sábado, 4 de janeiro de 2014


“E agora? Roubei um Rembrandt” (“Rembrandt”) é uma comédia dinamarquesa de 2003. Dois ladrões são contratados para roubar de um museu um quadro com o retrato de uma senhora, avó do contratante, um empresário. O quadro era de sua família e tem um valor sentimental inestimável. Só que a dupla, na verdade pai e filho, leva o quadro errado. À noite, quando estão assistindo ao noticiário na TV, descobrem que o quadro é simplesmente uma obra-prima original de Rembrandt, “Retrato de uma Senhora”, avaliado em milhões de dólares. Com dois outros comparsas cúmplices no roubo, pai e filho decidem tentar vender o Rembrandt e acabam se metendo em confusões. Do meio em diante, porém, o filme perde o tom de comédia, o que prejudicou um pouco o resultado final. Mas a história, baseada num fato real acontecido em 1999 na Dinamarca, é interessante e o elenco muito bom.

 “Contagem Regressiva” (“Hours”) é o último filme do ator Paul Walker, morto em dezembro de 2013 num acidente de carro. O filme, que marcou a estreia do diretor Eric Heisserer, foi rodado em março daquele ano. Pouco antes do furacão Katrina chegar com força total a Louisiana, Nolan (Walker) leva a esposa (Genesis Rodriguez), já em trabalho de parto, para o hospital. A criança nasce com problemas respiratórios e é colocada numa incubadora com respirador artificial. Diante da chegada iminente do furacão, todo mundo no hospital, médicos, enfermeiros e pacientes, é retirado e levado para um local seguro. Só ficam Nolan e o bebê, pois este não pode prescindir do equipamento. O filme inteiro mostra Nolan tentando salvar a criança, em meio ao suspense proporcionado por quedas de energia, inundação, saqueadores e um cachorro policial perdido. Dá pra ver numa boa.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O filme tailandês “Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas” (“Lung Boonmee Raluek Chat”) ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010. Tio Boonmee, interpretado por Thanapat Saisaymar, que não é ator profissional, sofre de insuficiência renal grave e tem pouco tempo de vida. Acompanhado da cunhada Jen, do primo Tong e do sobrinho Jaai, ele vai passar seus últimos dias numa fazenda. No jantar do primeiro dia, aparece o fantasma de sua falecida mulher Huay e, logo em seguida, seu filho desaparecido, agora um homem-macaco, mais parecendo um lobisomem. Em outra cena, sem nada a ver com Huay, uma princesa vai a um lago e transa com um bagre. E por aí vai a fantasia do diretor Apichatpong Weerasethakul. O filme termina como começa: indecifrável. Prêmio, aliás condecoração, daquelas de encher o peito de medalhas, quem merece é o espectador que conseguir chegar até o final, como eu.   

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Como Estrelas na Terra” (“Taqare Zameen Par”), produção indiana de 2007, é um dos filmes mais bonitos, sensíveis e comoventes deste século. Não é exagero. Difícil não se emocionar com o menino Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre de dislexia e ninguém, nem mesmo a família, desconfia do seu problema. No colégio, por causa de seus erros gramaticais, Ishaan é tido pelos professores como indisciplinado e aluno problemático. Seus pais, como castigo, o encaminham para um colégio interno. Aqui, ele vai conhecer o professor Nikumbh (Aamir Khan, que também é diretor do filme), que finalmente vai descobrir o problema de Ishaan. O filme chamou a atenção da Walt Disney Entertainment, que, em 2010, comprou os direitos para distribuí-lo nos EUA, Reino Unido e Austrália como “Like Stars on Earth”. Pais e professores do mundo inteiro deveriam ser obrigados a assistir. Simplesmente imperdível! 

