
sábado, 28 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

domingo, 22 de fevereiro de 2015
“MARVELLOUS”, 2014, Reino Unido, é um telefilme produzido e exibido pela BBC Two.
Tomara que chegue por aqui, nem que seja por intermédio de alguma emissora de
TV. O filme é ótimo. Conta a história verdadeira de Neil Baldwin (Toby Jones),
o “Nello”, um sujeito limitado pelo seu retardo mental e que se transformou numa
figura folclórica e querida por todos na cidade de Westlands, na Inglaterra.
Durante algum tempo, “Nello” trabalhou como palhaço num circo. Depois de perder
o emprego, voltou para a casa da mãe, Mary (Gemma Jones), que a essa altura já estava
bastante doente. Preocupada com o futuro do filho, Mary levou-o a uma agência
de empregos. Ele não aceitou nenhuma sugestão. Queria, porque queria, ser
reverendo ou técnico de futebol. A cena é hilariante. Com sua ingenuidade e carisma, “Nello”
foi fazendo amigos tanto na Universidade de Keele, onde ficava na entrada do
prédio dando as boas-vindas aos novos alunos, como na Igreja local, onde
costumava conversar com os padres. Mas foi no clube de futebol Stoke City que
ele faria o sucesso que o tornou quase que uma celebridade. Quando Lou Macari
(Tony Curran) assumiu como técnico do time, que na época disputava a 2ª Divisão
– hoje está na Premier League -, convidou “Nello” para ser o roupeiro da equipe.
No vestiário, durante as preleções do técnico antes das partidas, “Nello”
aparecia com alguma fantasia e sempre animava o ambiente, aliviando a tensão
dos jogadores. Macari passou a acreditar que “Nello” era um fator motivacional
importante para o time. O roteirista Peter Bowker e o diretor Julian Farino
form muito felizes em colocar o verdadeiro Neil Baldwin contracenando com Toby
Jones, um recurso que nem sempre dá certo, mas neste caso ficou muito bom. A história de “Nello” é uma lição de vida e de superação. Um filme tocante, sensível
e muito comovente.
sábado, 21 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
“LIVRAI-NOS DO MAL” (“Deliver us From Devil”), 2014, reúne dois gêneros de filme:
policial e terror. Foi concebido com todos os ingredientes de ambos: mistério,
ação, suspense, mortes violentas, possessão demoníaca, exorcismo e sustos à
vontade, incluindo o famoso clichê de bonecos ganhando vida no quarto de uma
criança. Pior de tudo é que a história é baseada em fatos reais, narrados no livro
escrito pelo policial Ralph Sarchie, que garante ter visto e vivido todas as
situações mostradas no filme. Tudo começa em 2010, quando soldados
norte-americanos no Iraque entram numa espécie de tumba e dão de cara com ele,
o demo. O filme pula para 2013, em Nova Iorque. Um bebê é achado morto numa
lixeira e logo depois uma mãe descontrolada joga o filho de três anos no fosso
dos leões do zoológico. O policial Ralph Sarchie (Eric Bana) é encarregado de
investigar os crimes. Em meio às investigações, Ralph é procurado pelo padre Mendoza
(o ator venezuelano Édigar Ramírez), especialista em demonologia e exorcismo. Juntos,
eles saem a campo para tentar encontrar os culpados e, quando encontram, não
será nada fácil enfrentá-los. Vai sobrar também para a esposa Jen (Olivia Munn) e a filha do policial. Como terror é a praia do diretor Scott Derrickson
(de “A Entidade” e “O Exorcismo de Emily Rose”), não deu outra: o filme é muito
bom. E, melhor, sem aqueles efeitos especiais ridículos que estragam qualquer
filme, principalmente os de terror. Um ótimo entretenimento para quem tem
estômago forte.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
“O AMOR É ESTRANHO” (“Love is Strange”), 2014, é um drama norte-americano independente
centrado na história do casal George (Alfred Molina) e Ben (John Lithgow).
Pelos nomes já deu pra perceber: trata-se de um casal gay da terceira idade. Apesar
de não ter cenas de sexo ou nudez (beijo gay já não choca mais), o filme teve problemas com a rigorosa censura dos EUA e só foi liberado para maiores de 17 anos, o que prejudicou sua distribuição e restringiu o número das salas de cinema. Voltando à história: George e Ben vivem juntos há 39
anos e, com o incentivo de amigos e familiares, resolvem se casar. Só que
George coloca as fotos do casamento no Facebook . A diretoria da escola onde
George ensina música fica sabendo da história, vê as fotos e o
demite. A situação financeira do casal fica difícil - Ben vive de aposentadoria - e eles são obrigados a
deixar o apartamento onde moram. Como alternativa provisória, George vai morar
com um casal de amigos policiais gays e Ben se hospeda na casa de um sobrinho
casado com a escritora Kate (Marisa Tomei). Esta vive se queixando que Ben quer
conversar toda hora e tira sua concentração do trabalho. Por seu lado, George
não se sente à vontade na casa dos policiais. Fica se achando um estranho. De qualquer forma, mesmo
separados, George e Ben continuam se amando. A distância e a saudade acabam
reforçando esse amor, dando margem a algumas - poucas - cenas comoventes. O filme até que
é sensível, mas é lento demais, chegando a ser monótono em alguns momentos. O roteiro e a direção são de Ira Sachs, que já havia feito um
filme com temática gay, aliás, muito bom, “Deixe a Luz Acesa”, de 2012. O
brasileiro Maurício Zacharias, que vive há anos nos EUA, ajudou a escrever o roteiro. Além deste e de “Deixe
a Luz Acesa”, Maurício escreveu também os roteiros dos nacionais “O Céu de
Suely”, “Trinta” e “Madame Satã”.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
“PRESERVATION”
é um filme norte-americano de terror e suspense produzido em 2014 e dirigido
por Christopher Denham. Os irmãos Mike (Aaron Staton) e Sean Neary (Pablo
Schreiber), acompanhados de Wit (Wrenn Schmidt), esposa de Mike, viajam para
uma reserva florestal abandonada com o objetivo de passar o final de semana
caçando cervos. Logo na primeira noite eles são roubados: alguém furtou sua
barraca, suas armas, suas roupas, praticamente tudo o que levaram para o
acampamento. Além disso, na testa de cada um está desenhado um X. Quando saem em busca do responsável ou dos responsáveis pelo roubo,
os três acabam sendo literalmente caçados. Aí vão se arrepender amargamente de
terem inventado o programa. Nem a reviravolta final salva esse filme, que marca
a estreia na direção de Christopher Denham, um ator que já participou de muitos
filmes, inclusive “Argo”. Péssimo começo, pois o filme é fraco, o suspense é
mínimo e termina sem explicar qual a motivação que levou os agressores a fazer
o que fizeram. Fica difícil encontrar alguma qualidade que motive uma
recomendação. Na verdade, fica mais difícil ainda dizer se o filme é de horror ou se o
próprio filme é um horror. Fico com a segunda opção.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015


