domingo, 29 de dezembro de 2013

“A Marca” (“Twisted”), de 2004, tem como protagonistas principais a linda Ashley Judd, Samuel L. Jackson e Andy Garcia. Depois de prender um criminoso procurado há tempos, a policial Jéssica (Ashley) é promovida a inspetora do Depto. de Homicídios. Só que ela tem um defeito: é meio ninfomaníaca, chegada num sexo casual. De uma hora para outra, seus parceiros de cama começam a aparecer mortos. Ela começa a investigar os crimes e, no final do filme, vai encarar uma nua e cruel realidade, numa reviravolta que ninguém espera e que valoriza ainda mais esse bom drama policial que vale a pena ser revisto, ainda mais pela presença de Ashley Judd em grande forma. 

“Temporada de Caça” (“Killing Season”), 2013, reúne John Travolta e Robert De Niro. Travolta faz um soldado sérvio que, 18 anos depois do término da Guerra da Bósnia, vai para os EUA atrás do oficial do Exército dos EUA, Benjamim Ford (De Niro) para se vingar. Encontram-se - ninguém explica como o sérvio encontra o oficial -perto da cabana onde Benjamim mora, no meio da floresta. Segue um longo e interminável embate entre os dois, que se revesam em torturar um ao outro, em cenas que caberiam bem num filme trash. Travolta está ridículo tentando falar inglês com sotaque sérvio. E pior: fizeram uma maquiagem nele que ficou parecendo um boneco de ventríloquo. Apesar da presença dos dois grandes astros, o filme é muito fraco.

“Meu Irmão, o Diabo” (“My Brother the Devil”), de 2012, é o filme de estreia da jovem diretora Sally El Hosaini. E que estréia! Faturou inúmeros prêmios em festivais de cinema pelo mundo inteiro em 2012 e 2013, inclusive em Berlim e Sundance. Conta a história de uma família árabe tradicional que mora no bairro egípcio de Londres. Seus dois jovens filhos, Mo e Rashid, envolvem-se e têm amizades com o pessoal das gangues formadas, em sua maioria, por descendentes de imigrantes. A admiração de Mo em relação ao irmão mais velho, Rashid, vai acabar em decepção depois de um flagrante surpreendente. Realmente, um filme muito bom, impactante, realista. Merece ser visto.
A morte de um transexual e o acidente com um caminhão ocorridos no mesmo local são um mistério e um novo desafio para o xerife Darl (Billy Bob Thornton), da pequena cidade de La Salle, interior da Louisiana. Este é o ponto de partida para o filme policial “Protegido pela Lei” (“The Badge”), de 2002, que conta ainda no elenco com uma turma de “ve teranos” e bons atores como Patrícia Arquette, William Devane e Sela Ward, esta última uma das atrizes mais bonitas e charmosas do cinema. Thornton faz um xerife cínico e canastrão, um papel que lhe cai como uma luva. Mesmo sem os ingredientes tradicionais do gênero policial, ou seja, tiroteios, pancadarias e perseguições de carro, o filme vale a pena.

Quem sofre de claustrofobia jamais poderá assistir a este “Desvio” (“Detour”), filme americano de 2013. Afinal, em  pelo menos 90% do filme o sujeito é filmado confinado dentro de um carro soterrado por uma avalanche do morro que atingiu a estrada. O mais estranho – pra mim a maior falha do filme - é que a estrada fica totalmente bloqueada e não aparecem os bombeiros ou o pessoal da defesa civil para verificar se algum carro ou alguém ficou soterrado. O cara faz de tudo pra sobreviver. Se vai conseguir, só vendo o filme. Quem quiser arriscar a ver, fique à vontade.

“Código de Honra” (“Puncture”), de 2011, é um bom filme de suspense que trata de um assunto bastante sério: os acidentes que ocorrem nos hospitais com médicos e enfermeiras que se picam com agulhas de seringas e acabam se contaminando. Chris Evans (o “Capitão América”) faz um advogado de um pequeno escritório de advocacia que encara uma ação para defender um modesto fabricante de uma seringa totalmente segura que não consegue vendê-la aos hospitais dos EUA por causa da pressão de um gigante farmacêutico. O filme é baseado em fatos reais, o que torna a história ainda mais saborosa. Chris Evans mostra que pode ser um bom ator fora dos filmes de ação.