“Obsessão Perigosa” (“McCanick”), de 2013 (EUA), é um filme policial com David Morse, Mike Vogel, Brandon Routh e Cory Monteith. Este foi, aliás, o derradeiro filme de Cory, ator que ficou famoso pela Série de TV Glee e que morreu em julho de 2013. O detetive Eugene McCanick (Morse), da Divisão de Narcóticos da Filadélfia, fica totalmente descontrolado depois de saber que um presidiário chamado Weeks (Cory) foi colocado em liberdade condicional. McCanick fica totalmente descontrolado, paranoico e violento, a ponto de balear seu próprio parceiro (Routh) acidentalmente. O roteiro, um tanto confuso, não explica o motivo desse comportamento do policial, apenas dá a entender que ele quer se vingar de Weeks. O filme chega a uma reviravolta final sem ter criado, para tal, um clima de suspense ou tensão. Dirigido por Josh C. Waller, “Obsessão Perigosa” não merece muita audiência.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


Muito mais do que esquisito, “Só Deus perdoa” (“Only God Forgives”), de 2013, é bastante desagradável. Ambientes sombrios, protagonistas sádicos, poucos diálogos, cenas arrastadas e muita, mas muita violência. Julian Thompson (Ryan Gosling) administra uma academia de boxe tailandês em Bangkok, onde está exilado depois de cometer um assassinato nos EUA. A academia, porém, funciona como facha da para o tráfico de drogas. Billy, o irmão de Julian, mata uma garota de 16 anos e depois é morto. A mãe deles, interpretada por uma irreconhecível Kristin Scott Thomas, vai para Bangkok e exige que Julien vingue a morte do irmão. Chang (Vithaya Pansringarm) é o chefe de polícia, cuja crueldade rendeu-lhe o apelido de “Anjo da Morte”. O diretor é o dinamarquês Nicolas Winding Refn, que já havia feito o ótimo “Drive”, também com Gosling. “Só Deus perdoa” é um filme interessante, mas vai agradar a poucos.

“Os Filhos da Meia-Noite” (“Midnight’s Children”) é uma co-produção Canadá/Reino Unido de 2012 com roteiro baseado no livro do mesmo nome escrito por Salman Rushdie em 1981. À meia-noite do dia 15 de agosto de 1947, quando a Índia comemora sua independência da Inglaterra, dois bebês são trocados por uma enfermeira numa maternidade de Mumbai. Ela obedece a um pedido de um amigo revolucionário que diz a ela: “Que os ricos sejam pobres e que os pobres sejam ricos”. A enfermeira, então, troca de berço um menino que nasce de uma família rica e coloca em seu lugar outro que nasceu de uma família pobre. A trajetória das duas crianças e suas famílias será contada nas duas horas e meia de filme, tendo como pano de fundo alguns fatos históricos ocorridos na Índia durante esse período. Assim como no romance, o filme tem fortes pitadas de surrealismo. Por causa do problema de Salman Rushdie com os muçulmanos por ter escrito “Versos Satânicos”, o filme foi rodado com outro título – o nome de Rushdie foi omitido - em mais de 650 locações no Sri Lanka. A diretora é a indiana Deepa Mehta, radicada no Canadá. Tem clima de novelão, mas é bem feito e, por isso, vale a pena ser conferido.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013


“Todos temos um plano” (“Todos tenemos um plan”) é um drama argentino cujo principal trunfo é ter no elenco o ator Viggo Mortensen. Ele é o médico pediatra Agustin, com consultório em Buenos Aires. Farto de atender crianças e em crise com a esposa, ele recebe a visita do seu irmão gêmeo (interpretado também por Mortensen), que revela ter pouco tempo de vida por causa de um câncer no pulmão. Era a oportunidade que Agustin esperava para sair daquela vida entediante. O irmão morre e ele assume sua identidade, indo viver onde o irmão morava, na região do delta do Tigre. Só que Agustin não sabia que o irmão estava envolvido com criminosos. Até que o filme funciona como suspense. Além de Mortensen, o elenco tem Soledad Villamil, Javier Godino, Daniel Fanego e Carolina Román. É o primeiro filme dirigido por Ana Piterbarg. Como morou durante 10 anos na Argentina quando era adolescente, Mortensen domina muito bem o castelhano.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A ideia é interessante. Transformar num reality show o julgamento de um jovem acusado de matar uma mulher. Todo julgamento é filmado ao vivo e o júri é simplesmente formado pelos espectadores, no caso, a população da Flórida. Este é o tema central do filme "A Sentença" ("Citizen Verdict"), produzido em 2003 e que passou despercebido por aqui. O filme é bem feito, transmite com perfeição o clima de um reality show e tem uma das sequências mais chocantes que eu já vi de morte por injeção letal. Tudo transmitido ao vivo e em cores. No elenco, os mais conhecidos são Armand Assante, Jerry Springer e Roy Scheider.

