo e a mulher acabou
sendo presa por pedofilia e abuso sexual. Vinte anos depois, a atriz Elizabeth
Berry (Portman) é escalada para interpretar Gracie Atherton-Yoo (Moore) na
época do caso, que teve uma grande repercussão em toda a mídia norte-americana.
Elizabeth quer conhecer a personagem que irá interpretar e, para isso, passa a
conviver com Gracie, seu marido Joe Yoo (Charles Melton) e o casal de gêmeos –
na vida real, a mulher chamava-se Mary Kay Letourneau e o rapaz Vili Fualaau,
filho de samoanos (no filme, ele é filho de pai coreano). Completam o elenco Cory
Michael Smith, Elizabeth Yu, Gabriel Chung, Piper Curda e D.W. Moffett. “Segredos
de um Escândalo” não é um filme muito fácil de digerir, não apenas pelo tema da
história, mas pelo ritmo lento, chegando a entediar em alguns momentos. De
qualquer forma, vale conferir pela presença dessas duas grandes atrizes, mas o
resultado final chega a ser decepcionante.
sábado, 11 de maio de 2024
quarta-feira, 8 de maio de 2024
“O SALÁRIO DO MEDO” (“LE
SALAIRE DE LA PEUR”), 2024, coprodução França/Bélgica, em cartaz na
Netflix, direção de Julien Leclercq, seguindo roteiro assinado por Hamid
Hlioua. Trata-se de um filme de ação e suspense. Um grupo de mercenários é
contratado para transportar dois caminhões carregados de nitroglicerina para a África
do Sul - pra mim não ficou claro de onde. Eles têm 24 horas para chegar ao destino. O objetivo é destruir um poço
de petróleo que explodiu e está ameaçando um vilarejo e um campo de refugiados.
Uma missão quase suicida, considerando-se o perigo de um possível ataque de terroristas
– o que realmente acontece -, além da enorme chance de os caminhões explodirem
com qualquer gota de nitroglicerina que saia dos recipientes. O filme é um remake
de “Wages of Fear”, dirigido por Henri-Georges Clouzot, vencedor da Palma
de Ouro do Festival de Cannes em 1953. Foi a primeira adaptação para o cinema
do livro de Georges Arnaud. O recém-lançado “O Salário do Medo” tem no elenco
Anne Girardot, Franck Gastambide, Alban Lenoir, Sofiane Zermani, Bakary
Diombera, Birol Tarkan, Astrid Whettnall, Joseph Beddelin, Douglas Grauwels e
Sarah Afchain. Trocando em miúdos, com exceção de algumas boas cenas de ação, o
filme não acrescenta muito e, portanto, pode decepcionar o espectador mais exigente.
terça-feira, 7 de maio de 2024
O DUQUE (THE DUKE), 2022,
Inglaterra, 1h36m, em cartaz no Prime Vídeo, direção do cineasta sul-africano
Roger Michell (“Um Lugar Chamado Notting Hill”, “Vênus”), seguindo roteiro
assinado por Clive Coleman e Richard Bean. O filme é baseado em fatos reais
ocorridos em 1961 envolvendo o roubo do famoso quadro “Retrato do Duque de
Wellington”, do pintor espanhol Francisco de Goya, que estava exposto na National Gallery de Londres.
O suposto ladrão era um senhor que residia na cidade de Newcastle, Kempton Bunton
(Jim Broadbent), que vivia fazendo bicos de padeiro e taxista, além de escrever
roteiros para cinema e peças de teatro nunca aproveitados. Era um tipo sonhador
e bonachão, sempre sem dinheiro, situação que esgotava a paciência da sua
esposa Dorothy (Helen Mirren). Quatro meses depois do roubo, Kempton devolve o
quadro, acaba preso e vai para julgamento, atuando em sua defesa o advogado
Jeremy Hutchinson (Matthew Goode). As situações mais engraçadas acontecem
justamente durante o julgamento de Kempton. Completam o elenco Fionn Whitehead,
Charlotte Spencer, Aimee Kelly, Anna Maxwell Martin, Sian Clifford, James Wilby
e Robbie Jarvis. ,Enfim, “O Duque” é daqueles filmes que chegam sem muito alarde e
conquistam o espectador com muita diversão, diálogos inteligentes e surpreendentes reviravoltas. Não
perca! A nota triste fica por conta do diretor Roger Michell, que faleceu em
2021, antes da estreia do filme.
