
sábado, 4 de outubro de 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014
“A GAROTA NO TREM” (“La Fille
du Rer”), 2009, leva a assinatura do veterano diretor francês André Téchiné. É um
drama centrado em Jeanne (Émilie Dequenne), uma jovem inconsequente e meio
desequilibrada que mora no subúrbio de Paris com a mãe Louise (Catherine
Deneuve), que trabalha como baby-sitter. Por indicação de Louise, Jeanne vai
procurar o advogado Samuel Bleinsten (Michel Blanc), um antigo amigo de seu pai
e admirador de sua mãe, e consegue o emprego de secretária. Tudo parece ir bem
até que Jeanne conhece Franck (Nicholas Duvauchelle), um jovem aparentemente
direito pelo qual se apaixona. Com a promessa de ganhar bastante dinheiro,
Franck a convence a largar o emprego e trabalhar com ele como zeladores de um
depósito, que na verdade é um lugar de fachada para a venda de drogas. Não
demora muito Franck acaba sendo preso. O fato desequilibra Louise, que não
sabia de nada. Ela, então, num surto histérico, decide forjar ter sido vítima
de um ataque antissemita dentro de um trem e vai à polícia denunciar a agressão
(esse fato realmente aconteceu em 2004 e serviu de inspiração e ponto de
partida para o filme de Téchiné). A história de Jeanne ganha o noticiário
nacional e vira uma questão de fundo político com o envolvimento do governo
francês. A verdade acaba sendo descoberta e Jeanne terá que se responsabilizar
pelo seu ato insano. O filme tem uma história paralela envolvendo a família de
Bleinsten e a cerimônia do Bar Mitzvah de seu neto. Não é o melhor filme de
Téchiné, mas mesmo assim é bastante interessante.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014


terça-feira, 30 de setembro de 2014
“MEU MELHOR INIMIGO” (“Mein
Bester Feind”), 2010, é uma produção austríaca, dirigida por Wolfgang
Murnberger, que tem como pano de fundo a Segunda Grande Guerra. Victor Kaufmann
(Moritz Bleibtreu) é gerente e herdeiro de uma importante galeria de arte em
Viena. Seu melhor amigo é Rudi Smekal (George Friedrich). Eles foram criados
juntos, só que Victor é judeu e Rudi alemão. Pouco antes do início da guerra, durante
a inauguração de uma exposição na galeria, Jacob Kaufmann (Udo Samel), pai de
Victor, anuncia que tem em seu poder um desenho valioso de Michelangelo. A
guerra começa e a família Kaufmann é deportada para um campo de concentração. A
existência do desenho de Michelangelo chega ao conhecimento de Hitler, que quer
dá-lo de presente a Mussolini, que em breve visitará a Alemanha. Só que ninguém
sabe onde está o desenho. Rudi, agora um
soldado alemão, vai fazer de tudo para encontrar o desenho e, dessa forma,
subir no conceito do governo nazista, nem que tenha que trair e torturar o
antigo amigo. O filme segue com muita ação, suspense, humor negro e muitas
reviravoltas, o que o torna um ótimo entretenimento.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014
“NOSSO GRANDE DESESPERO” (“Bizim
Büyük Çaresizligimiz”), 2011, dirigido por Seyfi Teoman, é um filme turco
inspirado no romance homônimo do escritor Baris Bicarsi. A história é centrada nos
amigos Ender (Ilker Aksum) e Cetin (Fatih Al), solteirões convictos que moram
juntos num apartamento em Ankara. A rotina e a privacidade dos dois – há uma
leve sugestão de que seja um casal gay – será quebrada pela chegada da jovem Nihal
(Gunes Sayin), que acaba de perder os pais num acidente automobilístico. Os
dois acolhem Nihal a pedido de Fikret (Baki Dayrak), irmão da moça e amigo
antigo de Ender e Cetin, que mora na Alemanha. A partir da chegada da moça, o
filme enfoca a convivência dos três com uma série de diálogos que mais parecem sessões
de terapia. Nihal gosta dos dois como se fossem seus tios. Mas Cetin e Ender
confessam, um para o outro apenas, que estão apaixonados por Nihal, mas concordam
em manter esse sentimento em segredo. E o filme segue abordando esse
relacionamento a três com mais diálogos longos e monótonos, cheios de pretensão
intelectual, mas vazios e com a profundidade de um dedal. A cena de maior
emoção é quando os três estão num parque e Nihal de repente grita: “Olha, uma
tartaruga!”. Visto na hora de dormir, dá um sono rapidinho...

