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sábado, 26 de julho de 2025

ANORA, 2024, Estados Unidos, 2h19m, roteiro e direção de Sean S. Baker (“Projeto Flórida”). Finalmente chega à Prime Vídeo este que foi o mais premiado filme de 2024, considerado o melhor do ano pelo American Filme Institute e pelo National Board of Review, além de ganhar cinco estatuetas do Oscar 2025 (veja no fim do comentário) e a “Palma de Ouro” no Festival de Cannes. Realmente, o filme é ótimo. Conta a história da jovem Anora, conhecida também como “Ani” (Mikey Madison), que trabalha em Nova Iorque como garota de programa e stripper numa casa de espetáculos no Brooklyn. Um de seus novos clientes é Ivan Zakharov (Mark Eydelshteyn), filho mimado de um milionário russo. Ivan, de 21 anos, que vive sozinho numa mansão espetacular, promove festas à base de drogas e muita bebida. Ele se apaixona por Ani e a pede em casamento como forma de garantir sua permanência nos Estados Unidos como cidadão naturalizado. Só que o casamento não é aceito pelos pais de Ivan, que ordenam a seus capangas que cancelem o casamento. Aí é que a confusão se instala em definitivo, pois Ivan acaba sumindo e Ani sequestrada pelos capangas russos. A situação toma rumos inesperados e as cenas de humor são hilariantes, comprovando que o filme é, sem dúvida, um ótimo entretenimento. Completam o elenco Karren Karagulian, Vache Tovmasyan, Yura Borisov, Darya Ekamasova, Vincent Tadwinsky e Alexey Walerjewitsch Serebrjakow. “Anora” venceu o Oscar 2025 nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz (Mikey Madison), Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Destaco em especial a atuação magistral da jovem Mikey Madison, de 26 anos, atriz que, com apenas 9 anos de carreira, já participou de diversos filmes, entre os mais conhecidos estão “Era Uma Vez em...Hollywood”, “A Informante” e “Pânico”, além das séries “Better Things”, “A Mulher no Lago” e Amor e Trapaças”. Resumo da ópera, “Anora” é imperdível (Alerta final: antes de apertar o play tire as crianças da sala, pois as cenas de sexo são bem fortes).     

quarta-feira, 23 de julho de 2025

O CRÍTICO (THE CRITIC), 2023, Inglaterra, 1h42m, em cartaz na Prime Vídeo, direção de Anand Tucker, seguindo roteiro assinado por Patrick Marber. Trata-se de um suspense noir baseado no livro “Curtain Call”, escrito por Anthony Quinn e lançado em 2015. A história, ambientada em 1934, é centrada no crítico teatral Jimmy Erskine (Ian McKellen), que tem sua coluna publicada há 40 anos no jornal “The Daile Chronicle”. Ele é muito respeitado no meio artístico, sempre se destacando pelas suas críticas mordazes. Enfim, um crítico implacável. Homossexual assumido, assim como o ator, Erskine mora com seu assistente e amante, o jovem Tom Turner (Alfred Enoch). Apesar dessa relação, Erskine apela para a promiscuidade nas noites em que passeia por um parque repleto de rapazes de programa. Até que numa noite é flagrado pela polícia. A notícia se espalha por Londres e chega ao conhecimento do visconde David Brooke (Mark Strong), administrador do jornal, que resolve demiti-lo. Como ainda terá alguns dias de aviso prévio, Erskine resolve, como vingança, colocar em prática um jogo de chantagem emocional envolvendo a jovem atriz Nina Land (Gemma Arterton) e que culminará em duas grandes tragédias. O filme é muito bom, a história é ótima, com destaque para uma primorosa recriação de época. Como trunfo adicional temos ainda um excelente elenco, do qual fazem parte ainda Lesley Manville, Romola Garai, Matthew Cottle, Ed Madden, Ben Barnes, Beau Gadsdon e Claire Skinner. Os grandes destaques são, sem dúvida, as ótimas atuações do veterano ator inglês Ian McKeller, com grande vigor mesmo aos 86 anos – no ano da filmagem – e a bela Gemma Arterton, espetacular como a atriz que se submete às chantagens do crítico. Gostei muito do filme e recomendo.  

segunda-feira, 21 de julho de 2025

 


“DIRTY JOHN”, 2020, Estados Unidos, série em duas temporadas com 16 episódios, em cartaz na Netflix, direção de Jeffrey Reiner, seguindo roteiro assinado por Alexandra Cunningham e Diana Son. A primeira temporada, de 8 episódios, foi intitulada “Dirty John: O Golpe do Amor”, que conta a história de Debra Newell, uma bem sucedida design de interiores que, divorciada e carente, conhece John Meehan através de um aplicativo de namoro. Mal sabia ela que o garanhão sedutor era um psicopata. No elenco, Connie Britton, Eric Bana, Julia Garner, Jean Smart, Juno Temple e Kevin Zegers.

A segunda temporada, também de 8 episódios, recebeu o título de “Dirty John: The Betty Broderick Story”. A história é centrada num casal que passa por um tumultuado processo de divórcio que acabaria numa tragédia. Betty Broderick, a esposa, descobre que o marido, um advogado famoso, tem um caso com a secretária do escritório, mas quem acaba sofrendo as consequências é ela própria, submetida a um inferno psicológico que a levou a perder tudo, inclusive os filhos. No elenco, Amanda Peet, Cristian Slater, Rachel Keller e Missi Pyle.

As duas histórias são baseadas em fatos reais descritos em reportagens publicadas no podcast do jornalista Christopher Goffard, do Los Angeles Times. A série foi muito elogiada principalmente por tratar de temas bastante atuais como violência doméstica, manipulação psicológica e relacionamentos abusivos, com interpretações primorosas dos nomes principais do elenco, como Eric Bana, Connie Britton, Cristian Slater e Amanda Peet. Realmente, a série é excelente. Imperdível!