“Luz do Dia” (“Daglicht”), de 2013, é um suspense muito bom. O filme é holandês e conta a história de uma advogada, mãe solteira, que tem um filho autista e que, sem querer, descobre um segredo cabeludo envolvendo sua mãe. Mas será só a ponta do iceberg. Mais revelações acontecem. Sem o luxo de uma babá para cuidar do filho especial, a advogada o carrega pra tudo que é lado. Até nos momentos de tensão e de perigo, lá estão os dois juntos. A trama segura você na cadeira do começo ao fim. O diretor é Diederik van Rooijen e os principais atores são Fedja van Huet e Derek de Lint. Filmaço!

“Os nomes do amor” (“Le nome des gens”), produção francesa de 2010, é uma comédia romântica. Mas não é uma comédia romântica tradicional.  Embora o foco principal seja a conturbada relação entre Bahia e Arthur Martin, o filme discute a política francesa, a situação dos imigrantes, a situação econômica da Europa etc. Bahia é filha de um imigrante argelino com uma ex-hippie francesa. Ela é ativista de esquerda e tem como hábito tentar converter os direitistas por intermédio de sexo. Ela é desinibida demais, a ponto de andar nua na rua. Parece uma cena surreal, fora do contexto do filme. Essa mania de Bahia fazer o que bem entende, como se pudesse tudo, é irritante. O filme tem alguns diálogos interessantes e situações divertidas. E só. Sara Forestier (Bahia) e Jacques Gamblin (Martin) encabeçam o elenco, sob a direção de Michel Leclerc.

sábado, 28 de dezembro de 2013

“Do jeito que ela é” (“Pieces of April”). É de 2003 essa deliciosa comédia que traz Katie Holmes encabeçando o elenco. Ela interpreta April, a ovelha negra da família que sai de casa e vai morar em Nova Iorque. A história do filme gira em torno da visita que a família fará a ela no Dia de Ação de Graças. Enquanto a família pega a estrada, April está com dificuldades em assar o peru que será servido, já que seu fogão quebrou. Tanto a viagem da família como a aventura de April com o peru apresentam momentos hilariantes e muito divertidos. A atriz Patricia Clarkson, que faz a mãe de April, é o grande destaque do filme. Tanto que foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro como Melhor Atriz Coadjuvante. O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri no Sundance Film Festival. Quem não viu na época, veja agora, pois é ótimo. Programão!

 
Depois que foi libertada do cativeiro, depois de 10 anos sequestrada, a austríaca Natascha Kampusch escreveu um livro. O filme alemão “3096 Dias” (3096 Tag”) foi baseado nesse livro. Conta em detalhes o que aconteceu desde que foi sequestrada, em 1998, aos 10 anos de idade, até ser libertada, em 2006. É um filme pesado, claustrofóbico, transmite uma carga emocional muito forte, mas não poderia ser diferente diante do que aconteceu. A atriz irlandesa Antonia Campbell-Hughes, que faz Natascha a partir dos 14 anos, está impressionante. Ela se entrega de corpo e alma ao pa pel e se submete a cenas que poucas atrizes teriam coragem de fazer.  Wolfgang Priklopil, o sequestrador, é interpretado pelo ator dinamarquês Thure Lindhardt, também num ótimo desempenho. O filme é simplesmente imperdível! 
“A minha vida dava um filme” (“Girl Most Likely”), de 2013. A trintona Imogene perde o emprego, o namorado e, em crise financeira, vai morar com a mãe excêntrica e o irmão biruta. Só que a mãe tem um namorado novo e esquisito que mora na casa. O irmão está ocupando o antigo quarto de Imogene, já que o seu foi alugado para um jovem hóspede mulherengo. Imogene vai dormir num colchão dentro de uma “cabana” de lençóis montada pelo irmão. Todo esse turbilhão provoca situações bastante divertidas. O elenco tem à frente a ótima comediante Kristian Wiig, Annete Bening, Matt Dillon e Darren Criss. Uma comédia gostosa de ver.