sábado, 27 de setembro de 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014


quarta-feira, 24 de setembro de 2014
“A CONVOCAÇÃO” (“The Calling”),
2013, é uma produção canadense dirigida por Jason Stone (seu filme de estreia
como diretor). A história, baseada no livro homônimo escrito por Inger Ash
Wolfe, é ambientada na pacata cidade de Port Dundas, na zona rural de Ontário
(Canadá), onde não ocorre um homicídio há mais de quatro anos. A chefe de
polícia local é a detetive Hazel Micallef (Susan Sarandon). Ela é uma policial
experiente, durona e beberrona, o tipo de personagem que a gente gosta logo de
cara – ainda mais com Sarandon. De repente, começam a aparecer, um após o
outro, na cidade e nas redondezas, vários corpos de vítimas de assassinato. Com
um contingente mínimo para investigar as mortes, Hazel pede reforços. E o que
recebe é um policial jovem e inexperiente, mas muito esperto, Ben Wingate
(Thopher Grace). As investigações levam a crer que os homicídios têm relação
com a Bíblia e outros aspectos religiosos. Um enredo um tanto mirabolante. O filme lembra “Fargo”, dos irmãos Coen, principalmente pela personagem de
Hazel, que tem muito a ver com a policial Marge (Frances McDormand). Esta tinha
dificuldade para se locomover porque estava grávida, e Hazel porque tem dor nas
costas resultantes de um tiro. Enfim, “A
CONVOCAÇÃO” é um ótimo entretenimento, pois
tem ação, humor e suspense. Tudo na dose certa.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
“VIDA QUE SE DESFAZ” (“Le
Démantèlement”), 2013, é um belo e muito triste drama canadense centrado no
fazendeiro Gaby (Gabriel Arcand). Ele é dono da Bouchard & Filhos, uma
fazenda de criação de ovelhas que vem passando de geração a geração da família.
Gaby cuida de tudo praticamente sozinho. A fazenda é o trabalho de toda sua
vida. Gaby é divorciado há 20 anos e tem duas filhas que moram na cidade e nunca
o visitam. Como única companhia, ele tem a seu lado, além das ovelhas, o cão pastor
“Gordo”. É um homem solitário, triste. Um dia, ele recebe a visita de sua filha
mais velha, Marie (Lucie Laurier), que diz estar se separando do marido e
precisa muito de dinheiro, pois tem dois filhos para criar e muitas dívidas. Ela
precisa comprar a parte do marido na casa. Marie pede ajuda a Gaby. Este,
porém, não está bem financeiramente, mas promete ajudá-la. Gaby decide fazer um
grande sacrifício para ajudar a filha, o que justificará plenamente o título desta
produção falada no francês de Quebec. Dirigido por Sébastien Pilote, o filme é
lento tal qual transcorre a vida numa fazenda. A ótima fotografia ressalta as
paisagens às quais Gaby estará renunciando, aumentando ainda mais a dramaticidade
da história. Não há como não se emocionar com esse drama aclamado pela crítica
e público em vários festivais de cinema, incluindo Cannes, Toronto e a Mostra
Internacional de Cinema de São Paulo.

“HELLION”, 2013,
filme norte-americano independente, conta o drama de Hollis Wilson (Aaron Paul,
de “Need for Speed”), um jovem pai que, depois de ficar viúvo, enfrenta sérias
dificuldades para cuidar dos dois filhos, Jacob (Josh Wiggins), de 13 anos, e
Wes, de 10 anos. O problema maior é Jacob, um adolescente rebelde e revoltado,
com grandes chances de ingressar na delinquência. Em alguns aprontos com sua
turma nada comportada, ele envolve seu irmão menor. Aí não teve jeito. Alertado
pela cunhada de Hollis, Pam (Juliette Lewis), o Serviço Social entra em ação.
Hollis corre o risco de perder a guarda dos filhos e se desespera. A situação
caminha para um final bem triste. O filme conta com as ótimas atuações de Aaron,
Juliette Lewis e, principalmente, de Josh Wiggins em sua estreia como ator. Wiggins,
aliás, lembra muito o jovem Leonardo DiCaprio em seus primeiros filmes. “HELLION”,
dirigido por Kat Candler, estreou em
janeiro de 2014 no Sundance Film Festival e recebeu ótimos críticas. Uns meses
depois foi exibido no Festival de Dallas, onde conquistou o Grande Prêmio do
Júri.
domingo, 21 de setembro de 2014

sábado, 20 de setembro de 2014



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014
“MAR DA ESPERANÇA” (“Wir Wollten
aufs Meer”), 2012, dirigido por Toke Constantin Hebbeln, é um drama alemão que coloca novamente em evidência a
Alemanha Oriental nos tempos da chamada Guerra Fria. Em 1982, dois amigos
estivadores no Porto de Rostock acalentam o sonho de ingressar como marinheiros
na Marinha Mercante – e, com isso, fugir para o Ocidente. Para isso, porém,
teriam que colaborar com algumas informações para a STASI, a polícia secreta do
governo comunista. Dessa forma, Cornelis Schmidt (Alexander Fehling) e Andreas
Homung (August Diehl) tornam-se informantes. Um se arrepende no meio do caminho
depois de denunciar um companheiro de trabalho, Matthias (Ronald Zehrfeld). Andreas,
porém, segue firme na atividade de dedo-duro, traindo o próprio amigo. O enredo
sombrio e dramático é amenizado pelo romance proibido entre Cornelis e a vietnamita
Mai (Phuong Thao Vu). Romance, aliás, também denunciado por Andreas. "MAR DA ESPERANÇA" lembra
muito outro excelente filme alemão, “A
Vida dos Outros”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007. Ambos
tratam de amizade e traição, num clima de total desconfiança alimentado pelo próprio regime vigente na Alemanha Oriental. Vigilância dia e
noite. Não se podia confiar em ninguém, nem no amigo, no parente, no vizinho. E
a STASI ali no pé de todo mundo, e coitado (a) de quem caísse nas suas garras.
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