Uma
fantasia, uma fábula, um romance? O material de divulgação diz que é comédia, do
que também discordo. Dessa forma, confesso que fiquei em dúvida para definir “TOKYO
FIANCÉE”, 2014, Bélgica, roteiro e direção
de Stefan Liberski. De qualquer forma, é um filme bastante interessante,
criativo, e realmente tem um pouco de fantasia, fábula e romance. A jovem Amélie
(Pauline Etienne, de “A Religiosa”), quando completa 20 anos de idade, resolve
voltar para o Japão, onde nasceu e viveu até os cinco anos. Sua ideia é fixar
residência em Tóquio, conhecer mais da cultura japonesa e dar aulas particulares
de francês para pagar suas despesas. Seu primeiro aluno é Rinri (Taichi Inoue),
de uma família classe média alta. Ao mesmo tempo em que ensina francês a Rinri,
este transmite inúmeras informações sobre o modo de vida dos japoneses. Os dois
visitam lugares tradicionais de Tóquio e das redondezas, em passeios quase
turísticos. Claro que os dois vão se apaixonar e viver um grande amor, até
que... A cultura e as tradições japonesas estão presentes em vários momentos do
filme, tornando-o ainda mais interessante. Mas alerto: não é aquele tipo de
filme que você aplaude de pé ou fica com um sorriso no rosto quando termina.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Charles Chaplin morreu no dia 25 de dezembro de 1977 e foi enterrado no cemitério de Corsier Sur-Vevey, na Suíça, onde o gênio vivia há anos com a família. Poucos dias depois, dois homens roubaram o caixão e tentaram extorquir dinheiro da viúva. A polícia pegou a dupla, que acabou confessando o crime. Todos esses fatos reais são contados em “O PREÇO DA FAMA” (“La Rançon de La Gloire”), França, 2014. Quem teve a infeliz ideia foi Eddy (Benoit Poelvoorde), imigrante belga e ex-presidiário. Seu comparsa foi Osman (Roschoy Zem), imigrante argelino que precisava urgentemente de dinheiro para pagar o tratamento de saúde da esposa, Noor (Nadine Labake). Osman e Noor têm uma filha, Samira (Séli Gmach), que praticamente fica aos cuidados de Eddy. Na verdade, nem Eddy e muito menos Osman possuem perfil de bandidos perigosos. Estão mais para dois desajustados trapalhões. O filme termina com o julgamento da dupla, com resultado bastante inusitado. Estão ainda no elenco Chiara Mastroianni e Peter Coyote. Este talvez seja o filme mais irregular do diretor francês Xavier Beauvois, dos ótimos “Adeus, Minha Rainha” e “Homens e Deuses”. Mas vale assistir para conhecer um dos casos policiais de maior repercussão na época, ainda mais envolvendo o maior gênio que o Cinema já conheceu.
Muito humor, ação e
aventura estão garantidos no filme sueco “O CENTENÁRIO QUE FUGIU PELA JANELA E
DESAPARECEU”, cuja exibição de estreia aconteceu em dezembro de 2013 no
Festival de Berlim - também foi exibido durante a 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. No dia de seu aniversário de 100 anos, Allan Karlsson
(Robert Gustafsson) pula a janela da clínica de repouso onde mora e foge por
aí, sem destino. A coisa se complica quando ele se apodera de uma mala sem
saber do seu conteúdo. Além de ser procurado pela polícia, notificada pela
clínica, Allan também será perseguido por uma perigosa gangue. Em sua viagem
sem rumo definido, o velho terá a companhia do abobado Benny (David Wiberg) e
de Julius (Iwar Wiklander). Os três vão parar na casa de Gunilla (Mia
Skäringer), dona de um elefante. Em meio à fuga e a muitas confusões, Allan
ainda recorda de sua participação em vários momentos marcantes do Século XX.
