
sexta-feira, 24 de outubro de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014
“CURVAS” (“Bends”),
2012, é um filme de Hong Kong dirigido por Flora Lau. Ganhou destaque por ter
sido selecionado para a Mostra “Um Certain Regard” do Festival de Cannes 2013. A
começar pelo fato de ser asiático, é o tipo de filme que os críticos
profissionais adoram: é lento, tem poucos diálogos e não explica muito. A
história é centrada no jovem Fai (Kun Chen), motorista particular de uma madame
da alta sociedade de Hong Kong, Anna (a ótima Carina Lau). Ao mesmo tempo em
que acompanha, silenciosamente, a decadência da patroa, Fai vive o dilema de
conseguir uma vaga num hospital em Hong Kong para sua esposa ter o segundo
filho e fugir da multa imposta, nesses casos, pela China – Fai e a esposa moram
em Shenzhen, na China, próximo à fronteira com a ex-colônia inglesa. O grande
destaque do filme é, sem dúvida, a atriz Carina Lau, estupenda no papel da
madame falida. Sua interpretação é soberba quando tem de manter a pose de
madame sem transparecer que está totalmente falida, pois seu marido, ao sumir
do mapa, cortou seus cartões de crédito. Anna é obrigada a vender suas valiosas
obras de arte. Nega-se, porém, a deixar de lado o status de seu luxuoso veículo
e o motorista particular (Fai), única pessoa, aliás, à qual Anna mostra um
pouco de humildade e seu verdadeiro sentimento de derrota. Não deixa de ser um
filme interessante, principalmente para aqueles que curtem o gênero “Cinema de
Arte”.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


quarta-feira, 15 de outubro de 2014
“A QUALQUER PREÇO” (“A
Civil Action”), lançado nos EUA em 1998, foi um dos vários filmes daquela
década que exploraram ações jurídicas indenizatórias contra crimes ambientais.
A história dessa produção dirigida por Steven Zaillian é inspirada em fatos
reais que aconteceram nos anos 80. Oito mortes de crianças com leucemia aconteceram
na cidade de Woburn (Massachusetts), ocasionadas - desconfiava-se – pela contaminação
da água. Jan Schlichtmann (John Travolta), um arrogante advogado de Boston,
assume o caso e ingressa com ação indenizatória contra duas grandes
corporações. O filme mostra toda essa disputa judicial, incluindo as reuniões dos
advogados das partes e seções no tribunal. No desfecho, a mensagem é bastante
clara: a ética é tão importante quanto a observância das leis. O elenco é muito bom. Além de Travolta, estão Robert
Duvall (indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por esse filme), John Lithgow,
William H. Macy, Bruce Norris, Kathleen Quinlan e James Gandolfini ("Família Soprano"), além de uma
ponta do diretor Sydney Pollack.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Podem falar que Steven Seagal é um péssimo ator e que seus filmes são
medíocres. Pura verdade. Mas uma coisa não se pode negar: pancadaria e ossos
quebrados jamais faltarão. Filme com
Seagal é sinônimo de muito bandido espancado, o que dá um certo prazer de ver. Neste
“CONFRONTO FINAL” (“A Good Man”), 2012,
recentemente lançado em DVD, Seagal está mais canastrão do que nunca. Ainda
mais que resolveu adotar um cabelo pintado de preto grudado e bem rente ao
couro cabeludo, lembrando um boneco de ventríloquo. Fora a voz de paciente
entubado. Começa o filme e lá está ele no papel de Alexander, um agente
especial das forças especiais dos EUA, numa missão para prender um traficante de
armas chinês. A missão fracassa e Alexander resolve abandonar a carreira de
agente especial. A história dá um salto de dois anos e ele aparece trabalhando como
um faz-tudo (zelador) – não é demais? - num prédio de alguma cidade da Europa
Oriental, talvez Bucareste (Romênia). Uma das moradoras do prédio, vizinha de
Alexander, é Lena (Iulia Verdes), com a qual nosso herói fará amizade. Só que Lena
tem um irmão, Sasha (Victor Webster), envolvido com um mafioso russo por causa
de uma dívida herdada do pai. Quando o
perigo chega perto de Lena, Alexander resolve agir para proteger a moça. E
desta vez ele utiliza até uma espada de samurai. Sangue e porrada por todo
lado. Grande Seagal!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014



