sábado, 11 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Em 1967, o campeão mundial
dos pesos pesados Muhammad Ali (ex-Cassius Clay) foi convocado para servir na Guerra
do Vietnã. Recusou, alegando que sua nova religião, o Islamismo, era contra
guerras e assassinatos. Numa entrevista, Ali expressaria outro de seus
argumentos: “Nenhum vietcong me chamou de crioulo. Por que eu iria matá-lo?”.
Ali foi julgado e proibido de lutar, além de perder o título de campeão
mundial. Em 1970, entrou com recurso contra o Governo dos EUA para recuperar os
seus direitos. “A Grande Luta” (“Muhammad Ali’s Greatest Fight”), uma produção da HBO (2013),
com direção do inglês Stephen Frears (”A Rainha”), mostra todo o desenrolar do
processo nos bastidores da Suprema Corte dos EUA, os debates entre os juízes e
a decisão final, baseada num parecer de um advogado assistente, fato que muita
gente deve desconhecer. O filme apresenta também vídeos da época, incluindo as
entrevistas de Ali, algumas de suas lutas e as manifestações de rua contra ou a
favor do lutador e da Guerra do Vietnã. Estão
no elenco Christopher Plummer, Danny Glover, Frank Langella, Barry Levinson e
Benjamin Walker. Programão!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014
“Vlado, 30
Anos Depois”
é um documentário feito pelo cineasta João Batista de Andrade em 2005 para
lembrar a morte do jornalista Vladimir Herzog, “suicidado”
nas dependências do DOI-CODI, na capital paulista, no dia 25 de outubro de 1975. Além de reportar o clima e os fatos da época com imagens jornalísticas, João Batista reúne
depoimentos de Clarice Herzog, Dom Paulo Evaristo Arns, Fernando Morais, Paulo
Markun, Alberto Dines, Rodolfo Konder e outros amigos e companheiros de trabalho
de Herzog, então diretor de jornalismo da TV Cultura. Quem viveu aqueles
anos e não era alienado, certamente vai recordar a conjuntura daqueles anos e
talvez lembranças pouco agradáveis. Para as novas gerações, trata-se de um
documento histórico dos mais elucidativos. A morte de Herzog gerou o início do processo
de abertura política que culminou com o fim da Ditadura Militar e a redemocratização do País. Um mártir que jamais será
esquecido. Impossível não se emocionar com João Bosco cantando “O Bêbado e o Equilibrista”
no final do documentário: “... choram Marias
e Clarices no solo do Brasil...". Imperdível!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

“About Cherry”, de
2012 (EUA), é um drama que conta a trajetória de Angelina (Ashley Hinshaw), uma
jovem de 18 anos que, para ganhar um dinheiro e ajudar a família, começa a
posar p ara revistas adultas. Porém, cansada das bebedeiras da mãe (Lili Taylor)
e da violência do padrasto, muda-se para São Francisco, vai trabalhar numa
boate e depois acaba virando atriz pornô. Uma das diretoras que vai conhecer é a
ex-atriz pornô Margaret (Heather Graham), que vai lhe dar a maior força. No
meio disso, Angelina começa a namorar o advogado Frances (James Franco),
viciado em cocaína e mentiroso contumaz. As duas loiras do filme, Hinshaw e
Graham, têm um ótimo desempenho e aparecem sempre muito bonitas. São os grandes
destaques do filme, que ainda conta com Dev Patel (“Quem Quer ser um
Milionário?”). O filme não economiza nas cenas de sexo, mas nada explícito. O
diretor é Stephen Elliott, que também assina o roteiro juntamente com a atriz
pornô Lorelei Lee. O filme estreou no Berlin International Film Festival 2012.
domingo, 5 de janeiro de 2014
“Burning Man”, de 2011, dirigido por
Jonathan Teplitzki, é um drama australiano muito bem feito. Conta a história de
Tom (o ator inglês Matthew Good), um chef de cozinha de um restaurante chique em
Bondi Beach, região metropolitana de Sidney (Austrália). Sua esposa Sarah (a
atriz sérvia Bojana Novakovic), uma jovem alegre e cheia de vida, é
diagnosticada com câncer de mama que logo se espalha. O filme mostra o
sofrimento e depois a revolta de Tom durante a doença da mulher. Sofrimento
compartilhado pelo filho de 8 anos, que não quer aceitar a morte da mãe. As
cenas mostrando o definhar de Sarah são bastante comoventes. Portanto, ao lado
do pote de pipoca, tenha à mão uma caixa de lenços de papel.
“A Morte
Necessária de Charlie Countryman” (“The Necessary Death of Charlie Countryman”
(2013, co-produção EUA/Romênia) é um filme de ação e romance. Charlie (Shia La
Beouf) vai ao hospital para se despedir da mãe (Melissa Leo) que está morrendo.
No mesmo dia, após sua morte, o fantasma da mãe aparece (Charlie tem o poder de
conversar com os mortos) e fala para ele ir para Bucarest (Romênia). Ele
resolve encarar o conselho da mãe e, no
avião, senta ao lado de um homem que vai morrer durante a viagem e cujo
fantasma lhe pede para procurar sua filha, Gabi (Evan Rachel Wood). Charlie
chega a Bucarest e encontra Gabi, fato que vai transformar sua viagem numa
grande aventura, o que inclui enfrentar os mais terríveis vilões. Charlie
termina o filme todo machucado e ainda vai ouvir do fantasma da mãe uma
desculpa: ela queria dizer Budapeste (Hungria). O elenco conta ainda com o sueco Mads Mikkelsen, o alemão Til
Schweiger, Rubert Grint (de “Harry Potter”) e Vincent D’Onofrio. A direção é do
sueco Fredrik Bond, que faz o seu primeiro longa. Um filme surpreendente, inteligente,
original, com bastante ação e humor. Um programão!
sábado, 4 de janeiro de 2014