Ele lutou na Guerra Civil Espanhola, ficou amigo íntimo do generalíssimo
Franco, ajudou o físico norte-americano Robert Oppenheimer a desenvolver o
projeto da Bomba Atômica, tomou uma bebedeira com o então vice-presidente Harry
Truman. Como se não bastasse, foi espião durante a Guerra Fria e ainda
conselheiro de Stalin. Tudo bem ao estilo de Forrest Gump. Só por curiosidade,
o nome original do filme é “Hundraaringen Som Klev ut Genom Fönstret och
Fürsvann” (ufa!) e o roteiro foi baseado no livro homônimo escrito por Jonas Jonasson. O filme é muito divertido e movimentado, criativo e inteligente, servindo como um ótimo entretenimento.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016


domingo, 7 de fevereiro de 2016
“INFÂNCIA”, do diretor carioca Domingos de
Oliveira, tem muito de autobiográfico. Dona Mocinha (Fernanda Montenegro), por
exemplo, foi inspirada em Dona Sinhá, avó de Domingos. O filme, baseado na peça
“Do Fundo Lago Escuro”, escrita pelo próprio Domingos em 1977, retrata um dia no
casarão de Dona Mocinha, no bairro de Botafogo. Parte da família de classe média alta está ali reunida:
Conceição (Priscila Rozembaum) e Orlando (Ricardo Kosovski), filhos de Dona
Mocinha, Henrique (Paulo Betti), casado com Conceição e procurador de Dona
Mocinha, além dos primos Rodriguinho e Ricardinho, este último a praga em pessoa. Entre as conversas, muita
lavagem de roupa suja, culminando com a desconfiança da matriarca de que
Henrique teria vendido dois terrenos de propriedade da sogra sem autorização. A
revelação vai desencadear uma crise no casamento de Henrique com Conceição. A
autoritária Dona Mocinha domina o cenário, dando ordens sem parar, além de
recordar seus momentos com José, o marido falecido. Admiradora de Carlos
Lacerda, Dona Mocinha faz questão de reunir toda a família e empregados em
torno do rádio para ouvir as palavras do então jornalista carioca. O elenco
conta ainda com Maria Flor e Nanda Costa. Nem é preciso dizer que Fernanda
Montenegro é o maior destaque do filme.
sábado, 6 de fevereiro de 2016

O
drama canadense “FÉLIX & MEIRA” (“Félix et Meira”), 2014, roteiro e direção de Maxime Giroux,
fez parte da programação oficial do 19º Festival de Cinema Judaico de São
Paulo, em outubro/novembro 2015. A história, ambientada na comunidade judaica
ortodoxa de Montreal (Canadá), é centrada na jovem Meira (Hadas Yaron), casada
com o rabino Shulem (Luzer Twersky). Insatisfeita com a rotina de obediência ao
marido e à religião, Meira passa os dias cuidando da filha e participando de
reuniões com outras mulheres da comunidade hassídica. O marido a proíbe até de
escutar algumas músicas que, segundo ele, denigrem a imagem da família. Ao
mesmo tempo, Meira recusa-se a manter a tradição das mulheres judias de gerar
muitos filhos, o que deixa o marido bastante contrariado. Crise conjugal
instalada, Meira, em suas andanças com a filha pelo bairro, acaba conhecendo
Félix (Martin Dubreuil), um solteirão solitário e carente em luto pela morte do
pai. Da amizade inicial, a coisa extrapola para um romance proibido, o que dá
combustível para a segunda metade do filme. O maior destaque do filme vai para o desempenho da atriz israelense Hadas Yaron, conhecida pelo ótimo “A Noiva Prometida”, que
lhe valeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza/2012.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
“O ENCONTRO” (“Time Out of Mind”), 2015, EUA, roteiro e direção do israelense Oren Moverman (“O
Mensageiro”). A história acompanha a rotina do sem-teto George (Richard Gere,
que também é um dos produtores) pelas ruas de Nova Iorque, a luta diária para