sábado, 11 de outubro de 2014


quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Exibido pela primeira vez no Festival de Cannes 2014, o thriller “À PROCURA” (“The Captive”), do diretor
egípcio naturalizado canadense Atom Egoyan, foi recebido com frieza pelos críticos
e chegou até a ser vaiado na sessão especial à Imprensa. Trata-se de um
suspense policial cujo pano de fundo é a pedofilia e o sequestro de crianças.
Portanto, temas bastante incômodos. Histórias semelhantes já foram tratadas em
outros inúmeros filmes. Portanto, Egoyan não fez nada de novo. Cass, a filha de
8 anos de Mattheu (Ryan Reynolds) e de Tina (Mireille Enos) é sequestrada por
um grupo de pedófilos. A desconfiança da polícia recai sobre Mattheu, que passa
por grandes dificuldades financeiras e, portanto, acham que ele vendeu a
própria filha. Enquanto isso, a menina é mantida em cativeiro e sofre lavagem
cerebral, transformando-se em aliciadora de crianças pela Internet. A polícia
só encontrará alguma pista muitos anos depois, quando Cass já está com 16 anos.
Apesar de toda crítica desfavorável de Cannes, o filme funciona como suspense.
O elenco traz, além de Reynolds e Enos, Scott Speedman, Rosario Dawson, Kevin
Duran, Alexia Fast e Ella Ballentina. É bom que se diga: o diretor Atom Egoyan já fez filmes muito
melhores. Só para citar alguns exemplos: “O Doce Amanhã”, “Sem Evidências” e “O
Preço da Traição”.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014
“VIOLETTE”, drama
francês biográfico, conta a história de Violette Leduc (Emmanuelle Devos), uma
das maiores escritoras francesas do Século XX. O filme aborda com destaque a forte
amizade que Violette teve com a filósofa e escritora Simone de Beauvoir (Sandrine
Kiberlain). Muito se falou sobre a ligação entre as duas – ambas bissexuais -, que
teriam sido amantes. O filme deixa claro que houve, sim, uma paixão por parte
de Violette, rejeitada por Beauvoir. Esta, como admiradora do talento de
Violette como escritora, a ajudou muito nos contatos com editores e na publicação
das obras. Também nos momentos difíceis enfrentados por Violetta, quando chegou
até a ser internada num hospital psiquiátrico, Simone sempre esteve ao seu lado,
incentivando-a sempre a escrever. Outro grande amigo de Violette foi o
dramaturgo Jean Genet (Jacques Bonnaffé). Trata-se, evidentemente, de um filme feito
para um público específico, principalmente aquele que gosta de literatura. Muitos
dos textos falados e legendados reproduzem trechos das obras de Violette, a
maioria dos quais enfatizando a condição feminina da época. O filme, de 2013, é
dirigido por Martin Provost, que em 2008 já havia feito outro filme biográfico,
“Séraphine”, sobre a pintora francesa Séraphine de Senlis.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
“ATTILA MARCEL”, 2013, direção
de Sylvain Chomet, é um filme fantasioso, meio surreal. Uma fábula ao estilo “Amélie
Poulain”, só que com um personagem masculino. Ele é Paul (Guillaume Gouix), que
perdeu a fala e a memória quando era criança ao presenciar o acidente que matou
seus pais – o pai era justamente o Attila Marcel do título, um lutador de
luta-livre. Aos 33 anos, Paul vive com as tias Annie (Bernadette Lafont) e Anna
(Hélène Vincent). A vida dele se resume a tocar piano na academia de dança das
tias e em casa para convidados. Nada mais. Até que um dia ele conhece Madame
Proust (Anne Leny), vizinha do 4º andar. Ela faz um tipo de infusão capaz de
despertar lembranças de infância. É bebendo essa infusão que Paul, em flashbacks,
recupera a memória dos fatos da infância, incluindo o acidente com seus pais. Muito
do estilo fantasioso e feérico dessa produção francesa se deve à experiência de
Sylvain Chomet como diretor de filmes de animação (“As Bicicletas de Belleville”,
de 2003, por exemplo). “ATTILA MARCEL” foi o
último filme da atriz Bernardett Lafont. O filme, aliás, é dedicado a ela.
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