domingo, 5 de maio de 2024
“HERÓI POR ENCOMENDA” (“FREELANCE”), 2023, Estados Unidos, 1h49mm em cartaz no Prime Vídeo, direção do cineasta francês Pierre Morel (“O Franco Atirador”, “Busca Implacável”, “A Justiceira”), seguindo roteiro assinado por Jacob Lentz. Em tempos tenebrosos como estes que estamos vivendo, nada melhor do que assistir a uma comédia de ação, mesmo que seja uma grande bobagem. Entediado com sua carreira de advogado e pai de família, Mason Pettis (John Cena) aceita o convite do amigo Sebastian (Christian Slater) para voltar à ação. Afinal, alguns anos antes, Mason era um agente de campo das forças especiais do exército norte-americano. Sua missão: trabalhar como segurança da jornalista Claire Wellington (Alison Brie) durante viagem à Paldônia, uma republiqueta da América do Sul, para entrevistar o ditador local, presidente Juan Venegas (Juan Pablo Raba). Cá pra nós, existe pior nome do que Paldônia para um país sul-americano? Nada a ver. Bom, chegando lá e em meio à entrevista com o presidente, a jornalista e seu segurança acabam no meio de um violento golpe de estado, cujo objetivo é colocar na presidência um sobrinho do presidente. Enfim, muitas cenas de ação, tiros e perseguições, tudo feito para entreter e divertir. Só para lembrar, John Cena é aquele mesmo ator que apareceu pelado no palco da premiação do Oscar. É um cara simpático, mas péssimo ator. Ainda bem que tem como parceira Alison Brie, que é boa atriz e atua com eficiência em comédias. Como afirmei no início do comentário é um filme que se propõe a divertir e consegue. Seus neurônios vão agradecer o descanso.
sexta-feira, 3 de maio de 2024
HERANÇA ROUBADA (STÖLD), 2024,
Suécia/Noruega, produção original Netflix, direção de Elle Márjá Eira, seguindo
roteiro assinado por Peter Birro e Ann-Helen Lastadius, esta última autora do
livro homônimo cujo conteúdo serviu como base no roteiro. Trata-se de uma
história real. Mais do que a história em si, cenários deslumbrantes e muito
suspense, o mais interessante é o mergulho profundo na cultura e nas tradições
da comunidade dos samis - antigos lapões -, povo indígena que ocupa um território que abrange
partes das regiões setentrionais da Suécia, Noruega, Finlândia e Península de
Kola, na Rússia, e a Lapônia. Eu ignorava a existência dos samis e, portanto,
gostei muito do filme. Aprendi bastante. A personagem principal de “Herança
Roubada” é Elsa (Elin Oskal), uma jovem sami que, junto com o pai e o irmão, pastoreiam
um grande rebanho de renas, uma tradição secular daquele povo. Aos 9 anos de
idade, Elsa testemunha o abate cruel de sua rena de estimação. Dez anos depois,
guardando o silêncio sobre o caso, ela resolve se vingar, pois o assassino
volta a atacar o rebanho – descobre-se, depois, que ele é dono de um comércio
clandestino de peles e de carne de rena. As imagens aéreas mostrando as renas se
descolando em meio à neve são deslumbrantes. Valem o ingresso. Não tenho dúvida
em afirmar que “Herança Roubada” já pode ser considerado um dos melhores
lançamentos da Netflix em 2024. Ah, ia esquecendo de um detalhe importante: tendo
em vista algumas cenas de maus tratos a animais, não recomendo o filme para os
espectadores mais sensíveis. De qualquer forma, imperdível!
quarta-feira, 1 de maio de 2024
ALARME DE INCÊNDIO (FROM THE
ASHES), 2024, Arábia Saudita, 1h43m, em cartaz na Netflix, roteiro
e direção de Khalid Fahad. Curiosidade foi o que me levou a assistir a este novo
filme saudita. Afinal, o cinema produzido naquele país está praticamente engatinhando.
Para se ter uma ideia, foi somente a partir de 2006, com “Keif Al-Hal?”, que a
produção começou, mas as locações aconteceram nos Emirados Árabes Unidos e com elenco de outros países. Somente em 2012 seria realizado o primeiro filme com elenco totalmente saudita
e filmado no país, “O Sonho de Wadja”. Além disso, entre 1983 e 2018, não era autorizada a abertura de salas de cinema. Por questões religiosas, é claro. Por isso tudo, “Alarme de Incêndio”
despertou minha vontade de assistir. A história é baseada em fatos reais,
ocorridos em 2002 em uma escola para meninas em Makkah, quando um grande
incêndio matou duas pessoas, uma aluna e uma professora. Com um detalhe macabro:
a aluna foi trancada de propósito no almoxarifado. Como o incêndio começou e
quem trancou a vítima? As respostas a estas duas perguntas conduziram o roteiro
até o desfecho. O clima é de muita tensão, com algumas reviravoltas e a
revelação surpreendente no final. À frente do elenco estão várias atrizes de
renome do cinema saudita, como Alshaima’a Tayeber, Khairyeh Abu Labu, Adwa
Fahad e Darin Albayed. No mais, as alunas são interpretadas por atrizes visivelmente
amadoras, sem nenhuma experiência na frente das câmeras. Não é um fator que
desmereça o filme, mas não contribui. No fim das contas, trata-se apenas de um filme
interessante, ainda mais por ser baseado em fatos reais.
terça-feira, 30 de abril de 2024
“BEBÊ RENA” (“BABY REINDDER”), 2024,
Inglaterra, série de sete episódios em sua 1ª temporada, em cartaz na Netflix, criação,
roteiro e direção do jovem e talentoso ator escocês Richard Gadd. Ele conta
suas próprias experiências de vida a partir de 2015 até 2019, quando resolve revelar o que aconteceu. Primeiro ele escreveu duas peças de teatro: “Baby
Reindeer” e “Monkey See, Monkey Do”, que fizeram tanto sucesso em Londres que
acabaram sendo adaptadas para esta série da Netflix. Na série, Gadd é Donny
Dunn, que sonha em fazer sucesso como comediante de stand-up, com
atuações medíocres em bares de qualidade duvidosa. Diante da situação, ele
arruma um emprego de bartender e acaba conhecendo uma cliente bastante
esquisita, que um dia pede um copo de água da torneira por não ter dinheiro.
