sexta-feira, 17 de outubro de 2025

“O ROYAL HOTEL” (“THE ROYAL HOTEL”), 2023, coprodução Austrália/Inglaterra, 1h31m, em cartaz na Netflix, direção da cineasta australiana Kitty Green (“A Assistente”), seguindo roteiro assinado por Oscar Redding. A história foi inspirada num documentário de 2016 que retratou um caso real ocorrido no pequeno vilarejo de Coolgardie, numa região inóspita da Austrália Ocidental. “O Royal Hotel” é centrado em duas jovens mochileiras à procura de aventura. Amigas que não se desgrudam, as canadenses Hanna (Julia Garner) e Liv (Jessica Henwick) resolvem se aventurar pelo interior da Austrália, chegando ao vilarejo de Coolgardie, cuja população é, em sua maioria, composta por trabalhadores de uma mineração. Sem dinheiro, as duas topam se hospedar no Royal Hotel, uma espelunca cujo proprietário é Billy (Hugo Weaving, de “Matrix”), um sujeito irresponsável cuja fama é de um beberrão contumaz. Para pagar a hospedagem e faturar algum dinheiro, elas topam trabalhar como garçonetes no bar do hotel, frequentado por bêbados da pior espécie, sedentos de sexo. As bebedeiras são homéricas. Dessa forma, as duas jovens trabalham correndo o risco de serem assediadas o tempo inteiro. Quando o filme terminou, de forma trágica, fiquei pensando o que levou as duas jovens a se aventurar num lugar tão lamentável, longe de qualquer sinal de civilização. Enfim... Completam o elenco Toby Wallace, Daniel Henshall, James Frecheville, Herbert Nordrum e Ursula Yovich. Na dúvida se recomendo ou não, resolvi conceder aos meus dois leitores o direito ao livre arbítrio. 

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