
sábado, 15 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

“Circuito Fechado”
(“Closed Circuit”), de 2013, é um suspense inglês dirigido por John Crowley. O
filme conta a história da prisão do imigrante turco Farroukh Erdogan (Denis
Moschitto), acusado de ter liderado um atentado à bomba contra um mercado de
Londres, no qual morreram mais de 100 pessoas e outras tantas ficaram feridas. Depois
de uns 15, 20 minutos de filme, você já começa a sentir aquela sensação de que “Há
algo de podre no Reino Unido”. Embora seja uma obra de ficção, dá a entender nas
entrelinhas que pode haver muita sujeira nos bastidores da espionagem oficial
de governos como a Inglaterra, por exemplo. Simon, o advogado que defendia
Farroukh é encontrado morto e, segundo as fontes oficiais, foi suicídio. Os
advogados Martin (Eric Bana) e Cláudia (Rebecca Hall), antigos amantes, são designados para o
lugar de Simon. No começo das investigações, eles descobrem evidências que não
vão agradar a muita gente, incluindo o pessoal do governo inglês. E vão descobrir um segredo que poderá custar suas vidas. Ainda no elenco, Julia
Stiles, Ciaran Hinds, Jean Broadbent e Isaac Hempstead Wright. O
filme tem ação e o ritmo de suspense impera do começo ao fim.
terça-feira, 11 de março de 2014
“A Fita Azul” (“Electrick Children”), de 2012,
EUA, é o filme de estreia da diretora Rebecca Thomas. Trata-se de uma produção
independente, um misto de comédia e drama, que conta uma história cheia de segredos
e mistérios, a começar pela gravidez da jovem Rachel (Julia Garner, de “As
Vantagens de Ser Invisível”). Ela diz à mãe Gay (Cynthia Watros) e a Paul
(Billy Zane), líder da comunidade mórmon em que vive com a família, em Utah, que
o bebê foi concebido por algum espírito divino. Ela acredita, porém, que o
responsável pela gravidez foi o cantor de um rock n’roll que ela ouve numa fita-cassete (azul) encontrada no sótão da casa em que mora com a mãe e os irmãos. Para manter as
aparências, vão tentar arrumar um casamento com um membro da comunidade. Contrária
à ideia, Rachel foge e vai para a cidade grande mais perto, Las Vegas. Aqui,
conhece uma rapaziada ligada a uma banda de rock, sendo um deles o jovem Clyde
(Rory Culkin, irmãos mais novo de Macaulay e Kieran). Durante a tentativa de
encontrar o cantor do rock gravado na fita, Rachel vai ter uma grande surpresa.
O filme vai agradar principalmente o pessoal mais novo, pois tem muitas cenas filmadas
em pistas de skate, shows de rock e muita curtição, além de um elenco de atores
bastante jovens. Outro fator positivo do filme é o clima meio “hippie anos
60/70”, principalmente nos figurinos. Um filme interessante que vale a pena
conferir.
domingo, 9 de março de 2014

Os
créditos iniciais já começam de forma macabra. O diretor Manuel Martin Cuenca diz
que o filme é “Em memória de minha mãe”. O filme que ele dedica à mãe é o
espanhol “Cannibal”,
história de um serial killer que, depois de matar suas vítimas, todas mulheres,
ainda as come em filés. Dedicar à mãe um filme com essa temática? A história apresenta
a trajetória de crimes do alfaiate Carlos (Antonio de La Torre), um dos mais
renomados da cidade de Granada. Nas horas vagas, ele sai em busca de mulheres e
tem um estilo próprio para capturá-las – uma delas vítima de um acidente de
carro que ele mesmo provoca na estrada. O lado sádico do alfaiate também
compreende assistir, com prazer, a morte de uma moça por afogamento, depois de matar
o seu namorado. As coisas parecem que vão mudar depois que o alfaiate conhece a
vizinha Alexandra e depois a irmã gêmea da moça, Nina. Carlos é um homem de
poucas palavras, assim como o filme é de poucos diálogos. As cenas são longas e
o ritmo um tanto lento. Apesar do tema, não há cenas chocantes nem de terror. É
mais um suspense psicológico. Os mais sensíveis poderão não gostar de ver o
alfaiate saboreando com prazer um belo filé no jantar. O filme termina mais ou menos como as vítimas de Carlos: sem pé nem cabeça.