Com pena, ele serve um chá e não cobra. Pronto! A mulher, Martha (Jessica
Gunning), obesa, feia e carente, resolve “pegar no pé” de Donny, praticando um
tipo de assédio doentio que se transforma em psicopatia. Só para se ter uma
ideia, ao longo de 4 anos ela enviou a ele 41.071 e-mails, 350 horas de
mensagens de voz, 744 twíters, 46 mensagens no facebook,106 páginas de cartas e
vários presentes. Ao mesmo tempo em que tenta fugir do assédio da gorda maluca,
Donny conhece Teri (a atriz mexicana Nava Mau), uma mulher trans (como a atriz,
na vida real) e se apaixona. Ao mesmo tempo, começa uma amizade com um sujeito que
diz ser roteirista de cinema, mas que na verdade é um viciado em drogas e sexo
nada convencional. Tudo isso é detalhado na série, a de maior sucesso este ano na Netflix. Para se ter uma ideia, “Bebê Rena” foi a mais assistida em mais de
30 países no período de 15 a 21 de abril. Por causa desse sucesso e também pela
cena final do sétimo e último capítulo, tudo leva a crer que haverá uma segunda
temporada. Nada mais justo, pois a série é realmente bastante interessante e
muito criativa. Não perca!
sábado, 27 de abril de 2024
CASO PERIGOSO (SHATTERRED), 2022,
Estados Unidos, 1h32m, em cartaz na Prime Vídeo, direção do cineasta espanhol
Luis Prieto, seguindo roteiro de David Loughery. Divorciado e milionário, o
jovem Chris Decker (Cameron Monaghan) vive isolado em uma bela mansão. Ele
geralmente faz compras de madrugada em um supermercado. Numa dessas ocasiões,
Chris conhece uma jovem e bela mulher que diz se chamar Skyler (Lilly Krug).
Paixão fulminante, ele a leva para sua mansão e os dois se transformam em
amantes apaixonados. Ao mesmo tempo, Chris e a ex-mulher Jamie (Sasha Luss) se
comunicam via internet, conversam sobre o divórcio e outros assuntos, e ele
aproveita para matar a saudade da filha Willow (Ridley Asha Bateman). De
repente, o comportamento de Skyler muda completamente. Ela é, na verdade, uma
golpista psicopata que, ao lado do parceiro Sebastian (o intragável Frank
Grillo), quer roubar toda a fortuna de Chris. E a matança tem início, muito suspense
e sangue jorrando, com boas cenas de ação. Devo destacar o desempenho
sensacional da jovem e bela atriz alemã Lilly Krug – filha da também atriz Veronica
Ferres. Radicada em Los Angeles desde 2019, Lilly está ótima como a vilã
principal da história. Aposto que logo será uma grande estrela de Hollywood. E por
falar em beleza, também é preciso destacar a presença da atriz e modelo russa
Sasha Luss, também radicada nos EUA. Ela foi a principal protagonista de “Anna –
O Perigo Tem Nome”, como a espiã dupla contratada como assassina profissional.
O destaque negativo fica por conta do ator John Malkovich, que em evidente final
de carreira assume papéis no mínimo constrangedores. Como é o caso deste “Caso
Perigoso”. Entre prós e contras, afirmo com toda certeza de que se trata de um
ótimo suspense. Não perca!
quinta-feira, 25 de abril de 2024
“REMANDO PARA O OURO” (“THE
BOYS IN THE BOAT”), 2023, Estados Unidos, 2h04m, em cartaz na
Prime Vídeo, direção de George Clooney e roteiro assinado por Mark L. Smith.
Quando se fala do desempenho dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Berlim,
em 1936, o primeiro nome que vem à nossa memória é o de Jesse Owens, da equipe
de atletismo – os EUA ficaram em segundo lugar na classificação geral, com 24
medalhas de ouro, atrás apenas da Alemanha. Neste “Remando para o Ouro”, o
destaque principal é a equipe de remo (oito remadores mais um timoneiro), também vencedora de uma medalha de ouro.
Uma incrível história que começa alguns meses antes na Universidade de
Washington, em Seattle. Oito universitários são convocados para compor a segunda
guarnição da equipe de remo – a primeira guarnição era supostamente a melhor.