“O aniversário de David” ("Il Compleanno”, ou no inglês “David’s Birthday”) é uma produção italiana de 2010. Três casais de amigos alugam uma casa de praia para passar as férias de verão. O ambiente está ótimo, todo mundo se divertindo e o lugar é sensacional. A coisa desanda com a chegada repentina de  David, modelo de sucesso em Nova Iorque e filho de Diego (Alessandro Gassman) com uma norte-americana com quem teve um caso. Além de despertar paixões nas meninas da praia, David, interpretado pelo modelo brasileiro Thyago Alves, vai descontrolar também o psicanalista Matteo (Massimo Poggio), que vai escancarar o armário. Tá na cara que as férias vão acabar mal. O filme, dirigido por Marco Filliberti, tem ainda no elenco a portuguesa Maria de Medeiros, Christo Jivkov e Michela Cescon. O filme é muito bom e a fotografia sensacional.
Martine é uma fotógrafa e cineasta novaiorquina que precisa captar sons para seu filme sobre bichos. Para isso, consegue ir para Salt Lake City trabalhar com Peter, especialista na sonorização de filmes em Hollywood. Os dois trabalham juntos no estúdio, instalado na própria casa de Peter, que é casado e tem uma filha adolescente, e essa aproximação terá conseqüências desastrosas para a família. “Caminho para o Coração” (“Nobody Walks”) é dirigido por Ry Russo-Young e tem no elenco Olivia Thirlby, John Krasinski, Rosemarie DeWitt e outros bons atores. O filme é muito bom, tanto que ganhou o Prêmio Especial do Júri do Festival de Sundance 2012, do qual participam apenas filmes independentes.
“Roubando Vidas” (“Taking Lives”) é um policial de suspense produzido em 2004, com um elenco pra lá de estrelado: Angelina Jolie, Ethan Hawke, Kiefer Sutherland, Olivier Martinez, Gena Howlands e Jean Hugues Anglade. Angelina faz uma policial do FBI enviada para Montreal (Canadá) para investigar os crimes praticados por um serial killer que assume, há anos, as identidades de suas vítimas. O filme tem ação, suspense – dois ou três sustos de derrubar o pacote de pipoca – e, claro, a beleza e sensualidade de Angelina. A direção é de D.J. Caruso. Bom DVD para descobrir ou rever.