“O Autor da Carta” (“The Letter Writer”), de 2013,
é um filme bastante sensível, daqueles que você chega ao final com um nó na garganta e com vontade de fazer uma reflexão. A adolescente Maggy Fuller (Aley Underwood) é bastante problemática.
Só pensa na banda de rock da qual é vocalista, dorme durante as aulas e tem
problemas na relação com sua mãe. Para complicar ainda mais, é abandonada pelo
namorado e dispensada da banda. É claro que a menina vai entrar numa fase baixo
astral. Até que recebe uma carta escrita por um tal de Sam Worthington. Ele
escreve coisas bonitas sobre ela, deixa mensagens positivas e a motiva a seguir
em frente. Ela fica curiosa sobre quem é o verdadeiro autor, que parece conhecê-la
tão bem. De tanto investigar, Maggy descobre que a carta é proveniente de um
asilo de idosos. Ela vai conhecer finalmente o autor da carta, na verdade um
senhor bastante idoso (Bernie Diamond) que usa o pseudônimo de Sam Worthington
(não sei se foi proposital ou por coincidência, mas é o mesmo nome do ator e galã australiano). A
partir da sua amizade com o simpático e sábio velhinho, Maggy vai mudar seu
modo de pensar e de agir. O filme, dirigido por Christian Vuissa, conquistou o Prêmio
de Melhor Filme no Festival Crown Award 2013, um dos mais importantes festivais
de cinema cristão. É dedicado ao ator Bernie Diamond, que morreu ao final das
filmagens.
sexta-feira, 7 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014
“Desafio no Ártico” (“The Snow Walter”) é um filme repleto de ação e aventura, daqueles em que a gente reúne a família na sala com muita pipoca. Trata-se de um filme canadense da Columbia
Pictures produzido em 2003 e dirigido por Charles Martin Smith. O enredo é baseado
no conto “Walk Well, my Brother”, de Farley Mowat. A história acontece em 1953,
quando o piloto Charlie (Barrie Pepper), herói na 2ª Guerra Mundial, é designado
pelo seu chefe Walter (James Cromwell), dono de uma companhia de aluguel de
aviões pequenos, para testar um novo modelo de aeroplano. Ele aterrissa numa
área deserta e encontra uma família de esquimós, cuja filha Kanaalaq (Annabella
Piugattuk) parece estar com tuberculose. Charlie se compromete a levá-la a um
hospital da cidade mais próxima, o que significará uma mudança no seu roteiro
de viagem e também irá dificultar as buscas posteriores. Por causa de um
problema mecânico, o avião acaba caindo numa região inóspita e gelada do Ártico
canadense. A partir daí, a sobrevivência de ambos vai depender de muito
sacrifício e da experiência de caçadora da jovem esquimó. O filme mantém
um ritmo constante de ação e aventura até o final. Vale a pena!
terça-feira, 4 de março de 2014

“Os filhos do Padre” (“Svecenikova Djeca”), de 2013, é uma comédia muito divertida.
Trata-se de uma co-produção Croácia/Sérvia. Don Fabian (Kresimir Mikic) é um
jovem padre católico designado para a paróquia de uma vila litorânea na
Dalmácia, região do Mar Adriático. Nas primeiras semanas, ele percebe que não
há nascimentos, só mortes. Intrigado, acaba descobrindo que o motivo é a alta
demanda de preservativos. Fabian, então, resolve adotar uma medida drástica:
furar as camisinhas. O resultado é um boom
de nascimentos jamais visto na vila, o que vai gerar muita confusão, ainda mais pelo fato de que nem todo mundo na vila é santo ou fiel. O
diretor Vinko Bresan, na base do humor, é claro, dá umas cutucadas na Igreja.
Faz piadas envolvendo pedofilia e sexo. A mais engraçada, porém, acontece
quando um bispo vem visitar a vila. Uma luxuosa lancha está atracando e um
morador diz a Fabian que o barco deve ser de algum mafioso, no exato momento em
que sai da lancha justamente o bispo. Além do filme ser bastante interessante e
engraçado, deve-se destacar o fato de ter sido co- produzido por sérvios e croatas,
que até pouco tempo atrás se digladiavam. É a arte promovendo a paz.
segunda-feira, 3 de março de 2014
“Além da Fronteira” (“Out in the Dark”) é uma
co-produção Israel/EUA/Palestina de 2012. Trata-se de um drama e conta a história do jovem palestino
Nimer Masharawi (Nicholas Jacob), que frequentemente costuma burlar a segurança
da fronteira com Israel para ir a boates homossexuais de Tel Aviv. Numa noite,
conhece o advogado israelense Roy Schaefer (Michael Aloni). Os dois se apaixonam.