“E
agora? Roubei um Rembrandt” (“Rembrandt”) é uma comédia dinamarquesa de 2003.
Dois ladrões são contratados para roubar de um museu um quadro com o retrato de
uma senhora, avó do contratante, um empresário. O quadro era de sua família e
tem um valor sentimental inestimável. Só que a dupla, na verdade pai e filho,
leva o quadro errado. À noite, quando estão assistindo ao noticiário na TV,
descobrem que o quadro é simplesmente uma obra-prima original de Rembrandt, “Retrato
de uma Senhora”, avaliado em milhões de dólares. Com dois outros comparsas
cúmplices no roubo, pai e filho decidem tentar vender o Rembrandt e acabam se
metendo em confusões. Do meio em diante, porém, o filme perde o tom de comédia,
o que prejudicou um pouco o resultado final.
Mas a história, baseada num fato real acontecido em 1999 na Dinamarca, é
interessante e o elenco muito bom.

“Contagem Regressiva” (“Hours”) é o último
filme do ator Paul Walker, morto em dezembro de 2013 num acidente de carro. O
filme, que marcou a estreia do diretor Eric Heisserer, foi rodado em março daquele
ano. Pouco antes do furacão Katrina chegar com força total a Louisiana, Nolan (Walker)
leva a esposa (Genesis Rodriguez), já em trabalho de parto, para o hospital. A
criança nasce com problemas respiratórios e é colocada numa incubadora com
respirador artificial. Diante da chegada iminente do furacão, todo mundo no hospital,
médicos, enfermeiros e pacientes, é retirado e levado para um local seguro.
Só ficam Nolan e o bebê, pois este não pode prescindir do equipamento. O filme
inteiro mostra Nolan tentando salvar a criança, em meio ao suspense proporcionado
por quedas de energia, inundação, saqueadores e um cachorro policial perdido. Dá pra ver
numa boa.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O filme tailandês “Tio Boonmee,
que pode recordar suas vidas passadas” (“Lung Boonmee Raluek Chat”) ganhou a Palma de
Ouro no Festival de Cannes 2010. Tio Boonmee, interpretado por Thanapat
Saisaymar, que não é ator profissional, sofre de insuficiência renal grave e
tem pouco tempo de vida. Acompanhado da cunhada Jen, do primo Tong e do
sobrinho Jaai, ele vai passar seus últimos dias numa fazenda. No jantar do primeiro
dia, aparece o fantasma de sua falecida mulher Huay e, logo em seguida, seu
filho desaparecido, agora um homem-macaco, mais parecendo um lobisomem. Em
outra cena, sem nada a ver com Huay, uma princesa vai a um lago e transa com um
bagre. E por aí vai a fantasia do diretor Apichatpong Weerasethakul. O filme
termina como começa: indecifrável. Prêmio, aliás condecoração, daquelas de
encher o peito de medalhas, quem merece é o espectador que conseguir chegar até
o final, como eu.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