domingo, 15 de fevereiro de 2015


sábado, 14 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
É bom avisar: “HOMEM PÁSSARO” (“Birdman”), 2014,
não é um filme muito fácil de digerir. O subtítulo já prenuncia essa afirmação:
“A Inesperada Virtude da Ignorância”. Tudo bem que é inovador, criativo e
instigante, mas o público acostumado a assistir filmes com o formato
tradicional pode sentir dificuldade em acompanhar o enredo. A história é centrada
no personagem Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator decadente que um dia foi
famoso ao interpretar o super-herói “Birdman” no cinema. Para voltar à ativa e
provar que é um bom ator, Riggan resolve montar, dirigir e protagonizar uma
peça de teatro na Broadway. Em meio a conflitos familiares com a filha e a ex-esposa,
com a atual namorada que anuncia uma gravidez, uma crítica teatral mal-humorada
e impiedosa, além de um novo ator substituto encrenqueiro e abusado, Riggan
passa por um período de crise existencial, o que inclui duvidar da própria
competência. O diretor mexicano Alejandro González Iñarritu (de “Amores Brutos”
e “Babel”), que escreveu o roteiro, misturou humor negro, drama e acrescentou
cenas surreais para contar a história. Ele também utiliza o recurso de longos
planos-sequência – tomadas sem cortes. Além de Keaton, estão no elenco Emma
Stone, Edward Norton, Naomi Watts , Zach Galifianakis e Andrea Riseborough. O
filme teve 9 indicações ao Oscar 2015, entre as quais Melhor Filme, Melhor Ator
e Melhor Diretor.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
“UMA SEMANA A TRÊS” (“The
Longest Week”), 2014, direção de Peter Glanz, é uma comédia romântica
bem ao estilo Woody Allen. Cenários de Nova Iorque, jazz orquestrado dos anos
30/40 como fundo musical dos créditos iniciais e na trilha sonora, narrador em off, diálogos afiados e irônicos, sessões
de terapia etc. A história envolve três personagens principais: Conrad Valmont (Jason Bateman), Dilan Tate
(Billy Cudrup) e Beatrice (Olivia Wilde). Conrad mora desde criança no luxuoso
hotel pertencente aos pais, foi criado por empregados, nunca trabalhou e agora,
perto dos 40 anos, é obrigado a tomar um rumo na vida, começando por ser
desalojado do hotel e sem a habitual mesada. Ele vai morar com um grande amigo,
Dilan Tate (Cudrup), que o recebe como a um irmão. A amizade dos dois vai
balançar quando aparece a bela Beatrice (Olivia Wilde), pela qual Dilan diz a
Conrad que está completamente apaixonado. Conhecendo o amigo, Dilan pede que
ele prometa jamais se aproximar de Beatrice. Conrad promete, mas não cumpre a
promessa. E Beatrice, por sua vez, não resistirá ao charme de Conrad, que não
conta a ela que está falido. Embora o ritmo caia um pouco na meia-hora final, o
filme reserva bons momentos para quem gosta de um filme inteligente e
bem-humorado. Os três atores principais estão ótimos, com uma ressalva a Olivia
Wilde, que não está tão bonita como costuma aparecer na tela. Acho que por causa dos cabelos alisados e escorridos. Mesmo que seja apenas no estilo, talvez seja um pouco exagerado associar "UMA SEMANA A TRÊS" a Woody Allen, mesmo que não fique assim tão distante dos
últimos filmes do grande diretor.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

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