Nimer faz teste para cursar Psicologia numa Escola de Tel Aviv e é aprovado. Com isso, ganha um passe livre para permanecer em território
israelense, o que reforçará sua relação com Roy, que o convida para morar em
seu apartamento. Só que vão ocorrer alguns imprevistos que mudarão o rumo da
história. Por exemplo, a família de Namir descobre sua opção sexual e, pior,
seu caso amoroso com um israelense, o que é considerado uma traição à causa
palestina. Namir é expulso de casa. Nesse meio tempo, o serviço secreto de Israel
descobre que Nabil (Jamil Khoury), irmão de Namir, pertence a uma organização
terrorista e guarda armas em sua casa. Por causa disso, Namir perde o passe
livre e é expulso de Israel. A situação fica crítica e Namir terá que contar
com a ajuda de Roy para encontrar uma solução. A partir de sua metade, o filme
ganha em ação e suspense, prendendo a atenção do espectador até o final. Como
tudo isso vai acabar? Enfim, o filme é muito bom e sua qualidade fica ainda mais comprovada pelos vários prêmios que conquistou em festivais de cinema pelo mundo afora.
domingo, 2 de março de 2014
“O Último Roubo” (“Den
Sorte Madonna”), de 2007, é uma comédia policial dinamarquesa com o ator Anders
W. Berthelsen, dos ótimos “Rosa Morena” (co-produção brasileira) e “SuperClássico”.
Ele faz um policial encarregado de investigar o roubo de um famoso quadro
intitulado “A Madona Negra”. A tela havia sido roubada por uma quadrilha e
acaba nas mãos de Maria (Tuva Novotny), filha de um dos ladrões. Além da
polícia e da quadrilha que roubou o quadro, está atrás da obra um perigoso
mafioso russo. Aí a confusão está armada. O filme tem bastante ação, cenas de filme
pastelão, tiros, perseguições e até um romance. Os bandidos são todos
atrapalhados. Com pipoquinha, numa sessão da tarde, até que dá para ver. E pela
curiosidade de conhecer o humor dinamarquês.
“Mary e Martha, Unidas pela Esperança” (“Mary & Martha), 2013, EUA/Inglaterra, conta uma
história bonita e comovente (baseada em fatos reais). Os destinos de duas mães,
uma residente nos EUA e a outra na Inglaterra, vão se cruzar na África. Ambas acabam de enfrentar dramas semelhantes: seus filhos são mortos pela malária no continente africano. Depois da tragédia, a norte-americana Mary (Hillary Swank) e a
inglesa Martha (Brenda Blethyn) ficam por um tempo na África como voluntárias
assistenciais ajudando as vítimas da doença. Era preciso, porém, mobilizar as
autoridades mundiais para o grave problema. Havia necessidade primordial de remédios,
médicos, comida, postos de saúde etc. Nos EUA, as duas conseguem uma audiência pública com
uma Comissão especial do Congresso, durante a qual apresentam números
impressionantes com relação à malária. Por exemplo: some-se o número de mortos nos
conflitos do Oriente Médio desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, até hoje; mais
os mortos nas guerras da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão; mais os mortos
em atentados terroristas realizados nos últimos vinte anos. Esse total,
multiplicado por dois, é o equivalente ao número de mortes por malária no mundo
em apenas um ano, em sua grande maioria crianças. A incidência maior acontece,
é claro, na África. O filme é ótimo, mostra cenários deslumbrantes do continente
africano e conta com duas grandes atrizes como Hillary Swank e, principalmente,
a maravilhosa Brenda Blethyn. Simplesmente imperdível!