“Obsessão Perigosa”
(“McCanick”), de 2013 (EUA), é um filme policial com David Morse, Mike Vogel,
Brandon Routh e Cory Monteith. Este foi, aliás, o derradeiro filme de Cory,
ator que ficou famoso pela Série de TV Glee e que morreu em julho de 2013. O detetive
Eugene McCanick (Morse), da Divisão de Narcóticos da Filadélfia, fica
totalmente descontrolado depois de saber que um presidiário chamado Weeks
(Cory) foi colocado em liberdade condicional. McCanick fica totalmente
descontrolado, paranoico e violento, a ponto de balear seu próprio parceiro (Routh)
acidentalmente. O roteiro, um tanto confuso, não explica o motivo desse
comportamento do policial, apenas dá a entender que ele quer se vingar de
Weeks. O filme chega a uma reviravolta final sem ter criado, para tal, um clima de
suspense ou tensão. Dirigido por Josh C. Waller, “Obsessão Perigosa” não
merece muita audiência.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Muito mais do que esquisito, “Só Deus perdoa” (“Only God Forgives”), de
2013, é bastante desagradável. Ambientes sombrios, protagonistas sádicos,
poucos diálogos, cenas arrastadas e muita, mas muita violência. Julian Thompson
(Ryan Gosling) administra uma academia de boxe tailandês em Bangkok, onde está
exilado depois de cometer um assassinato nos EUA. A academia, porém, funciona
como facha da para o tráfico de drogas. Billy, o irmão
de Julian, mata uma garota de 16 anos e depois é morto. A mãe deles,
interpretada por uma irreconhecível Kristin Scott Thomas, vai para Bangkok e
exige que Julien vingue a morte do irmão. Chang (Vithaya Pansringarm) é o chefe
de polícia, cuja crueldade rendeu-lhe o apelido de “Anjo da Morte”. O diretor é
o dinamarquês Nicolas Winding Refn, que já havia feito o ótimo “Drive”, também
com Gosling. “Só Deus perdoa” é
um filme interessante, mas vai agradar a poucos.

“Os Filhos da
Meia-Noite” (“Midnight’s Children”) é uma co-produção Canadá/Reino Unido de 2012
com roteiro baseado no livro do mesmo nome escrito por Salman Rushdie em 1981. À
meia-noite do dia 15 de agosto de 1947, quando a Índia comemora sua
independência da Inglaterra, dois bebês são trocados por uma enfermeira numa
maternidade de Mumbai. Ela obedece a um pedido de um amigo revolucionário que
diz a ela: “Que os ricos sejam pobres e que os pobres sejam ricos”. A enfermeira,
então, troca de berço um menino que nasce de uma família rica e coloca em seu lugar
outro que nasceu de uma família pobre. A trajetória das duas crianças e suas famílias
será contada nas duas horas e meia de filme, tendo como pano de fundo alguns
fatos históricos ocorridos na Índia durante esse período. Assim como no
romance, o filme tem fortes pitadas de surrealismo. Por causa do problema de
Salman Rushdie com os muçulmanos por ter escrito “Versos Satânicos”, o filme
foi rodado com outro título – o nome de Rushdie foi omitido - em mais de 650
locações no Sri Lanka. A diretora é a indiana Deepa Mehta, radicada no Canadá.
Tem clima de novelão, mas é bem feito e, por isso, vale a pena ser conferido.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013

“Todos temos um plano”
(“Todos tenemos um plan”) é um drama argentino cujo principal trunfo é ter
no elenco o ator Viggo Mortensen. Ele é o médico pediatra Agustin, com
consultório em Buenos Aires. Farto de atender crianças e em crise com a esposa,
ele recebe a visita do seu irmão gêmeo (interpretado também por Mortensen), que
revela ter pouco tempo de vida por causa de um câncer no pulmão. Era a
oportunidade que Agustin esperava para sair daquela vida entediante. O irmão
morre e ele assume sua identidade, indo viver onde o irmão morava, na região do
delta do Tigre. Só que Agustin não sabia que o irmão estava envolvido com
criminosos. Até que o filme funciona como suspense. Além de Mortensen, o elenco
tem Soledad Villamil, Javier Godino, Daniel Fanego e Carolina Román. É o
primeiro filme dirigido por Ana Piterbarg. Como morou durante 10 anos na
Argentina quando era adolescente, Mortensen domina muito bem o castelhano.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
A
ideia é interessante. Transformar num reality show o julgamento de um jovem
acusado de matar uma mulher. Todo julgamento é filmado ao vivo e o júri é
simplesmente formado pelos espectadores, no caso, a população da Flórida. Este
é o tema central do filme "A
Sentença" ("Citizen Verdict"), produzido em 2003 e que passou despercebido por aqui. O filme é
bem feito, transmite com perfeição o clima de um reality show e tem uma das
sequências mais chocantes que eu já vi de morte por injeção letal. Tudo
transmitido ao vivo e em cores. No elenco, os mais conhecidos são Armand
Assante, Jerry Springer e Roy Scheider.