Não sei se por problemas de distribuição ou falta de divulgação, a comédia nacional "Elvis & Madona" teve uma passagem tímida pelos cinemas em 2011. Não merecia, pois é um ótimo filme. Conta a história de um inusitado casal que se apaixona em Copacabana. Ele (ou ela), um travesti que trabalha como cabeleleira num salão de beleza. Ela (ou ele), uma jovem lésbica que trabalha como entregador de pizza e deseja ser fotógrafa(o) profissional. Simone Spoladore faz Elvira, aliás Elvis. Igor Cotrim faz a Madona. Este último está espetacular. Os dois carregam o filme nas costas, mas os coadjuvantes também estão ótimos, com destaque para Sérgio Bezerra, que faz o "João Tripé", ex-amante de Madona. Maitê Proença também arrasa como a mãe de Elvis. A trilha sonora é uma atração à parte. Enfim, uma comédia que merece ser vista agora em DVD.



“O Estranho Caso de Angélica”, de 2010, é mais um filme do diretor português Manoel de Oliveira. Um fotógrafo vai de Lisboa à Região do Douro fotografar os trabalhadores de uma vinha. Numa determinada, ele é acordado na pensão em que está hospedado e contratado para fotografar o cadáver de uma linda moça. No meio de seus cliques, ele vê - imagina, claro - o cadáver sorrir para ele. A partir daí, ele fica obcecado e acaba se apaixonando perdidamente pela morta, passando o resto do filme catatônico, sorumbático e macambúzio. Quando dirigiu o filme, Oliveira estava com 101 anos, mas tinha o roteiro em mãos desde 1951. Os críticos profissionais adoram o diretor português, mas para nós, simples mortais, é difícil achar seus filmes agradáveis. Mas tem lá o seu lado criativo, original. Um detalhe interessante do filme é a presença da atriz brasileira Ana Maria Magalhães como uma das hóspedes da pensão.    

"A Família" ("The Family") conta a história de uma família novaiorquina que está sob proteção do FBI há seis anos. De tanto aprontar em vários lugares, por questão de segurança os integrantes da família são "mudados" para a Normandia (França), onde continuam aprontando as maiores confusões. Taí mais uma ótima comédia, ainda mais com um elenco que tem Robert De Niro, Michelle Pfiffer e Tommy Lee Jones. O diretor é o francês Luc Besson. Como o tema é a Máfia, De Niro está à vontade, dando show mais uma vez. Michelle Pfiffer deve ter tomado o soro da juventude. Está ainda mais bonita e em grande forma. Assistir "A Família" é um programão
Manipulação psicológica e os perigos do uso descuidado da Internet são os principais ingredientes desse espetacular suspense inglês “Você quer que eu o mate?” (“uwantme2killhim?”), de 2013,  dirigido por Andrew Douglas. O adolescente Mark (Jamie Blackley) é um craque no futebol e admirado pelos alunos – e principalmente pelas alunas – do colégio. Seu melhor amigo é John (Toby Regbo), que é chamado de “paquistanês” por causa do padrasto imigrante. Por isso, e por seu jeito tímido, ele é maltratado por outros alunos. Enquanto isso, Mark começa um namoro virtual com Rachel pela Internet. Ela se diz irmã de John e que ele proteja o irmão. Uma agente do serviço secreto inglês entra no circuito e vai acabar complicando a vida de Mark. Toda essa história vai sofrer uma reviravolta incrível. É tensão do começo ao fim, um filme irresistível. Inacreditável também que tudo aconteceu de verdade em 2003 na Inglaterra. Imperdível!