Resumindo, a equipe formada às pressas, com estudantes inexperientes e totalmente desacreditada, conseguiu
vencer as eliminatórias regionais e depois as nacionais, conquistando o direito
de ir aos Jogos Olímpicos. Aliás, tiveram que fazer uma "vaquinha" para conseguir dinheiro para a viagem, já que o Comitê Olímpico dos Estados Unidos negou a verba. Uma história e tanto de superação, dedicação, muito
treinamento e emoção à flor da pele, do começo ao fim. Toda a história é
baseada no livro “The Boys in The Boat”, escrito por Daniel James Brown. George
Clooney dirige seu nono filme, acertando em cheio ao adaptar a história desde
os árduos treinamentos em Seattle e depois a disputa das competições que
levaram a equipe aos Jogos Olímpicos e à medalha de ouro. Estão no elenco Joel
Edgerton, como o treinador da Universidade de Washington, Callum Turner, Peter
Guinness, Jack Mulhern, James Wolk e Haidley Robinson. Imperdível!
segunda-feira, 22 de abril de 2024
“A CORTE MARCIAL DO NAVIO DA
REVOLTA” (“THE CAINE MUTINY COURT-MARTIAL”), 2023, Estados
Unidos, 1h49m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de William Friedkin.
Se você prestou atenção do nome do diretor, certamente lembrará que ele foi um
dos grandes de Hollywood. Basta dizer que dirigiu, entre tantos outros, filmes
como “O Exorcista (1973), “Operação França” (1971) e “Parceiros da Noite”
(1980). “A Corte Marcial...” foi seu último filme. Friedkin morreu em agosto de
2023. O roteiro de “A Corte Marcial...” é baseado em uma peça de teatro
encenada em 1954, que por sua vez é a adaptação do livro “The Caine Mutiny”,
escrito por Herman Wouk em 1951. “A Corte Marcial...” conta a história do
julgamento do oficial da marinha norte-americana Stephen Maryk (Jake Lacy) por
uma corte militar. Maryk é acusado de orquestrar um motim contra o seu
capitão Keeg (Kiefer Sutherland), comandante do navio USS Caine, durante uma missão no Oriente Médio. Várias
testemunhas são convocadas para dar sua versão dos fatos, ocorridos durante um
ciclone. Segundo o réu, Keeg não estava em condições psicológicas para comandar
o navio naquela emergência, e que, por isso, como primeiro imediato, resolveu
assumir o comando do navio. Embora o filme inteiro seja ambientado dentro de
uma sala de tribunal, os trabalhos transcorrem de maneira intensa, não deixando
o espectador entediado. Completam o elenco Jason Clark, Monica Raymond e Lance
Reddick. Eu gostei muito, mas sou suspeito, pois adoro filmes de julgamento. De
qualquer maneira, vale a pena conferir principalmente por ser o último filme de William
Friedkin, que há muito tempo estava sem filmar – desde 2017, quando dirigiu “The
Devil and Father Amorth”.
sábado, 20 de abril de 2024
O ALFAIATE (THE OUTFIT), 2022, coprodução
EUA/Inglaterra, 1h46m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Graham Moore, que
também assina o roteiro juntamente com Johnathan McClain – só para lembrar, Graham
Moore já ganhou um Oscar de Melhor Roteiro pelo filme “O Jogo da Imitação”, de
2014. “O Alfaiate” é um suspense com cara de teatro filmado, já que a ação está
concentrada, do começo ao fim, em uma loja onde funciona a alfaiataria de
Leonard “O Inglês” (Mark Rylance). A história é ambientada em 1956 em Chicago.
Leonard é um ótimo alfaiate. Antes de vir para os Estados Unidos, alguns antes,
ele aprendeu tudo sobre sua profissão na mundialmente famosa rua Saville Row,
em Londres, reduto das melhores alfaiatarias personalizadas para homens. Em
Chicago, os melhores clientes de Leonard são chefões das máfias. Um deles,
Richie (Dylan O’Brien), entra na loja baleado, trazido por seu capanga Francis
(Johnny Flynn). Daí pra frente a trama se desenrola num suspense constante,
envolvendo a secretária Mable (Zoey Deutch), o chefão mafioso Roy (Simon
Russell Beale) e a chefe da máfia francesa La Fontaine (Nikki Amuka-Bird). As situações
giram em torno de uma tal fita-cassete cujo conteúdo teria uma denúncia
apontando um espião mafioso que entregava tudo à polícia de Chicago. O alfaiate
manipula os personagens, jogando uns contra os outros de acordo com a situação,
principalmente para salvar a vida da sua secretária Mable. Um jogo psicológico
que prende a atenção do espectador, com muitas reviravoltas. Nem mesmo o fato de
tudo acontecer num único cenário não torna o filme entediante. Pelo contrário.