conseguir dinheiro para comer, enfrentar a burocracia dos serviços sociais para
tirar documentos e as dificuldades para encontrar vaga nos abrigos nas noites
de inverno. George é alcóolatra e sofre de confusão mental. Ele busca uma
reaproximação com a filha, Maggie (Jena Malone), que trabalha num bar. Em suas
perambulações, George faz amizade com outro morador de rua, Dixon (Ben Vereen),
que afirma ter sido um grande músico de jazz, tendo tocado, inclusive, com Bill
Evans. Se o filme se arrasta numa monotonia tediosa, fica pior ainda com o
surgimento de Dixon, um sujeiro inconveniente que não para de falar um segundo,
irritando não só os outros personagens do filme como o próprio espectador. Você
vai ver um Richard Gere como nunca se viu na tela. Envelhecido, cara de sujo,
inchado, doente. Longe, muito longe, do galã charmoso de tantos filmes. Um filme melancólico, muito triste, desagradável. Difícil
recomendar, mesmo com a presença de Gere.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

“007 CONTRA SPECTRE” (“SPECTRE”), 2014, Inglaterra/EUA, direção de Sam Mendes. Este é, sem dúvida, o
melhor filme dos quatro protagonizados pelo ator inglês Daniel Craig. E também
o mais caro de todos os 24 realizados até agora: U$ 350 milhões. Bond enfrenta
mais uma organização criminosa, desta vez chefiada pelo vilão Franz Oberhauser
(Christoph Waltz). A fórmula dos filmes de Bond está mantida: uma incrível cena
de abertura na Cidade do México (um plano-sequência sensacional), locações
deslumbrantes ao redor do mundo, muita ação, pancadaria, perseguições e
mulheres bonitas (nada menos do que Monica Bellucci e Léa Seydoux). A italiana Bellucci,
aliás, mostra uma ótima forma aos 51 anos (tornou-se a mais velha Bond-Girl). A
sensualidade de Léa Seydoux, além da competência como atriz, é outro grande
destaque do filme. O humor também volta a reinar no filme, não apenas nos
diálogos. Depois de uma longa e violenta briga com um bandido enorme, por
exemplo, a gravata e o paletó de Bond estão impecáveis e no mesmo lugar. Ele dá aquela ajeitada na gravata, como a dizer que nada aconteceu. Puro
Bond! Craig está mais cínico, característica marcante do agente inglês. Este foi o segundo Bond dirigido por Sam Mendes. O primeiro, também muito bom, foi "007 - Operação Skyfall", de 2012. Não dá
pra perder. Ou seja, imperdível!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
“O QUARTO
DE JACK” (“Room”), Canadá, 2015, direção de Leonard Abrahamson (“What Jack Did”).
Drama pesado e triste sobre uma jovem mulher (Brie Larson) que, aos 17 anos, foi
sequestrada e trancada num pequeno quarto. No cativeiro, ela foi estuprada pelo
sequestrador e teve um filho. A primeira parte do filme apresenta a rotina de mãe
e filho num quarto de 10 m², os problemas de relacionamento entre os dois e
ainda as visitas nada agradáveis do sequestrador, que incluíam ir para a cama com
Ma, enquanto Jack ficava dentro de um armário. A segunda parte é dedicada às
dificuldades de readaptação dos dois ao mundo real. Jack (Jacob Tremblay), por
exemplo, acreditava que as imagens da TV eram de um mundo que não existia. Tudo
ficção. O roteiro não abre concessão ao humor nem a momentos sensíveis ou
comoventes. Tudo é muito duro e dramático, frio e melancólico. A história foi inspirada num caso
real abordado no livro “Room”, de Emma Donoghue. O filme recebeu 4 indicações
ao Oscar, inclusive para Melhor Atriz (Brie Larson). William H. Macy e Joan
Allen também fazem parte do elenco. Nada contra, mas não merecemos mais tanta
tristeza, pois já convivemos com um mundo real muito triste e cruel.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

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