“HEDDA”, 2025, Estados Unidos, 1h48m, em cartaz na Prime Vídeo, roteiro e direção de Nia DaCosta (“A Lenda de Candyman”, “As Marvels”). Logo nas primeiras cenas percebi que os diálogos eram bem teatrais. Acertei em cheio, pois depois verifiquei que se tratava de uma releitura da peça “Hedda Gabler”, escrita em 1891 pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. A adaptação é provocativa e moderna, sendo toda a ação ambientada numa única noite em que Hedda Gabler (Tessa Thompson) e seu marido George Tesman (Tom Bateman) promovem uma grande festa para apresentar a mansão totalmente reformada para a qual o casal acaba de se mudar – o imóvel pertencia ao General Gabler, pai de Hedda. Os convidados representam a alta sociedade, incluindo professores universitários e algumas autoridades. Fácil perceber que Hedda, insatisfeita no casamento e infeliz como dona de casa, é uma mulher manipuladora. Com intrigas e mentiras, ela desenvolve uma série de atritos que acabam gerando desavenças. Nesse contexto são envolvidos os personagens de seu marido, de sua ex-amante Eileen Lovborg (a atriz alemã Nina Hoss) e de uma mulher que não havia sido convidada, papel de Imogen Poots. Muita bebida, cocaína à vontade e sexo casual pelos jardins da mansão. Enfim, uma festa que provavelmente não terminará bem. Completam o elenco Nicholas Pinnock, Finbar Lynch e Mirren Mack. Não conheço a peça de Ibsen, portanto não sei se a adaptação foi bem feita. De qualquer forma, achei o filme bastante interessante.

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