Claro que deve ser destacada a brilhante atuação do experiente ator inglês Mark
Rylance, que já havia sido premiado com um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante
pelo filme “Bridge of Spies”, de 2016. Enfim, “O Alfaiate” é um filme bastante
instigante, interessante e inteligente. Recomendo.
quarta-feira, 17 de abril de 2024
“A GRANDE ENTREVISTA” (“SCOOP”), 2024, Inglaterra, 1h43m, em cartaz na Netflix, direção de Philip Martin (“The Crown”, “Catarina, A Grande”), seguindo roteiro assinado por Peter Moffat e Geoff Bussetil. Em 2019, a equipe do programa “The Newsnight”, da BBC Two, conseguiu um grande furo jornalístico ao conseguir uma entrevista exclusiva com o príncipe Andrew, duque de York, filho da Rainha Elizabeth II. Na época, a imprensa inglesa acusava Andrew de ser cúmplice do magnata norte-americano Jeffrey Epstein, preso por tráfico e exploração sexual de adolescentes. O caso abalou as estruturas do Palácio de Buckingham. O filme mostra todos os bastidores do trabalho da equipe de jornalistas da BBC Two, principalmente da produtora Sam McAlister (Billie Piper), que convenceu a principal assessora de Andrew de que uma entrevista à BBC daria oportunidade ao príncipe de esclarecer toda a confusão – logo depois da entrevista, Andrew foi afastado de suas funções públicas como membro da família real. Destaque especial deve ser dado ao ator Rufus Sewel, irreconhecível na pele de Andrew, graças a uma maquiagem digna de prêmio. O visual do ator ficou realmente muito parecido com o príncipe. O diretor Philip Martin soube também, com maestria, manter o clima de grande tensão que ocorreu antes e durante a entrevista, conduzida com grande competência pela apresentadora Emily Maitlis (Gillian Anderson). Completam o excelente elenco Romola Garai, Keeley Hawes, Amanda Redman, Connor Swindells, Charity Wakefield, Lia Williams, Richard Goulding e Tim Bentinck. Ótima oportunidade de conhecer o que de fato aconteceu antes, durante e depois da polêmica entrevista.
terça-feira, 16 de abril de 2024
“AGENTE X: A ÚLTIMA MISSÃO” (“THE
BRICKLAYER”), 2023, coprodução Estados Unidos/Grécia/Bulgária, 1h50m, em cartaz
no Prime Vídeo, roteiro e direção de Renny Harlin. Filme de ação cujo pano de
fundo é a espionagem. Uma série de assassinatos praticados contra jornalistas
estrangeiros na Grécia é atribuído à CIA (Agência Central de Inteligência dos
EUA), gerando protestos por toda a Europa. Para tentar reverter a situação e
investigar e descobrir quem está por trás das mortes, a direção da CIA resolve
convocar o ex-agente Steve Vail (Aaron Eckhart), que agora trabalha como
pedreiro (fala sério, dá pra acreditar?). Ele é enviado para a Grécia tendo
como parceira a agente novata Kate (Nina Dobrev). A dupla acaba descobrindo que
o responsável é Victor Radek (Clifton Collins Jr.), um antigo agente e amigo de
Vail, que também pretende assassinar um político importante da Grécia para depois
atribuir a responsabilidade à CIA. Entre reviravoltas e traições, o filme
segue com muitas cenas de ação, perseguições, tiros e explosões. Também estão
no elenco Tim Blake Nelson, Ilfenesh Hadera, Ori Pfeifer, Akis Sakellariou e
Oliver Trevena. O filme é bastante movimentado, prende a atenção do espectador
e não economiza nos clichês habituais do gênero. Enfim, apenas um bom
entretenimento.
domingo, 14 de abril de 2024
“HOLY SPIDER” (“ANKABUT-E MOQADDAS”), 2022, coprodução Dinamarca/Suécia/Jordânia/França, 1h59m, em cartaz na Netflix, direção do cineasta iraniano Ali Abbasi, que também assina o roteiro juntamente com Afshin Kamran Bahrami. Filme conta a história real do serial killer Saeed Hanei, que em 2000 e 2001 assassinou 16 mulheres na cidade de Mashhad (Maxede no filme), conhecida como a capital espiritual do Irã. Todas as vítimas eram prostitutas ou usuárias de drogas e, por isso mesmo, Saeed as matou. Em seu julgamento, ele afirmou que atendia às ordens de Allah no sentido de limpar a sociedade de mulheres indignas. Grande parte da população fanática religiosa apoiou o criminoso, chegando a exigir sua libertação. Ao escrever o roteiro, Ali Abbasi e Afshin criaram a personagem de uma jornalista investigativa, Arezoo Rahimi, que saiu de Teerã para fazer uma reportagem sobre o caso. Além da história em si, retratada da forma mais realista possível, com algumas cenas muito fortes de sexo e aquelas em que mostram o criminoso assassinando suas vítimas, o filme escancara a cultura machista predominante no Irã, além da incompetência e corrupção da polícia e do sistema jurídico. Claro que, diante desses aspectos, as filmagens ocorreram fora do Irã, ou seja, na Jordânia. A atriz principal, Zar Amir Ebrahimi, foi obrigada a sair do Irã alguns anos antes e vive hoje na França. O governo iraniano criticou o filme, proibindo-o de ser exibido no país. Os aiatolás o compararam ao livro “Versos Satânicos”, de Salman Rushdie, pelo qual o escritor foi jurado de morte pelas autoridades iranianas. Independente de toda essa polêmica, “Holy Spider” estreou com grande sucesso no Festival de Cannes, onde foi aplaudido pela plateia durante sete minutos e que premiou Zar Amir como Melhor Atriz. Além disso, a atriz foi eleita pela BBC uma das 100 mulheres mais inspiradoras do mundo em 2022. O filme também foi selecionado para representar a Dinamarca na disputa do Oscar na categoria Melhor Filme Internacional. Trocando em miúdos, trata-se de um filme obrigatório para quem curte cinema de qualidade. Sem dúvida, um dos melhores lançamentos da Netflix nos últimos anos.