sábado, 1 de março de 2014
“Joséphine” é uma comédia romântica francesa
de 2013, dirigida por Agnès Obadia. Joséphine (Marilou Berry) chega aos 30 anos
de idade frustrada por odiar seu trabalho, por não ser bonita, detestar sua
bunda grande, o que no Brasil lhe renderia o apelido de popozuda, e ainda por
não ter namorado. Só um amante de um dia por semana, e ainda por cima casado. Ela mora sozinha e seu único consolo é ter ao
seu lado o gato de estimação “Brad Pitt”. Joséphine morre de inveja da irmã Diane
(Alice Pol), alta, bonita, porte de modelo e que está noiva. No almoço da família
em que Diane anuncia seu casamento, Joséphine não deixa por menos: inventa que vai
se casar com um médico-cirurgião brasileiro chamado Marcelo. Para desespero de
Diane, as atenções e as felicidades acabam sendo dirigidas para Joséphine,
satisfeita por estragar a surpresa da irmã. Essa alegria, porém, vai durar
pouco. Os amigos mais próximos lhe dão de presente uma passagem para o Brasil. E
agora, o que fazer? Joséphine vai ter
que se virar para manter a história do casamento com o cirurgião. Em meio a
esse problema, ela ainda se apaixona pelo antigo chefe Gilles (Mehdi Nebbou). “Joséphine” é uma comédia leve e divertida,
um bom programa para rir e relaxar.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
“Capitão Phillips” (“Captain Phillips”) é daqueles filmes do tipo super bonder: você não consegue
desgrudar da poltrona. Um filmaço. Conta
a história verídica do sequestro do cargueiro “Maersk Alabama” por piratas
somalianos, em 2009. Embora naquela época fosse muito comum esse tipo de ataque
na costa da Somália, não houve uma preocupação maior com a segurança do navio e
de sua tripulação, comprovada pela invasão por parte de apenas quatro piratas somalianos.
No mínimo, o navio deveria ter homens armados de prontidão. Mas isso já é outra
história. Entre as tentativas dos piratas em invadir a embarcação, a chegada da cavalaria e o desfecho
final, a ação e o suspense estão garantidos o tempo todo. As cenas das
tentativas de invasão do navio são ótimas. O embate psicológico entre o Capitão
Richard Phillips (Tom Hawks) e o chefe dos piratas, Muse (Barkhad Abdi), é um
dos trunfos desta excelente produção norte-americana de 2013. O diretor inglês
Paul Grengrass é mestre nesses filmes. É só lembrar de “O Ultimato Bourne”
(2007), “A Supremacia Bourne’” (2004), “Zona Verde” e, principalmente, “United
93”, este sobre um dos aviões sequestrados nos atentados de Setembro/2011. Com
exceção de Tom Hanks e Catherine Keener, que faz a mulher do capitão e aparece
apenas durante alguns segundos no começo, o elenco não tem atores muito conhecidos.
O filme é mesmo de Tom Hanks e de Barbhad
Abdi, este último um achado. O filme é baseado no livro "A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy Seals and Dangerous Days at Sea", escrito pelo verdadeiro Capitão Richard Phillips. Antes de assistir, prepare um sacão de pipoca e um
suco de maracujina.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
“Confissões de um
Jovem Apaixonado” (“Confession of a Child of the Century”) é um drama inglês
de época baseado na novela “Confissões de um filho do Século”, escrita por
Alfred de Musset. Conta a história do jovem Octave (Peter Doherty), que, logo no começo do filme, é
traído pela namorada que tanto amava. A partir desse acontecimento, ele se
entrega à vida mundana das festas com os amigos, incluindo orgias com prostitutas.
Mas Octave continua carente de um amor, até que conhece a viúva Briggite
(Charlotte Gainsbourg), pela qual se apaixona perdidamente e de forma até obsessiva.