“Um único tiro” (“A Single Shot”) é uma co-produção EUA/Canadá/França de 2013. O filme foi selecionado para os festivais de Berlim e Tribeca. Trata-se de um drama de suspense um tanto violento, um tanto lento, um tanto desagradável de assistir. Homem é abandonado pela mulher e o filho, sai da cidade e vai morar numa cabana na montanha. Ao fazer uma caçada, mata acidentalmente uma jovem. Aí a coisa complica e ele passa a ser a caça. É dirigido por David Rosenthal e tem no elenco, entre outros, Sam Rockwell, Jefrrei Wright, Kelly Reilly, William Macy e Ted Levine. Mas dá pra ver numa boa.    
“Sangue no Gelo” (“The Frozen Ground”) é um drama policial protagonizado por Nicolas Cage e John Cusack. Conta a história, baseada em fatos reais, da investigação ocorrida no início dos anos 80 para prender um serial killer que assassinou mais de 20 mulheres no Alaska. O cara matava moças de 20 a 30 anos de idade. Cage (continua péssimo ator) é o policial encarregado da investigação e Cusack o principal suspeito. Tanto Cage como Cusack já fizeram filmes bem melhores. De qualquer modo, “Sangue no Gelo” tem suspense e pode agradar.
“Prince Avalanche” é um filme independente americano de 2013, com um irreconhecível bigodudo Paul Rudd, de tantas comédias, e Emile Hirsch, um jovem ator de prestígio em Hollywood. Os dois aparecem o tempo inteiro trabalhando na sinalização de uma estradinha no interior do Texas, em 1988, ano em que um grande incêndio destruiu florestas e casas. É um filme bastante monótono, só “agitado” pelos diálogos dos dois protagonistas. Por esse filme, David Gordon Green recebeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim. Antes que eu diga que o filme é chato, assista e me dê ou não razão.
A família Colapietro já está toda reunida para a tradicional Ceia de Natal na casa do patriarca e da matriarca, ambos já bastante idosos. Tudo vai às mil maravilhas até que os velhos anunciam que não têm mais condição de ficar sozinhos. E que a solução será morar com um dos filhos. Nenhum deles quer assumir a responsabilidade e aí começa a maior confusão. Esse enredo poderia ser dramático, mas nas mãos do grande diretor italiano Mario Monicelli vira uma comédia hilariante, “Parente é Serpente” (“Parenti Serpenti”). É de 1992. Não deixe de ver e se divertir!   
Muita gente olha a capinha do DVD e lê que o filme se chama “Saturno em Oposição” (“Saturno Contro”). Se desconfiar e não assistir, estará perdendo um dos grandes filmes italianos deste século. Trata-se de uma produção de 2007, com direção do turco naturalizado italiano Ferzan Özpetek, do maravilhoso “Janela da Frente”. Grupo de amigos convive com uma surpreendente doença que atingiu um deles durante um jantar. Eles se amam, mas nunca deixam de dizer a verdade, nua e crua que seja, uns para os outros. Tem drama e humor. No elenco, Stéfano Accorsi, Margherita Bay e Pierfrancesco Favino, entre outros ótimos atores. Filme adulto e inteligente para um público idem. Imperdível! 

“A Datilógrafa” (“Populaire”) é uma comédia francesa romântica de 2012 que lembra aqueles filmes da década de 50 reunindo, por exemplo, Cary Grant e Doris Day. É a história de uma moça de 21 anos que sai da casa dos pais, no interior da França, para trabalhar como secretária num escritório de seguros em outra cidade. O dono fica impressionado com a velocidade com que a moça datilografa e resolve treiná-la para participar de torneios de datilografia. A época é a segunda metade da década de 50 e a ambientação do filme – cenários, figurinos, fotografia, trilha sonora etc – é muito bem feita. Tem no elenco Romain Duris, Déborah François e Bérénice Bejo. O filme é divertido e agradável, um ótimo programa.
“O Verão da Minha Vida” (“The way, way back”) é uma comédia bastante simpática, um ótimo programa para toda a família. É uma produção norte-americana de 2013 que conta a história de um garoto de 14 anos em crise existencial. O pai não quer saber dele, o padrasto o humilha, a mãe defende o namorado, que a trai descaradamente. O  menino quer mais é ficar na dele. A família vai passar o verão numa casa de praia e o garoto acaba conhecendo o funcionário de um parque aquático que vai lhe dar valor como ser humano. O jovem, aos poucos, se transforma, fica mais confiante e seguro de si. Amadurece, enfim. O filme tem muito humor, mas também um lado dramático. Liam James, Steve Carrell, Toni Collette e Sam Rockwell lideram o elenco.

 
“URO – Força Policial” (“Disturbance”) é um filme norueguês cheio de ação, tiros, orgias, pancadaria, tráfico de drogas, traições etc. Pra quem gosta do gênero policial, trata-se de uma ótima opção. A produção é de 2006 e tem no elenco nomes talvez desconhecidos como Nicola Cleve, Ahmed Zeyam e Ane Torp. Jovem tenta se livrar da vida marginal e consegue ingressar na tropa de elite da polícia, chamada URO. Ele é treinado para se infiltrar nas gangues. Numa delas, revê uma antiga amiga de colégio, justamente a filha do chefão. Aí a coisa complica. O filme prova que norueguês também sabe fazer policial. Confira!