quinta-feira, 11 de abril de 2024
“OPPENHEIMER”, 2023,
Estados Unidos, 3h1m, em cartaz no Prime Vídeo, roteiro e direção do cineasta
inglês Christopher Nolan (“Dunkirk”, “Tenet”). Sem dúvida, o filme do ano,
merecidamente contemplado em 7 das principais categorias do Oscar 2024 (veja no fim do
comentário). Para escrever o roteiro, Nolan se baseou no livro “Oppenheimer: O
Triunfo e a Tragédia do Prometeu Americano” (vencedor do Prêmio Pulitzer de
2006), escrito por Kai Bird e Martin J. Sherwin, biografia do físico Julius
Robert Oppenheimer (1904-1967). O filme é de uma impressionante riqueza de
detalhes sobre o Projeto Manhattan, durante a Segunda Guerra Mundial, cujo
objetivo era projetar e construir bombas atômicas contra os nazistas, mas que
acabaram sendo utilizadas contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki
em 1945, colocando um ponto final no conflito. Oppenheimer virou herói do povo
norte-americano. Porém, logo depois, foi vítima de perseguição por parte de
políticos que o acusaram de ligação com os comunistas. Pura hipocrisia. Se o
filme é realmente espetacular, parte desse triunfo também deve ser atribuída ao
excelente elenco: Cillian Murphy, Emily Blunt, Robert Downey Jr., Forence Puig,
Matt Damon, Josh Hartnett, Gary Oldman, Casey Affleck, Ramy Malek, Kenneth
Branagh, Jason Clarke e Tony Goldwyn, só para citar os mais conhecidos. “Oppenheimer”
foi indicado em 13 categorias do Oscar 2024, vencendo em sete: Melhor Filme,
Melhor Diretor, Melhor Ator (Cillian Murphy), Melhor Ator Coadjuvante (Robert
Downey Jr.), Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Cinematografia.
Também foi eleito um dos melhores filmes de 2024 pelo American Film Institute e
pela National Board of Review, além de importantes premiações no Globo de Ouro,
Bafta e Sag Awards. “Oppenheimer” é um verdadeiro espetáculo, uma obra-prima do
cinema. IMPERDÍVEL!!!
segunda-feira, 8 de abril de 2024
“ZONA DE INTERESSE” (“THE ZONE
OF INTEREST”), 2023, Inglaterra, 1h45m, em cartaz na Prime
Vídeo, roteiro e direção de Jonathan Glazer (“Under the Skin”). Indicado a
cinco categorias do Oscar 2024, venceu a estatueta como Melhor Filme
Internacional, além de conquistar o “Gran Prix” no Festival de Cannes do mesmo
ano. Trata-se da adaptação para o cinema do romance escrito em 2014 pelo escritor
inglês Martin Amis. Ao lado do campo de concentração e extermínio de Aushwitz,
ao sul da Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, foi construída uma luxuosa casa para abrigar a família de
Rudolf Höss (Christian Friedel), comandante do campo. Moram lá a sua esposa
Hedwig (Sandra Hüller, que concorreu ao Oscar 2024 de Melhor Atriz por outro
filme, “Anatomia de Uma Queda”), os cinco filhos do casal e vários empregados.
Como se a matança bem ao lado não existisse, a família Höss vivia alegremente,
curtindo a horta, a piscina e os banhos de rio. Não há cenas do campo de concentração,
do qual só aparecem ao fundo suas chaminés sempre em atividade. Não é preciso
mostrar o que acontece lá dentro. Somente no desfecho, onde uma cena bastante
forte mostra o interior do campo muitos anos depois, com o museu criado para
exibir ao mundo a triste tragédia que vitimou mais de um milhão de pessoas, a
maioria judeus poloneses e húngaros. “Zona de Interesse” é um filme difícil de
digerir: perturbador, angustiante e bastante desagradável. Embora poderoso por expor
uma triste realidade histórica de uma maneira tão diferente de outros filmes já
realizados sobre o tema do holocausto, não acho recomendável indicá-lo como entretenimento.