Demora muito até ela se entregar a essa paixão. Mas, quando se entrega, acaba
agindo com a mesma obsessão dele. Ou seja, um casal emocionalmente
desequilibrado. A linguagem afetada, pomposa, própria da época (1830) em que se
passa a história, pode incomodar quem não está acostumado a assistir a esse
gênero de filme. Para resumir, trata-se de um dramalhão romântico. Não se pode
negar, porém, que as locações e a caracterização do vestuário são muito bem
feitas. O filme foi produzido em 2011 e no ano seguinte foi indicado ao “Um Certain
Regard Award” do Festival de Cannes.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
“O Quinto
Poder” (“The
Fifth Estate”), uma co-produção Bélgica/EUA de 2013, com direção de Bill Condon,
mostra os bastidores das atividades do site WikiLeaks, fundado pelo jornalista
australiano Julian Assange. Como se sabe, o site ficou mundialmente famoso ao
revelar, em 2010, milhares de documentos secretos relacionados com a política
externa dos EUA, incluindo estratégias militares, vídeos e telegramas enviados
a embaixadas, o que foi considerado o maior vazamento de documentos da História. Os fatos mostrados são baseados nos livros “Os
Bastidores do WikiLeaks”, de Daniel Domschenit-Berg, que foi assistente de
Assange, e ”WikiLeaks”, dos jornalistas David Leugh e Luke Harding. Embora grande
parte da crítica não tenha gostado, o filme é bastante esclarecedor sobre os
fatos que envolveram o WikiLeaks e ainda sobre a personalidade de Assange, egocêntrico e manipulador, mas muito
inteligente. O filme também foca a relação de Assange com seu principal
assistente, Daniel, que depois viria a se insurgir contra o chefe. O elenco, muito bom, é
uma ONU: o ator inglês Benedict Cumberbatch (Assange), o alemão Daniel Brühl, a holandesa Clarice Van Houten, a sueca Alicia Vikander
(de “O Amante da Rainha”), e os americanos Stanley Tucci e Laura Linney. Para quem quiser mais detalhes sobre um dos casos mais polêmicos deste século, o filme é obrigatório e muito interessante.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
É bom poder rever alguns
filmes que nos encantaram num passado
recente e que merecem recomendação e uma nova espiada. Um deles é “O Tango de Rachevsky” (“Le Tango des
Rachevsky”), filme belga de 2003, lançado nos cinemas daqui somente em 2007. Todo
o enredo gira em torno dos integrantes da família Rachevsky, nem todos adeptos
da religião judaica. Nina (Tania Garbarski), neta da matriarca Rosa, só aceita namorar
com um judeu. Antoine (Hippolyte Girardot) é apaixonado por ela e quer namorá-la, mas não é judeu. Resolve, então se converter, o que vai provocar as situações
mais engraçadas do filme. Outro personagem marcante é tio Adolfo (Nathan
Cogan), um velhinho simpático que todos adoram. Ele, porém, descarta o judaísmo ortodoxo. Seu irmão, Sammy, é rabino e
mora em Israel, depois de abandonar a esposa (Rosa) e os dois filhos. Com muito
humor, o filme vai mostrar todos esses relacionamentos da família Rachevsky. Inclusive o de um neto da matriarca com uma jovem palestina. E onde entra o tango nessa
história? Quando ocorria alguma desavença na família, colocava-se um tango e
todo mundo dançava. Receita da matriarca Rosa, que adorava a música argentina. É
com um tango, aliás, que Antoine consegue seduzir Nina, e não com sua conversão.
O filme é muito alegre e divertido. E torna-se mais interessante ainda ao
mostrar algumas das mais importantes tradições judaicas. Quem ainda não viu não
pode perder.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A história de “Philomena”, produção inglesa de 2013 dirigida
por Stephen Frears, é realmente incrível. Ainda mais por ser baseada em fatos
reais. Muito jovem, a irlandesa Philomena Lee (Judi Dench) engravida do
namorado. Enviada a um convento, ela dá à luz a um menino, Anthony, que por
volta dos quatro anos é adotado por um casal de norte-americanos e levado para
os EUA – na época, soube-se depois, 2.200 crianças irlandesas tiveram o mesmo
destino. Ano após ano, inconformada, Philomena voltaria ao convento inúmeras
vezes para tentar descobrir o destino do seu filho, mas nunca teve sucesso. Em
2002, já enfermeira aposentada morando em Londres, ela conhece o jornalista
Martin Sixsmith, que na ocasião estava desempregado. Ela conta sua história e, meio
a contragosto, Martin resolve ajudar Philomena a descobrir o destino do filho,
busca que vai levá-los à Irlanda e aos EUA. As revelações vão acontecendo e
Martin chega à conclusão que tem uma grande história nas mãos, o que se
confirmaria com um livro e, agora, com um grande filme. O comediante Steve
Coogan, que também escreveu o roteiro e co-produziu, interpreta o jornalista.
Mas o show mesmo é de Judi Dench. Não se pode perder um filme como “Philomena”.
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