“O Caixão” (“The Coffin”) é um filme de terror de 2008. Trata-se de uma co-produção Coréia do Sul, Tailândia, Cingapura e EUA, com a direção de Ekachai Uekrongthan. Existe na Tailândia um ritual durante o qual as pessoas alugam caixões e se deitam para rezar. Dizem que espanta os males e cura doenças.  É fato real. No filme, Su, uma moça diagnosticada com câncer de pulmão, participa do ritual e fica curada. Chris, um rapaz cuja namorada está em coma, também participa, segurando um bilhete com o nome dela. Dias depois, ela sai do coma e volta à vida normal. Só que de repente as pessoas envolvidas começam a ter alucinações e visões de mortos, o que dá um toque sobrenatural ao filme. Apesar de alguns sustos, o filme tem um enredo meio confuso. É preciso prestar muita atenção para entender. Só pra quem curte o sobrenatural.
“A Sombra do Inimigo” (“Alex Cross”), de 2012, é um filme policial dirigido por Rob Cohen.  A história é baseada no livro “Cross”, do escritor James Patterson, e tem como principal protagonista o detetive  psicólogo Alex Cross (Tyler Perry). Desta vez, Cross enfrenta um cruel serial killer, Michael, num desempenho magistral de Mattew Fox. O elenco conta ainda com Edward Burns como o parceiro de Cross. O detetive de Patterson já foi interpretado por Morgan Freeman em dois filmes: “Beijos que Matam” (1997) e “Na Teia da Aranha” (2001). Quem gosta de um bom filme policial vai curtir “A Sombra do Inimigo”. Afinal, tem uma boa história e bastante ação.

 
“O Passado” (“Le Passé”), de 2013, é mais um grande filme francês, um drama familiar da melhor qualidade. Após quatro anos separado de Marie (Bérénice Bejo), Ahamad retorna do Irã a Paris para concluir o processo de divórcio. Sua mala some no aeroporto e Marie o convida para ficar em sua casa. Ahamad vai encontrar uma família à beira de um ataque de nervos. Marie está em crise com a filha adolescente Lucie (Pauline Burlet) e não consegue se entender com o filho de 5 anos do novo companheiro, Samir (Tahar Rahim). Ahamad entra nesse turbilhão como pacificador/mediador. Durante esses dias, segredos do passado serão revelados. Por seu desempenho, Bérénice (“O Artista”) ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes 2013. O diretor Asghar Farhadi é o mesmo de “A Separação”, filme iraniano que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012.  Imperdível!
“O fim do amor” (“The end of love”) é um filme independente norte-americano de 2012, dirigido por Mark Webber. Ele também é o principal protagonista, pai viúvo de um menino de dois anos (seu filho na vida real), ator de segundo escalão desempregado. O filme inteiro é o menino tagarelando, fazendo perguntas. E o pai respondendo o tempo todo. Até que no começo você acha que a criança é esperta, uma gracinha. Com o decorrer do filme, porém, você começa a se irritar. Parece que o menino está ali do seu lado na sala. Insuportável! O pai veste a carapuça de vítima e fica num baixo astral o filme inteiro. Numa cena em que está quase levando Lydia (a charmosa Shannyn Sossamon) para a cama, ele diz que está com dor de barriga. Tenha paciência! Apesar das pontas de Michael Cera, Amanda Seyfried e Jocelin Donahue, o filme é muito chato. Nem com muita paciência é possível curtir esse abacaxi. Bem azedo, aliás... 