“O Estranho Caso de Angélica”, de
2010, é mais um filme do diretor português Manoel de Oliveira. Um fotógrafo vai de Lisboa à Região do Douro fotografar os trabalhadores de uma vinha. Numa determinada, ele é acordado na pensão em que está hospedado e contratado para fotografar o cadáver de uma linda moça. No meio de seus cliques, ele vê - imagina, claro - o cadáver sorrir para ele. A partir daí, ele fica obcecado e acaba se apaixonando perdidamente pela morta, passando o resto do filme catatônico, sorumbático e macambúzio. Quando dirigiu o filme, Oliveira estava com 101 anos, mas tinha o roteiro em mãos desde 1951. Os críticos profissionais adoram o diretor português,
mas para nós, simples mortais, é difícil achar seus filmes agradáveis. Mas tem lá o seu lado criativo, original. Um detalhe interessante do filme é a presença da atriz brasileira Ana Maria Magalhães como uma das hóspedes da pensão.

"A Família" ("The Family") conta a história de uma
família novaiorquina que está sob proteção do FBI há seis anos. De tanto
aprontar em vários lugares, por questão de segurança os integrantes da família
são "mudados" para a Normandia (França), onde continuam aprontando as
maiores confusões. Taí mais uma ótima comédia, ainda mais com um elenco que tem
Robert De Niro, Michelle Pfiffer e Tommy Lee Jones. O diretor é o francês Luc
Besson. Como o tema é a Máfia, De Niro está à vontade, dando show mais uma vez.
Michelle Pfiffer deve ter tomado o soro da juventude. Está ainda mais bonita e
em grande forma. Assistir "A Família" é um programão
Manipulação psicológica
e os perigos do uso descuidado da Internet são os principais ingredientes desse
espetacular suspense inglês “Você quer que eu o mate?” (“uwantme2killhim?”),
de 2013, dirigido por Andrew
Douglas. O adolescente Mark (Jamie Blackley) é um craque no futebol e admirado
pelos alunos – e principalmente pelas alunas – do colégio. Seu melhor amigo é John
(Toby Regbo), que é chamado de “paquistanês” por causa do padrasto imigrante. Por
isso, e por seu jeito tímido, ele é maltratado por outros alunos. Enquanto
isso, Mark começa um namoro virtual com Rachel pela Internet. Ela se diz irmã
de John e que ele proteja o irmão. Uma agente do serviço secreto inglês entra no circuito e vai acabar
complicando a vida de Mark. Toda essa história vai sofrer uma reviravolta
incrível. É tensão do começo ao fim, um filme irresistível. Inacreditável
também que tudo aconteceu de verdade em 2003 na Inglaterra. Imperdível!

“O Caixão” (“The
Coffin”) é um filme de terror de 2008. Trata-se de uma co-produção Coréia do
Sul, Tailândia, Cingapura e EUA, com a direção de Ekachai Uekrongthan. Existe
na Tailândia um ritual durante o qual as pessoas alugam caixões e se deitam
para rezar. Dizem que espanta os males e cura doenças. É fato real. No filme, Su, uma
moça diagnosticada com câncer de pulmão, participa do ritual e fica curada.
Chris, um rapaz cuja namorada está em coma, também participa, segurando um
bilhete com o nome dela. Dias depois, ela sai do coma e volta à vida normal. Só
que de repente as pessoas envolvidas começam a ter alucinações e visões de
mortos, o que dá um toque sobrenatural ao filme. Apesar de alguns sustos, o
filme tem um enredo meio confuso. É preciso prestar muita atenção para
entender. Só pra quem curte o sobrenatural.
“A Sombra do
Inimigo” (“Alex
Cross”), de 2012, é um filme policial dirigido por Rob Cohen. A história é baseada no livro “Cross”, do
escritor James Patterson, e tem como principal protagonista o detetive psicólogo Alex Cross (Tyler Perry). Desta vez,
Cross enfrenta um cruel serial killer, Michael, num desempenho magistral de Mattew
Fox. O elenco conta ainda com Edward Burns como o parceiro de Cross. O detetive
de Patterson já foi interpretado por Morgan Freeman em dois filmes: “Beijos que
Matam” (1997) e “Na Teia da Aranha” (2001). Quem gosta de um bom filme policial
vai curtir “A Sombra do Inimigo”. Afinal, tem uma boa história e bastante ação.
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