Além do mais, o filme é muito lento, à beira do enfadonho.
domingo, 7 de abril de 2024
“PREDESTINADO: ARIGÓ E O
ESPÍRITO DO DR. FRITZ”, 2022, Brasil, 1h40m, no catálogo da
Netflix desde o dia 30 de março de 2024, direção de Gustavo Fernandez, seguindo
roteiro assinado por Jaqueline Vargas, que se baseou no livro “Arigó e o
Espírito do Dr. Fritz”, escrito pelo norte-americano John Grant Fuller. O filme
conta a história do famoso médium brasileiro José Pedro de Freitas, mais
conhecido como “Zé Arigó” (1921-1971). Ele vivia com a família na cidade mineira
de Congonhas e curou milhares de pessoas, do Brasil e do Exterior, por
intermédio de cirurgia espiritual. Para executar as cirurgias, Arigó recebia o
espírito do médico alemão Adolph Fritzum, o “Dr. Fritz”, falecido durante a Primeira
Guerra Mundial. Arigó chegou a ser preso em 1961 acusado de prática ilegal da
medicina. Enfim, uma história cujo personagem certamente é desconhecido por
grande parte das novas gerações, mas que ficou muito famoso durante as décadas de 50 e 60. Por isso mesmo, o filme deve ser visto e merece ser visto, pois é muito bem feito, bem dirigido e com um elenco de
primeira, do qual fazem parte Danton Mello (Zé Arigó), Juliana Paes (Arlete, sua
esposa), James Faulkner (Dr. Fritz), Marcos Caruso (padre Anselmo), Marco Ricca
(juiz Barros), Cássio Gabus Mendes (delegado Cícero), Alexandre Borges (senador
Lúcio Bittencourt) e João Signorelli (Chico Xavier). Sem dúvida, mais um bom
lançamento da Netflix.
sexta-feira, 5 de abril de 2024
“SHIRLEY PARA PRESIDENTE”
(“SHIRLEY”), 2024, Estados Unidos, 1h56m, em cartaz na
Netflix, roteiro e direção de John Ridley (“12 Anos de Escravidão”). Sempre
gostei muito de assistir filmes cuja história é baseada em fatos reais,
principalmente quando tratam de política. É o caso de “Shirley”, que conta a trajetória
de Shirley Chisholm (1924-2005), uma nova-iorquina que foi a primeira
congressista negra dos Estados Unidos e que, em 1972, concorreu nas primárias à
presidência pelo Partido Democrata. Shirley foi congressista por sete mandatos,
de 1968 até 1983. O filme destaca especialmente os bastidores de sua árdua
batalha para conseguir ser indicada a disputar a presidência, os meandros obscuros
da política e os conchavos indecorosos que a congressista foi obrigada a
participar. A atriz Regina King vive a personagem, dando mais uma vez um show
de atuação – ela já havia recebido um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2019
pelo filme “Se a Rua Beale Falasse”. Também fazem parte do ótimo elenco
Terrence Howard (indicado ao Oscar de Melhor Ator por "Ritmo de um Sonho"), Lance Reddick, Lucas Hedges e Brian Stokes Mitchell. Confesso
que não conhecia a história de Shirley e o filme veio tapar esse buraco da
minha ignorância. Talvez muita gente também não conheça e, por isso mesmo, “Shirley”
deve ser visto, pois é um filme excelente, muito bem escrito e dirigido.
Imperdível!
terça-feira, 2 de abril de 2024
“A MULHER DOS MORTOS” (“TOTENFRAU”) 2023,
coprodução Áustria/Alemanha, minissérie em 6 episódios da Netflix, direção de
Nicolais Rohde, com roteiro assinado por Barbara Stepansky, Benito Mueller e
Wolfgang Mueller. A história é uma adaptação do livro “Totenfrau” escrito por
Bernard Aichner em 2015. Tudo acontece numa pequena cidade nos arredores de
Innsbruck, a capital do Tirol, nos Alpes Austríacos – os cenários são exuberantes. A personagem central é
Bruhnilde Blum (Anna Maria Mühe, ótima), que herdou a funerária do pai. Um dia,
seu marido, o policial Mark (Maximilian Krauss), sai de moto para o trabalho e
logo que entra na estrada é atingido violentamente por um Range Rover preto,
cujo motorista foge do local sem socorrer a vítima. Aparentemente, trata-se de
um acidente, mas Blum acredita ter sido um assassinato, tese confirmada quando
surge no cenário a refugiada Diunja (Romina Küper), que alega ter sido
estuprada por quatro homens utilizando máscaras de animais. Acreditando que
esses quatro estupradores tenham assassinado seu marido, Blum parte para a
vingança e vai atrás de cada um. Completam o elenco Yousef Swide, Romina Küper,
Robert Palfrader, Simon Schwarz e Michou Friesz. O título "A Mulher dos Mortos" refere-se ao poder imaginário de Blum de se comunicar com os cadáveres que prepara para os respectivos velórios. A minissérie prende a atenção
do começo ao fim, garantindo um ótimo entretenimento. Uma excelente aquisição
da Netflix. Imperdível!
domingo, 31 de março de 2024
“O VERÃO MAIS QUENTE” (“L’ESTATE
PIÙ CALDA"), 2023, Itália, 1h36m, em cartaz no Prime Vídeo,
direção de Matteo Pilati, seguindo roteiro assinado por Giuseppe Paternò e
Tommaso Triolo. Comédia dramática explora
o dilema enfrentado pelos padres da Igreja, ou seja, “o pecado da carne”.