 
"A Teacher", de 2013, é um drama norte-americano de suspense que conta a história do envolvimento de uma professora do ensino médio com um de seus alunos. Ela, Diana (Lindsay Burdge), com seus trinta e poucos anos, ele, Eric (Will Brittain), com seus 17 ou 18 anos. Durante as aulas, Diana percebe que Eric está flertando com ela, que não nega fogo. A relação começa com umas rapidinhas no carro. Nada sério. Com o tempo, porém, eles vão se envolvendo cada vez mais. Diana tem a preocupação de manter a relação secreta, com medo de perder o emprego, mas continua a se encontrar com o aluno. Mas um deles levará a relação muito a sério, a ponto de virar uma obsessão. Aí fica difícil manter a coisa em segredo. A atriz Lindsay Burdge faz um excelente trabalho como a professora. É o segundo filme dirigido por Hannah Fidell. Sem dúvida, um ótimo suspense. 
“Um Estranho no Lago” (“L’inconnu du Lac”), de 2013, é um drama policial francês dirigido por Alain Guiraudie. Num lago nudista durante o verão, vários homens (?) homossexuais ocupam sua orla com o objetivo de conhecer potenciais parceiros. Às vezes, apenas um cumprimento rápido ou um sorriso é motivo para o casal se embrenhar no bosque e mandar ver. Já vou avisando: tem várias cenas de sexo explícito. Um dos homossexuais, porém, é assassinado e seu corpo encontrado boiando no lago. Apesar disso, a pegação prossegue como se nada tivesse acontecido, até que a polícia começa a investigar. O filme foi vencedor do Prêmio “Queer Palm” do Festival de Cannes2013, ao qual concorrem produções com temática gay. Aviso: só para adultos.   
“Coisas que fazemos por amor” (“Kaikella rakkaudella” ou “Things we do for Love”), de 2013, é uma co-produção Finlândia/Noruega. É um drama pesado que conta a história do fotógrafo Toivo (Sampo Sarkola) e sua paixão por Ansa (Krista Kosonen), uma mulher complicada e rodeada de problemas, como um ex-marido violento, uma filha, um cunhado sem-vergonha etc. O enredo às vezes confunde. Você acha que é isso e é aquilo. Os cenários são muito bonitos, incluindo paisagens da primitiva Lapônia.

 
Vale r ecordar e rever um dos filmes mais bonitos que exploram o tema da velhice: “As Baleias de Agosto” (“The Whales of August”), produção americana de 1987. As irmãs Sarah (Lillian Gish) e Libby (Bette Davis) moram numa casa isolada no litoral do Maine. Sarah se dedica a cuidar de Libby, cega e manca, há muitos anos. Libby é amarga e rabugenta ao extremo, tratando mal quem as visita, principalmente o imigrante russo Maranov (Vincent Price). Na época das filmagens, Lillian Gish tinha 93 anos e seu desempenho é nada menos do que espetacular, assim como o de Bette Davis, mas quem foi indicada para o Oscar de atriz coadjuvante foi Ann Sothern, que interpreta Tisha, grande amiga das irmãs. O filme, baseado numa peça teatral de David Berry, é poético e muito sensível. 
A comédia “Meu passado me condena” fez a segunda melhor estreia em 2013, em termos de público, nos cinemas nacionais, perdendo apenas para “Somos tão Jovens”. É bastante divertida. Conta as peripécias do casal Fábio (Fabio Porchat) e Mía (Mía Mello) durante a viagem de lua de mel num navio de cruzeiro para a Itália. Ela vai dar de cara com um ex-namorado e ele com uma antiga e desejada colega de colégio. Se as coisas já não andavam boas entre o casal, pioraram bastante quando Fábio encontra um amigo mochileiro na escala em Marrocos. O filme é uma adaptação de uma série de TV com o mesmo nome e o primeiro dirigido por Júlia Rezende. Diversão garantida!