Impossível não lembrar a história do clássico da literatura “Pássaros Feridos”,
da escritora Colleen McCullough, que virou série em 1983 com Richard Chamberlain
(aquele mesmo do Dr Kildare, 20 anos antes). Ele era padre e se apaixonou por
uma mulher (Rachel Ward) e assim por diante. “O Verão Mais Quente” é
centralizado no jovem diácono Nicola (Gianmarco Saurino), enviado para uma
pequena cidade litorânea na Sicília. Com pinta de galã, ele chega e encanta a
mulherada local. Uma delas, a jovem Valentina (Alice Angelica), se apaixona
perdidamente e o assedia com insistência. Só que Nicola tem os
olhos para a irmã dela, Lucia (Nicole Damiane), que está quase noiva de outro
jovem. As coisas começam a ficar quentes no vilarejo, para desespero de Don
Carlo (Nino Frassica), pároco local, e da carola Carmen (Stefania Sandrelli,
eterna musa do cinema italiano dos anos 60/70). Confusão formada, resta ao
diácono decidir se abandona o desejo de ser padre ou o desejo de se casar. Bom,
é melhor assistir ao filme e ver o que acontece. Trocando em miúdos, trata-se
de um filme bem água com açúcar, romântico e com pitadas de humor. Destaco
ainda os belos cenários naturais do vilarejo, principalmente nas cenas gravadas perto
do mar.
sábado, 30 de março de 2024
XEQUE MATE (JAQUE MATE), 2024,
Argentina, 1h44m, em cartaz no Prime Vídeo, direção de Jorge Nisco, seguindo
roteiro assinado por Leandro Calderone. Trata-se de uma comédia que satiriza filmes
de ação e espionagem, tais como “Kingsman – Serviço Secreto”, “Agente Stone” e
outros bons filmes do gênero, dos quais este filme argentino copia muitas de suas fórmulas.
Vamos à história. Duque (Adrián Suar) é um famoso agente secreto internacional
que trabalhou em vários casos pelo mundo afora, sempre com sua equipe: Sofía
(Maggie Civantos), Molo (José Eduardo Derbez), "Malcosido" (Benjamín Amadeo) e Iair (Tsahi Halevi), que já
trabalhou no Mossad, serviço secreto de Israel. Duque resolve reunir a turma
novamente depois que sua sobrinha Juana (Fiorella Indelicato) é sequestrada por
um mafioso internacional, um tal de Rey (Mike Amigorena), um tipo estranho, misterioso e sádico. Em troca, ele exige
que Duque sequestre uma cientista de um grande laboratório que tem em seu poder
uma fórmula científica de alto poder destrutivo. O filme tem boas cenas de
ação, é bastante movimentado e com muito suspense. E com uma vantagem adicional: não ofende nossa inteligência. O desfecho dá a entender que haverá uma sequência, já que a equipe de Duque, antes do The End, é convocada para uma nova missão, desta vez em Istambul. "Xeque Mate" é um ótimo entretenimento para
uma sessão da tarde com pipoca.
quarta-feira, 27 de março de 2024
TOC TOC TOC – ECOS DO ALÉM
(COBWEB no original), 2023, Estados Unidos, 1h28m, em cartaz no
Prime Vídeo, direção de Samuel Bodin (“Marianne”, série da Netflix), seguindo roteiro
de Chris Thomas Devlin, cuja inspiração veio do conto “O Coração Delator”, de
Edgar Allan Poe. Como dá para imaginar, trata-se de um terror embalado por uma
trama pouco convincente. Peter (Woody Norman), um menino de 8 anos, começa a
escutar alguém batendo na parede do seu quarto. Durante noites ele ouve o toc
toc toc e ainda uma voz sobrenatural pedindo ajuda. Ele avisa aos pais o que
está acontecendo, mas eles dizem que tudo é fruto da imaginação fértil da
criança. O espectador, porém, logo nota que o comportamento da mãe, Carol
(Lizzy Caplan), e do pai Mark (Antony Starr), é muito estranho. A gente começa
a desconfiar que tem algum segredo envolvendo os dois e aquela casa. Incomodado
com a situação, o menino começa a demonstrar uma atitude diferente na escola e
a professora, miss Divene (Cleopatra Colemann), percebe que o garoto está com
sérios problemas. A situação fica mais evidente quando Peter faz um misterioso
desenho do interior de sua casa com uma pessoa pedindo socorro. Divene vai
conversar com os pais dele e fica claro que eles têm alguma culpa no cartório.
Perto do desfecho, numa reviravolta surpreendente, a verdade é revelada. Resumo
da ópera: filme é só indicado para quem curte o gênero terror. E olhe lá!